{"id":893,"date":"2016-01-22T21:56:11","date_gmt":"2016-01-22T21:56:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=893"},"modified":"2016-01-22T23:58:23","modified_gmt":"2016-01-22T23:58:23","slug":"dores-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2016\/01\/22\/dores-do-mundo\/","title":{"rendered":"Dores do mundo"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o muitas as dores do mundo e elas parecem sugar nossa for\u00e7a, de modo que, beiramos o esgotamento. E a\u00ed propor refletir sobre elas parece demais, pois, seria mais cansa\u00e7o para um debilitado. A tend\u00eancia \u00e9 entregarmos os pontos nesse jogo cruel, ou, jogarmos a toalha nessa luta constante. Mais f\u00e1cil \u00e9 sermos tragados pelas faltas, sem preenchimento de sentidos. A sensa\u00e7\u00e3o de que nada tapa alguns buracos existenciais desanima muitos que tem j\u00e1 veem perspectivas estreitas no seu dia a dia.<\/p>\n<p>Alguns param, desistem e s\u00e3o consumidos por ang\u00fastias inomin\u00e1veis no momento. Outros, vivem no autom\u00e1tico. Da casa para o trabalho, do garfo a boca, da academia para o encontro com colegas, da sala de aula para a cama, mas \u00e9 s\u00f3. Um esfor\u00e7o para manter um desempenho social. Afinal, a vida nos palcos digitais exige espet\u00e1culo, as redes sociais fisgaram nosso tempo congelando nosso sorriso, e, os cliques n\u00e3o podem parar.<\/p>\n<p>Amea\u00e7ados pelo fracasso remamos nesse oceano do sucesso, que prometem tempestades \u00e0 vista. Nossa embarca\u00e7\u00e3o parece t\u00e3o mi\u00fada frente a imensid\u00e3o do mar! Na meteorologia interior o tempo est\u00e1 nublado sujeito a trovoadas. Mas a viagem precisa prosseguir, mesmo que n\u00e3o se saiba bem o destino ou se perceba \u00e0 deriva. Ventos que nos carreguem! Resta-nos torcer pelo menos pior. Sobreviv\u00eancia. Ao menos, coisas est\u00e3o acontecendo&#8230;<\/p>\n<p>Nesse ritmo cria-se intervalos de frenesi. Em algum lugar \u00e9 preciso liberar um tanto dessa afli\u00e7\u00e3o, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 que se permanecermos entalados a implos\u00e3o se dar\u00e1 a qualquer instante. Ent\u00e3o, escapadas ilegais s\u00e3o consentidas. Vive-se aventuras errantes, um descarrego fundamental. Ignora-se a culpa e faz-se as pazes com \u201cpequenas transgress\u00f5es\u201d. Cada vez se incomoda menos, e \u00e9 integrado a uma suposta normalidade, uma frequ\u00eancia maior, comum, sem crises, apenas depend\u00eancias. Por que n\u00e3o?<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais a ind\u00fastria farmac\u00eautica est\u00e1 a nosso favor. Desenvolve-se para nos servir. Portanto, abusos podem aumentar. Testes cotidianos para ver at\u00e9 onde aguentamos.<\/p>\n<p>Lugar para espiritualidade? Nem sempre, mas cabe como espa\u00e7o da vida no autom\u00e1tico. Ou ainda, como mem\u00f3ria remota num alento em frestas de esperan\u00e7a a serem resgatadas.<\/p>\n<p>\u201cDuvidaram de Deus, dizendo: \u2018Poder\u00e1 Deus preparar uma mesa no deserto?\u201d (Sl 78.19).<\/p>\n<p>Famintos, mas desconfiados. \u00c9 tanta frustra\u00e7\u00e3o e cansa\u00e7o que esperar algo bom no deserto seria demais, pouco prov\u00e1vel. O cativeiro ao menos \u00e9 conhecido. A ansiedade j\u00e1 \u00e9 familiar, nada de criar novas expectativas. Nada como uma cova onde eu j\u00e1 me sinto quase confort\u00e1vel. A esperan\u00e7a foi enterrada antes da gente.<\/p>\n<p>A f\u00e9 na dor \u00e9 maior que qualquer f\u00e9 no amor. Uma gera\u00e7\u00e3o comprometida, que faz mera manuten\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia, e n\u00e3o mais considera uma mesa no deserto. A realidade do deserto \u00e9 sofreguid\u00e3o, escassez, adapta\u00e7\u00f5es \u00e0s desgra\u00e7as. Acreditar numa interven\u00e7\u00e3o divina? Milagres s\u00e3o miragens.<\/p>\n<p>E uma revolta cresce no cora\u00e7\u00e3o de alguns, enquanto outros, amorfos, se ajeitam na cama-caix\u00e3o. \u201cn\u00e3o creram em Deus nem confiaram no seu poder salvador\u201d (Sl 78.22).<\/p>\n<p>O que a f\u00e9, a esperan\u00e7a e o amor poderiam fazer?<\/p>\n<p>N\u00e3o existem apenas esses grupos de pessoas, onde o tr\u00e1gico predomina. H\u00e1 mais alguns que se deixaram penetrar por f\u00e9, amor e esperan\u00e7a. Contrapondo ao relato do salmista quanto<\/p>\n<p>\u00e0quela gente desconfiada, o ap\u00f3stolo Paulo conta de uma outra gente que vive diferente: \u201cLembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, que voc\u00eas t\u00eam demostrado: o trabalho que resulta da f\u00e9, o esfor\u00e7o motivado pelo amor e a perseveran\u00e7a proveniente da esperan\u00e7a em nosso Senhor Jesus Cristo\u201d (I Ts 1.3). Aqui tem trabalho, esfor\u00e7o, luta, dificuldades que requerem perseveran\u00e7a, mas, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a, f\u00e9 nutrida mesmo no deserto, o amor como combust\u00edvel, nutriente fundamental, e esperan\u00e7a numa pessoa \u2013 Deus feito gente, Jesus Cristo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o muitas as dores do mundo e elas parecem sugar nossa for\u00e7a, de modo que, beiramos o esgotamento. E a\u00ed propor refletir sobre elas parece demais, pois, seria mais cansa\u00e7o para um debilitado. A tend\u00eancia \u00e9 entregarmos os pontos nesse jogo cruel, ou, jogarmos a toalha nessa luta constante. 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