{"id":890,"date":"2015-10-13T22:48:57","date_gmt":"2015-10-13T22:48:57","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=890"},"modified":"2015-10-14T01:50:43","modified_gmt":"2015-10-14T01:50:43","slug":"um-nobel-e-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2015\/10\/13\/um-nobel-e-a-vida\/","title":{"rendered":"Um Nobel e a vida"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">O professor Angus Deaton, 69 anos, economista da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, cidad\u00e3o brit\u00e2nico e americano, recebeu dias atr\u00e1s o pr\u00eamio Nobel de Economia.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao anunciar o ganhador a Academia Real das Ci\u00eancias da Su\u00e9cia disse: \u201cPara criar pol\u00edticas econ\u00f4micas que promovam o bem-estar e reduzam a pobreza, precisamos primeiro entender as escolhas individuais de consumo. Mais que qualquer outra pessoa, Angus Deaton melhorou esse entendimento\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Em entrevista, ap\u00f3s o saber-se ganhador, Deaton disse \u201cexiste uma verdadeira urg\u00eancia moral de compreender como as pessoas se comportam e o que podemos ou devemos fazer a respeito disso\u201d. Em certo sentido, esse tamb\u00e9m \u00e9 o desafio daqueles que ensinam, daqueles que querem compreender mais do ser humano contempor\u00e2neo, daqueles que desejam dialogar sobre a sociedade e o evangelho.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Deaton tamb\u00e9m contou que teve como mentor, Richard Stone, professor de Cambridge que recebeu o Nobel de economia em 1984. E acrescenta: \u201cSempre quis ser como ele\u201d. O que nos remete \u00e0 import\u00e2ncia, por vezes negligenciada, de termos mentores na vida. E que tamb\u00e9m nos leva a pensar quem nos inspira atualmente, com quem desejamos parecer. Muitos provavelmente dir\u00e3o sem pestanejar: \u201cQuero ser parecido com Cristo\u201d. Am\u00e9m. Nesse processo, talvez seja significativo voc\u00ea encontrar pessoas, nessa gera\u00e7\u00e3o, que lhe seja refer\u00eancia positiva. Quem sabe pessoas que voc\u00ea possa encontrar, conversar, agradecer, tocar e trocar ideias, d\u00favidas, impress\u00f5es, etc. Em tempos de comemorar e lembrar do papel dos professores, isso pode ser um simples e significativo exerc\u00edcio. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Achei curioso ler o coment\u00e1rio da chefe de Deaton, a diretora do Departamento, Janet Currie, dizendo que ele \u00e9 \u201ctremendamente espirituoso, engra\u00e7ado e culto, de uma erudi\u00e7\u00e3o assustadora, e excelente companhia\u201d, e ainda que \u201csempre se preocupou em capturar a complexidade do mundo real\u201d. Certamente n\u00e3o se trata de algu\u00e9m perfeito. Ao se entrevistar colegas de algu\u00e9m que acaba de ser premiado com um pr\u00eamio t\u00e3o prestigiado, \u00e9 de se esperar que falem bem. Contudo, o que escolheram salientar, parece ser potencialmente proveitoso para quem escuta. Um economista de outra universidade destaca, como algo extraordin\u00e1rio em Deaton, \u201csua capacidade de apresentar ideias incrivelmente complicadas de uma maneira que meros mortais seriam capazes de compreender\u201d. Outro professor, colega de Deaton, afirmou: \u201ctrata-se de algu\u00e9m com a l\u00edngua afiada e ele sempre teve na mira aqueles que fazem afirma\u00e7\u00f5es muito fortes a respeito dessa ou daquela pol\u00edtica\u201d. Chama minha aten\u00e7\u00e3o esse homem que se dedica a conhecer mais da complexidade da sociedade e do ser social, n\u00e3o dado a extremos em seus posicionamentos, sem deixar de ser cr\u00edtico, sendo simples sem ser simplista, temperando com bom humor e intelig\u00eancia, buscando sempre achar o que realmente \u00e9 importante. E nesse contexto onde se multiplicam fundamentalistas, onde as agress\u00f5es gratuitas se encontram em todo lugar, onde \u00e9 f\u00e1cil se perder e n\u00e3o mais compreender o que \u00e9 de fato importante, n\u00e3o s\u00f3 cada qual em sua \u00e1rea, mas tamb\u00e9m na vida como um todo, Deaton nos provoca com sua vida e escolhas, em como escolheu desenvolver e aplicar suas habilidades.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Quando o evangelho de Jesus chega em n\u00f3s somos desafiados a nos desenvolvermos, inclusive, como parte de nosso culto a Deus, como forma de adora\u00e7\u00e3o ao Criador. Somos convidados a considerar tudo o que fazemos como fazendo de todo cora\u00e7\u00e3o para o Senhor (Cl 3.23), sem medos que nos levam a enterrar talentos. Somos apresentados a novas perspectivas, novos paradigmas, novos sentidos, novas experi\u00eancias. Ou, como diz o ap\u00f3stolo Paulo, trata-se de \u201cnovidade de vida\u201d (Rm 6.4). Morremos para antigos pressupostos, viciados modos de vida, e somos abertos para o novo, feitos novamente, nos descobrimos num novo viver. A gra\u00e7a divina a\u00ed est\u00e1 sendo derramada sobre todos. E os que t\u00eam consci\u00eancia disso podem vivenci\u00e1-la em maiores e profundas dimens\u00f5es. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Nem todos alcan\u00e7ar\u00e3o um Nobel em sua \u00e1rea, mas h\u00e1 um reconhecimento que a vida no Esp\u00edrito nos concede e premia com frescor e sabor \u00fanicos. E o que pode aparecer \u00e9 uma vida amorosa, que vai se desenvolvendo em qualidades inerentes e outras adquiridas, e que redunda em benef\u00edcio de outros. Longe de ser perfeita, mas, sendo aperfei\u00e7oada em amor, em meio a erros e acertos, fracassos e avan\u00e7os, uma reconcilia\u00e7\u00e3o fundante vai se dando.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 115%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Olhamos para a vida, olhamos para a B\u00edblia; observamos a sociedade, refletimos sobre nossas escolhas e as implica\u00e7\u00f5es da vida em comunidade. Aprendemos com outros, repartimos do que temos, investimos mais e nos escondemos menos, e assim, um cotidiano precioso vai sendo constru\u00eddo. Menos consumo, menos pressa, menos desperd\u00edcio, melhor aproveitamento, mais paci\u00eancia, mais consci\u00eancia. Vamos?<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor Angus Deaton, 69 anos, economista da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, cidad\u00e3o brit\u00e2nico e americano, recebeu dias atr\u00e1s o pr\u00eamio Nobel de Economia. 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