{"id":812,"date":"2013-11-02T13:46:48","date_gmt":"2013-11-02T13:46:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=812"},"modified":"2013-11-09T13:51:00","modified_gmt":"2013-11-09T13:51:00","slug":"44a-semana-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2013\/11\/02\/44a-semana-de-2013\/","title":{"rendered":"44\u00aa semana de 2013"},"content":{"rendered":"<p>\u201cUma em cada tr\u00eas pessoas com menos de 30 anos ainda n\u00e3o fez sexo no Jap\u00e3o de hoje. Os jovens japoneses enfrentam o que especialistas chamam de &#8220;s\u00edndrome do celibato&#8221;. Uma mat\u00e9ria publicada nesta semana no jornal brit\u00e2nico <i>The Guardian<\/i> mostra que o fen\u00f4meno pode impactar profundamente a estrutura da popula\u00e7\u00e3o nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. (&#8230;) V\u00e1rias pesquisas parecem refor\u00e7ar a sensa\u00e7\u00e3o de que tanto sexo quanto relacionamento n\u00e3o s\u00e3o prioridade na vida dos jovens japoneses. Ainda de acordo com o <i>The Guardian<\/i>, em 2011, 61% dos homens solteiros e 49% das mulheres solteiras de 18 a 34 anos n\u00e3o estavam namorando. Uma pesquisa do Centro de Planejamento Familiar do Jap\u00e3o mostrou que 45% das mulheres e 25% dos homens de 18 a 24 anos n\u00e3o estavam interessados em sexo. (&#8230;) Outra pesquisa recente mostra que 90% das jovens japonesas acreditam que ficar solteira \u00e9 melhor do que casar. N\u00e3o casar &#8211; o que antes seria considerado um grande fracasso pessoal &#8211; parece estar se tornando uma op\u00e7\u00e3o cada vez mais atraente.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Jairo Bouer, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 27\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma coisa que aprendi e tento praticar diariamente \u00e9: o que voc\u00ea faz fala muito mais do que voc\u00ea fala. Todos n\u00f3s, l\u00edderes, temos de liderar dando o exemplo. Voc\u00ea tem de mostrar que uma coisa que voc\u00ea est\u00e1 falando \u00e9 realmente voc\u00ea o que voc\u00ea acredita e faz. Voc\u00ea \u00e9 o exemplo.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Juan de Gaona, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 27\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO grande f\u00edsico Isidor Rabi, vencedor do pr\u00eamio Nobel, costumava dizer que os cientistas s\u00e3o os \u2018Peter Pans\u2019 da sociedade, aqueles que n\u00e3o querem crescer, que passam a vida perguntando \u2018por qu\u00ea\u2019. Qualquer pai e m\u00e3e sabem bem que crian\u00e7a \u00e9 explorador nato; botando o dedo aqui e ali, comendo terra, pegando formiga, trepando em \u00e1rvore, subindo e descendo a mesma escada dez vezes at\u00e9 desenvolver uma melhor percep\u00e7\u00e3o da gravidade e melhorar sua habilidade motora. Para uma crian\u00e7a, a vida \u00e9 um grande experimento, uma grande aventura de descoberta. \u2018N\u00e3o faz isso! Solta! Olha o degrau! Cuidando com a tomada! Voc\u00ea vai cair da\u00ed.\u2019 Como pai de cinco, sei que sem o nosso cuidado as crian\u00e7as correm mesmo risco de se machucar. Mas cuidar n\u00e3o \u00e9 o mesmo que reprimir o esp\u00edrito \u00fanico que t\u00eam de experimentar o mundo para poder entend\u00ea-lo. O mesmo acontece nas escolas, que acabam sendo f\u00e1bricas de conformismo onde todos devem fazer a mesma coisa, onde a crian\u00e7a mais curiosa \u00e9 reprimida e, salvo casos raros, calada. Temos muito a aprender com as crian\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Marcelo Gleiser, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 27\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA certeza acerca da sua retid\u00e3o moral \u00e9 sempre uma mistifica\u00e7\u00e3o de si mesmo. Mas hoje, como saiu de moda usar os pecados como ferramentas de an\u00e1lise do ser humano e passamos a acreditar em mitos como dial\u00e9tica, povo e outros quebrantos, a vaidade deixou de ser crit\u00e9rio para analisarmos os olhos dos vaidosos. Vivemos na \u00e9poca mais vaidosa da hist\u00f3ria. (&#8230;) Que Deus tenha piedade de n\u00f3s num mundo tomado por pessoas que se julgam retas.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Luiz Felipe Pond\u00e9, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 28\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cHomens da chamada gera\u00e7\u00e3o Y est\u00e3o mais propensos a aceitar um ambiente corporativo feminino, segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Mazars. Dos 750 executivos entrevistados, 57% aceitam a lideran\u00e7a feminina. Quando questionados sobre a prefer\u00eancia, 33% optariam por ter homens como chefes, enquanto 10% prefeririam ser gerenciados por profissionais mulheres. O estudo revelou ainda que 70% dos homens est\u00e3o dispostos, ao menos por um tempo, a abrir m\u00e3o da carreira para se dedicarem aos filhos. Os n\u00fameros em 60 pa\u00edses s\u00e3o: 68% dos entrevistados n\u00e3o veem diferen\u00e7a em serem chefiados por homens ou mulheres. 52% dos entrevistados nunca se sentiram amea\u00e7ados por mulheres em seu ambiente de trabalho. 14% confessaram preferir ter equipes de trabalho eminentemente femininas. 8%<b> <\/b>preferem ter funcion\u00e1rios homens.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Maria Cristina Frias, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 30\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAtualmente 21 milh\u00f5es de mulheres brasileiras correm o risco de sofrer um infarto e 39000 morrem todos os anos em decorr\u00eancia do mal \u2013 o triplo das v\u00edtimas fatais de c\u00e2ncer de mama.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Adriana Dias Lopes, <i>Veja<\/i> \u2013 30\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNa contemporaneidade a gest\u00e3o invadiu todas as esferas da vida. A fam\u00edlia passou a ser vista como uma pequena empresa capaz de fabricar um indiv\u00edduo empreg\u00e1vel. Filhos devem fazer in\u00fameros cursos que no futuro ser\u00e3o \u00fateis \u00e0 sua empregabilidade. \u00c9 como se tudo tivesse de ser gerido como se fosse um capital para produzir resultados. Dentro das empresas, \u00e9 como se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos de ser super-humanos o tempo todo, capazes de realizar e motivar os outros a realizar mais, melhor e mais r\u00e1pido. Diversos rankings e indicadores s\u00e3o criados para dar a medida se aquilo que fazemos presta ou n\u00e3o. H\u00e1, ainda, a exig\u00eancia da excel\u00eancia constante, como se fosse poss\u00edvel e humano ser excelente o tempo todo.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Rafael Alcadipani, <i>Voc\u00ea S\/A<\/i> \u2013 outubro de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 simples definir a simplicidade. Mas \u00e9 f\u00e1cil notar sua aus\u00eancia. Sem ela, todas as qualidades perdem seu sentido \u2013 e, com ela, alguns defeitos podem ser desculp\u00e1veis. O simples n\u00e3o \u00e9 o oposto do complexo &#8211; mas\u2013 sim, o oposto do falso. Contudo, a falsidade e a duplicidade s\u00e3o companheiras \u00edntimas da nossa esp\u00e9cie.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Jos\u00e9 Francisco Botelho, <i>Vida Simples<\/i> \u2013 outubro de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe o sujeito comete trai\u00e7\u00e3o, \u00e9 por alguma raz\u00e3o. Porque naquele momento sentiu necessidade. Ou fraquejou, reavaliou a rela\u00e7\u00e3o amorosa. N\u00e3o aconteceu comigo. Que bom. Mas quem sou eu para julgar o adult\u00e9rio? Quem \u00e9 a pessoa que est\u00e1 nos lendo agora para condenar? E n\u00e3o venham me dizer que Deus castiga. N\u00e3o ponham Deus no meio. N\u00e3o usem o nome de Deus em v\u00e3o, como fazem com tanta facilidade. \u00c9 como comprar um bilhete de loteria e pedir: \u2018Deus, me ajude a ganhar\u2019. Ele n\u00e3o quer saber do seu bilhete de loteria.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Tony Ramos, 65, ator, casado h\u00e1 44 anos, <i>Claudia<\/i> \u2013 outubro de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA tentativa equivocada de transformar toda experi\u00eancia de sofrimento em uma patologia a ser tratada. Mas uma vida na qual todo sofrimento \u00e9 sintoma a ser extirpado \u00e9 uma vida dependente de maneira compulsiva da voz segura do especialista, restrita a um padr\u00e3o de normalidade que n\u00e3o \u00e9 outra coisa que a internaliza\u00e7\u00e3o desesperada de uma normatividade disciplinar decidida em laborat\u00f3rio. Ou seja, uma vida cada vez mais enfraquecida e incapaz de lidar com conflitos, contradi\u00e7\u00f5es e reconfigura\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Vladimir Safatle, <i>Cult<\/i> \u2013 outubro de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMeus sobrinhos pequenos melhoram meu humor imediatamente. \u00c9 tudo t\u00e3o simples para eles. Se voc\u00ea quer chorar, chora. Se est\u00e1 feliz, sorri.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Monica Iozzi, 31, <i>Claudia<\/i> \u2013 outubro de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDigo aos mais jovens: conhe\u00e7am a hist\u00f3ria, para evitar que seja reescrita. Honrem as realiza\u00e7\u00f5es das gera\u00e7\u00f5es anteriores. Mas n\u00e3o sejam meros &#8220;continuadores&#8221;, pois a democracia, a economia e os direitos sociais devem ser aperfei\u00e7oados e inseridos num novo modo de desenvolvimento, sustent\u00e1vel, adequado aos tempos presentes e futuros. O passado ensina. O futuro inspira.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Marina Silva, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 01\/11\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m em s\u00e3 consci\u00eancia duvida que a ci\u00eancia funcione. As provas, ainda que indiretas, est\u00e3o por todos os lados, dos fornos de micro-ondas aos antibi\u00f3ticos. Se nossas teorias f\u00edsicas e bioqu\u00edmicas estivessem muito erradas, n\u00e3o ter\u00edamos chegado a esses produtos. Dessa constata\u00e7\u00e3o n\u00e3o decorre, \u00e9 claro, que as atuais pr\u00e1ticas dos cientistas sejam as mais adequadas. Numa excelente reportagem publicada na semana passada, a revista \u2018The Economist\u2019 faz um apanhado das coisas que n\u00e3o est\u00e3o dando certo na ci\u00eancia. Destaca desde a vulnerabilidade dos \u2018journals\u2019 a artigos ruins ou errados at\u00e9 a baixa replicabilidade dos principais estudos. \u00c9 preocupante. Um ponto central da ci\u00eancia \u00e9 o de que um experimento qualquer, se repetido em id\u00eanticas condi\u00e7\u00f5es, produzir\u00e1 os mesmos resultados. \u00c9 isso que garante sua objetividade e a distingue da bruxaria. E a replicabilidade \u00e9 baixa mesmo no caso de trabalhos de alto impacto. (&#8230;) Seria exagero afirmar que a ci\u00eancia est\u00e1 em crise, mas j\u00e1 passa da hora de as pessoas e institui\u00e7\u00f5es envolvidas tentarem aprimorar o sistema, tornando-o mais racional e eficiente.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">H\u00e9lio Schwartsman, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 02\/11\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cUma em cada tr\u00eas pessoas com menos de 30 anos ainda n\u00e3o fez sexo no Jap\u00e3o de hoje. Os jovens japoneses enfrentam o que especialistas chamam de &#8220;s\u00edndrome do celibato&#8221;. Uma mat\u00e9ria publicada nesta semana no jornal brit\u00e2nico The Guardian mostra que o fen\u00f4meno pode impactar profundamente a estrutura da popula\u00e7\u00e3o nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. 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