{"id":804,"date":"2013-10-13T15:10:45","date_gmt":"2013-10-13T15:10:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=804"},"modified":"2013-10-19T15:14:49","modified_gmt":"2013-10-19T15:14:49","slug":"41a-semana-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2013\/10\/13\/41a-semana-de-2013\/","title":{"rendered":"41\u00aa semana de 2013"},"content":{"rendered":"<p>\u201cDesde que o mundo \u00e9 mundo, as pessoas buscam \u00e1reas melhores para viver e os mais fortes tentam subjugar os mais fracos. E, hoje, a migra\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema imenso e muito delicado. (&#8230;) O dilema tem contornos econ\u00f4micos, pol\u00edticos, culturais, humanit\u00e1rios e morais. E divide opini\u00f5es acaloradas. O que fazer?\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Eliane Cantanh\u00eade, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 06\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o trata bem seu capital humano. \u00c9 o que aparece nitidamente no \u2018Relat\u00f3rio de Capital Humano\u2019, que acaba de ser divulgado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, a entidade que promove, todo janeiro, os encontros de Davos. O Brasil fica no 57\u00ba lugar entre 122 pa\u00edses. J\u00e1 \u00e9 um resultado ruim, se se considerar que o pa\u00eds est\u00e1 entre as oito maiores economias do mundo. Quer dizer que tem tamanho, mas n\u00e3o tem qualidade. Piora as coisas saber que pa\u00edses de bem menor desenvolvimento relativo ficam \u00e0 frente do Brasil, casos de Costa Rica (35\u00ba), Chile (36\u00ba), Panam\u00e1 (42\u00ba) e Uruguai (48\u00ba), sem falar em Barbados, pa\u00eds caribenho que, na 26\u00aa posi\u00e7\u00e3o, \u00e9 o mais bem situado na Am\u00e9rica Latina\/Caribe. Para fechar o c\u00edrculo negativo, o que afunda a posi\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, um dos quatro pilares que constituem o levantamento. Nesse quesito, que recolhe indicadores quantitativos e qualitativos de todos os tr\u00eas n\u00edveis de ensino, o Brasil fica em obsceno 88\u00ba lugar. (&#8230;) O fato \u00e9 que o Brasil tem problemas estruturais que o amarram ao solo faz gera\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Cl\u00f3vis Rossi, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 06\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cTalvez um dos maiores medos humanos e que move o mundo desde sempre seja justamente o medo de perder a beleza e a juventude, e se restar\u00e1 algu\u00e9m ao nosso lado quando formos apenas uma alma em agonia. (&#8230;) Aprendemos a negar nosso medo com teorias sofisticadas, mas o medo sempre aparece. Ficou chique dizer que se \u00e9 emancipado, quando na realidade nem s\u00f3 de liberdade vive o desejo, mas tamb\u00e9m de pecado, medo e vergonha.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Luiz Felipe Pond\u00e9, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 07\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma mulher que deixa o emprego para cuidar dos filhos tem o respeito de 78% dos homens brasileiros. J\u00e1 um pai que faz a mesma op\u00e7\u00e3o \u00e9 malvisto por 42% dos entrevistados. Para 54% deles, largar o trabalho para cuidar das crian\u00e7as \u00e9 motivo de vergonha e \u00e9 avaliado como comodismo, pregui\u00e7a e vagabundagem. Apenas 11% dos homens consideram essa op\u00e7\u00e3o um motivo de orgulho.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">M\u00f4nica Bergamo, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 07\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA\u00a0adolesc\u00eancia agora vai at\u00e9 os 25 anos \u2013 e n\u00e3o apenas at\u00e9 os 18, como era previsto. Essa \u00e9 a nova orienta\u00e7\u00e3o dada a psic\u00f3logos americanos. \u00c9 como se a neuroci\u00eancia pudesse eximir a todos de responsabilidade por um fen\u00f4meno deste s\u00e9culo: jovens demoram muito mais a amadurecer, sair de casa e ser independentes. As pesquisas revelam que \u201ca maturidade emocional de um jovem, sua autoimagem e seu discernimento s\u00e3o afetados at\u00e9 que o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal seja totalmente desenvolvido\u201d. E isso s\u00f3 acontece aos 25 anos. (&#8230;) A adolesc\u00eancia \u00e9 cultural, depende do pa\u00eds e da sociedade. O fen\u00f4meno fisiol\u00f3gico \u00e9 a puberdade. \u2018Crian\u00e7as de rua n\u00e3o t\u00eam adolesc\u00eancia, s\u00f3 puberdade. Rapidamente se tornam adultos\u2019, como diz o psiquiatra Luiz Alberto Py. Prolongar a adolesc\u00eancia al\u00e9m dos 18 anos \u00e9 prolongar a ang\u00fastia. O jovem n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o despreparado quanto teme. Nem t\u00e3o brilhante quanto gostaria.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Ruth de Aquino, <i>\u00c9poca<\/i> \u2013 07\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cOuvi de um rapaz que foi homossexual praticante durante muito tempo que n\u00f3s afirmamos que a gra\u00e7a de Deus basta, que Deus ama o pecador. Cantamos para que eles venham como est\u00e3o. Mas n\u00e3o no caso dos gays. No caso dos gays, pedimos que mudem primeiro. A igreja deve manter o mesmo convite para todos, para que todos possam caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 vida que Cristo nos oferece.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Ricardo Barbosa, <i>\u00c9poca<\/i> \u2013 07\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUm dos principais term\u00f4metros do comportamento das pessoas \u00e9 sua habilidade de intera\u00e7\u00e3o social. Cada vez mais se acredita que ela pode ser um indicador precoce de problemas neurol\u00f3gicos ou psiqui\u00e1tricos. S\u00e3o atributos como conseguir se relacionar num grupo, rir das piadas ou se importar com os sentimentos do pr\u00f3ximo. Em resumo, conectar-se com o que acontece \u00e0 sua volta.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Jairo Bouer, <i>\u00c9poca<\/i> \u2013 07\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que conta na vida n\u00e3o s\u00e3o as vantagens que conseguimos no curto prazo. \u00c9, antes, o tipo de car\u00e1ter que \u2018floresce\u2019 (uma palavra cara a Arist\u00f3teles) no curso de uma vida. E, para que esse car\u00e1ter \u2018flores\u00e7a\u2019, as virtudes s\u00e3o como m\u00fasculos que praticamos e desenvolvemos. (&#8230;) N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil olhar em volta e ver como a mesquinhez alheia triunfa e passa impune. Mas n\u00e3o confunda o transit\u00f3rio com o essencial.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Jo\u00e3o Pereira Coutinho, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 08\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO mundo adulto foi invadido pela busca da felicidade e da juventude, entre outras coisas, o que transformou muito o comportamento de quem j\u00e1 tinha maturidade. Dessa maneira, caracter\u00edsticas antes creditadas apenas a adolescentes passaram a fazer parte da vida adulta tamb\u00e9m. A impulsividade, o imediatismo, a busca do prazer e da liberdade e o comportamento de risco, por exemplo, passaram a ser fatos corriqueiros na vida dos mais velhos. Ao mesmo tempo, as crian\u00e7as passaram a perder a inf\u00e2ncia cada vez mais cedo e seus interesses, seu comportamento, suas vestimentas, sua vida social e a linguagem usada ficaram cada vez mais parecidas com as dos adolescentes. Por isso, a not\u00edcia que saiu dias atr\u00e1s que, agora, a adolesc\u00eancia deve ser considerada um per\u00edodo que vai at\u00e9 os 25 anos n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade. J\u00e1 faz tempo que constatamos que a adolesc\u00eancia come\u00e7a cada vez mais cedo e termina cada vez mais tarde. Quando termina! Por isso, n\u00e3o deve estar longe o tempo em que a adolesc\u00eancia vai se tornar um conceito obsoleto. Vai deixar de ser um per\u00edodo da vida para ser um estilo de vida.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Rosely Say\u00e3o, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 08\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA expectativa de que devemos estar sempre dispon\u00edveis para empregadores, colegas e fam\u00edlia cria um obst\u00e1culo real para a tentativa de reservar um tempo privado. Mas esse tempo privado \u00e9 mais importante do que nunca.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Lesley M. M. Blume, <i>The New York Times<\/i>\/<i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 08\/10\/2013<\/p>\n<p>\u201cEm um congresso internacional de moda, afirmei que o mercado reproduz as imagens dos velhos do s\u00e9culo passado e n\u00e3o v\u00ea os &#8220;novos velhos&#8221; que t\u00eam projeto de vida, sa\u00fade, amor, felicidade, liberdade e beleza. (&#8230;) Somos mais livres para inventar nossa \u2018bela velhice\u2019.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Mirian Goldenberg, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 08\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNa sociedade de massa \u00e9 preciso n\u00e3o sentir o que se pensa, nem pensar o que se sente. A banalidade do mal se desdobra no mal da banalidade.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Luiz Gonzaga Beluzzo, <i>Carta Capital<\/i> \u2013 09\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cExistem v\u00e1rios tipos de leitor, e acredito que os melhores s\u00e3o os que sabem alternar dist\u00e2ncia e proximidade em rela\u00e7\u00e3o a seu objeto. Uma esp\u00e9cie de simula\u00e7\u00e3o: buscamos entender os argumentos de um autor, por mais repugnantes que pare\u00e7am \u00e0 primeira vista, levando seus efeitos te\u00f3ricos \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias e de l\u00e1 voltando com algum ensinamento (edificante ou n\u00e3o).\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Michel Laub, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 11\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO espectro da aten\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea foi muito reduzido com a m\u00eddia digital. Um longo romance exige uma imers\u00e3o que a distra\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea pode n\u00e3o comportar.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Daniel Menaker, <i>O Estado de S. Paulo<\/i> \u2013 11\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEspecialistas em educa\u00e7\u00e3o advertem que a aten\u00e7\u00e3o internacional n\u00e3o deve diminuir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do ensino no Paquist\u00e3o: mais de 5 milh\u00f5es de meninas em idade escolar n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 escola e h\u00e1 um n\u00famero muito maior de escolas para meninos do que para meninas.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Taha Siddiqui, <i>O Estado de S. Paulo<\/i> \u2013 11\/10\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPouco tempo atr\u00e1s, a uma crian\u00e7a que dissesse suas vontades, s\u00f3 se respondia \u2018cres\u00e7a e depois a gente conversa\u2019. De repente, hoje, parece que o pr\u00f3prio fato de uma crian\u00e7a falar seja garantia da qualidade (\u2018ver\u00eddica\u2019) do desejo que ela expressa (talvez por isso, ali\u00e1s, n\u00e3o saibamos mais o que fazer quando as crian\u00e7as dizem que preferem dormir tarde, estudar outro dia etc.). Ser\u00e1 que nos esquecemos de que uma crian\u00e7a inventa, finge, mente, que nem gente grande, se n\u00e3o mais?\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Contardo Calligaris, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 12\/10\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDesde que o mundo \u00e9 mundo, as pessoas buscam \u00e1reas melhores para viver e os mais fortes tentam subjugar os mais fracos. E, hoje, a migra\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema imenso e muito delicado. (&#8230;) O dilema tem contornos econ\u00f4micos, pol\u00edticos, culturais, humanit\u00e1rios e morais. E divide opini\u00f5es acaloradas. 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