{"id":782,"date":"2013-08-25T13:34:18","date_gmt":"2013-08-25T13:34:18","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=782"},"modified":"2013-08-25T15:37:11","modified_gmt":"2013-08-25T15:37:11","slug":"34a-semana-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2013\/08\/25\/34a-semana-de-2013\/","title":{"rendered":"34\u00aa semana de 2013"},"content":{"rendered":"<p>\u201cApesar da culpa que as m\u00e3es costumam sentir por se afastar dos filhos para trabalhar fora, as crian\u00e7as de hoje recebem muito mais aten\u00e7\u00e3o dos pais do que nas d\u00e9cadas de 60 e 70. \u00c9 o que revela a American Time Use Survey, pesquisa do departamento de estat\u00edsticas do trabalho do governo americano. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que, naquela \u00e9poca, as donas de casa monitoravam menos as crian\u00e7as para se dedicar aos afazeres dom\u00e9sticos e \u00e0 vida social.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\"><i>Voc\u00eaS\/A<\/i> \u2013 agosto 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSegundo Pesquisa TIC KIDS Brasil 2012, \u2018Quem aconselha os estudantes sobre seguran\u00e7a na internet?\u2019: 59% parente; 55% professor; 33% televis\u00e3o, r\u00e1dio, jornais e revistas; 20% igrejas ou grupos de jovens; 16% bibliotec\u00e1rio ou monitor de <i>lan house<\/i>. Crian\u00e7as e adolescentes rejeitam o controle dos adultos quanto ao uso da rede, mas querem orienta\u00e7\u00e3o. \u2018Ao mesmo tempo que n\u00e3o aceitam interfer\u00eancias, eles demandam intermedia\u00e7\u00f5es sobre o uso seguro\u2019, diz Regina de Assis, consultora em Educa\u00e7\u00e3o e M\u00eddia.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\"><i>Nova Escola<\/i> \u2013 agosto de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cL\u00edderes que t\u00eam como principal caracter\u00edstica o comando e controle, em geral, ser\u00e3o menos eficazes do que os catalizadores de colabora\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o. Conduzir a diversidade de opini\u00f5es ser\u00e1 a chave para gerar mais inova\u00e7\u00e3o. De fato, o \u00faltimo estudo da IBM com CEOs em todo o mundo revelou que 71% dos executivos consideram o capital humano como a principal fonte interna de valor econ\u00f4mico sustent\u00e1vel das empresas. Ser\u00e3o os l\u00edderes com esse perfil que transformar\u00e3o isto em realidade.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Alessandro Bonorino, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel um mundo melhor? Sim e n\u00e3o. Sim, \u00e9 poss\u00edvel um mundo melhor a come\u00e7ar por melhores rem\u00e9dios, casas, escolas, hospitais, avi\u00f5es, democracia (ainda acredito nela, apesar de ficar de bode \u00e0s vezes). N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel um mundo melhor porque algumas coisas n\u00e3o mudam, como o car\u00e1ter humano, suas mentiras e vaidades, sua viol\u00eancia, mesmo que travestida de civilidade, nossas inseguran\u00e7as, nossa mis\u00e9ria f\u00edsica e mental, nossa hipocrisia. Nossas ambival\u00eancias sem cura. [&#8230;] O mundo melhor parece ser aquele no qual as pessoas podem errar, pedir perd\u00e3o e ser perdoadas. Um mundo melhor n\u00e3o \u00e9 um mundo sem viol\u00eancia ou ambival\u00eancia, mas um mundo onde existe o perd\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Luiz Felipe Pond\u00e9, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 19\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cContinuo cheia. Cheia de tecnologia. Cheia de pessoas que acham que est\u00e3o inventando a roda. Cheia de empreendedores cujo grande objetivo na vida \u00e9 ficar rico. Cheia de espertalh\u00f5es que criam problemas para vender solu\u00e7\u00f5es. Farta dos que espalham terror para vender seguran\u00e7a. Estou cada vez mais cheia de fazer cadastros, preencher formul\u00e1rios, alimentar estat\u00edsticas. N\u00e3o suporto marketing invasivo. N\u00e3o aceito como heran\u00e7a tanto lixo industrial. [&#8230;] Hoje n\u00e3o quero ser amiga de todo o mundo. N\u00e3o quero que todo o mundo goste de mim. N\u00e3o quero ter raz\u00e3o. N\u00e3o quero ser popular. N\u00e3o quero ser for\u00e7ada a gostar de nada nem de ningu\u00e9m. Hoje n\u00e3o quero conhecer uma nova rede social. N\u00e3o acho que tudo na vida tenha de se transformar em software ou sistema. N\u00e3o acredito que tecnologia seja solu\u00e7\u00e3o para todos os problemas.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Marion Strecker, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 19\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 maravilhoso fazer amigos pela internet. Encontrar antigos conhecidos, colegas de inf\u00e2ncia. Manter contato com quem n\u00e3o se pode ver sempre. Mas a maldade me assusta. N\u00e3o tenho uma solu\u00e7\u00e3o para o problema, mesmo porque sou contra qualquer tipo de restri\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que as pessoas gostam de maldades. Ler uma not\u00edcia fantasiosa sobre algu\u00e9m famoso, ou mesmo sobre uma pessoa comum, d\u00e1 uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de intimidade. E, na constela\u00e7\u00e3o da internet, o veneno est\u00e1 em expans\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Walcyr Carrasco, <i>\u00c9poca<\/i> \u2013 19\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA religi\u00e3o muda as pessoas para o bem e para o mal. Sempre fui fascinado pelo poder que a religi\u00e3o tem de mudar o comportamento das pessoas e da sociedade. Um de meus objetivos em meus livros \u00e9 analisar o processo da cren\u00e7a: o que leva algu\u00e9m a acreditar numa religi\u00e3o. No caso da cientologia, n\u00e3o \u00e9 uma convers\u00e3o, uma ilumina\u00e7\u00e3o, como ocorre na maioria das religi\u00f5es. \u00c9 uma esp\u00e9cie de lavagem cerebral, uma passagem em que pessoas instru\u00eddas, inteligentes e c\u00e9ticas se tornam crentes.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Lawrence Wright, 66, escritor americano, <i>\u00c9poca<\/i> \u2013 19\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe a humanidade se comprometesse a consumir a cada ano s\u00f3 os recursos naturais que pudessem ser repostos pelo planeta no mesmo per\u00edodo, em 2013 ter\u00edamos de fechar a Terra para balan\u00e7o hoje, 20 de agosto. Essa \u00e9 a estimativa da Global Footprint Network, ONG de pesquisa que h\u00e1 dez anos calcula o \u2018Dia da Sobrecarga\u2019. Para sustentar o atual padr\u00e3o m\u00e9dio de consumo da humanidade, a Terra precisaria ter 50% mais recursos. Segundo a ONG WWF-Brasil, que faz o c\u00e1lculo da pegada ambiental do pa\u00eds, nossa margem de manobra est\u00e1 diminuindo (veja quadro \u00e0 dir.), e exibe grandes desigualdades regionais. \u2018Na cidade de S\u00e3o Paulo, usamos mais de duas vezes e meia a \u00e1rea correspondente a tudo o que consumimos\u2019, diz Maria Cec\u00edlia Wey de Brito, da WWF. O n\u00famero \u00e9 similar ao da China, um dos maiores \u2018devedores\u2019 ambientais.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Rafael Garcia, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 20\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA capacidade dos uruguaios em assumir riscos e procurar inventar novas respostas para velhos problemas \u00e9 louv\u00e1vel. [&#8230;] Eles optaram por colocar \u00e0 frente do processo pol\u00edtico uma esp\u00e9cie de antil\u00edder [Jos\u00e9 Mujica], cujo carisma vem exatamente de seu desconforto aberto em rela\u00e7\u00e3o aos ritos do poder. Algu\u00e9m que parece a todo momento dizer n\u00e3o se enxergar como um presidente e que se recusa a abandonar sua vida espartana, seu s\u00edtio modesto e seus h\u00e1bitos e roupas comuns. Algu\u00e9m que tem a liberalidade de deixar o lugar do poder vazio e, por isso, encontra uma for\u00e7a inaudita por meio exatamente da express\u00e3o de seu franco desprendimento. Trata-se de uma li\u00e7\u00e3o pol\u00edtica merecedora de nossa admira\u00e7\u00e3o, a saber, a compreens\u00e3o de que o melhor l\u00edder \u00e9 aquele que sistematicamente recusa-se a se ver como tal.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Vladimir Safatle, <i>Carta Capital<\/i> \u2013 21\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA inveja \u00e9 uma mistura de idealiza\u00e7\u00e3o, amor e \u00f3dio. sonha-se ser o que os outros sonham. [&#8230;] Nesse mundo, em que a inveja \u00e9 um regulador social, as apar\u00eancias s\u00e3o decisivas porque elas comandam a inveja dos outros. Por exemplo, o que conta n\u00e3o \u00e9 &#8220;ser feliz&#8221;, mas parecer invejavelmente feliz. Nesse mundo, o ter \u00e9 mais importante do que o ser apenas porque, \u00e0 diferen\u00e7a do ser, o ter pode ser mostrado facilmente. \u00c9 simples mostrar o brilho de roupas e bugiganga aos olhos dos invejosos. Complicado seria lhes mostrar vest\u00edgios de vida interior e pedir que nos invejem por isso. O Facebook \u00e9 o instrumento perfeito para um mundo em que a inveja \u00e9 um regulador social. Nele, quase todos mentem, mas circula uma verdade de nossa cultura: o valor social de cada um se confunde com a inveja que ele consegue suscitar.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Contardo Calligaris, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 22\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe entre dez mandamentos, apenas dez, cobi\u00e7ar a mulher alheia estava entre eles, com a mesma relev\u00e2ncia de &#8220;n\u00e3o matar\u00e1s&#8221; e &#8220;n\u00e3o furtar\u00e1s&#8221;, porque \u00e9 um princ\u00edpio que deve ser seguido \u00e0 risca. Talvez, um dos pilares da civiliza\u00e7\u00e3o. Deus n\u00e3o queria baderna. Foi sucinto, porque Deus n\u00e3o tinha tempo a perder. E soube como ningu\u00e9m usar aquilo que criou em primeiro, o verbo.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Marcelo Rubens Piva, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 24\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO apelo do papa Francisco aos jovens na Jornada carioca \u2013 \u2018manifestem-se\u2019 &#8211; n\u00e3o pode ter resposta universal. Em regimes pol\u00edticos fechados, manifestar-se n\u00e3o \u00e9 exatamente uma op\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a expectativa das sociedades em torno dos jovens difere muito. Quem conversar com jovens chineses de classe m\u00e9dia urbana, por exemplo, vai se dar conta de que o seu espectro de liberdade pessoal \u00e9 limitado. Eles s\u00e3o alegres, mas frequentemente usam a palavra \u2018yali\u2019 (press\u00e3o) para qualificar a vida. A sociedade espera que, entre 22 e 28 anos, as pessoas assegurem um emprego est\u00e1vel, casem-se, tenham seu filho \u00fanico e o deixem sob a responsabilidade dos av\u00f3s. Esse at\u00e9 pode ser o curso normal da vida em outros lugares. Na China, contudo, a cobran\u00e7a para segui-lo \u00e9 determinada. Enquanto a economia crescia a dois d\u00edgitos, encontrar trabalho n\u00e3o era problema. Com o crescimento mais baixo, o cen\u00e1rio fica dif\u00edcil. Em 2011, 17.5 % dos que se formaram ficaram desempregados. O n\u00famero em 2013 deve ser bem maior. Nesta semana, o premi\u00ea Li Keqiang encontrou-se com um grupo de graduandos e lhes sugeriu: criem oportunidades para si mesmos, inovem, abram neg\u00f3cios, tomem riscos. Em outras palavras, sua mensagem foi a seguinte: faremos o poss\u00edvel, mas voc\u00eas t\u00eam de se mexer.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Marcos Caramuru de Paiva, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 24\/08\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o vi nada melhorar. Cada vez parece que vai piorando. Muita gente perde a vida. O Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds t\u00e3o atrasado assim, at\u00e9 intelectualmente era para melhorar esse neg\u00f3cio da viol\u00eancia. Saber que a vida do ser humano tem valor.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Wagner dos Santos, 41, sobrevivente da chacina da Candel\u00e1ria, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 24\/08\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cApesar da culpa que as m\u00e3es costumam sentir por se afastar dos filhos para trabalhar fora, as crian\u00e7as de hoje recebem muito mais aten\u00e7\u00e3o dos pais do que nas d\u00e9cadas de 60 e 70. \u00c9 o que revela a American Time Use Survey, pesquisa do departamento de estat\u00edsticas do trabalho do governo americano. 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