{"id":762,"date":"2013-07-12T15:59:36","date_gmt":"2013-07-12T15:59:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=762"},"modified":"2013-07-12T19:01:34","modified_gmt":"2013-07-12T19:01:34","slug":"28a-semana-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2013\/07\/12\/28a-semana-de-2013\/","title":{"rendered":"28\u00aa semana de 2013"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO descr\u00e9dito nos pol\u00edticos atinge os p\u00edncaros. As manifesta\u00e7\u00f5es que se multiplicam pelo Pa\u00eds expressam tal sentimento. O verbo indignado est\u00e1 nas ruas. A massa tende a associar signos, s\u00edmbolos e perfis que representam o poder com os dissabores da vida cotidiana. Na moldura cabem Executivos, Congresso, representantes, ju\u00edzes corruptos, empres\u00e1rios flagrados na mar\u00e9 de corrup\u00e7\u00e3o. Urge, por\u00e9m, separar a express\u00e3o passional da locu\u00e7\u00e3o racional. Fazer pol\u00edtica sem as institui\u00e7\u00f5es \u00e9 cair na escurid\u00e3o das ditaduras.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Gaud\u00eancio Torquato, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 07\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que h\u00e1 de comum com outros movimentos similares e o que h\u00e1 de espec\u00edfico? Uma das caracter\u00edsticas surpreendentes \u00e9 a for\u00e7a gravitacional de um movimento liderado por jovens de uma classe m\u00e9dia diversificada, em que manifestantes das classes C e D marcharam junto aos das classes A e B. Em poucos dias, o que era uma reivindica\u00e7\u00e3o t\u00f3pica adquiriu escala nacional, atraindo cidad\u00e3os urbanos n\u00e3o organizados em 360 cidades. Com isso a pauta de reivindica\u00e7\u00f5es ganhou em densidade, diversificou-se e converteu-se num alvo m\u00f3vel. Um dos fatores de sucesso \u00e9 seu car\u00e1ter apartid\u00e1rio, gra\u00e7as ao uso intensivo dessa imagem como seu principal asset pol\u00edtico.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Lourdes Sola, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 08\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO desafio dos jovens \u00e9 manter a for\u00e7a do movimento, num momento em que as manifesta\u00e7\u00f5es naturalmente diminuem, o inverno e as f\u00e9rias chegam e promessas dos governos atendem parcialmente a algumas demandas. Os pol\u00edticos deveriam perceber que o desafio \u00e9 usar essa for\u00e7a para mudar o pa\u00eds naquilo que ele tem de pior. T\u00eam de limpar as feridas para facilitar a cicatriza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta dourar indefinidamente a p\u00edlula, na espera de um Brasil que nunca chega!\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Jairo Bouer, <i>\u00c9poca<\/i> \u2013 08\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que o movimento de protestos chileno nos ensinou \u00e9 que o crescimento n\u00e3o \u00e9 uma panaceia para os problemas de um pa\u00eds. Embora o sucesso econ\u00f4mico de um Estado permita que seu governo enfrente desafios dom\u00e9sticos, esse mesmo sucesso intensifica as press\u00f5es para que l\u00edderes realizem bem seu trabalho. No Brasil, essa press\u00e3o se traduziu em demanda por servi\u00e7os de boa qualidade para todos. Como no Chile, o sucesso econ\u00f4mico despertou expectativas quanto \u00e0 capacidade do governo para servir os cidad\u00e3os. E porque o governo canalizou bilh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0s instala\u00e7\u00f5es para a Copa do Mundo e a Olimp\u00edada, a indigna\u00e7\u00e3o pela lentid\u00e3o do governo em usar esses recursos para melhorar as escolas e expandir seus programas sociais se multiplicou. Em certo sentido, portanto, o Brasil \u00e9 v\u00edtima de seu sucesso.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Carl Meacham, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 09\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cOs cidad\u00e3os cansaram de ouvir tanto horror perante os c\u00e9us sem que nada mude. [&#8230;] N\u00e3o deve existir uma separa\u00e7\u00e3o radical entre o mundo da pol\u00edtica e a vida cotidiana, nem muito menos entre valores e interesses pr\u00e1ticos. No mundo interconectado de hoje, movimentos protestat\u00e1rios irrompem sem uma liga\u00e7\u00e3o formal com a pol\u00edtica tradicional. Na vida pol\u00edtica, tudo depende da capacidade de politizar o apelo e de dirigi-lo a quem possa ouvi-lo. No mundo contempor\u00e2neo, essa agenda brota tamb\u00e9m da sociedade, de seus blogs, twitters, redes sociais, da m\u00eddia, das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, enfim, \u00e9 um processo coletivo.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Fernando Henrique Cardoso, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 09\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA literatura reconstr\u00f3i nosso lugar no mundo, nos desenha, \u00e9 um espelho para que nos vejamos melhor. A leitura de um bom romance \u00e9 uma viagem visceral, \u00e9 uma experi\u00eancia, \u00e9 um jeito de ter novos olhos e ouvidos. Somos capazes de captar por meio da literatura, conviver com a arte nos faz crescer como seres humanos.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Nina Horta, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 10\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEmpresas e outras organiza\u00e7\u00f5es exigem cada vez mais de seus funcion\u00e1rios a capacidade de entender o mundo ao redor, de pensar criativamente, de criar e de agir com autonomia. \u00c9 a nossa base cultural, a permear a literatura, a m\u00fasica, o cinema e o teatro, que cont\u00e9m os elementos para desenvolver essas capacidades. S\u00e3o nossas viagens intelectuais pelo mundo das artes a nos permitir escapar das conven\u00e7\u00f5es, olhar al\u00e9m dos lugares-comuns, fazer conex\u00f5es, pensar fora do convencional e buscar novas ideias.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Thomaz Wood Jr., <i>Carta Capital<\/i> \u2013 10\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEm uma \u00e9poca na qual se insiste tanto na import\u00e2ncia da criatividade e da inova\u00e7\u00e3o, pouco ou quase nada se ouve sobre a renova\u00e7\u00e3o do discurso. N\u00e3o h\u00e1 nenhum personal trainer para a palavra, n\u00e3o conhe\u00e7o receita, manual, regime ou educa\u00e7\u00e3o dirigida que seja eficiente neste assunto (n\u00e3o confundir com orat\u00f3ria, sedu\u00e7\u00e3o e coisas do g\u00eanero). A cura para isso anda escassa. \u00c9 na poesia que aprendemos o trabalho de dizer com cuidado e escutar com precis\u00e3o. Mas quem defender\u00e1 a utilidade da poesia como g\u00eanero de primeira necessidade da vida relacional?\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Christian Ingo Lens Dunker, <i>Mente&amp;C\u00e9rebro<\/i> \u2013 julho de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe o grito das ruas, ainda que implicitamente, era por \u2019novas formas de atua\u00e7\u00e3o dos poderes do Estado, em todos os n\u00edveis federativos\u2019, como disse a presidente, ent\u00e3o as ruas perderam. \u00c9 quase imposs\u00edvel que institui\u00e7\u00f5es t\u00e3o desprestigiadas quanto os partidos e os parlamentos encampem &#8220;\u2019novas formas de atua\u00e7\u00e3o\u2019.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Cl\u00f3vis Rossi, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 11\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPode ser que, aos poucos, as manifesta\u00e7\u00f5es populares se acalmem. Mas talvez algo irrevers\u00edvel tenha acontecido: uma desconfian\u00e7a, que existia h\u00e1 tempos (se n\u00e3o desde a origem do pa\u00eds), agora se tornou exaspera\u00e7\u00e3o. E a exaspera\u00e7\u00e3o \u00e9 quase sempre um prel\u00fadio. Ao qu\u00ea? Seria s\u00e1bio ter medo? Uma coisa \u00e9 certa: a responsabilidade pela eventual \u2018aventura\u2019 de hoje n\u00e3o \u00e9 das massas exasperadas, \u00e9 de quem as encurralou at\u00e9 a exaspera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Contardo Calligaris, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 11\/07\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEstudos da ci\u00eancia comportamental apontam o ser humano como uma esp\u00e9cie de \u2018m\u00e1quina superconfiante\u2019, que geralmente exagera as avalia\u00e7\u00f5es sobre as pr\u00f3prias qualidades. Ao responder a pesquisas sobre seu desempenho, por exemplo, a maioria se considera acima da m\u00e9dia \u2013 uma conclus\u00e3o que desafia a possibilidade estat\u00edstica. Essa defasagem entre a autoilus\u00e3o e a realidade pode gerar no ambiente de trabalho consequ\u00eancias at\u00e9 piores do que a incompet\u00eancia das pessoas menos inteligentes, alertam cientistas e consultores.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\"><i>\u00c9poca Neg\u00f3cios<\/i> \u2013 julho de 2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO descr\u00e9dito nos pol\u00edticos atinge os p\u00edncaros. As manifesta\u00e7\u00f5es que se multiplicam pelo Pa\u00eds expressam tal sentimento. O verbo indignado est\u00e1 nas ruas. A massa tende a associar signos, s\u00edmbolos e perfis que representam o poder com os dissabores da vida cotidiana. 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