{"id":749,"date":"2013-06-24T09:18:48","date_gmt":"2013-06-24T09:18:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=749"},"modified":"2013-06-24T13:21:19","modified_gmt":"2013-06-24T13:21:19","slug":"25a-semana-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2013\/06\/24\/25a-semana-de-2013\/","title":{"rendered":"25\u00aa semana de 2013"},"content":{"rendered":"<p>\u201cDesde cedo, os pais devem aproveitar qualquer oportunidade, como uma briga entre irm\u00e3os, para conversar sobre sentimentos. Isso ajuda a criar crian\u00e7as, especialmente meninos, mais sens\u00edveis.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Amanda Polato, <i>Revista \u00c9poca<\/i> \u2013 17\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA crian\u00e7a se desespera com a ideia de que vai morrer &#8211; s\u00f3 que ela ainda n\u00e3o sabe quando. E, na atualidade, em que o mundo adulto foi devassado para as crian\u00e7as, elas sabem que n\u00e3o s\u00e3o apenas os velhos que morrem: crian\u00e7a tamb\u00e9m morre. N\u00e3o \u00e9 a idade, a sa\u00fade ou qualquer outra coisa que possibilita a morte. \u00c9 o fato de estar vivo. Mas \u00e9 a partir desse momento que a crian\u00e7a cresce e passa a pensar. Por isso, as crian\u00e7as n\u00e3o devem ser poupadas do fato, mas acolhidas em seu sofrimento, acompanhadas em sua ang\u00fastia, apoiadas em seu crescimento. \u00c9: testemunhar o processo de humaniza\u00e7\u00e3o dos filhos n\u00e3o \u00e9 simples. Exige for\u00e7a e coragem.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Rosely Say\u00e3o, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds de sair \u00e0 rua, salvo em Mundiais. Que saia agora, em massa, ainda por cima para protestar tamb\u00e9m contra as obras da Copa, \u00e9 de atordoar qualquer um.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Cl\u00f3vis Rossi, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEm uma cidade onde o metr\u00f4 \u00e9 alvo de acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o que pararam at\u00e9 em tribunais su\u00ed\u00e7os e onde a passagem de \u00f4nibus \u00e9 uma das mais caras do mundo, manifestantes eram, at\u00e9 a semana passada, tratados ou como jovens com ideias delirantes ou como simples v\u00e2ndalos que mereciam uma Pol\u00edcia Militar que age como manada enfurecida de porcos. V\u00e1rios deleitaram-se em ridicularizar a proposta de tarifa zero. No entanto, a ideia original n\u00e3o nasceu da cabe\u00e7a de \u2018grupelhos protorrevolucion\u00e1rios\u2019. Ela foi resultado de grupos de trabalho da pr\u00f3pria Prefeitura de S\u00e3o Paulo, quando comandada pelo mesmo partido que agora est\u00e1 no poder. [&#8230;] Apenas nos EUA, ao menos 35 cidades, todas com mais de 200 mil habitantes, adotaram o transporte totalmente subsidiado. Da mesma forma, Hasselt, na B\u00e9lgica, e Tallinn, na Est\u00f4nia. Mas, em vez de discuss\u00e3o concreta sobre o tema, a popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo s\u00f3 ouviu, at\u00e9 agora, ironias contra os manifestantes.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Vladimir Safatle, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos, antes de mais nada, desfazer alguns equ\u00edvocos sobre a democracia. Ela at\u00e9 que funciona, mas n\u00e3o pelas virtudes que normalmente lhe atribu\u00edmos. Para come\u00e7ar, \u00e9 preciso esquecer o mito do eleitor racional que compara propostas, as analisa e toma a melhor decis\u00e3o. Se h\u00e1 um momento em que o cidad\u00e3o tende a ser especialmente emocional, \u00e9 o instante do voto. A coisa s\u00f3 d\u00e1 certo porque, em condi\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias, as posi\u00e7\u00f5es mais extremadas tendem a anular-se, empurrando a escolha para grupos menos radicais. A democracia tamb\u00e9m n\u00e3o tem o dom de eliminar os conflitos presentes na sociedade. O que ela procura fazer \u00e9 institucionaliz\u00e1-los e disciplin\u00e1-los, para que se resolvam da forma menos violenta poss\u00edvel. Da\u00ed que \u00e9 imposs\u00edvel e indesej\u00e1vel eliminar completamente o car\u00e1ter meio baderneiro de protestos e atos p\u00fablicos. Eu n\u00e3o diria que o fato de as a\u00e7\u00f5es de movimentos como \u2018Occupy\u2019 e \u2018Indignados\u2019 n\u00e3o terem se materializado em propostas concretas signifique uma derrota. Ao contr\u00e1rio, mesmo com sua pauta imprecisa e vagamente metaf\u00edsica, eles contribu\u00edram para modificar as percep\u00e7\u00f5es de governantes e da pr\u00f3pria sociedade.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">H\u00e9lio Schwartsman, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 \u00f3bvio que R$ 0,20 a mais nas passagens em S\u00e3o Paulo n\u00e3o seria suficiente para botar o povo nas ruas do pa\u00eds, em multid\u00f5es cada vez maiores, com imagens impressionantes. Esse foi apenas o detonador, o gatilho de manifesta\u00e7\u00f5es de grupos distintos e de motiva\u00e7\u00f5es difusas. [&#8230;] A fantasia de que o pa\u00eds est\u00e1 um para\u00edso, uma maravilha, acabou. A verdade d\u00f3i, mas ajuda a melhorar.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Eliane Cantanh\u00eade, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA cidade de S\u00e3o Paulo \u00e9 v\u00edtima de uma concep\u00e7\u00e3o urban\u00edstica inapropriada \u00e0s necessidades de sua popula\u00e7\u00e3o. Segue um modelo composto por um n\u00facleo rodeado por \u00e1reas densamente povoadas. Essa concep\u00e7\u00e3o espacial induz \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de custosas vias arteriais de integra\u00e7\u00e3o que, contraditoriamente, se transformaram nos principais focos de congestionamento. \u00c9 necess\u00e1rio rever o modelo vi\u00e1rio para atenuar os impactos negativos dos congestionamentos, ao menos enquanto se aguarda a matura\u00e7\u00e3o dos investimentos de longo prazo em transporte coletivo de massa. \u00c9 preciso abandonar a vis\u00e3o que privilegia os megaprojetos como constru\u00e7\u00e3o de vistosas pontes, gigantescos viadutos, vias expressas e t\u00faneis que apenas movem os pontos de engarrafamentos para alguns metros adiante, quando n\u00e3o se transformam, eles mesmos, em novos focos de paralisa\u00e7\u00e3o. \u00c9 urgente revascularizar o tr\u00e2nsito por meio de interven\u00e7\u00f5es, em geral pequenas, capazes de criar vias alternativas de circula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de congestionamento.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Marcos Cintra, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cOra, quem h\u00e1 de negar que a qualidade de vida nos centros urbanos tangencia o desespero? A imobilidade urbana, a vertiginosa e sufocante verticaliza\u00e7\u00e3o, a baixa qualidade da sa\u00fade, o descaso com a educa\u00e7\u00e3o, as enchentes, o custo de vida&#8230; E, \u00e9 claro, a inseguran\u00e7a: j\u00e1 esquecemos que o notici\u00e1rio dos \u00faltimos meses veio recheado de casos os mais escabrosos, os quais o governador teima em transformar em mera quest\u00e3o de menoridade penal? [&#8230;] Voltado quase que exclusivamente \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica de espa\u00e7os de poder, o sistema pol\u00edtico nacional deixou de olhar e sentir a pulsa\u00e7\u00e3o social, o clima das ruas; a nova sociedade. E \u00e9 hoje incapaz de compreender, canalizar demandas e representar os cidad\u00e3os. Sim, ainda que menos comuns e mais difusos que no passado, h\u00e1 cidades e cidad\u00e3os que reagem ao mal-estar que suas autoridades n\u00e3o percebem. Ser\u00e1 sempre quest\u00e3o de tempo para que uma fagulha ilumine perigosamente o paiol. Coisa pouca, vinte centavos bastam!\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Carlo Melo, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDesqualificar os protestos dos jovens em S\u00e3o Paulo e outras capitais \u2018como se fossem a\u00e7\u00e3o de baderneiros\u2019 constitui, na avalia\u00e7\u00e3o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, \u2018um grave erro\u2019. Para ele, \u2018dizer que (essas manifesta\u00e7\u00f5es) s\u00e3o violentas \u00e9 parcial e n\u00e3o resolve\u2019. Na an\u00e1lise FHC aconselhou: \u2018Justificar a repress\u00e3o \u00e9 in\u00fatil: n\u00e3o encontra apoio no sentimento da sociedade. Por isso, \u2018\u00e9 melhor entend\u00ea-las\u2019, perceber que essas manifesta\u00e7\u00f5es \u2018decorrem da carestia, da m\u00e1 qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos, das injusti\u00e7as, da corrup\u00e7\u00e3o\u2019. Ele recorreu a um dos mais respeitados estudiosos dos problemas contempor\u00e2neos, o espanhol Manuel Castells. \u2018Rea\u00e7\u00f5es em cadeia, utilizando as atuais tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, constituem marca registrada das sociedades contempor\u00e2neas, como meu velho amigo e colega Manuel Castells mostrou h\u00e1 tantos anos.\u2019 A sa\u00edda \u00e9 entender, n\u00e3o reprimir. \u2018Quem tem responsabilidade pol\u00edtica deve agir, entendendo o porqu\u00ea desses acontecimentos.\u2019 Esse entendimento pressup\u00f5e buscar a raz\u00e3o da insatisfa\u00e7\u00e3o geral com os governos. As manifesta\u00e7\u00f5es \u2018decorrem de um sentimento difuso de descontentamento e do desejo de um tratamento digno para as pessoas\u2019, concluiu.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Gabriel Mazano, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 18\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUtilizando redes sociais, os jovens concentram suas insatisfa\u00e7\u00f5es num objeto de protesto, saem \u00e0s ruas e passam a se confrontar com as autoridades locais. E o movimento se repete e se espalha. Entre n\u00f3s espanta a rapidez com que se tem multiplicado pelo Pa\u00eds afora. [&#8230;] Os jovens simplesmente est\u00e3o dizendo que recebem um servi\u00e7o inadequado e que n\u00e3o encontram canais pol\u00edticos para exprimir suas insatisfa\u00e7\u00f5es. Trata-se de uma crise de representa\u00e7\u00e3o. Se eles est\u00e3o subordinados ao ritual das elei\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas, estas pouco dizem a respeito de sua vida cotidiana. Os manifestantes s\u00e3o vozes sem voto efetivo. [&#8230;] Os jovens foram para as ruas vociferando contra o beco no qual foram empurrados. Os jovens j\u00e1 t\u00eam demonstrado suas op\u00e7\u00f5es por outras formas de vida, o que demanda novas formas de politiza\u00e7\u00e3o. [&#8230;] E os jovens se defrontam de imediato com a farsa em que se transformou a educa\u00e7\u00e3o nacional, obviamente com raras e nobil\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es. Diante do problema mais urgente, pleiteiam mais verbas sem se dar conta da podrid\u00e3o do sistema. Mais do que verbas, \u00e9 urgente uma completa revis\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es educativas vigentes. A come\u00e7ar pela reeduca\u00e7\u00e3o dos educadores, que, na maioria das vezes, ignoram o que est\u00e3o a ensinar.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Jos\u00e9 Arthur Giannotti, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 19\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSei que a ideia de complexidade \u00e9 vista como \u2018frescura\u2019 e que macho mesmo \u00e9 simplista, radical e totalizante. Mas, no mundo atual, a inova\u00e7\u00e3o est\u00e1 no parcial, no pensamento indutivo, em descobrir o Mal entranhado em apar\u00eancias de Bem.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Arnaldo Jabor, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 19\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSeria poss\u00edvel mudar o mundo, mudando por pouco que seja os princ\u00edpios e valores de cada um de n\u00f3s? Ou \u00e9 um velho ideal ultrapassado, e juvenil? Talvez haja um modo de transformar nossa louca futilidade e desvairada busca de poder. [&#8230;] A gente podia mudar: se cada um mudasse um pouquinho, exigisse muito mais dos l\u00edderes em todos os setores, e aspirasse a algo muito melhor. [&#8230;] Amadurecer n\u00e3o precisa ser renunciar a todas as nossas cren\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Lya Luft, <i>Revista Veja<\/i> &#8211; 19\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMesmo quem tem emprego e renda \u00e9 torturado no cotidiano por um pa\u00eds em que o tr\u00e2nsito \u00e9 infernal, a viol\u00eancia \u00e9 aterradora, h\u00e1 eternas car\u00eancias graves na educa\u00e7\u00e3o e na sa\u00fade, os servi\u00e7os p\u00fablicos s\u00e3o prec\u00e1rios, para n\u00e3o usar uma palavra feia. Na verdade, deveria haver espanto n\u00e3o com os protestos de agora mas com o fato de que nunca tenha havido manifesta\u00e7\u00f5es de massa contra esse massacre cotidiano (as que ocorreram foram por motivos institucionais).\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Cl\u00f3vis Rossi, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 20\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cOs R$ 0,20 de aumento do transporte p\u00fablico foi o gatilho nesse processo de deteriora\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es entre representantes e representados. Mais uma dentre tantas outras demandas sociais feridas pelo poder p\u00fablico ao longo de anos. At\u00e9 a\u00ed, nenhuma novidade. Mas foi o suficiente para fertilizar um campo minado. Ao deixar o virtual para protestar no mundo real, da universidade \u00e0s ruas, provocou a identifica\u00e7\u00e3o imediata dos mais diferentes estratos sociais. A imagem da repress\u00e3o policial contra os jovens escolarizados despertou o apoio tanto de setores conservadores da classe m\u00e9dia, que sofrem de inseguran\u00e7a cr\u00f4nica quanto, ainda que timidamente, quanto dos moradores da periferia, j\u00e1 familiarizados com a viol\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o. Nesse momento o apoio aos protestos atinge patamar semelhante ao do in\u00edcio da campanha das Diretas, acima de 70%, conferindo-lhe legitimidade. [&#8230;] Esses epis\u00f3dios alertam o poder p\u00fablico para a urg\u00eancia da cria\u00e7\u00e3o de canais de participa\u00e7\u00e3o adequados aos contrastes da cidade. \u00c9 preciso ouvir a popula\u00e7\u00e3o, antes que ela grite.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Mauro Paulino, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 20\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNa principal capital do pa\u00eds, incendeiam-se dentistas, mata-se \u00e0 toa. Na cidade maravilhosa, os estupros s\u00e3o uma rotina macabra. Enquanto isso, os juros voltam a subir, impostos, tarifas e pre\u00e7os de alimentos est\u00e3o de amargar. E os servi\u00e7os continuam p\u00e9ssimos. \u00c9 por essas e outras que a irrita\u00e7\u00e3o popular explode sem l\u00edderes, partidos, organicidade. Gra\u00e7as \u00e0 internet e \u00e0 exaust\u00e3o pelo que est\u00e1 a\u00ed.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Eliane Cantanh\u00eade, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 20\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o haver\u00e1 mais pol\u00edtica como conhecemos at\u00e9 agora. Daqui para a frente ela ir\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o aos extremos. Uma sociedade, quando passa por mobiliza\u00e7\u00f5es populares como as que vimos nas \u00faltimas semanas, fica para sempre marcada. Nesse sentido, devemos nos preparar para um embate de outra natureza. Quando a pol\u00edtica popular ganha as ruas em uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia, todo o espectro de demandas sobe \u00e0 cena. Uma contradi\u00e7\u00e3o de exig\u00eancias que pode dar a impress\u00e3o de estarmos em um buraco negro da pol\u00edtica. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 que tem\u00ea-la, pois tal contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira manifesta\u00e7\u00e3o de um novo conflito de ideias que servir\u00e1 de eixo de combate. Por isso, a pol\u00edtica brasileira n\u00e3o se dar\u00e1 mais no interior de partidos que h\u00e1 muito perderam sua fun\u00e7\u00e3o de caixa de resson\u00e2ncia dos embates sociais. Ela ser\u00e1 decidida nas ruas. [&#8230;] Agora \u00e9 hora de compreender que o verdadeiro embate come\u00e7ou e ser\u00e1 longo. Agora n\u00e3o \u00e9 hora de medo. Agora \u00e9 hora de luta.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Vladimir Safatle, <i>Folha de S.Paulo<\/i> \u2013 22\/06\/2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie de grito da sociedade, rebelada contra as condi\u00e7\u00f5es de vida nas cidades. N\u00e3o se trata apenas de transporte, mas, tamb\u00e9m, de viol\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, d\u00edvidas a pagar&#8230; E uma juventude que n\u00e3o consegue se empregar e n\u00e3o enxerga um futuro.\u201d<\/p>\n<p align=\"right\">Silvio Caccia Bava, <i>O Estado de S.Paulo<\/i> \u2013 22\/06\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDesde cedo, os pais devem aproveitar qualquer oportunidade, como uma briga entre irm\u00e3os, para conversar sobre sentimentos. Isso ajuda a criar crian\u00e7as, especialmente meninos, mais sens\u00edveis.\u201d Amanda Polato, Revista \u00c9poca \u2013 17\/06\/2013 &nbsp; \u201cA crian\u00e7a se desespera com a ideia de que vai morrer &#8211; s\u00f3 que ela ainda n\u00e3o sabe quando. 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