{"id":689,"date":"2013-02-03T20:17:11","date_gmt":"2013-02-03T20:17:11","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=689"},"modified":"2013-02-17T20:19:52","modified_gmt":"2013-02-17T20:19:52","slug":"05a-semana-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2013\/02\/03\/05a-semana-de-2013\/","title":{"rendered":"05\u00aa semana de 2013"},"content":{"rendered":"<p>\u201cLer foi a coisa mais importante que aprendi. Nada gera conformismo como o entretenimento barato. Podem dizer que a cultura se democratizou, que deixou de ser elitista, mas \u00e9 um processo que gera conformismo.\u201d<br \/>\nVargas Llosa, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 28\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cAs trag\u00e9dias acontecem sempre: avi\u00f5es caem, \u2018titanics\u2019 afundam, mas sempre h\u00e1 uma trag\u00e9dia n\u00e3o percebida entre n\u00f3s, melhor, uma s\u00e9rie de erros n\u00e3o anunciados que acabam desembocando na cat\u00e1strofe de Santa Maria. Uma das piores do mundo. Mais um horror talvez evit\u00e1vel. Mas o defeito principal do Pa\u00eds talvez seja a displic\u00eancia, irm\u00e3 da eterna incompet\u00eancia que nos aflige desde a col\u00f4nia. S\u00e3o as trag\u00e9dias em gesta\u00e7\u00e3o. Os problemas s\u00f3 surgem quando n\u00e3o h\u00e1 mais solu\u00e7\u00e3o. Vejam os jornais, onde as not\u00edcias s\u00e3o sobre coisas que n\u00e3o deram certo, erros de c\u00e1lculo, obras inacabadas, pre\u00e7os superfaturados, uma lista di\u00e1ria de fracassos, do que poderia ter sido e n\u00e3o foi. Ou ent\u00e3o a inoc\u00eancia eterna: ningu\u00e9m sabe de nada, ningu\u00e9m pecou, ningu\u00e9m roubou nunca. [&#8230;] O dia a dia \u00e9 assolado pela mediocridade e falta de amor pelos empreendimentos realizados. Interessa sempre o lucro pelo menor gasto poss\u00edvel. [&#8230;] Aos poucos, nos esqueceremos dessa desgra\u00e7a a mais. Outras vir\u00e3o. S\u00f3 nos resta dizer mais uma vez: &#8220;Que horror!&#8221; e continuar a vida, hoje em dia feita de pressa, medo e suspense, num pa\u00eds onde o \u00f3bvio nunca \u00e9 feito: s\u00f3 as desnecessidades\u201d<br \/>\nArnaldo Jabor, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 29\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s uma trag\u00e9dia como a de Santa Maria, a vontade de agir \u00e9 irrefre\u00e1vel. Nas pr\u00f3ximas semanas, Estados e munic\u00edpios atualizar\u00e3o suas normas de seguran\u00e7a anti-inc\u00eandio e apertar\u00e3o a fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre todo tipo de estabelecimento. Trata-se, \u00e9 claro, de um efeito transit\u00f3rio. Com o tempo, o \u00edmpeto vigilante arrefece e as coisas voltam mais ou menos ao que eram antes. E n\u00e3o adianta muito maldizer a leni\u00eancia das autoridades brasileiras. Ainda que em diferentes graus, o fen\u00f4meno \u00e9 universal e tem origem nos mecanismos pelos quais percebemos o perigo. A pergunta \u00e9 se devemos aceitar essa abordagem intuitiva ou se seria prefer\u00edvel buscar uma vis\u00e3o mais racional, recorrendo \u00e0 an\u00e1lise de risco e a especialistas antes de agir.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 29\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cO desvio de recursos, a pura irresponsabilidade, a garantia da impunidade. Somos ineptos para minimizar danos das cheias, impedir desabamentos, prevenir inc\u00eandios. Mas numa coisa ningu\u00e9m nos supera: em solidariedade. Instaurada a trag\u00e9dia, acorremos ao local em batalh\u00f5es, confortamos os parentes, acolhemos em nossa casa, doamos sangue e enchemos caminh\u00f5es com donativos, embora n\u00e3o possamos garantir que cheguem ao destino. Nossa humanidade n\u00e3o est\u00e1 em quest\u00e3o &#8211; nossa efici\u00eancia, sim. E, quando a trag\u00e9dia se repete, n\u00e3o ser\u00e1 por que n\u00e3o avisamos &#8211; apenas ningu\u00e9m tomou provid\u00eancias.\u201d<br \/>\nRuy Castro, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 30\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cEsperar sem esperan\u00e7a \u00e9 a pior maldi\u00e7\u00e3o que pode cair sobre um povo. A esperan\u00e7a n\u00e3o se inventa, constr\u00f3i-se com alternativas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o presente.\u201d<br \/>\nBoaventura de Sousa Santos, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 30\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cSilas Malafaia n\u00e3o exige doa\u00e7\u00f5es. \u00c0 GQ, o pastor alerta: se algu\u00e9m hesitar em colaborar, \u2018Deus far\u00e1 outro se levantar&#8230; e sua ben\u00e7\u00e3o ir\u00e1 para este outro\u2019. Logo depois, contemporiza: \u2018Se R$ 100,00 \u00e9 tudo o que voc\u00ea precisa, \u00e9 seu sonho, n\u00e3o d\u00ea! Se n\u00e3o for, \u00e9 sua semente\u2019.\u201d<br \/>\n\u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 30\/01\/2013<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o estou aqui para ensinar a fazer filmes hollywoodianos. \u00c9 preciso originalidade. Se existisse apenas o ponto de vista americano, o mundo seria brutal e individualista. Se voc\u00ea possui talento, nada vale mais que se expressar &#8220;.<br \/>\nRobert McKee, um dos professores de roteiro mais conhecidos de Hollywood, \u201cValor\u201d \u2013 01\/02\/2013<\/p>\n<p>&#8220;Henri Matisse confessou sua necessidade de solid\u00e3o em 1939. \u2018Eu gostaria de viver como um monge numa cela, desde que pudesse pintar sem preocupa\u00e7\u00f5es nem inc\u00f4modos\u2019. Preocupa\u00e7\u00f5es e inc\u00f4modos houve aos montes durante a carreira atormentada do pintor franc\u00eas.[&#8230;] \u2018A pintura foi para ele um trabalho desenvolvido em toda a vida. Ele se esfor\u00e7ou por d\u00e9cadas para retratar diretamente o que via. Clich\u00eas, preconceitos e suposi\u00e7\u00f5es, barreiras visuais consideradas seus piores inimigos, foram suprimidos em horas intermin\u00e1veis de treinamento. A sua disciplina se parecia com a de um pianista\u2019, diz Hilary Spurling, autora de \u2018Matisse, Uma Vida\u2019. [&#8230;] \u2018Matisse: In Search of True Painting\u2019 fala do sofrimento do pintor, tamb\u00e9m relatado por Hilary Spurling, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas escolhas art\u00edsticas. \u2018Ele n\u00e3o tinha certeza do seu caminho\u2019. Ou nas palavras do pr\u00f3prio artista: \u2018Trabalho sem teoria. Eu sou determinado por uma ideia que s\u00f3 come\u00e7o a entrever \u00e0 medida que a pintura se desenvolve\u2019. Incompreendido, Matisse contemporizava.\u201d<br \/>\nFrancisco Quinteiro Pires ,\u201cValor\u201d \u2013 01\/02\/2013<\/p>\n<p>\u201cA mem\u00f3ria \u00e9 um mist\u00e9rio, \u00e0s vezes as lembran\u00e7as aparecem com nitidez, outras vezes ficam guardadas, teimosamente escondidas, ou em estado de lat\u00eancia. [&#8230;] S\u00f3 me resta o sil\u00eancio, nossa voz essencial, talvez a mais verdadeira.\u201d<br \/>\nMilton Hatoum, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 01\/02\/2013<\/p>\n<p>\u201cMeu gospel \u00e9 bem brasileiro. N\u00e3o sa\u00ed copiando, sou a Baby, tenho meu lado rock, meu lado pop. O gospel que toca no r\u00e1dio e na televis\u00e3o aqui \u00e9 muito cru, n\u00e3o d\u00e1 pra comparar com a nossa m\u00fasica. Nunca fiz isso pra vender CD, mas por paix\u00e3o\u201d.<br \/>\nBaby do Brasil, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 02\/02\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cLer foi a coisa mais importante que aprendi. Nada gera conformismo como o entretenimento barato. 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