{"id":686,"date":"2013-01-27T15:55:24","date_gmt":"2013-01-27T15:55:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=686"},"modified":"2013-02-13T15:59:33","modified_gmt":"2013-02-13T15:59:33","slug":"04a-semana-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2013\/01\/27\/04a-semana-de-2013\/","title":{"rendered":"04\u00aa semana de 2013"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSer pai ou m\u00e3e, mais que uma possibilidade biol\u00f3gica, \u00e9 um aprendizado. \u2018Podemos encarar a fam\u00edlia como uma pris\u00e3o ou um lugar de abrigo. Um espa\u00e7o de trocas ou de isolamento coletivo. Um agente de mudan\u00e7as ou um dispositivo de aliena\u00e7\u00e3o. De qual fam\u00edlia estamos falando?, diz Junia de Vilhena, psicanalista e terapeuta familiar.\u201d<br \/>\nRuth Aquino, \u201cRevista \u00c9poca\u201d \u2013 21\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cO ex-ciclista americano Lance Armstrong, usu\u00e1rio confesso de doping para se tornar o maior campe\u00e3o da hist\u00f3ria de seu esporte, \u00e9 tamb\u00e9m um recordista da mentira. Depois de enganar milh\u00f5es de torcedores ao ganhar sete vezes a Volta da Fran\u00e7a sob o efeito de subst\u00e2ncias proibidas &#8211;e de se submeter a transfus\u00f5es de sangue para esconder o rastro delas no organismo&#8211;, mentiu repetidamente ao se dizer inocente das acusa\u00e7\u00f5es ainda t\u00edmidas que lhe come\u00e7avam a fazer. Depois mentiu para as federa\u00e7\u00f5es de ciclismo e para o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional. Mentiu para seus colegas ciclistas e para os praticantes de todos os esportes. Mentiu para as crian\u00e7as que o tinham como \u00eddolo e queriam imit\u00e1-lo. Mentiu para os dirigentes da Livestrong, a funda\u00e7\u00e3o contra o c\u00e2ncer criada por ele &#8211; ele pr\u00f3prio uma v\u00edtima da doen\u00e7a. E, por fim, mentiu para seus bi\u00f3grafos. [&#8230;] Armstrong os tapeou, contando-lhes a hist\u00f3ria bonita que queria ver publicada. E obrigou a que seus colaboradores &#8211; envolvidos na sua extensa rede de doping, inclusive m\u00e9dicos &#8211; tamb\u00e9m mentissem. Agora, sim, Lance Armstrong pode render uma grande biografia. Vivo ou morto.\u201d<br \/>\nRuy Castro, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 21\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cUma estat\u00edstica envergonha os sul-coreanos: o \u00edndice de suic\u00eddios no pa\u00eds -medido para cada 100 mil pessoas- \u00e9 o mais alto entre os membros da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico. Ele aumentou de 13,6, em 2001, para 31,2, em 2010. Mas ainda mais perturbador \u00e9 o \u00edndice de suic\u00eddios entre os sul-coreanos maiores de 65 anos. No mesmo per\u00edodo, ele inchou de 35,5 para 81,9. \u2019Os velhos sentem-se tra\u00eddos ou pensam que s\u00e3o um peso para seus filhos, principalmente os que t\u00eam doen\u00e7as cr\u00f4nicas cujas contas m\u00e9dicas os filhos lutam para pagar\u2019, disse Park. \u2018Sua cren\u00e7a na fam\u00edlia como uma entidade com um destino comum os leva a afastar-se dela, removendo o peso\u2019. Kim Sungwhan, diretor do distrito de Nowon, em Seul, foi um dos primeiros administradores a abordar a crise dos suic\u00eddios. Ele treinou cerca de mil volunt\u00e1rios para reconhecer sinais de advert\u00eancia e conectar idosos com tend\u00eancias suicidas aos servi\u00e7os sociais. Kim Man-jeom, 73, foi uma dessas pessoas. Depois da morte de seu marido, no ano passado, ela caiu em depress\u00e3o. Ficou decepcionada porque seus filhos n\u00e3o a convidaram para morar com eles, mas tamb\u00e9m temia tornar-se um fardo para a fam\u00edlia. \u2018Quando vi uma gravata, pensei em me enforcar\u2019, disse. A popula\u00e7\u00e3o da Coreia do Sul est\u00e1 envelhecendo mais depressa do que a de outros pa\u00edses desenvolvidos. Soci\u00f3logos dizem que o baixo \u00edndice de nascimentos deriva da relut\u00e2ncia dos jovens casais a imitar seus pais e gastar suas economias na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, deixando pouco para sua velhice. \u2018Nossa sociedade deu \u00eanfase \u00e0 efici\u00eancia econ\u00f4mica ao custo da condi\u00e7\u00e3o humana\u2019, diz Kim.<br \/>\nChoe Sang-Hun, \u201cThe New York Tinmes\/Folha de S.Paulo\u201d \u2013 21\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cMuito mais produtivo do que tentar prever o future \u00e9 constru\u00ed-lo a partir do que sabemos hoje, e n\u00e3o consultar or\u00e1culos como o de Delfos, cartomantes, gurus e profetas.\u201d<br \/>\nJos\u00e9 Goldemberg, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 21\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cDe algum tempo para c\u00e1, setores da m\u00eddia manifestam preocupante ambiguidade \u00e9tica. O que \u00e9 sensacionalismo barato numa publica\u00e7\u00e3o popular \u00e9 informa\u00e7\u00e3o de comportamento nas respeit\u00e1veis p\u00e1ginas de alguns ve\u00edculos da chamada grande imprensa. Biografias n\u00e3o autorizadas (ou difama\u00e7\u00e3o politicamente correta) e s\u00edndrome do boato comp\u00f5em um retrato de corpo inteiro da indig\u00eancia editorial. Best-sellers de ocasi\u00e3o, apoiados no marketing da leviandade e sustentados pela repercuss\u00e3o da m\u00eddia, ganham status de seriedade. O que interessa n\u00e3o \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o. O que importa \u00e9 chocar. Ao tentar disputar espa\u00e7o com o mundo do entretenimento, alguns setores da imprensa est\u00e3o entrando num perigoso processo de autofagia. Esquecem que a frivolidade n\u00e3o \u00e9 a melhor companheira para a viagem da qualidade. Pode at\u00e9 atrair num primeiro momento, mas depois, n\u00e3o duvidemos, termina sofrendo arranh\u00f5es irrepar\u00e1veis no seu prest\u00edgio. N\u00e3o podemos sucumbir \u00e0s regras ditadas pelo mundo do espet\u00e1culo. Existe espa\u00e7o, e muito, para o jornalismo de qualidade. Basta cuidar do conte\u00fado.\u201d<br \/>\nCarlos Alberto Di Franco, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 21\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cQuando Hannah Arendt cunhou a express\u00e3o \u2018banalidade do mal\u2019, ela n\u00e3o imaginava como a morte se tornou um fato corriqueiro no mundo atual, sem os tr\u00e1gicos acordes do Holocausto. Talvez haja nas matan\u00e7as banais um desejo de desvendar o mist\u00e9rio da morte, bem l\u00e1 no fundo do inconsciente. Para al\u00e9m de vingan\u00e7as, busca de poder ou dinheiro, \u00f3dio puro, prazer, h\u00e1 a vontade de &#8216;naturalizar&#8217; a morte, de modo que ela deixe de ser a implac\u00e1vel ceifadora. Tenho certeza de que os assassinos que passam de moto e metralham inocentes n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia da gravidade de seus feitos &#8211; apenas mais um dia divertido de viol\u00eancias. Os filmes americanos buscam o tempo todo essa banalidade: tiros s\u00fabitos sem piedade, jorros de sangue ornamentais, a beleza f\u00e1lica das superarmas autom\u00e1ticas. Nos brutos filmes de a\u00e7\u00e3o, nos videogames, nas not\u00edcias bomb\u00e1sticas de trag\u00e9dias h\u00e1 um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. Um desejo de matar a morte. Um desejo de entend\u00ea-la pela repeti\u00e7\u00e3o compulsiva. Mas, nunca conseguiremos exorciz\u00e1-la, porque quando ela chega n\u00e3o estamos mais aqui.\u201d<br \/>\nArnaldo Jabor, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 22\/01\/2013<\/p>\n<p>\u201cCom quase 30 milh\u00f5es de novos usu\u00e1rios ativos mensais, o Brasil foi o pa\u00eds que mais cresceu no Facebook em 2012, de acordo com dados divulgados pela empresa de estat\u00edsticas de m\u00eddias sociais Socialbakers. Desde mar\u00e7o do ano passado, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com o segundo maior n\u00famero de usu\u00e1rios (65 milh\u00f5es) na rede social, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos (167 milh\u00f5es), ainda segundo a Socialbakers\u201d.<br \/>\n\u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 24\/01\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSer pai ou m\u00e3e, mais que uma possibilidade biol\u00f3gica, \u00e9 um aprendizado. \u2018Podemos encarar a fam\u00edlia como uma pris\u00e3o ou um lugar de abrigo. Um espa\u00e7o de trocas ou de isolamento coletivo. 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