{"id":672,"date":"2012-12-15T15:19:05","date_gmt":"2012-12-15T15:19:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=672"},"modified":"2013-01-04T15:21:35","modified_gmt":"2013-01-04T15:21:35","slug":"50a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/12\/15\/50a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"50\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA atitude de reavaliar a carreira deve ser cont\u00ednua, deve ser considerada meta durante todo ano: ponderar nossas emo\u00e7\u00f5es, imprimir cordialidade no nosso \u00e2mbito social e profissional, avaliar nossa imagem, investir na qualidade de vida, utilizar a flexibilidade e resili\u00eancia em situa\u00e7\u00f5es adversas, atentar para o desenvolvimento de novas compet\u00eancias, conferir sustentabilidade na carreira e, sobretudo, buscar sempre o autoconhecimento. [&#8230;] Torna-se cada vez mais indispens\u00e1vel, romper as amarras da acomoda\u00e7\u00e3o em nossa vida pessoal e profissional e, assim, aproveitar a entrada de um novo ano para desenvolver a maior de todas as compet\u00eancias: a compet\u00eancia para a vida.\u201d<br \/>\nRuth Duarte, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 09\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cEu me sinto um intruso na vida. \u00c9 como se eu n\u00e3o devesse estar aqui, uma esp\u00e9cie de outsider tentando comparar culturas, observando os defeitos e as qualidades e os costumes, os barulhos e essa paranoia toda, desde o ber\u00e7o at\u00e9 o t\u00famulo. Ent\u00e3o, vejo tudo de uma forma vesga (mesmo usando \u00f3culos).\u201d<br \/>\nGerald Thomas, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 09\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cA felicidade e o bem-estar s\u00e3o as chaves da vida contempor\u00e2nea. Vale tudo para ser feliz. Uma \u00e9poca dominada pela felicidade \u00e9 uma \u00e9poca boba. [&#8230;] Toda liberdade pressup\u00f5e riscos, e toda sociedade pautada pela felicidade social n\u00e3o suporta a liberdade.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 , \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 10\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cA beleza da catedral de Bras\u00edlia, cujas linhas arrojadas lembram m\u00e3os abertas ao transcendente, bot\u00e3o de flor se abrindo ao infinito, feixe de ramos de trigo evocando o p\u00e3o da vida, o cora\u00e7\u00e3o de boca aberta \u00e0 fome de Deus.\u201d<br \/>\nFrei Betto, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 10\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cDJ Qbert, americano de origem filipina, coloca-se: \u2018acredito que n\u00f3s artistas, assim como todas as pessoas, estamos aqui para fazer do mundo um lugar melhor. Fazer as pessoas felizes com nosso talento traz a mais profunda alegria. todos os dias eu sonho em ajudar as pessoas ao m\u00e1ximo. [&#8230;] A maior felicidade \u00e9 doar, e o maior dem\u00f4nio \u00e9 o ego\u00edsmo. A ideia \u00e9 mostrar as coisas que temos aprendido, mas tamb\u00e9m aprender com os alunos. Pensei em criar uma comunidade online que estimulasse todo mundo a melhorar com os segredos que expomos. Ali, eu tamb\u00e9m me considero um estudante, j\u00e1 que aprendo com as ideias dos outros DJs todos os dias\u2019, diz o modesto virtuose.<br \/>\nClaudia Assef, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 10\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cAos 104 anos, faleceu Oscar Niemeyer. Nenhum artista brasileiro foi reconhecido, de maneira praticamente un\u00e2nime por seus pares em todo o mundo, como refer\u00eancia absoluta e incontorn\u00e1vel. Nenhum, a n\u00e3o ser Niemeyer. Isso n\u00e3o \u00e9 acaso nem algo desprovido de relev\u00e2ncia. Por unir clareza e organicidade, suas obras conseguem o feito de ser monumentais e humanas. Mas \u201chumanas\u201d n\u00e3o no sentido daquilo que perpetua as ilus\u00f5es burguesas do acolhimento da intimidade da home. Acolhimento que parece nos alienar definitivamente na cren\u00e7a de que nosso lugar natural \u00e9 o espa\u00e7o privado cheio de memorabilias. \u201cHumanas\u201d no sentido deste desejo humano, demasiadamente humano de retornar aos gestos primordiais e encontrar, neles, uma for\u00e7a construtiva inaudita. Na verdade, se uma ideia pudesse sintetizar a obra de Niemeyer, talvez fosse a aus\u00eancia de medo. Nossas cidades parecem ter medo do vazio, dos espa\u00e7os infinitamente abertos, da vis\u00e3o desimpedida, das formas improv\u00e1veis que t\u00eam a for\u00e7a de dobrar o concreto armado, ou seja, da inventividade que parece se comprazer em negar toda a forma que se p\u00f5e como necess\u00e1ria. Niemeyer n\u00e3o tinha medo de nada. Quantas vezes ele deve ter exasperado engenheiros que viam suas formas e pensavam: \u2018Mas isso n\u00e3o pode ficar suspenso dessa forma. Mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel deixar isso em p\u00e9\u2019. Como se n\u00e3o bastasse a inventividade de sua obra e a coragem de suas escolhas, quis o destino que Niemeyer fosse a express\u00e3o art\u00edstica mais bem-acabada do desejo brasileiro de modernidade.\u201d<br \/>\nVladimir Safatle, Revista Carta Capital \u2013 10\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cPara que escrever? Nada adianta, nada. E como meu trabalho \u00e9 ver o mal do mundo, um dia a depress\u00e3o bate. A n\u00e1usea &#8211; n\u00e3o a do Sartre, mas a minha. N\u00e3o tolero mais a falta de imagina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica dos homens de bem, comparada com a imagina\u00e7\u00e3o dos canalhas, o que nos leva \u00e0 ret\u00f3rica de impossibilidades como nosso destino fatal e vejo que a \u00fanica coisa que acontece \u00e9 que n\u00e3o acontece nada, deprimo quando vejo a milit\u00e2ncia dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, balas perdidas sempre acertando em crian\u00e7as, imagens do Rio S\u00e3o Francisco com obras paradas e secas sem fim, o trem-bala de bilh\u00f5es atropelando escolas e hospitais falidos, filas de doentes no SUS, caixas de banco abertas \u00e0 dinamite, declara\u00e7\u00f5es de pobres conformados com sua desgra\u00e7a na TV; odeio sucesso sem trabalho, a troca do m\u00e9rito pela fama; repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos de ganso de manequim, horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, n\u00e3o aguento mais ver que a pior viol\u00eancia \u00e9 nosso conv\u00edvio c\u00e9tico com a viol\u00eancia, o mal banalizado e o bem como um charme burgu\u00eas, n\u00e3o quero mais ouvir falar de \u2018globaliza\u00e7\u00e3o\u2019, enquanto meninos miser\u00e1veis fazem malabarismo nos sinais de tr\u00e2nsito, n\u00e3o aguento chuvas em S\u00e3o Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constr\u00f3i templos de m\u00e1rmore com dinheiro arrancado dos ignorantes sem pagar Imposto de Renda, festas de celebridades com cascata de camar\u00e3o, mat\u00e9ria paga com casais em bodas de prata, pol\u00edticos se defendendo de roubalheira falando em \u2018honra ilibada\u2019, conselhos de \u00e9tica formado por ladr\u00f5es, n\u00e3o suporto C\u00fapulas do G20 lamentando a mis\u00e9ria para nada, tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depress\u00e3o, estou de saco cheio de mim mesmo, desta minha esperan\u00e7azinha d\u00e9mod\u00e9 e iluminista de articulista do &#8220;bem&#8221;, impotente diante do cinismo vencedor de criminosos pol\u00edticos.\u201d<br \/>\nArnaldo Jabor, \u201cO Estado de S.Paulo\u201d \u2013 11\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cQuando n\u00e3o temos a flexibilidade necess\u00e1ria para nos rirmos da vida, \u00e9 a morte que acaba por se rir de n\u00f3s.\u201d<br \/>\nJo\u00e3o Pereira Coutinho, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 11\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cEm tempos de consumo desenfreado e lan\u00e7amentos mil nesta \u00e9poca do ano, \u00e9 claro que as crian\u00e7as competem entre si sobre quem ir\u00e1 ganhar isso ou aquilo que se torna, n\u00e3o mais que de repente, um objeto de desejo de um grupo enorme.\u201d<br \/>\nRosely Say\u00e3o, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 11\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cO devaneio excessivo \u00e9 o h\u00e1bito de Dom Quixote, Madame Bovary, dois ter\u00e7os dos adolescentes, quase todos os autores de novelas e romances etc. Transformar esse h\u00e1bito, t\u00e3o humano, em &#8220;transtorno&#8221;, \u00e9 uma tentativa de regular nossas vidas com a desculpa higienista: tudo nos \u00e9 imposto para nossa &#8220;sa\u00fade&#8221; e nosso bem. Pararemos de sonhar porque \u00e9 mais &#8220;saud\u00e1vel&#8221; prestar aten\u00e7\u00e3o s\u00f3 no que est\u00e1 na agenda de hoje? No fundo, nada disso me estranha. Desde o s\u00e9culo 19, as regras para uma vida saud\u00e1vel (f\u00edsica e ps\u00edquica) s\u00e3o nossa nova moral. E esse ataque contra o devaneio era previs\u00edvel: qualquer forma de poder prefere limitar os sonhos de seus sujeitos.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris, \u201cFolha de S.Paulo\u201d \u2013 13\/12\/2012<\/p>\n<p>\u201cA press\u00e3o que vem da base hoje \u00e9 muito grande. Aprendi que nesse cen\u00e1rio tem de haver transpar\u00eancia. \u00c9 preciso criar espa\u00e7o para o di\u00e1logo. Formar l\u00edderes requer investimento, tempo e paci\u00eancia para aceitar que nem todos estar\u00e3o aptos.\u201d<br \/>\nLeonardo Freitas, 45, executivo, \u201cRevista Voc\u00eaS\/A\u201d \u2013 dezembro de 2012<\/p>\n<p>\u201cOs evang\u00e9licos s\u00e3o fundamentalistas \u00e0s vezes. E fundamentalismo \u00e9 uma coisa que a gente quer afastar de qualquer forma do Brasil. Deus continua em alta, Deus continua sagrado. O que est\u00e1 sendo contestado \u00e9 a postura das igrejas.\u201d<br \/>\nSeu Jorge, m\u00fasico, \u201cRevista Billboard\u201d \u2013 dezembro de 2012<\/p>\n<p>\u201cAndo mais por dentro de mim do que na estrada. [&#8230;] Mexer com gratuidades me enriquecem. [&#8230;] Inventei desver o que via para ver novas coisas.\u201d<br \/>\nManoel de Barros, 96, poeta, \u201cRevista Cult\u201d &#8211; dezembro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA atitude de reavaliar a carreira deve ser cont\u00ednua, deve ser considerada meta durante todo ano: ponderar nossas emo\u00e7\u00f5es, imprimir cordialidade no nosso \u00e2mbito social e profissional, avaliar nossa imagem, investir na qualidade de vida, utilizar a flexibilidade e resili\u00eancia em situa\u00e7\u00f5es adversas, atentar para o desenvolvimento de novas compet\u00eancias, conferir sustentabilidade na carreira e, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4778],"tags":[15,16523,5536,5544,8420,7642],"class_list":["post-672","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contando-os-dias","tag-criancas","tag-devaneio","tag-fe","tag-felicidade","tag-lideranca","tag-sociedade","count-0","even alt","author-taismachado","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=672"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/672\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":673,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/672\/revisions\/673"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}