{"id":662,"date":"2012-11-18T19:12:08","date_gmt":"2012-11-18T19:12:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=662"},"modified":"2012-11-20T19:14:39","modified_gmt":"2012-11-20T19:14:39","slug":"46a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/11\/18\/46a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"46\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA raz\u00e3o irracional n\u00e3o se manca: ofende a intelig\u00eancia e a consci\u00eancia do p\u00fablico e acha que ningu\u00e9m se d\u00e1 conta.\u201d<br \/>\nEug\u00eanio Bucci, \u201cRevista \u00c9poca\u201d \u2013 12\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cA fun\u00e7\u00e3o do intelectual \u00e9 ler, escrever, dar aula, orientar pesquisas, participar do debate p\u00fablico, mas n\u00e3o assumir fun\u00e7\u00f5es executivas porque somos obcecados por nossas vis\u00f5es de mundo, corretas ou n\u00e3o, somos monstruosamente vaidosos e pouco democr\u00e1ticos, pelo contr\u00e1rio, adoramos o poder, e nos achamos superiores moralmente.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 &#8211; \u201cFolha de S.Paulo\u201d, 12\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cNarciso \u00e9 um jovem magn\u00edfico que se apaixona pela pr\u00f3pria imagem refletida na \u00e1gua. Acabou consumido pelo amor-pr\u00f3prio e se tornou o nome da flor encontrada onde ele desapareceu. Somos todos Narcisos no Facebook, Orkut ou Instagram, quando publicamos fotos dos nossos sorrisos e melhores momentos.\u201d<br \/>\nMarion Strecker &#8211; \u201cFolha de S.Paulo\u201d, 12\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas de 50 anos querem \u2013 e precisam \u2013 manter-se ocupadas e remuneradas. [&#8230;] Houve um tempo em que o desemprego rondava quem passasse dos 50 anos. Esse cen\u00e1rio j\u00e1 mudou. O grupo dos 50 foi o \u00fanico em que o \u00edndice de emprego aumentou significativamente, de acordo com o \u00faltimo levantamento do IBGE: de 16,7%, em 2003, para 22% em 2011. Isso corresponde a 22,5 milh\u00f5es de pessoas. Nas outras faixas et\u00e1rias, o \u00edndice manteve-se est\u00e1vel ou diminuiu. Esse tamb\u00e9m \u00e9 o grupo que menos sofre com o desemprego. O ranking mais recente do IBGE mostra que \u00e9 a faixa de idade com o menor percentual de desocupa\u00e7\u00e3o. Apenas 2,1% dos trabalhadores dessa idade est\u00e3o sem trabalho, em compara\u00e7\u00e3o aos 4,4% entre os que t\u00eam de 25 a 29 anos. O que est\u00e1 por tr\u00e1s disso: \u2018Entenderam que essas pessoas est\u00e3o no auge de sua vida em termos de compet\u00eancias t\u00e9cnicas, atitudes e intelig\u00eancia emocional\u2019, diz Betty Dabkiewicz, consultora de Sinergia Consultoria. A experi\u00eancia profissional e a maturidade dos profissionais de 50 anos s\u00e3o especialmente valorizados para cargos de confian\u00e7a. \u00c9 a idade dos l\u00edderes.\u201d<br \/>\nFl\u00e1via Oshima, Margarida Telles e Nat\u00e1lia Spinac\u00e9, \u201cRevista \u00c9poca\u201d \u2013 12\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cA fama \u00e9 trai\u00e7oeira. Quando ela se vai, o artista passa a viver dos farrapos dos dias dourados. [&#8230;] A pessoa se destr\u00f3i na esperan\u00e7a de recuperar um sucesso que nunca mais voltar\u00e1 a acontecer. A fama \u00e9 um v\u00edcio do qual poucos conseguem se livrar.\u201d<br \/>\nWalcyr Carrasco, \u201cRevista \u00c9poca\u201d \u2013 12\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cUm uso pesado da internet por parte dos jovens, sem muito controle dos pais e, ainda, sem a no\u00e7\u00e3o precisa dos riscos de se exibir, enviar fotos ou revelar informa\u00e7\u00f5es \u00edntimas. O pior \u00e9 que, mesmo sabendo de alguns desses riscos, os jovens lidam mal com a exposi\u00e7\u00e3o. Para muitos, aparecer na rede (independentemente de como isso acontece) \u00e9 melhor do que sumir do mapa virtual. Ser \u2018popular\u2019, nesse contexto, poderia compensar alguns riscos.\u201d<br \/>\nJairo Bouer, \u201cRevista \u00c9poca\u201d \u2013 12\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cNa hist\u00f3ria, nada \u00e9 garantido: tudo \u00e9, sempre, conquistado. O que nos separa de outros mundos poss\u00edveis (e horr\u00edveis) n\u00e3o \u00e9 a inelutabilidade do progresso, mas a obstina\u00e7\u00e3o de pequenos grandes gestos. Entre n\u00f3s e as trevas, h\u00e1 o corpo ferido de Malala Yousafzai, 14, baleada na cabe\u00e7a pelo Talib\u00e3 paquistan\u00eas porque promovia o \u2018secularismo&#8217; (ou seja, queria ir para a escola e pensar com a sua cabe\u00e7a). Ou, a coragem da catarinense Isadora Faber, 13, que continua seu \u2018Di\u00e1rio de Classe\u2019 on-line, embora hostilizada por professores, por administradores.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris &#8211; \u201cFolha de S.Paulo\u201d, 15\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cPara mim, \u00e9 evidente que essa droga se tornou uma epidemia, n\u00e3o h\u00e1 outro termo, n\u00e3o h\u00e1 como amenizar. Por isso, a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser exclusiva coordena\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica, de educa\u00e7\u00e3o, de reinser\u00e7\u00e3o social. N\u00f3s, da Sa\u00fade, queremos p\u00f4r o dedo nessa ferida do crack e ajudar a cicatriz\u00e1-la. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 sem tempo, a epidemia avan\u00e7ou mais r\u00e1pido do que as a\u00e7\u00f5es de combate. [&#8230;] Precisamos ter servi\u00e7os diferentes para situa\u00e7\u00f5es diferentes. \u00c9 grave ter centenas de pessoas se drogando na Cracol\u00e2ndia, com suas fam\u00edlias desestruturadas, sem perspectiva de reabilita\u00e7\u00e3o. Nesses espa\u00e7os, \u00e9 necess\u00e1rio ter consult\u00f3rios de rua e pessoas capacitadas. Para esses casos, eu tenho a convic\u00e7\u00e3o clara, dentro do que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade defende, de que a interna\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria \u00e9 fundamental para proteger a vida das pessoas viciadas. Temos regras e protocolos para isso. N\u00e3o \u00e9 usar a pol\u00edcia para carregar o dependente para uma cl\u00ednica qualquer. \u00c9 preciso a avalia\u00e7\u00e3o de um profissional de sa\u00fade, \u00e9 preciso escolher um local adeq2uado. Sou contra o recolhimento compuls\u00f3rio por policiais. Agora, eu defendo, sim, a interna\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria em caso de risco de vida.\u201d<br \/>\nAlexandre Padilha, \u201cRevista Veja\u201d \u2013 16\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cVivemos uma situa\u00e7\u00e3o em que a for\u00e7a da competi\u00e7\u00e3o, da imagem e do poder duela com o respeito e a coopera\u00e7\u00e3o. A Educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 percebendo a crise e entendendo que tem de enfrent\u00e1-la. Querendo ou n\u00e3o, os educadores promovem esse tipo de reflex\u00e3o em cada relacionamento, julgamento, avalia\u00e7\u00e3o, cr\u00edtica e proposi\u00e7\u00e3o de regras. Assim, eles e a fam\u00edlia devem atuar. No entanto, de formas diferentes. Os primeiros lidam com o coletivo e trabalham e trabalham com a quest\u00e3o da igualdade. T\u00eam de tratar todos com as mesmas regras e os mesmos princ\u00edpios. J\u00e1 os familiares trabalham com os valores individuais, como a coopera\u00e7\u00e3o, a solidariedade, a generosidade e a bondade, e protegem os seus. Na fam\u00edlia, como na escola, moral vivida \u00e9 moral ensinada. De nada adianta fazer discursos se as pr\u00e1ticas os contradizem.\u201d<br \/>\nMaria Suzana Menin, \u201cRevista Nova Escola\u201d \u2013 novembro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA raz\u00e3o irracional n\u00e3o se manca: ofende a intelig\u00eancia e a consci\u00eancia do p\u00fablico e acha que ningu\u00e9m se d\u00e1 conta.\u201d Eug\u00eanio Bucci, \u201cRevista \u00c9poca\u201d \u2013 12\/11\/2012 \u201cA fun\u00e7\u00e3o do intelectual \u00e9 ler, escrever, dar aula, orientar pesquisas, participar do debate p\u00fablico, mas n\u00e3o assumir fun\u00e7\u00f5es executivas porque somos obcecados por nossas vis\u00f5es de mundo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4778],"tags":[10171,131,13732,7642,8442],"class_list":["post-662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contando-os-dias","tag-drogas","tag-educacao","tag-envelhecer","tag-sociedade","tag-vida-digital","count-0","even alt","author-taismachado","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=662"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/662\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":663,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/662\/revisions\/663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}