{"id":658,"date":"2012-11-03T17:51:23","date_gmt":"2012-11-03T17:51:23","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=658"},"modified":"2012-11-08T17:53:23","modified_gmt":"2012-11-08T17:53:23","slug":"44a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/11\/03\/44a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"44\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cParece que a vida escolar do filho se tornou uma esp\u00e9cie de avalia\u00e7\u00e3o de seus pais. Bons pais produzem alunos dedicados aos estudos e com bons resultados em qualquer tipo de avalia\u00e7\u00e3o. Essa parece ser a m\u00e1xima em vigor. Ocorre que, enquanto a vida escolar for uma quest\u00e3o vital para os pais, os filhos n\u00e3o a assumir\u00e3o como sua. [&#8230;] Quanto \u00e0s pequenas responsabilidades com os afazeres dom\u00e9sticos \u00e9 preciso, em primeiro lugar, que a crian\u00e7a sinta que pertence \u00e0quele grupo familiar e que isso acarreta \u00f4nus e b\u00f4nus. [&#8230;] Ensinar aos filhos que eles devem assumir suas pr\u00f3prias responsabilidades d\u00e1 trabalho, exige paci\u00eancia e persist\u00eancia, porque \u00e9 uma tarefa que dura mais ou menos uns 18 anos. Com sorte.\u201d<br \/>\nRosely Say\u00e3o &#8211; Folha de S.Paulo, 30\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cSa\u00ed pensando em um texto que li de Maria Rita Kehl no qual ela dizia que nossa biografia n\u00e3o deveria se basear somente em nossos feitos. \u00c0s vezes, nossos desejos e inten\u00e7\u00f5es nos configuram de forma muito mais plena. Seria nossa \u2018biografia em baixo-relevo\u2019. Mas como exigir desse mundo objetivo em que vivemos tamanha delicadeza? Continuamos por a\u00ed nos afogando em n\u00fameros e perdendo nossos \u2018quases\u2019 que tanto t\u00eam a dizer.\u201d<br \/>\nDenise Fraga &#8211; Folha de S.Paulo, 30\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cQuem for r\u00e1pido no julgamento deixar\u00e1 de contemplar a imensa complexidade humana, tirar\u00e1 o outro por si, ser\u00e1 rasteiro.\u201d<br \/>\nFrancisco Daudt &#8211; Folha de S.Paulo, 30\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cA revolu\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o acontece com os cidad\u00e3os pegando em armas, mas pegando em cart\u00f5es de cr\u00e9dito. O Brasil tem uma nova gera\u00e7\u00e3o de consumidores que n\u00e3o quer apenas produtos e servi\u00e7os b\u00e1sicos. Eles conquistaram acesso ao que antes era distante e inalcan\u00e7\u00e1vel e n\u00e3o admitem regresso. Querem produtos excitantes, de maior valor e maior encantamento. Esse \u00e9 o grande fen\u00f4meno do novo mercado brasileiro. A nova classe m\u00e9dia brasileira pode parecer um conceito surrado, mas ela mal come\u00e7ou a transformar a economia, o pa\u00eds e o seu neg\u00f3cio. Ela quer comprar o que n\u00e3o comprava, de iogurtes a carros a entretenimento. N\u00e3o h\u00e1 g\u00f4ndola no supermercado nem setor da economia que n\u00e3o seja afetado. O mercado brasileiro de produtos de higiene e beleza, por exemplo, j\u00e1 est\u00e1 entre os tr\u00eas maiores do mundo, depois dos Estados Unidos e do Jap\u00e3o e \u00e0 frente dos sofisticados pa\u00edses da Europa. As mulheres brasileiras j\u00e1 consomem duas vezes mais condicionadores de cabelo do que as americanas, ou 19 vezes mais quando comparadas com as russas, 20 vezes mais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s chinesas. [&#8230;]S\u00e3o mudan\u00e7as de consumo t\u00e3o abrangentes que as oportunidades aparecem em toda parte: de comidas congeladas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ao u\u00edsque escoc\u00eas, cujas vendas no Brasil cresceram mais do que em qualquer lugar do planeta: uma alta de 48% em 2011, puxada pelo Nordeste. E os gastos da classe m\u00e9dia com viagens subiram 242% de 2002 a 2010. Pela primeira vez, os brasileiros est\u00e3o pegando mais avi\u00e3o do que \u00f4nibus para viajar pelo pa\u00eds.\u201d<br \/>\nNizan Guanaes &#8211; Folha de S.Paulo, 30\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cO livro \u2018Nada a Perder\u2019, biografia do bispo Edir Macedo, ultrapassou o fen\u00f4meno \u2018Cinquenta Tons de Cinza\u2019 em vendas na semana. O livro de Macedo teve 30 mil exemplares vendidos em uma semana, Cinquenta Tons&#8230;\u2019 vendeu 20 mil exemplares. \u2018Nada a Perder\u2019 ser\u00e1 lan\u00e7ado em novembro no mercado internacinal: dia 17, em Buenso Aires, dia 20, em Bogot\u00e1, e dia 22 em Caracas.\u201d<br \/>\n Folha de S.Paulo, 01\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cMelhorias socioecon\u00f4micas n\u00e3o implicam necessariamente melhorias do tecido social da comunidade. Hoje, como naquela \u00e9poca, \u00e9 p\u00edfia, se n\u00e3o nula, a confian\u00e7a dos cidad\u00e3os no socorro da for\u00e7a p\u00fablica. A certeza de que o socorro ser\u00e1 prec\u00e1rio, lento ou ausente alimenta a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a. Diminuir a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a seria uma maneira de combater a inseguran\u00e7a efetiva da cidade.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris &#8211; Folha de S.Paulo, 01\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel \u2018perder ganhando\u2019, quando se consegue avan\u00e7ar nos ideais, e \u00e9 poss\u00edvel \u2018ganhar perdendo\u2019, quando se abandona os ideais em acordos puramente pragm\u00e1ticos. [&#8230;] Para enfrentar o sectarismo manique\u00edsta enraizado em nossa pol\u00edtica, \u00e9 preciso uma mudan\u00e7a. N\u00e3o em enunciados de \u2018boas\u2019 inten\u00e7\u00f5es e vazias de compromisso, mas naquilo que, como disse C. S. Lewis, \u2018se deduz de milhares de conversas, por um princ\u00edpio revelado em centenas de decis\u00f5es relativas a assuntos menores\u2019.\u201d<br \/>\nMarina Silva &#8211; Folha de S.Paulo, 02\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cDados da CBL mostram que o livro est\u00e1 mais barato e o brasileiro anda lendo mais. O pre\u00e7o m\u00e9dio do livro caiu 6,1% em 2011, considerando apenas pre\u00e7os praticados no mercado privado. Incluindo compras de governo, o pre\u00e7o m\u00e9dio ficou est\u00e1vel (alta de 0,1%). O governo representa 39,5% do mercado. Em volume, as vendas subiram 7,2% -o brasileiro comprou 3,34% mais, e o governo,13,7% mais.\u201d<br \/>\nMariana Barbosa &#8211; Folha de S.Paulo, 03\/11\/2012<\/p>\n<p>\u201cA guinada conservadora cat\u00f3lica, o acelerado decl\u00ednio num\u00e9rico da filial brasileira da Santa S\u00e9 e a avalanche pentecostal acirraram a competi\u00e7\u00e3o entre cat\u00f3licos e evang\u00e9licos a partir de 1980. Essa peleja deflagrou uma disputa religiosa pelo espa\u00e7o p\u00fablico e uma desenfreada ocupa\u00e7\u00e3o religiosa da m\u00eddia e da pol\u00edtica partid\u00e1ria. Desde ent\u00e3o tele-evangelistas, padres-celebridades e cantores gospel tornaram-se onipresentes na m\u00eddia eletr\u00f4nica, emissoras de TV pentecostais e cat\u00f3licas brotaram como cogumelos, rebanhos religiosos viram-se tratados como currais eleitorais, igrejas passaram a formar bancadas parlamentares, a expandir seu poder nos legislativos e a controlar partidos, discursos moralistas reacion\u00e1rios de inspira\u00e7\u00e3o b\u00edblica tomaram de assalto as elei\u00e7\u00f5es. [&#8230;] No novo santu\u00e1rio, Marcelo Rossi ocupar\u00e1 um palco muito maior e mais reluzente para cantar seus louvores e baladas, coreografar a &#8220;aer\u00f3bica do Senhor&#8221;, receber celebridades, agitar, entreter e emocionar as multid\u00f5es de seguidores, benzer seus objetos pessoais e lan\u00e7ar-lhes baldes de \u00e1gua benta ao fim de cada show-missa. Assim ele vai contribuindo para configurar um catolicismo de massas alegre, corp\u00f3reo, sensorial, emotivo, m\u00e1gico, midi\u00e1tico, terap\u00eautico, taumat\u00fargico, moral e teologicamente conservador. Mais popular, mas menos intelectualizado e menos atento aos problemas socioecon\u00f4micos.\u201d<br \/>\nRicardo Mariano &#8211; Folha de S.Paulo, 03\/11\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cParece que a vida escolar do filho se tornou uma esp\u00e9cie de avalia\u00e7\u00e3o de seus pais. Bons pais produzem alunos dedicados aos estudos e com bons resultados em qualquer tipo de avalia\u00e7\u00e3o. Essa parece ser a m\u00e1xima em vigor. 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