{"id":654,"date":"2012-10-22T18:36:08","date_gmt":"2012-10-22T18:36:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=654"},"modified":"2012-10-22T20:37:32","modified_gmt":"2012-10-22T20:37:32","slug":"quais-sao-suas-perguntas-nessa-estacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/10\/22\/quais-sao-suas-perguntas-nessa-estacao\/","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o suas perguntas nessa esta\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Quanto mais imaturos emocionalmente, mais a ansiedade tende a ganhar espa\u00e7os. Logo, imaturidade \u00e9 uma fase (ao menos, espera-se que seja s\u00f3 uma fase), onde se tem muitas perguntas e pouca paci\u00eancia para respostas longas e complexas. Assim, o desejo pelas respostas prontas n\u00e3o costuma ser um bom ind\u00edcio para a maturidade emocional.<br \/>\nUm sinal interessante de transi\u00e7\u00e3o rumo \u00e0 maturidade \u00e9 perceber que mais do que respostas, \u00e9 importante atentar para quais perguntas estamos fazendo. Privilegiar determinadas perguntas pode ser mais s\u00e1bio, mais estrat\u00e9gico, enfim, mais saud\u00e1vel para a vida.<br \/>\nE o tempo de cessar as perguntas, quando chega? Tendo a pensar que chega quando a vida acaba. Contudo, o que tenho visto na vida de gente madura que me inspira \u00e9 que as perguntas diminuem em quantidade, mas, crescem em profundidade. V\u00e3o rareando, mas trazem ra\u00edzes de uma vida. Descortinam dilemas assustadores, por\u00e9m, amansados pelo tempo. Um apaziguamento de quem n\u00e3o precisou se agarrar \u00e0s culpas para amenizar quest\u00f5es ainda mais comprometedoras.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 mais mera curiosidade ing\u00eanua, nem gula da alma, pois essa j\u00e1 entrou na dieta existencial. \u00c9 querer menos, entretanto, saborear mais. \u00c9 a din\u00e2mica de quem n\u00e3o mais cai nas ciladas f\u00e1ceis de ilus\u00f5es baratas, na \u00e2nsia do com\u00e9rcio de bajula\u00e7\u00f5es, bijuterias de conhecimento, nas cifras do suposto saber, no consumismo da prateleira das ideias em promo\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA maturidade \u00e9 acompanhada da sabedoria em como usar o tempo cada vez mais precioso. Deixou de ser banal, n\u00e3o mais um bem descart\u00e1vel, nada de desperd\u00edcios.<br \/>\nO aproveitamento do tempo pode se manifestar com singeleza. Nada extraordin\u00e1rio aos olhos, provavelmente, da maioria, mas de uma riqueza singular para quem foi enriquecido com a maturidade. Pode ser uma simples e descontra\u00edda conversa, por\u00e9m, o olhar que se d\u00e1 n\u00e3o se encontra em qualquer lugar. \u00c9 um colo oferecido que ganha dimens\u00f5es de eternidade. Gestos delicados que comunicam mais do que longos di\u00e1logos. Onde o sil\u00eancio j\u00e1 n\u00e3o mais incomoda, antes, torna-se espa\u00e7o de contempla\u00e7\u00e3o e acolhimento. E as pausas fazem parte da harmonia mel\u00f3dica da vida.<br \/>\nH\u00e1 uma fase da vida onde tudo o que se quer \u00e9 crescer, h\u00e1 outra onde o que se deseja \u00e9 amadurecer. Nela o menos \u00e9 mais. A\u00ed o burburinho vai sumindo e o som denso do surdo (tambor) vai ditando novo ritmo. H\u00e1 suavidade, apesar da firmeza. H\u00e1 nitidez \u2013 ru\u00eddos desfalecem. A\u00ed uma s\u00f3 voz \u00e9 ouvida e os antigos gemidos cessam.<br \/>\nAh! Com eu quero chegar l\u00e1!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quanto mais imaturos emocionalmente, mais a ansiedade tende a ganhar espa\u00e7os. Logo, imaturidade \u00e9 uma fase (ao menos, espera-se que seja s\u00f3 uma fase), onde se tem muitas perguntas e pouca paci\u00eancia para respostas longas e complexas. Assim, o desejo pelas respostas prontas n\u00e3o costuma ser um bom ind\u00edcio para a maturidade emocional. 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