{"id":652,"date":"2012-10-22T10:22:15","date_gmt":"2012-10-22T10:22:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=652"},"modified":"2012-10-22T17:24:52","modified_gmt":"2012-10-22T17:24:52","slug":"42a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/10\/22\/42a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"42\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cTodo mundo se empluma para ser visto. A noiva \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da ideia de perfei\u00e7\u00e3o para o olhar do outro. A gente se veste querendo que o outro nos veja de um modo perfeito. O outro n\u00e3o quer a perfei\u00e7\u00e3o, mas desnudar essas camadas de ilus\u00e3o, de mentira.\u201d<br \/>\nFernanda Young &#8211; Folha de S.Paulo, 14\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 algumas semanas, uma falha em minha conex\u00e3o de internet me fez perceber que havia algo errado comigo. Talvez voc\u00ea tenha o mesmo problema. Gra\u00e7as a uma dessas panes s\u00fabitas que fazem da inform\u00e1tica uma ci\u00eancia inexata, todos os e-mails que mandei durante o dia inteiro n\u00e3o conseguiram sair do computador. Ao final do dia, movido por um t\u00e9dio que s\u00f3 a desconex\u00e3o for\u00e7ada \u00e9 capaz de provocar, decidi reler as mensagens presas na minha caixa de sa\u00edda. O resultado foi revelador. Por dedicar muito pouco tempo a cada mensagem, escrevi respostas lac\u00f4nicas para pessoas que haviam me mandado sugest\u00f5es elaboradas. Aceitei um convite para um jantar ao qual n\u00e3o poderia ir. Enviei a um colega um recado com erros inaceit\u00e1veis para algu\u00e9m que ganha a vida escrevendo. A vontade de resolver v\u00e1rios problemas instantaneamente, t\u00edpica dos tempos digitais, me tornara afobado, distra\u00eddo e monossil\u00e1bico. N\u00e3o curti.\u201d<br \/>\nDanilo Venticinque &#8211; Revista \u00c9poca, 15\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cOuvir \u00e9 o maior talento que um arquiteto deve ter. [&#8230;] N\u00e3o vejo gra\u00e7a em repetir. Quero me surpreender. Prefiro errar tentando algo novo a acertar repetindo uma solu\u00e7\u00e3o que j\u00e1 sei que d\u00e1 certo. [&#8230;] Acho que n\u00e3o existe bom gosto ou mau gosto. Existe o meu gosto e o seu gosto. Quando vejo uma pessoa de bom gosto, \u00e9 porque ela tem o meu gosto. [&#8230;] Nunca fa\u00e7o o que quero, do jeito que quero. Sempre fa\u00e7o o que o cliente quer, s\u00f3 que do meu jeito. A diferen\u00e7a \u00e9 sutil. [&#8230;] Sempre me interessei pela diversidade. Das pessoas e trabalhos. A arquitetura \u00e9 um mero pretexto para eu me relacionar com as pessoas. A \u00fanica coisa que tem import\u00e2ncia \u00e9 que haja afinidade na maneira como vemos a vida.\u201d<br \/>\nIsay Weinfeld \u2013 O Estado de S.Paulo, 15\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cEssa coisa de criar o parceiro ou a parceira ideal \u00e9 muito ruim. Quando idealizam, as pessoas tendem a enquadrar os outros num conceito, uma ideia. N\u00e3o d\u00e1 certo. O amor tem de ser uma inven\u00e7\u00e3o di\u00e1rias, a dois. H\u00e1 uma cobran\u00e7a de que o amor tem de durar para sempre, e essa \u00e9 outra press\u00e3o que tamb\u00e9m pode sufocar uma rela\u00e7\u00e3o. O importante \u00e9 que n\u00e3o existem f\u00f3rmulas para o amor. Cada dupla, cada casal faz sua hist\u00f3ria e tem de encontrar a f\u00f3rmula apropriada para os dois.\u201d<br \/>\nJonathan Dayton, diretor de cinema \u2013 O Estado de S.Paulo, 16\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cMarxismo e religi\u00e3o s\u00e3o iguais: n\u00e3o podem ser comprovados ou contestados.\u201d<br \/>\nDavid Pryce-Jones, Revista Exame, 17\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cO papel do artista \u00e9 questionar. E, de repente, a gente se transformou nessa coisa arrumadinha, de bom gosto, enquadrada. O louco ainda pode ser algu\u00e9m que propaga as verdades que ningu\u00e9m quer escutar.\u201d<br \/>\nElias Andreato, ator e diretor \u2013 O Estado de S.Paulo, 18\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cEm 2010, a parcela de divorciados chegou a 3,1%, quase o dobro dos 1,7% de 2000. O aumento das separa\u00e7\u00f5es tem diferentes explica\u00e7\u00f5es, como a maior aceita\u00e7\u00e3o social do div\u00f3rcio e a simplifica\u00e7\u00e3o dos tr\u00e2mites legais. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a maior inser\u00e7\u00e3o da mulher no mercado de trabalho, que deu a ela autonomia financeira para se livrar de relacionamentos. O retrato mostra ainda que cresce a parcela de casais sem filhos \u2013 um quinto do total.\u201d<br \/>\nDenise Menchen &#8211; Folha de S.Paulo, 18\/10\/2012<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea tem duas op\u00e7\u00f5es: a) envelhecer; b) morrer. Se tudo der certo, voc\u00ea fica com a primeira op\u00e7\u00e3o. Nesse caso, a pr\u00f3xima pergunta de m\u00faltipla escolha est\u00e9tico-existencial ser\u00e1 algo como: a) envelhecer, tentando desesperadamente se transformar em outra pessoa \u2013 algu\u00e9m que se parece vagamente com voc\u00ea, a n\u00e3o ser pela testa congelada, pelos olhos levemente assim\u00e9tricos e pelos l\u00e1bios que parecem mais um sashimi do que uma boca. Separando as duas op\u00e7\u00f5es, resta apenas o bom senso, que algu\u00e9m j\u00e1 definiu como \u2018a coisa mais mal distribu\u00edda do mundo\u2019. [&#8230;] O paradoxo \u00e9 que, num pa\u00eds cada vez mais velho, a velhice esteja se tornando sin\u00f4nimo de defeito, de prazo de validade expirado antes da hora \u2013 e a\u00ed aparecem eufemismos do tipo \u2018melhor idade\u2019. De acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, a expectativa de vida aumentou incr\u00edveis 25 anos de 1960 para c\u00e1.\u201d<br \/>\nCarol Sganzerla \u2013 Revista TPM, outubro de 2012<\/p>\n<p>\u201cEm um mundo com 7 bilh\u00f5es de habitantes, j\u00e1 existem 6,39 bilh\u00f5es de linhas de telefonia m\u00f3vel. O celular chegou at\u00e9 onde nem sequer tem \u00e1gua pot\u00e1vel. S\u00f3 no Brasil, h\u00e1 mais aparelhos habilitados do que habitantes. \u2018S\u00edmbolo de status, inclus\u00e3o social e autonomia, o celular atende \u00e0 exig\u00eancia de estar dispon\u00edvel o tempo todo \u2013 e derruba as fronteiras entre trabalho e vida pessoal\u2019, explica a antrop\u00f3loga Sandra Rubia Silvia, professora da Universidade Federal de Santa Maria, RS, que investiga o impacto dessa tecnologia nas rela\u00e7\u00f5es sociais. \u2018A rotina acaba sendo cadenciada por esse aparelho e h\u00e1 grandes chances de ultrapassar o limite de uso que seria razo\u00e1vel\u2019, alerta o psic\u00f3logo Cristiano Nabuco, coordenador do Ambulat\u00f3rio Integrado dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria da USP. Na velha e boa linguagem anal\u00f3gica, todos esses dados e evid\u00eancias querem dizer o seguinte: com tantos aparelhos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, aumenta a probabilidade de que eles virem uma esp\u00e9cie de extens\u00e3o do corpo. Portanto, aparece a probabilidade de que os usu\u00e1rios fiquem conectados demais, dependentes demais, doid\u00f5es demais \u2013 at\u00e9 os limites do v\u00edcio. [&#8230;] No Brasil, pesquisa da Ipsos feita com mil moradores de 70 cidades, de ambos os sexos, mostrou: 18% admitiram ter depend\u00eancia de seus aparelhinhos. O n\u00famero, claro, pode ser bem maior. \u2018Nem sempre existe a no\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia. \u00c9 comum as pessoas alegarem que vivem conectadas por causa do trabalho ou da fam\u00edlia\u2019, diz a psic\u00f3loga Iracema Teixeira, professora de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro.\u201d<br \/>\nCristina Nabuco \u2013 Revista Lola, outubro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTodo mundo se empluma para ser visto. A noiva \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o da ideia de perfei\u00e7\u00e3o para o olhar do outro. A gente se veste querendo que o outro nos veja de um modo perfeito. 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