{"id":643,"date":"2012-09-23T15:19:43","date_gmt":"2012-09-23T15:19:43","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=643"},"modified":"2012-10-01T15:23:41","modified_gmt":"2012-10-01T15:23:41","slug":"38a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/09\/23\/38a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"38\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO princ\u00edpio constitucional \u00e9 claro: governo e institui\u00e7\u00f5es religiosas devem ser mantidos separados e independentes uns dos outros. Infelizmente, as rela\u00e7\u00f5es entre cultos e poder pol\u00edtico se imbricam, frequentemente, sob uma teia de interesses esparsos e difusos. Da\u00ed a busca de apoio religioso pelos candidatos. Mas essa \u00e9 a pr\u00e1tica do mercado pol\u00edtico, n\u00e3o sendo exclusiva de um ou outro partido.\u201d<br \/>\nGaud\u00eancio Torquato \u2013 O Estado de S.Paulo, 16\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que nosso Universo (com &#8220;U&#8221; mai\u00fasculo) \u00e9 s\u00f3 um entre uma multid\u00e3o de outros universos, todos parte de um multiverso que pode ter existido por toda a eternidade. Com isso, o que chamamos de Big Bang seria apenas o evento que marcou o in\u00edcio da nossa narrativa c\u00f3smica. Outros universos teriam os seus big bangs e as suas hist\u00f3rias. Existem v\u00e1rios tipo de multiverso, mas todos t\u00eam essa caracter\u00edstica em comum, de serem genitores de universos.\u201d<br \/>\nMarcelo Gleiser &#8211; Folha de S.Paulo, 16\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cA tecnologia tem crescimento exponencial. Hoje, um guerreiro massai com seu smartphone tem acesso a mais informa\u00e7\u00f5es do que dispunha o presidente dos EUA apenas 15 anos atr\u00e1s.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman &#8211; Folha de S.Paulo, 16\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 o maior mercado mundial de crack. Cerca de 1 milh\u00e3o de pessoas s\u00e3o \u2018usu\u00e1rias\u2019 -eufemismo que esconde a palavra adequada, dependentes, j\u00e1 que n\u00e3o existe usu\u00e1rio recreativo desta droga. Crack, como se sabe, \u00e9 coca\u00edna fumada. Se somarmos os que a inalam, teremos 2,8 milh\u00f5es de brasileiros que consumiram coca\u00edna de um ano para c\u00e1. Os n\u00fameros s\u00e3o do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia para Pol\u00edticas P\u00fablicas do \u00c1lcool e Outras Drogas. Esses dados podem ser conservadores. O n\u00famero de brasileiros que admite j\u00e1 ter cheirado, por exemplo, est\u00e1 pelos 6 milh\u00f5es. O consumo tamb\u00e9m mudou. H\u00e1 30 anos, ela era uma droga &#8220;de sal\u00e3o&#8221; -n\u00e3o era f\u00e1cil adquiri-la, e seus consumidores regulares estavam entre os artistas, intelectuais, publicit\u00e1rios e profissionais liberais. Era uma droga \u2018adulta\u2019. Os jovens n\u00e3o lhe tinham acesso. Nas cl\u00ednicas de tratamento, os dependentes de coca\u00edna n\u00e3o chegavam a 20% dos de \u00e1lcool. Hoje, nessas cl\u00ednicas, as interna\u00e7\u00f5es continuam a ter o \u00e1lcool como componente, mas agora associado a maconha, medicamentos e coca\u00edna. E esta j\u00e1 se tornou tamb\u00e9m uma droga para crian\u00e7as e adolescentes &#8211; eles a conseguem com a mesma facilidade com que compram maconha, e da mesma fonte. Liberada a maconha, os traficantes continuar\u00e3o operando e com a mesma clientela. No Brasil, as discuss\u00f5es sobre drogas parecem limitar-se aos aspectos jur\u00eddicos ou policiais. \u00c9 como se suas \u00fanicas consequ\u00eancias estivessem em legalismos, tecnicalidades e estat\u00edsticas criminais. Raro ler a respeito envolvendo quest\u00f5es de sa\u00fade p\u00fablica como programas de esclarecimento e preven\u00e7\u00e3o, de tratamento para dependentes e de reintegra\u00e7\u00e3o desses \u00e0 vida.\u201d<br \/>\n Ruy Castro &#8211; Folha de S.Paulo, 17\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cVivemos numa era narc\u00edsica. Mas o narcisismo pode assumir formas mais sofisticadas do que ficar se olhando no espelho e escrevendo imbecilidades no Facebook. Mesmo ter filhos, hoje, pode ser uma das faces mais comuns do narcisismo. Ter filho \u00e9 narcisismo quando ele \u00e9 parte de seu ferramental de sucesso: trabalho, casa pr\u00f3pria, sexo saud\u00e1vel, carro novo, ioga, alimenta\u00e7\u00e3o balanceada, filho. Quando vir uma m\u00e3e tirando muitas fotos hist\u00e9ricas dela mesma com seu filho, saiba que voc\u00ea est\u00e1 diante de um po\u00e7o de narcisismo que afoga a pobre crian\u00e7a num mar de proje\u00e7\u00f5es de si mesma. Segura o filho nas m\u00e3os como trof\u00e9u de sua pr\u00f3pria suposta beleza e sa\u00fade.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 &#8211; Folha de S.Paulo, 17\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cPelo menos 2,8 milh\u00f5es de pessoas no Brasil usaram coca\u00edna de forma inalada ou fumada &#8211; via consumo de crack ou de oxi &#8211; nos \u00faltimos 12 meses. Esses n\u00fameros transformam o Pa\u00eds no segundo principal mercado consumidor de coca\u00edna do mundo, atr\u00e1s s\u00f3 dos Estados Unidos, onde 4,1 milh\u00f5es usaram coca\u00edna no \u00faltimo ano. Caso sejam considerados somente os que consumiram crack, o total chega a 1 milh\u00e3o de pessoas no Pa\u00eds, o que torna o Brasil o principal mercado consumidor do planeta. Os dados constam do 2.\u00ba Levantamento Nacional de \u00c1lcool e Drogas &#8211; o uso de coca\u00edna e crack no Brasil, divulgado recentemente pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo e pelo Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia para Pol\u00edticas P\u00fablicas do \u00c1lcool e Drogas. Foram ouvidas 4.607 pessoas com mais de 14 anos em 149 cidades. Em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de coca\u00edna, o Brasil fica \u00e0 frente at\u00e9 mesmo de continentes inteiros, como a \u00c1sia, onde 2,3 milh\u00f5es de pessoas usaram coca\u00edna no mesmo per\u00edodo. No Reino Unido, que ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o no n\u00famero de consumidores, h\u00e1 1,1 milh\u00e3o de usu\u00e1rios. \u2018H\u00e1 30 anos o mercado de coca\u00edna era quase inexistente. O Brasil foi um dos pa\u00edses com mais r\u00e1pido crescimento do consumo de coca\u00edna\u2019, diz o m\u00e9dico Ronaldo Laranjeira, organizador do estudo. \u2018Esse trabalho mostra a necessidade de que haja um pensamento estrat\u00e9gico capaz de desmontar essa rede\u2019.\u201d<br \/>\nCarlos Alberto Di Franco \u2013 O Estado de S.Paulo, 17\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cA mente humana discrimina da mesma forma que respiramos, isto \u00e9, sem nem perceber.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman &#8211; Folha de S.Paulo, 22\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cPelos dados do IBGE, 57,1% dos brasileiros viviam sob uni\u00e3o conjugal, formalizada ou n\u00e3o. Desse total, 37,2% eram casados no civil e\/ou no religioso e 19,8% coabitavam em uma uni\u00e3o consensual. Outros 42,9% permaneciam solteiros. Dos que estavam sob uni\u00e3o consensual, 76,6% eram solteiros pela for\u00e7a da lei e 11,5% ainda estavam casados oficialmente com outra pessoa. Outros 8,9% eram divorciados ou separados judicialmente. Apenas 3% eram vi\u00favos. A pesquisa mostrou ainda que 7,8 milh\u00f5es de lares tinham um \u00fanico morador \u2013 12,7% do total.\u201d<br \/>\nFolha de S.Paulo, 22\/09\/2012<\/p>\n<p>\u201cChama aten\u00e7\u00e3o o fato de que 41,9% das crian\u00e7as e jovens entre 10 e 14 anos t\u00eam celular, um contingente de 10,9 milh\u00f5es. Refletem um crescimento de 43%. Os maiores consumidores de celulares no pa\u00eds, por\u00e9m, s\u00e3o os que t\u00eam entre 25 e 29 anos \u2013 83,1%.\u201d<br \/>\nFolha de S.Paulo, 22\/09\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO princ\u00edpio constitucional \u00e9 claro: governo e institui\u00e7\u00f5es religiosas devem ser mantidos separados e independentes uns dos outros. Infelizmente, as rela\u00e7\u00f5es entre cultos e poder pol\u00edtico se imbricam, frequentemente, sob uma teia de interesses esparsos e difusos. 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