{"id":626,"date":"2012-07-30T21:09:40","date_gmt":"2012-07-30T21:09:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=626"},"modified":"2012-07-31T21:11:17","modified_gmt":"2012-07-31T21:11:17","slug":"30a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/07\/30\/30a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"30\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cQuem acredita que improviso \u00e9 importante \u00e9 m\u00fasico de jazz. Executivo que improvisa o tempo todo vai ter problema. O Meu perfil \u00e9 o seguinte: sou uma pessoa que trabalha em time sem abdicar da lideran\u00e7a. Em outras palavras: eu delego atividades, mas n\u00e3o delego a responsabilidade de liderar a empresa. Eu acho que ningu\u00e9m constr\u00f3i nada sem uma grande equipe, mas n\u00e3o abro m\u00e3o de que essa equipe precisa ter uma dire\u00e7\u00e3o e uma lideran\u00e7a adequada. Agora, eu n\u00e3o consigo trabalhar num ambiente que n\u00e3o seja alegre, light, num ambiente onde a cobran\u00e7a existe, mas o ambiente n\u00e3o precisa ser mal humorado.\u201d<br \/>\nJos\u00e9 Luiz Rossi, da C. Braxis Capgemini, &#8211; O Estado de S.Paulo, 22\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cIgreja que mais cresce no Brasil e com a maior representa\u00e7\u00e3o na bancada evang\u00e9lica do Congresso Nacional, a Assembleia de Deus prepara a sua ofensiva para as elei\u00e7\u00f5es municipais. A expectativa da lideran\u00e7a deste grupo do movimento pentecostal \u00e9 ter um vereador em cada uma das 5.565 cidades brasileiras. Para alcan\u00e7ar o resultado, a igreja aposta em n\u00fameros revelados no rec\u00e9m-divulgado Censo 2010. Dos 42 milh\u00f5es evang\u00e9licos identificados pela pesquisa, 12 milh\u00f5es s\u00e3o fi\u00e9is da Assembleia de Deus, que registrou um aumento de 4 milh\u00f5es de pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior do IBGE, de 2000. [&#8230;] \u2018Temos igrejas em 95% dos munic\u00edpios e isso favorece a divulga\u00e7\u00e3o dos candidatos. Nosso projeto \u00e9 ter um vereador em cada cidade do pa\u00eds\u2019, revela o pastor L\u00e9lis Washington Marinhos, presidente do conselho pol\u00edtico nacional da Conven\u00e7\u00e3o Geral das Igrejas Assembleia de Deus no Brasil (CGIADB).\u201d<br \/>\nDenise Menchen &#8211; Folha de S.Paulo, 22\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cUma paix\u00e3o \u00e9 a melhor coisa do mundo -para quem a est\u00e1 vivendo. Mas para as testemunhas desse sentimento inigual\u00e1vel, tema de inspira\u00e7\u00e3o dos poetas, o assunto \u00e9 discut\u00edvel. Por mais que se tor\u00e7a para que as pessoas de quem gostamos se apaixonem e sejam muito felizes, quando isso acontece, a tend\u00eancia \u00e9 guardar uma certa dist\u00e2ncia; com o tempo, essa dist\u00e2ncia vai ficando cada vez maior, pois quem est\u00e1 apaixonado se transforma em outra pessoa, e t\u00e3o diferente que ningu\u00e9m reconhece mais. [&#8230;] As coisas acontecem naturalmente: os amigos se afastam, eles se afastam dos amigos e se tornam pessoas sem passado -e uma pessoa sem passado n\u00e3o \u00e9 ningu\u00e9m; ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 nada. Ningu\u00e9m pode abrir m\u00e3o do seu, e olha que cada um de n\u00f3s tem pelo menos uma coisa -ou v\u00e1rias- que preferia que n\u00e3o tivesse acontecido ou que pelo menos ningu\u00e9m jamais soubesse. [&#8230;] Ah, a paix\u00e3o. \u00c9 muito boa enquanto dura, mas impede que se viva qualquer outra coisa, a n\u00e3o ser ela mesma. Um dia -que me perdoem os que est\u00e3o apaixonados- cansa. Cansa, n\u00e3o: exaure.\u201d<br \/>\nDanuza Le\u00e3o &#8211; Folha de S.Paulo, 22\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cJuventude batalhadora sabe que n\u00e3o se levanta um pa\u00eds na base do quebra-galho e do jogo de cintura. O futuro depende de esfor\u00e7os pessoais que se somam e come\u00e7am a mudar pequenas coisas. \u00c9 preciso fazer o que \u00e9 correto, e n\u00e3o o que pega bem. Mudar os rumos exige, acima de tudo, a coragem de assumir mudan\u00e7as pessoais. nova tend\u00eancia tem ra\u00edzes profundas. Os filhos da permissividade e do jeitinho sentem intensa necessidade de consist\u00eancia profissional e de \u00e2ncoras \u00e9ticas. O Brasil do corporativismo, da impunidade do dinheiro e da for\u00e7a do sobrenome vai, aos poucos, abrindo espa\u00e7o para a cultura do trabalho, da compet\u00eancia e do talento. O au\u00ea vai sendo substitu\u00eddo pela transpira\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nCarlos Alberto Di Franco &#8211; O Estado de S.Paulo, 23\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cA compara\u00e7\u00e3o talvez soe esdr\u00faxula, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o absurda assim: a Marcha para Jesus e a Parada Gay t\u00eam em comum a pretens\u00e3o de afirmar a legitimidade e o poder de uma forma de vida (ou de culto) at\u00e9 ent\u00e3o tida como minorit\u00e1ria. S\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es politicamente equivalentes. A multid\u00e3o \u00e9 um sujeito pol\u00edtico muito recente, que s\u00f3 entrou em cena a partir do crescimento das cidades e da ordem democr\u00e1tica. Multid\u00f5es tomam as ruas para mostrar for\u00e7a e, gra\u00e7as a Deus, s\u00e3o diversas. Um dia s\u00e3o ecol\u00f3gicas. No outro, andam de bicicleta. Numa noite, \u00e9 corintiana. Noutra noite, \u00e9 Carnaval. Multid\u00f5es tamb\u00e9m festejam o esquecimento e a antipol\u00edtica, como quando v\u00e3o ouvir pagode e comprar rifa nos megashows de Primeiro de Maio \u2013 o mais despolitizado de todos os com\u00edcios.\u201d<br \/>\nEug\u00eanio Bucci \u2013 Revista \u00c9poca &#8211; 23\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cOs dependentes em tecnologia t\u00eam sempre mil desculpas para defender o v\u00edcio. Falo por experi\u00eancia. Quando a gente fica cansado de olhares de censura, usa aparelho escondido ou procura outros dependentes para conviver sem repress\u00e3o. Os profissionais v\u00e3o dizer que precisam ficar noite e dia dispon\u00edveis. Hoje em dia, pega bem se intitular workaholic (viciado em trabalho) ou contar como vive com t\u00e3o poucas horas de sono e tantas doses de caf\u00e9. Ser\u00e1 que algu\u00e9m fica mais inteligente ou criativo assim? Duvido. Cafe\u00edna \u00e9 sabidamente um alcaloide que causa depend\u00eancia. Quem precisa tomar caf\u00e9 para raciocinar est\u00e1 apenas provando sua depend\u00eancia. [&#8230;] A grande maioria dos dependentes elogia todos os benef\u00edcios da vida on-line: fazer muitas coisas ao mesmo tempo, reduzir dist\u00e2ncias, ter acesso a mais informa\u00e7\u00f5es, descobrir coisas novas, fazer mais contatos, expor-se para o mundo. [&#8230;] Checar e rechecar a cada minuto e-mails, not\u00edcias e redes sociais pode ser algo angustiante e improdutivo. Vejo milhares de pessoas on-line, mas pouqu\u00edssimas pessoalmente. Tenho acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de toda a internet mundial, mas frequentemente n\u00e3o sei nem por onde come\u00e7ar, de tanta bobagem que me rouba o tempo. Posso me expressar livremente, mas sou obrigada a me deparar com coment\u00e1rios preconceituosos, mal informados e mal escritos de pessoas que nem conhe\u00e7o. O lado B da internet \u00e9 imenso. Mas qual \u00e9 a linha que separa o uso produtivo, divertido, enriquecedor da pura depend\u00eancia, improdutiva, que traz sofrimento? O problema em ficar distra\u00eddo ou simplesmente entretido na internet \u00e9 a perda de tempo e a dificuldade de se aprofundar. O problema das mensagens curtas e r\u00e1pidas \u00e9 que nos consomem um tempo enorme e raramente s\u00e3o profundas. O problema do excesso de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa dificuldade em selecionar, processar e reter o que importa. Quem se preocupa com o futuro dos adolescentes hiperconectados de hoje teme a hip\u00f3tese de que eles possam deixar de desenvolver capacidade de pensar com profundidade e possam perder o traquejo social na vida real, al\u00e9m de ficarem dependentes das funcionalidades de seus eletr\u00f4nicos.\u201d<br \/>\nMarion Strecker &#8211; Folha de S.Paulo, 26\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cNa madrugada do dia 20, em Aurora, Colorado, um tal James Holmes, 24, vestido \u00e0 la Bane e armado de rifle, espingarda e duas pistolas, atirou na plateia que assistia \u00e0 pr\u00e9-estreia do filme. Ele matou 12 pessoas e feriu dezenas. Por sorte, a arma mais letal, o rifle, travou no meio da matan\u00e7a. [&#8230;] James Holmes estava disfar\u00e7ado de Bane e com os cabelos do Curinga. A moral dessa hist\u00f3ria \u00e9 que os \u2018ruins\u2019 se vestem de Bane ou de Curinga: eles querem se destacar, mostrar ao mundo que eles s\u00e3o \u00fanicos e confirmar seu \u2018glamour\u2019 gra\u00e7as ao nosso olhar &#8211; admirativo ou apavorado, pouco importa, contanto que fiquemos vidrados neles.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris &#8211; Folha de S.Paulo, 26\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cAcho que estamos condenados a vagar numa esp\u00e9cie de limbo, sem nunca entender por que esse \u00e9 o nosso destino. Eu sempre tive a sensa\u00e7\u00e3o de que, como seres humanos, estamos presos em nosso pr\u00f3prio pesadelo. A realidade \u00e9 opressiva e desgastante, e estamos constantemente \u00e0 procura de um meio de fuga, seja um livro, um evento esportivo ou um filme. Tendemos a querer estar em outro lugar. Para a maioria dos meus f\u00e3s, eu levo uma vida muito boa. \u00c9 um engano que eu quero manter por tanto tempo quanto poss\u00edvel.\u201d<br \/>\nWood Allen, Revista Alfa \u2013 julho de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cQuem acredita que improviso \u00e9 importante \u00e9 m\u00fasico de jazz. Executivo que improvisa o tempo todo vai ter problema. O Meu perfil \u00e9 o seguinte: sou uma pessoa que trabalha em time sem abdicar da lideran\u00e7a. Em outras palavras: eu delego atividades, mas n\u00e3o delego a responsabilidade de liderar a empresa. 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