{"id":621,"date":"2012-07-15T20:55:10","date_gmt":"2012-07-15T20:55:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=621"},"modified":"2012-07-30T21:11:48","modified_gmt":"2012-07-30T21:11:48","slug":"28a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/07\/15\/28a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"28\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o resta d\u00favida de que vivemos, atualmente, na era da busca da sustentabilidade. Se o termo sustentabilidade ainda n\u00e3o provocou nos indiv\u00edduos a reflex\u00e3o necess\u00e1ria e urgente no tocante \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, deve pelo menos ter plantado uma semente de preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao efeito devastador de qualquer descaso ambiental. [&#8230;] Os profissionais devem buscar compreender as transforma\u00e7\u00f5es globais, manter seus valores em sincronia com os da organiza\u00e7\u00e3o ou do seu neg\u00f3cio, fortalecer a sua rede de relacionamentos, adotar princ\u00edpios \u00e9ticos em sua conduta, valorizar o bom trato social e sua qualidade de vida. Devem, ainda, ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para a conserva\u00e7\u00e3o ambiental e, desta maneira, potencializar sua sustentabilidade profissional. Como podemos perceber o termo sustentabilidade vai al\u00e9m do modismo, trata-se de uma necessidade emergencial. De acordo com Leonardo Boff, n\u00e3o existe sustentabilidade sem o cuidado. Assim, cuide do seu conv\u00edvio social, do seu bem-estar, da sua carreira, do seu planeta. D\u00ea um olhar de delicadeza a todas estas esferas da sua vida.\u201d<br \/>\nRuth Duarte &#8211; O Estado de S.Paulo, 08\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cA antrop\u00f3loga Diana Nogueira, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, faz um paralelo com pessoas que querem perder peso e v\u00e3o migrando de m\u00e9dico em m\u00e9dico. \u2018A religi\u00e3o fortalece e ajuda as pessoas, mas n\u00e3o resolve muitos dos desafios que uma vida de periferia urbana lhes imp\u00f5e. Com isso, algumas dessas pessoas v\u00e3o de igreja em igreja, buscando solu\u00e7\u00f5es\u2019, diz Diana.\u201d<br \/>\nO Estado de S.Paulo, 08\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cA febre de pl\u00e1sticas tem motivo. A juventude \u00e9 valorizada, a velhice n\u00e3o. Ningu\u00e9m quer ser tratado como vov\u00f4. \u00c9 bom se sentir charmoso. \u00c9 chato estar distante do padr\u00e3o est\u00e9tico: barriga zero, gordura zero, rugas zero, ju\u00edzo abaixo de zero. As pessoas esticam o rosto para rejuvenescer. Que engano! A esticada de 50 n\u00e3o parece uma garota de 20. E sim o que \u00e9: uma esticada madura. Quanto mais vezes algu\u00e9m se estica, mais esquisito se torna. Todas as plastificadas e todos os plastificados parecem clones, de boca puxada, olhos esbugalhados. E os inc\u00f4modos? Eu digo, eu digo! Desde que puxei o queixo, fa\u00e7o barba atr\u00e1s da orelha! Quanto mais pl\u00e1sticas, menos a identidade. Cad\u00ea a pessoa estava ali? \u00c9 o pior da pl\u00e1stica repetida: a pessoa se torna uma caricatura de si mesma.\u201d<br \/>\nWalcyr Carrasco \u2013 Revista \u00c9poca, 09\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cNicholas Carr, formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administra\u00e7\u00e3o, a depend\u00eancia da troca de informa\u00e7\u00f5es pela internet est\u00e1 empobrecendo nossa cultura. Segundo Carr, o uso exagerado da internet est\u00e1 reduzindo nossa capacidade de pensar com profundidade: \u2018Voc\u00ea fica pulando de um site para o outro. Recebe v\u00e1rias mensagens ao mesmo tempo. \u00c9 chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, mas que est\u00e1 perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade\u2019. A nova gera\u00e7\u00e3o de adolescentes tem mais acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o do que qualquer outra antes dela. Mas isso n\u00e3o se reflete num ganho cultural. Os \u00edndices de leitura e de compreens\u00e3o de texto v\u00eam caindo desde o in\u00edcio dos anos 1990. A conclus\u00e3o \u00e9 de que, apesar do maior acesso \u00e0s novas tecnologias, n\u00e3o se v\u00ea um ganho expressivo em termos de apreens\u00e3o de conhecimento. A internet \u00e9 uma magn\u00edfica ferramenta. Mas n\u00e3o deve perder o seu car\u00e1ter instrumental. O excesso de internet termina em compuls\u00e3o, um tipo de depend\u00eancia que j\u00e1 come\u00e7a a preocupar os especialistas em sa\u00fade mental. Usemos a internet, mas tenhamos modera\u00e7\u00e3o. Ler \u00e9 preciso. Jovens, e adultos, precisam investir em leitura e reflex\u00e3o. S\u00f3 assim, com discernimento e liberdade, se capacitam para conduzir a aventura da pr\u00f3pria vida.\u201d<br \/>\nCarlos Alberto Di Franco &#8211; O Estado de S.Paulo, 09\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cEntre adultos, h\u00e1 uma falsa impress\u00e3o de que a leitura infantil deveria ser simples e representar coisas pr\u00f3ximas \u00e0s crian\u00e7as. Essa vis\u00e3o \u00e9 equivocada e tem a ver com preconceitos e vers\u00f5es simplistas de teorias psicopedag\u00f3gicas. O professor n\u00e3o pode agir assim. Ele precisa saber quem s\u00e3o seus leitores e pensar em did\u00e1ticas mais profundas e flex\u00edveis, em vez de simplesmente ignorar o tipo de leitura que, previamente, ele pode considerar inadequada. Qualquer coisa \u00e9 adequada. Desde que se considere o leitor como poderoso, potente. N\u00e3o se pode esquecer, nunca, que a valoriza\u00e7\u00e3o dos leitores passa por colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o deles textos desafiantes, que comovem e colocam para funcionar a intelig\u00eancia e o cora\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo. Quando se faz isso, fica clara a constata\u00e7\u00e3o: as crian\u00e7as s\u00e3o \u00e1vidas leitoras de mundos estranhos, distantes e metaf\u00f3ricos, e se sentem muito agradecidas quando os adultos as tratam como gente que pode, que consegue. Todo pai e todo professor deveria ter isso em mente.\u201d<br \/>\nCecilia Bonjur &#8211; O Estado de S.Paulo, 09\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cA maternidade pode ser uma ambi\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o uma aspira\u00e7\u00e3o exclusiva. O que choca \u00e9 a m\u00e3e se tornar uma servi\u00e7al da cria. Uma coisa \u00e9 valorizar os la\u00e7os afetivos, outras \u00e9 ser escrava deles.\u201d<br \/>\nRosiska Darcy de Oliveira, Revista Claudia \u2013 julho\/2012<\/p>\n<p>\u201cSe eu tivesse direito a um pedido, seria viver o suficiente para chegar ao ponto em que voc\u00ea conhece a si mesmo. Ser\u00e1 que isso \u00e9 poss\u00edvel? Bem, n\u00e3o \u00e9 e nem ser\u00e1, mas \u00e9 preciso manter um senso de maravilhar-se.\u201d<br \/>\nDustin Hoffman, ator, Revista Lola \u2013 julho\/2012<\/p>\n<p>\u201cDecidi tirar uma semana de f\u00e9rias e tomei coragem de me desconectar totalmente. Sofri de um certo \u2018estresse pr\u00e9-f\u00e9rias\u2019. [&#8230;] Confesso que sofri no in\u00edcio de uma esp\u00e9cie de s\u00edndrome de abstin\u00eancia profissional. Bateu uma certa ansiedade para saber o que estava acontecendo e involuntariamente talvez uma ponta de medo da desconex\u00e3o do trabalho &#8211;mesmo que por curto per\u00edodo de tempo. Mas, no fim, percebi que \u00e9 preciso um pouco de \u00f3cio para poder seguir adiante no nosso louco mundo digital. Consegui refletir sobre muitas coisas em que n\u00e3o consigo pensar quando estou superatribulado. Como disse h\u00e1 algumas semanas o colunista Tim Kreider, do &#8220;New York Times&#8221;: estar ocupado virou uma esp\u00e9cie de s\u00edndrome do s\u00e9culo 21, na qual as pessoas ficam ansiosas quando n\u00e3o est\u00e3o trabalhando. E essa &#8220;presente histeria&#8221;, como define, n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de vida ou algo inevit\u00e1vel. N\u00f3s escolhemos viver assim.\u201d<br \/>\nAlexandre Hohagen \u2013 Folha de S.Paulo, 12\/07\/2012<\/p>\n<p>\u201cPensar na minha caixa de entrada de e-mails me deixa triste. Somente este m\u00eas, recebi mais de 6 mil e-mails. Isso sem falar nos spams, notifica\u00e7\u00f5es ou promo\u00e7\u00f5es di\u00e1rias. Com todas essas mensagens, n\u00e3o tenho a menor vontade de responder nem mesmo a uma fra\u00e7\u00e3o delas. Fico imaginando a l\u00e1pide sobre meu t\u00famulo: Aqui jaz Nick Bilton, que respondia a milhares de e-mails por m\u00eas. Descanse em paz. N\u00e3o que eu seja uma figura t\u00e3o popular. No ano passado, a Royal Pingdom, que monitora o uso da internet, informou que, em 2010, foram enviados 107 trilh\u00f5es de mensagens eletr\u00f4nicas. Segundo um relat\u00f3rio divulgado este ano, em 2011 havia 3,1 bilh\u00f5es de contas de e-mails ativas no mundo.\u201d<br \/>\nNick Bilton &#8211; O Estado de S.Paulo, 12\/07\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o resta d\u00favida de que vivemos, atualmente, na era da busca da sustentabilidade. Se o termo sustentabilidade ainda n\u00e3o provocou nos indiv\u00edduos a reflex\u00e3o necess\u00e1ria e urgente no tocante \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, deve pelo menos ter plantado uma semente de preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao efeito devastador de qualquer descaso ambiental. [&#8230;] Os profissionais devem buscar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4778],"tags":[157,5938,8381,8442],"class_list":["post-621","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contando-os-dias","tag-juventude","tag-religiao","tag-sustentabilidade","tag-vida-digital","count-0","even alt","author-taismachado","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=621"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":625,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/621\/revisions\/625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}