{"id":596,"date":"2012-05-07T10:57:13","date_gmt":"2012-05-07T10:57:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=596"},"modified":"2012-05-08T13:50:05","modified_gmt":"2012-05-08T13:50:05","slug":"18a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/05\/07\/18a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"18\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cDo jeito que a ci\u00eancia \u00e9 ensinada nas escolas, n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a maioria das pessoas acha que o conhecimento cient\u00edfico cresce linearmente, sempre se acumulando. No entanto, uma r\u00e1pida olhada na hist\u00f3ria da ci\u00eancia permite ver que n\u00e3o \u00e9 bem assim: o caminho que leva ao conhecimento \u00e9 tortuoso e, \u00e0s vezes, vai at\u00e9 para tr\u00e1s, quando uma ideia errada persiste por mais tempo do que deveria. [&#8230;] Apresentar a ci\u00eancia nas escolas e universidades ou nos meios informais de comunica\u00e7\u00e3o como um triunfalismo infal\u00edvel da civiliza\u00e7\u00e3o esconde um de seus lados mais interessantes: o drama da descoberta, as incertezas da criatividade.\u201d<br \/>\nMarcelo Gleiser \u2013 Folha de S.Paulo, 29\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cEugenia quer dizer criar jovens belos, bons e perfeitos. [&#8230;] Na pe\u00e7a filos\u00f3fica, Sloterdijk dizia que o projeto eug\u00eanico ocidental \u00e9 filho de Plat\u00e3o (\u2018A Rep\u00fablica\u2019, por exemplo), e que se ele n\u00e3o deu certo nas engenharias pol\u00edtico-sociais ut\u00f3picas modernas, nem na educa\u00e7\u00e3o formal propriamente, estava dando certo na biotecnologia e nas tecnologias de otimiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. Algu\u00e9m duvida que academias de gin\u00e1stica, consultoras em nutri\u00e7\u00e3o, espiritualidades narc\u00edsicas ao portador (como a Nova Era e sua salada de budismo, decora\u00e7\u00e3o de interiores e f\u00edsica qu\u00e2ntica), cirurgias e tratamentos est\u00e9ticos, checkups anuais, ambulat\u00f3rios de qualidade de vida, pr\u00e9-natal gen\u00e9tico e interrup\u00e7\u00e3o aconselhada da gravidez de fetos indesej\u00e1veis sejam eugenia? [&#8230;] A fuga da agonia humana diante do sofrimento via nossa decis\u00e3o (silenciosa) de tornar a vida perfeita a qualquer custo, mesmo que esta decis\u00e3o venha empacotada em conceitos baratos como \u2018qualidade de vida\u2019, \u2018felicidade interna bruta\u2019 ou \u2018direito a autoestima\u2019.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 \u2013 Folha de S.Paulo, 30\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cCasa nova, escola nova, outra empresa, \u00e0s vezes outra cidade ou at\u00e9 pa\u00eds. Abra\u00e7ar o novo implica, por um lado, abandonar o familiar, a rotina confort\u00e1vel e as expectativas usuais e, por outro, lan\u00e7ar-se ao desconhecido. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que pessoas diferentes t\u00eam respostas diversas a mudan\u00e7as. Para come\u00e7ar, o valor do ambiente que se tornou familiar \u00e9 extremamente pessoal: depende da sua hist\u00f3ria particular naquele contexto, das suas experi\u00eancias, das mem\u00f3rias formadas ali, enfim, do valor associado ao que se est\u00e1 deixando. [&#8230;] Em algumas pessoas, o sistema que gera ang\u00fastia frente ao desconhecido \u00e9 mais forte do que em outras. [&#8230;] \u00c9 poss\u00edvel ter sentimentos aparentemente contradit\u00f3rios em rela\u00e7\u00e3o a uma mudan\u00e7a para um novo emprego, por exemplo: sentir-se ao mesmo tempo angustiado, empolgado e aliviado, ou destemido, mas saudoso. Toda mudan\u00e7a \u00e9, contudo, um estresse.\u201d<br \/>\nSuzana Herculano-Houzel \u2013 Revista MenteC\u00e9rebro \u2013 abril de 2012<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas com s\u00edndrome da fadiga cr\u00f4nica tendem a assumir responsabilidades demais, o que as leva a um completo esgotamento, que enfraquece seu sistema imunol\u00f3gico, provocando um ataque de v\u00edrus novos e oportunidades, ou reativando um antigo, pr\u00e9-existente. Esses sintomas da s\u00edndrome de burnout s\u00e3o um grande, grande aviso para desacelerar. Os seres humanos n\u00e3o s\u00e3o insuper\u00e1veis. Nossos sistemas podem enfraquecer, especialmente quando n\u00e3o dormimos o suficiente; trabalhamos duro demais; assumimos tarefas demais (por exemplo, no trabalho ou na educa\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a); ou ainda quando sofremos alguma trag\u00e9dia familiar ou pessoal, como luto, div\u00f3rcio, infertilidade, ou at\u00e9 o nascimento de um filho. \u00c9 importante acrescentar que, na maioria dos casos, as pessoas se recuperam. Algumas poucas, por\u00e9m, uma minoria desafortunada fica t\u00e3o abalada que seus organismos lutam para se recuperar e, nesse processo, seus sintomas se tornam cr\u00f4nicos \u2013 se n\u00e3o permanentes e piores. Essa \u00e9 a zona de perigo que exige uma ajuda urgente. Nessas pessoas, os cronicamente Fadigados, como eu os chamo, os pr\u00f3prios mecanismos de cura entram em colapso e seus corpos simplesmente \u2018morrem\u2019; n\u00e3o melhoram. Para fazer com que se recuperem  precisamos \u2018curar os mecanismos de cura\u2019, como o sistema imunol\u00f3gico.\u201d<br \/>\nKristina Downing-Orr, Revista Psique \u2013 abril de 2012<\/p>\n<p>\u201cPara conviver bem em sociedade, precisamos aprender a respeitar certos limites de agressividade no trato com terceiros. O mundo, por\u00e9m, \u00e9 um lugar mais complexo e multifacetado do que querem as narrativas de que nos valemos para dar sentido \u00e0s coisas. [&#8230;] Precisamos ser honestos para reconhecer que as din\u00e2micas do relacionamento entre jovens n\u00e3o podem ser resumidas numa luta das v\u00edtimas boazinhas contra agressores malvados.\u201d<br \/>\n H\u00e9lio Schwartsman \u2013 Folha de S.Paulo, 01\/05\/2012<\/p>\n<p>\u201cA fam\u00edlia passou do singular ao plural. Antes, havia &#8216;a fam\u00edlia&#8217;. Quando nos refer\u00edamos a essa institui\u00e7\u00e3o todos compartilhavam da mesma ideia: um homem e uma mulher unidos pelo casamento, seus filhos e mais os parentes ascendentes, descendentes e horizontais. E, como os filhos eram v\u00e1rios, a fam\u00edlia era bem grande, constitu\u00edda por adultos de todas as idades e mais novos tamb\u00e9m. [&#8230;] Essa ideia de fam\u00edlia s\u00f3 sobreviveu intacta at\u00e9 os anos 60. Da\u00ed em diante &#8216;a fam\u00edlia&#8217; se transformou em &#8216;as fam\u00edlias&#8217;. Os grupos familiares mudaram, as configura\u00e7\u00f5es se multiplicaram. Hoje, s\u00e3o tantas as forma\u00e7\u00f5es que, creio eu, n\u00e3o conseguir\u00edamos elenc\u00e1-las.\u201d<br \/>\nRosely Say\u00e3o \u2013 Folha de S.Paulo, 01\/05\/2012<\/p>\n<p>\u201cUma palavra que vive seu tempo de gl\u00f3ria \u00e9 dirup\u00e7\u00e3o. Ou \u2018disruption\u2019, em ingl\u00eas, termo que vem sendo mal traduzido por \u2018disrup\u00e7\u00e3o\u2019 ou \u2018disruptura\u2019, j\u00e1 que o verbo em portugu\u00eas \u00e9 \u2018diruir\u2019 ou \u2018derruir\u2019, que significa \u2018desmoronar\u2019. Poder\u00edamos falar em \u2018ruptura\u2019, mas outra tradu\u00e7\u00e3o seria \u2018ru\u00edna\u2019 ou \u2018derrubada\u2019, j\u00e1 que dirup\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ruptura feita \u00e0 for\u00e7a. Traz no\u00e7\u00e3o de colapso, de descontinuidade, de desorganiza\u00e7\u00e3o e de deslocamento. A internet causou e ainda causar\u00e1 muita dirup\u00e7\u00e3o. Dirup\u00e7\u00e3o \u00e9 aquele momento em que um comportamento \u00e9 totalmente modificado, e o dinheiro muda de m\u00e3os. Come\u00e7ou pelos correios, quando a internet introduziu o e-mail d\u00e9cadas atr\u00e1s. Avan\u00e7ou na ind\u00fastria da m\u00fasica e de jogos, alterando profundamente sua forma f\u00edsica, seu sistema de produ\u00e7\u00e3o, de marketing, de distribui\u00e7\u00e3o e de frui\u00e7\u00e3o. [&#8230;] Espera-se que a pr\u00f3xima ind\u00fastria a ser diru\u00edda pela internet seja a da educa\u00e7\u00e3o, embora o ensino a dist\u00e2ncia venha do s\u00e9culo 20. A dirup\u00e7\u00e3o que destruir\u00e1 escolas tradicionais mal come\u00e7ou. [&#8230;] \u2018A internet \u00e9 o reino da descontinuidade\u2019, disse o designer Oliver Reichenstein. \u00c9 o espa\u00e7o onde perdemos a no\u00e7\u00e3o do tempo. Por isso tanta nostalgia. Temos uma continuidade a reconquistar.\u201d<br \/>\nMarion Strecker \u2013 Folha de S.Paulo, 03\/05\/2012<\/p>\n<p>\u201cAos 40 anos, voc\u00ea pesa dez quilos mais do que aos 20. Aos 60, j\u00e1 acumulou mais uma arroba de gordura, n\u00e3o resiste aos doces nem aos salgadinhos, fuma, bebe um engradado de cerveja de cada vez, \u00e9 viciado em refrigerante, s\u00f3 sai da mesa quando est\u00e1 prestes a explodir e ainda se d\u00e1 ao luxo de passar o dia no conforto. Quando se trata do corpo, voc\u00ea se comporta como crian\u00e7a mimada: faz quest\u00e3o absoluta de viver muito, enquanto age como se ele fosse um escravo for\u00e7ado a suportar desaforos di\u00e1rios e a aturar todos os seus caprichos, calado, sem receber nada em troca. A\u00ed, quando v\u00eam a hipertens\u00e3o, o diabetes, a artrite, o derrame cerebral ou o ataque card\u00edaco, maldiz a pr\u00f3pria sorte, atribui a culpa \u00e0 vontade de Deus e reclama do sistema de sa\u00fade que n\u00e3o fez por voc\u00ea tudo o que deveria. Desculpe a curiosidade: e voc\u00ea, pobre injusti\u00e7ado, n\u00e3o tem responsabilidade nenhuma?\u201d<br \/>\nDrauzio Varella \u2013 Folha de S.Paulo, 05\/05\/2012<\/p>\n<p>\u201cQuando se analisa os tais tr\u00eas pilares do desenvolvimento sustent\u00e1vel, o mais fr\u00e1gil \u00e9 justamente o do meio ambiente. O progresso no combate a pobreza, por exemplo, que tirou milh\u00f5es de pessoas dessa situa\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses, notadamente no Brasil, n\u00e3o foi acompanhado da melhoria dos indicadores ambientais. Ao contr\u00e1rio, as conven\u00e7\u00f5es sobre mudan\u00e7as clim\u00e1tica, biodiversidade e combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o que resultaram da Rio-92 n\u00e3o lograram avan\u00e7os significativos. Suas agendas est\u00e3o praticamente bloqueadas. Assim, a quest\u00e3o da governan\u00e7a ambiental mundial se tornou fundamental para a implementa\u00e7\u00e3o dos acordos internacionais j\u00e1 existentes e para a prepara\u00e7\u00e3o dos que ter\u00e3o de ser definidos no futuro pr\u00f3ximo.\u201d<br \/>\nJo\u00e3o Paulo Capobianco \u2013 Folha de S.Paulo, 05\/05\/2012<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 o fato de n\u00f3s perguntarmos, 20 anos depois da Rio-92, aonde chegamos e para onde queremos ir agora j\u00e1 \u00e9 muito importante. Por isso, n\u00e3o devemos encarar esta confer\u00eancia como um evento isolado. Estamos falando de um processo que teve in\u00edcio duas d\u00e9cadas atr\u00e1s e que n\u00e3o se encerrar\u00e1 em 2012. [&#8230;]Eu acredito que a participa\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o de todos em torno da Rio+20 -em especial dos jovens, que est\u00e3o conectados e fazem parte de uma gera\u00e7\u00e3o multicultural, sem barreiras lingu\u00edsticas, culturais ou tecnol\u00f3gicas- \u00e9 fundamental. A Rio+20 ser\u00e1 um ponto de converg\u00eancia desses jovens em torno do objetivo comum e global da sustentabilidade, refor\u00e7ando os valores da generosidade, do respeito pela diversidade e das responsabilidades partilhadas quando se enfrentam desafios t\u00e3o complexos.\u201d<br \/>\nLidia Brito \u2013 Folha de S.Paulo, 05\/05\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDo jeito que a ci\u00eancia \u00e9 ensinada nas escolas, n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a maioria das pessoas acha que o conhecimento cient\u00edfico cresce linearmente, sempre se acumulando. 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