{"id":594,"date":"2012-04-29T12:35:13","date_gmt":"2012-04-29T12:35:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=594"},"modified":"2012-04-29T15:37:31","modified_gmt":"2012-04-29T15:37:31","slug":"17a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/04\/29\/17a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"17\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cConstata a ONU que, embora tenha havido melhoria nos itens sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, comparados \u00e0s d\u00e9cadas anteriores, ainda hoje cerca de 900 milh\u00f5es de pessoas carecem de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, e 2,6 bilh\u00f5es n\u00e3o disp\u00f5em de saneamento b\u00e1sico (no Brasil, 34,5 milh\u00f5es de pessoas vivem sem este direito elementar, segundo o IPEA). A desigualdade entre ricos e pobres se aprofunda, informa o documento. Mais de 900 milh\u00f5es de pessoas (13% da popula\u00e7\u00e3o global) sobrevivem em extrema pobreza, e apenas 17 milh\u00f5es ter\u00e3o sa\u00eddo desse estado de pen\u00faria em 2012 (cf. Banco Mundial, \u2018Estado do Futuro 2011\u2019). O Projeto Mil\u00eanio alerta para a import\u00e2ncia de se promover o desarmamento, reduzir o consumo de energia proveniente de combust\u00edveis f\u00f3sseis, e combater a corrup\u00e7\u00e3o e o narcotr\u00e1fico. [&#8230;] Para se ajustar aos Objetivos do Mil\u00eanio, nosso pa\u00eds clama por reformas: pol\u00edtica, judici\u00e1ria, agr\u00e1ria e tantas outras que corrijam os desmandos que ainda imperam, resqu\u00edcios de uma mentalidade colonialista que considerava cidad\u00e3os apenas aqueles que possu\u00edam propriedades.\u201d<br \/>\nFrei Betto, Revista Caros Amigos \u2013 abril de 2012<\/p>\n<p>\u201cEm tempos complexos e carregados de emo\u00e7\u00e3o, como este que atravessamos, os l\u00edderes empresariais e governamentais deveriam se conscientizar da necessidade de manter os mais elevados padr\u00f5es de honestidade. Nem sempre vamos gostar do que ouvimos, e nem do que temos a dizer. E , ainda que seja natural reagir com decep\u00e7\u00e3o diante de not\u00edcias ruins, temos de fazer um esfor\u00e7o para n\u00e3o tem\u00ea-las.\u201d<br \/>\nHoward Schultz, Revista \u00c9poca Neg\u00f3cios \u2013 abril de 2012<\/p>\n<p>\u201cA industrializa\u00e7\u00e3o do planeta afeta o clima, aumentando a temperatura m\u00e9dia global. [&#8230;] Mesmo que seja estatisticamente poss\u00edvel que o impacto humano seja pequeno, em vista da evid\u00eancia que temos hoje, seria absurdo apostar nessa incerteza.\u201d<br \/>\nMarcelo Gleiser \u2013 Folha de S.Paulo, 22\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1 ao mercado perto de sua casa, olhe um abacaxi e pense no milagre que \u00e9 a natureza, milagre que se repete em cada fruta, cada \u00e1rvore, e que uma vida inteira seria pouco para refletir sobre o que \u00e9 o paladar, o aroma, a textura de cada uma dessas coisas que se olha todos os dias, mas n\u00e3o se v\u00ea.\u201d<br \/>\nDanuza Le\u00e3o \u2013 Folha de S.Paulo, 22\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cO que voc\u00ea desejar\u00e1 fazer regularmente para se manter saud\u00e1vel e motivado? Quanto lhe custar\u00e1, por m\u00eas, sair da rotina, cultivar h\u00e1bitos saud\u00e1veis, rever amigos e parentes, enfim, cuidar de voc\u00ea mesmo? Ao definir essa verba, voc\u00ea certamente estar\u00e1 vivendo um presente mais rico. [&#8230;] Quando surge um imprevisto, passeios e festas podem ser adiados, mas gastos fixos n\u00e3o. Quando podemos optar pela substitui\u00e7\u00e3o de gastos, imprevistos s\u00e3o contornados com mais facilidade, sem que recorramos a d\u00edvidas. Enfim, aqueles que cuidam melhor de si tamb\u00e9m t\u00eam menor chance de ter problemas! Vai esperar mais para ajustar sua vida?\u201d<br \/>\nGustavo Cerbasi \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cA carreira \u00e9 hoje mais importante para as mulheres do que para os homens, de acordo com pesquisa do Pew Research Center feita nos Estados Unidos. O levantamento mostra que 66% das mulheres entre 18 e 34 anos colocam a profiss\u00e3o como prioridade. Entre os homens, o n\u00famero \u00e9 de 59%. Em 1997, a situa\u00e7\u00e3o era inversa. Para 58% dos homens, o trabalho era considerado algo muito importante, enquanto um percentual um pouco menor de mulheres (56%) pensava desse modo. Sucesso no casamento \u00e9, hoje, prioridade para 37% das mulheres e para 29% dos homens. No total, 1.696 pessoas foram ouvidas.\u201d<br \/>\nMaria Cristina Frias \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cPensamos que somos t\u00e3o imprescind\u00edveis que temos de estar presentes 24 horas por dia na vida alheia. E vice-versa: pensamos que somos t\u00e3o importantes que os outros t\u00eam de estar permanentemente dispon\u00edveis para n\u00f3s.\u201d<br \/>\nJo\u00e3o Pereira Coutinho \u2013 Folha de S.Paulo, 24\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cAlgo est\u00e1 muito errado quando a maioria dos parlamentares, na contram\u00e3o da vontade da maioria da sociedade, prefere um modelo de desenvolvimento que, em raz\u00e3o do lucro r\u00e1pido, compromete o futuro do pr\u00f3prio pa\u00eds. [&#8230;] O Brasil pode ser para o s\u00e9culo 21 o que os Estados Unidos foram para o mundo no s\u00e9culo 20. Mas s\u00e3o necess\u00e1rias vis\u00e3o antecipat\u00f3ria e determina\u00e7\u00e3o de perseguir nosso destino de grande pot\u00eancia socioambiental. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer a melhor escolha, por\u00e9m \u00e9 na press\u00e3o dos grandes dilemas que se forja a t\u00eampera dos que est\u00e3o afiados a talhar os avan\u00e7os da hist\u00f3ria.\u201d<br \/>\nMarina Silva \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cCredibilidade e confian\u00e7a s\u00e3o valores que decorrem do culto \u00e0s virtudes, algo que se perdeu numa sociedade que confunde Estado laico com Estado ateu -ou, pior ainda, antirreligioso. A relativiza\u00e7\u00e3o dos valores levou-o a uma vis\u00e3o materialista e hedonista da exist\u00eancia, estabelecendo comportamentos viciados, condutas desleais e irrespons\u00e1veis, quando n\u00e3o simplesmente criminosas.\u201d<br \/>\nK\u00e1tia Abreu \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cO termo \u2018hen\u2019, defendido por feministas e entusiastas e ainda pouco usado, substitui \u2018han\u2019 (ele) e \u2018hon\u2019 (ela) por uma vers\u00e3o neutra. H\u00e1 cerca de quatro anos, ele entrou para a \u2018Enciclop\u00e9dia Nacional\u2019. [&#8230;] O g\u00eanero neutro \u00e9 parte de um movimento maior de busca por igualdade na Su\u00e9cia. O pa\u00eds tem a maior propor\u00e7\u00e3o mundial de mulheres no mercado de trabalho, e o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial o elegeu como o de maior igualdade de g\u00eanero. Na escola-modelo Egalia, \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o desde os anos 2000 -quando os professores passaram a gravar as aulas uns dos outros. \u2018Ficamos desapontados ao ver que trat\u00e1vamos meninos e meninas de maneira diferente\u2019, diz a diretora Lotta Rajalin. Hoje, a escola diz combater n\u00e3o o g\u00eanero biol\u00f3gico, mas o cultural. \u2018N\u00e3o tentamos fazer as crian\u00e7as se esquecerem de seus sexos, mas do que \u00e9 esperado deles\u2019. Ou seja, grosso modo, n\u00e3o apenas os meninos s\u00e3o convidados para as aulas de futebol. Nem s\u00e3o s\u00f3 as meninas que t\u00eam acesso \u00e0s bonecas. \u2018\u00c9 uma quest\u00e3o de democracia\u2019, diz Rajalin.\u201d<br \/>\nDiogo Bercito \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cO amor \u00e9 constru\u00eddo naqueles dias de discuss\u00f5es intermin\u00e1veis e de beijos profundos. No compreender, ceder e tentar melhorar. No compartilhar o que era, at\u00e9 ent\u00e3o, privado. No resguardar individualidade e espa\u00e7os. No descobrir e explorar em conjunto. O amor tem a vantagem do crescimento e da sensa\u00e7\u00e3o de plenitude e o bom \u00f4nus do investimento di\u00e1rio.\u201d<br \/>\nMarta Suplicy \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cApesar dos avan\u00e7os em todos os itens de educa\u00e7\u00e3o do Censo apresentados ontem, os dados de escolaridade continuam preocupantes. Quase 1 milh\u00e3o de crian\u00e7as de 6 a 14 anos estavam fora da escola em 2010 &#8211; 3,3% da popula\u00e7\u00e3o nesta faixa et\u00e1ria. A evolu\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel para a faixa 7 a 14 anos, porque a lei que fixou os 6 anos como idade para ingresso no ensino fundamental \u00e9 de 2006. Na faixa de 7 a 14, o \u00edndice de crian\u00e7as fora da escola era 3,1% em 2010 e representa uma melhora em compara\u00e7\u00e3o com 2000, quando a propor\u00e7\u00e3o era de 5,5%. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o adulta, 6 em cada 10 brasileiros com 25 anos ou mais de idade n\u00e3o t\u00eam o ensino m\u00e9dio completo. Em 2000, eram quase 8 em cada 10. A propor\u00e7\u00e3o de brasileiros com curso superior completo teve aumento significativo, mas ainda \u00e9 baixa, de 7,9%. Em 2000, eram apenas 4,4%.\u201d<br \/>\nLuciana Nunes Leal \u2013 O Estado de S. Paulo, 28\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o segredo do maior avan\u00e7o das mulheres em compara\u00e7\u00e3o com os homens. \u2018Elas passaram os homens em escolaridade em 1996\u2019, disse Marcelo N\u00e9ri, da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).\u201d<br \/>\n O Estado de S. Paulo, 28\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 chato quando filmar um show fica mais importante do que viv\u00ea-lo. [&#8230;] Se \u00e9 poss\u00edvel filmar e absorver ao mesmo tempo? N\u00e3o. [&#8230;] Muita gente filma para provar aos amigos que esteve l\u00e1. Se sorveu cada segundo daquele momento fazendo com os olhos e o cora\u00e7\u00e3o uma edi\u00e7\u00e3o de imagens que c\u00e2mera nenhuma poderia fazer, n\u00e3o importa. Sua c\u00e2mera assistiu a um grande show.\u201d<br \/>\nJulio Maria \u2013 O Estado de S. Paulo, 28\/04\/2012<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel libertar-se de situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o se voc\u00ea n\u00e3o sabe qual \u00e9 sua hist\u00f3ria, se n\u00e3o entende por que est\u00e1 nisso, se n\u00e3o reconhece como os opressores s\u00e3o mais fortes do que voc\u00ea porque t\u00eam n\u00e3o apenas mais armas, mas mais crueldade tamb\u00e9m.\u201d<br \/>\nAlice Walker, Revista Cult \u2013 abril de 2012<\/p>\n<p>\u201cUm trabalhador que enfrenta altas exig\u00eancias no trabalho, mas tem pouca autonomia para definir quando e como satisfaz\u00ea-las, costuma ser v\u00edtima de estresse e males correlatos, incluindo mais problemas cardiovasculares. Trabalhadores que se sentem financeiramente vulner\u00e1veis tendem a sentir estresse e custos correlatos \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental.\u201d<br \/>\nJeffrey Pfeffer, Harvard Business Review \u2013 abril de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cConstata a ONU que, embora tenha havido melhoria nos itens sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, comparados \u00e0s d\u00e9cadas anteriores, ainda hoje cerca de 900 milh\u00f5es de pessoas carecem de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, e 2,6 bilh\u00f5es n\u00e3o disp\u00f5em de saneamento b\u00e1sico (no Brasil, 34,5 milh\u00f5es de pessoas vivem sem este direito elementar, segundo o IPEA). 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