{"id":586,"date":"2012-04-02T15:23:48","date_gmt":"2012-04-02T15:23:48","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=586"},"modified":"2012-04-02T19:29:17","modified_gmt":"2012-04-02T19:29:17","slug":"13a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/04\/02\/13a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"13\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO valor do indiv\u00edduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O m\u00e9rito da pessoa \u00e9 avaliado hoje de uma maneira muito mais superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo \u00e9 a moeda forte nesse mercado. [&#8230;] \u00c9 importante lembrar que existem outras possibilidades e valores que podem e devem ser trabalhados com os filhos. Sen\u00e3o, corremos o risco de criar adultos insuport\u00e1veis. As escolhas profissionais, pessoais, pessoais, amorosas podem vir influenciadas exclusivamente por esse vi\u00e9s consumista e individualista. A vida emocional pode ficar ainda mais solit\u00e1ria, pragm\u00e1tica e chata. Esse futuro \u00e9 seu sonho de consumo?\u201d<br \/>\nJairo Bouer, Revista \u00c9poca \u2013 26\/03\/2012<\/p>\n<p>\u201cA civiliza\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea vive a explosiva combina\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica r\u00e1pida e evolu\u00e7\u00e3o \u00e9tica e social lenta.\u201d<br \/>\nRicardo Abramovay \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/03\/2012<\/p>\n<p>\u201cPrecisam considerar que o imenso valor que estamos dedicando ao consumo tem servido para que os mais novos criem preconceitos e estere\u00f3tipos que servem para excluir, segregar, desprezar seus pares. E antes que voc\u00ea pense que seu filho pode ser alvo ou v\u00edtima dessa situa\u00e7\u00e3o, considere principalmente que ele pode ser um agente dela. Lembre-se que seu filho vive neste mundo que o bombardeia com informa\u00e7\u00f5es que o direcionam a fazer isso. \u2018Quer ser popular? Compre tal objeto.\u2019 \u2018Quer ser convidado para todas as festas? Use tal roupa.\u2019 \u2018Quer ter sucesso? Tenha tal carro\u2019. Frases desse tipo repetidas como mantras colam em seu filho. Por isso, voc\u00ea ter\u00e1 de fazer mais por ele. Uma boa atitude pode ser a de analisar criticamente as propagandas bonitas, vistosas e bem-humoradas que seduzem seu filho. Com sua ajuda, seu filho pode entender que a \u00fanica coisa verdadeira nesse tipo de propaganda \u00e9 o objetivo de vender.\u201d<br \/>\nRosely Say\u00e3o \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/03\/2012<\/p>\n<p>\u201cAntes havia debates para ver quem tinha raz\u00e3o. Hoje, todos t\u00eam raz\u00e3o e ai daquele que criticar tend\u00eancias em nome de crit\u00e9rios e paradigmas seculares da arte. A intelig\u00eancia foi substitu\u00edda pela sacraliza\u00e7\u00e3o da irrelev\u00e2ncia massificada; a pr\u00f3pria ideia de &#8220;est\u00e9tica&#8221; \u00e9 considerada por muitos como individualismo neoconservador, autorit\u00e1rio, produzindo par\u00e2metros repressivos. A liberta\u00e7\u00e3o da tutela dos chamados \u2018ma\u00eetres \u00e0 penser\u2019, dos seres que nos guiavam orgulhosamente para algum Sentido foi uma coisa boa, mas abriu as portas para um vale-tudo formal que desqualifica qualquer tentativa de cr\u00edtica liter\u00e1ria, vista como um ataque contra a liberdade da estupidez. Claro que \u00e9 bem-vinda a esfuziante apari\u00e7\u00e3o de milhares de criadores, dos blogueiros dos twiteiros, dos hipertextos da \u00e9poca p\u00f3s p\u00f3s; claro que algum dia isso vai dar em novos valores de \u2018qualidade\u2019, de \u2018import\u00e2ncia\u2019, destilados dos alambiques da internet. Estamos numa fase da exalta\u00e7\u00e3o da \u2018quantidade\u2019, como se a profus\u00e3o de temas e cria\u00e7\u00f5es substitu\u00edssem a velha categoria da \u2018qualidade\u2019. Essa nova era nos ensinou que n\u00e3o chegaremos a nenhum destino definitivo, mas alguns par\u00e2metros de valor est\u00e9tico ter\u00e3o de ser recolocados na literatura. Em geral, as diagnoses sobre as muta\u00e7\u00f5es a que assistimos hoje em dia se dividem ou em lamentos por um passado de ilus\u00f5es perdidas ou em euforia por um admir\u00e1vel mundo novo em que todos sejam autores e leitores, nessa democracia da falta de crit\u00e9rios.\u201d<br \/>\nArnaldo Jabor \u2013 O Estado de S. Paulo, 27\/03\/2012<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero de brasileiros que diz ter lido pelo menos um livro em um per\u00edodo de tr\u00eas meses diminuiu em rela\u00e7\u00e3o a 2007, segundo a pesquisa &#8220;Retratos da Leitura no Brasil&#8221;, feita pelo Ibope Intelig\u00eancia com o Instituto Pr\u00f3-Livro. Em 2007, eles eram 55% da popula\u00e7\u00e3o (ou 95,6 milh\u00f5es de pessoas). No resultado apresentado ontem em Bras\u00edlia, o \u00edndice caiu para 50% da popula\u00e7\u00e3o (88,2 milh\u00f5es). O n\u00famero de livros lidos por ano, que inclui as obras indicadas pelas escolas, tamb\u00e9m caiu -de 4,7 por pessoa em 2007 para 4 em 2011. O MinC incluiu no Plano Nacional de Cultura a meta de que, at\u00e9 2020, os brasileiros leiam quatro livros por ano fora do aprendizado formal.\u201d<br \/>\nN\u00e1dia Guerlenda \u2013 Folha de S.Paulo, 29\/03\/2012<\/p>\n<p>\u201cO juiz prende, decide a vida de fam\u00edlias e de empresas. Veste roupas talares, cheias de renda, se sente Deus. \u00c9 uma doen\u00e7a profissional. Todos n\u00f3s, magistrados, precisamos tratar esse resqu\u00edcio que fica na alma com ajuda psicol\u00f3gica.\u201d<br \/>\nEliana Calmon, 67, Revista Claudia \u2013 mar\u00e7o de 2012<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o acredito em one man show. O que funciona \u00e9 uma equipe integrada e motivada trabalhando dentro dos objetivos e estrat\u00e9gias que s\u00e3o definidos, planejados e controlados. Esta \u00e9 a base da a\u00e7\u00e3o desenvolvida sob a minha gest\u00e3o na Embraer.\u201d<br \/>\nMaur\u00edcio Botelho, Harvard Business Review &#8211; mar\u00e7o de 2012<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o conseguiria viver assim, com esse s\u00e9quito. Esse \u00e9 o perigo da fama: uma hora voc\u00ea acredita que \u00e9 especial. A\u00ed voc\u00ea dan\u00e7a.\u201d<br \/>\nRodrigo Santoro, ator, Revista Alfa \u2013 mar\u00e7o de 2012<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o in\u00fameras as ag\u00eancias financeiras que regularmente publicam informes sobre quem \u00e9 mais rico, como vivem os ricos, de que forma investem ou gastam seu dinheiro. O Credit Suisse publica, anualmente, an\u00e1lise da distribui\u00e7\u00e3o da riqueza no mundo. Calcula que a metade da popula\u00e7\u00e3o adulta ret\u00e9m apenas 1% da riqueza global. E 67,6% da popula\u00e7\u00e3o adulta (3 bilh\u00f5es de pessoas) sobrevivem com 3,3% da riqueza global. No v\u00e9rtice da pir\u00e2mide, os 10% mais ricos abocanham 84% da riqueza global, e 0,5% &#8211; os mais ricos \u2013 \u00e9 dono de 38,5% da riqueza global. [&#8230;] Na \u00cdndia, o pa\u00eds de maior n\u00famero de famintos, o cidad\u00e3o mais rico construiu, para residir com sua fam\u00edlia, um pr\u00e9dio de 27 andares com tr\u00eas heliportos&#8230; Os mais ricos entre os ricos j\u00e1 n\u00e3o temem ostentar seus luxos, como \u00e9 o caso, no Brasil, de Eike Batista e daquelas figuras esdr\u00faxulas do programa Mulheres ricas, da Band. E o mais grave: suscitam inveja e admira\u00e7\u00e3o, e incutem em muitos a acumula\u00e7\u00e3o de riqueza como ideal de vida.\u201d<br \/>\nFrei Betto,  Revista Caros Amigos \u2013 mar\u00e7o de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO valor do indiv\u00edduo passou a ser medido, numa escala maior do que outras, por aquilo que ele tem. O m\u00e9rito da pessoa \u00e9 avaliado hoje de uma maneira muito mais superficial, por aquilo que pode ser mostrado. E o consumo \u00e9 a moeda forte nesse mercado. 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