{"id":577,"date":"2012-03-06T20:07:15","date_gmt":"2012-03-06T20:07:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=577"},"modified":"2012-03-15T16:10:16","modified_gmt":"2012-03-15T16:10:16","slug":"09a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/03\/06\/09a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"09\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO capital financeiro \u00e9 hoje importante como nunca foi. [&#8230;] Sou otimista no sentido de que acredito que as pessoas v\u00e3o reconhecer que h\u00e1 limites s\u00e9rios no capitalismo e que \u00e9 preciso considerar modos alternativos.\u201d<br \/>\nDavid Harvey \u2013 Folha de S.Paulo, 26\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cEstudos populacionais mostram que a maioria de n\u00f3s passou ou passar\u00e1 por eventos traum\u00e1ticos. Quando o indiv\u00edduo consegue processar essa not\u00edcia negativa de maneira a construir uma alian\u00e7a de aprendizado, ele desenvolve algo chamado \u2018resili\u00eancia\u2019. Na f\u00edsica, \u00e9 o nome que se d\u00e1 \u00e0 capacidade de um corpo de voltar \u00e0 forma natural depois de sofrer uma deforma\u00e7\u00e3o causada pela for\u00e7a de um agente externo. [&#8230;] A supera\u00e7\u00e3o de um trauma anda de m\u00e3os dadas com o fortalecimento do car\u00e1ter e das virtudes, as pessoas se descobrem melhores depois.\u201d<br \/>\nJ\u00falio Peres, Revista \u00c9poca \u2013 27\/02\/12<\/p>\n<p>\u201cExiste uma distin\u00e7\u00e3o muito grande entre religi\u00e3o e espiritualidade. Religi\u00e3o \u00e9 uma coisa \u00e0s vezes perigosa, manipuladora, cheia de \u2018n\u00e3o fa\u00e7a isso\u2019, \u2018n\u00e3o pode aquilo\u2019. Uma religi\u00e3o pode at\u00e9 conduzir para o sentido contr\u00e1rio da espiritualidade. Respeito todas as religi\u00f5es, mas acho que s\u00f3 vale o que nos coloca em contato com uma coisa maior. S\u00f3 a troca nos coloca numa outra dimens\u00e3o. A troca \u00e9 o amor, a caridade. Tirar o foco de voc\u00ea e se doar, entrar numa outra sintonia. Como acredito no amor, a imagem que mais me alimenta \u00e9 a do Cristo. N\u00e3o me fiz de v\u00edtima. Achava que minha jornada seria t\u00e3o enriquecedora que no final eu acharia tudo uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. Como acho mesmo. Tive a oportunidade de ver como eu podia mudar tanta coisa.\u201d<br \/>\nReynaldo Gianecchini, Revista \u00c9poca \u2013 27\/02\/12<\/p>\n<p>\u201cPassamos a ver as crian\u00e7as como seres muito fr\u00e1geis, prestando aten\u00e7\u00e3o a tudo o que diz respeito a seu corpo e a seu esp\u00edrito. O resultado \u00e9 um estilo de educa\u00e7\u00e3o que acaba por escravizar os pais.\u201d<br \/>\nPamela Druckerman, Revista \u00c9poca \u2013 27\/02\/12<\/p>\n<p>\u201cOs pais n\u00e3o sabem se delegam para a escola (que j\u00e1 reclama da sobrecarga de responsabilidades) ou se terceirizam a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas para os terapeutas. No baile dos perdidos, os conflitos geracionais ganham escala.\u201d<br \/>\nJairo Bouer, Revista \u00c9poca \u2013 27\/02\/12<\/p>\n<p>\u201cAmbientalista \u00e9, hoje, um r\u00f3tulo muito el\u00e1stico, diferente do que era h\u00e1 30 anos. Por isso, o ambientalismo est\u00e1 diante de uma tarefa: se reinventar. Por que, \u00e0s vezes, a gente enfrenta dificuldades? Porque, muitas vezes, as explica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o lineares. Voc\u00ea diz que algo vai acontecer, e n\u00e3o acontece. Veja a quest\u00e3o do aquecimento global. O tema \u00e9 complexo, mas acho que o setor empresarial \u00e9 outro hoje. Dificilmente uam empresa de nome n\u00e3o est\u00e1 preocupada com a gest\u00e3o ambiental, \u00e9 uma quest\u00e3o da comunidade. Avan\u00e7ar nisso exige mais tempo.\u201d<br \/>\nFabio Feldmann &#8211; O Estado de S. Paulo, 27\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cOs l\u00edderes t\u00eam de ser mais inovadores, pois o planeta est\u00e1 se tornando cada vez mais complexo e os neg\u00f3cios precisam se adaptar rapidamente. E t\u00eam de ser humanos, buscando harmonia no ambiente de trabalho. As pessoas se preocupam cada vez mais com o significado e procuram empresas que preencham sua vis\u00e3o de mundo.\u201d<br \/>\nPeter Rodriguez, diretor da escola de neg\u00f3cios da Universidade da Virg\u00ednia, Revista Voc\u00ea S\/A \u2013 fevereiro de 2012<\/p>\n<p>\u201cTer sido arrancado de uma por\u00e7\u00e3o de coisas sem sair do lugar: eis uma descri\u00e7\u00e3o precisa e pungente do estado ps\u00edquico do enlutado. A perda de um ser amado n\u00e3o \u00e9 apenas a perda do objeto, \u00e9 tamb\u00e9m a perda do lugar que o sobrevivente ocupava junto ao morto.\u201d<br \/>\nMaria Rita Kehl, psicanalista \u2013 Revista Cult \u2013 fevereiro de 2012<\/p>\n<p>\u201cA carreira n\u00e3o deve ser pensada ou planejada como um projeto do indiv\u00edduo, mas sim como um projeto do casal. [&#8230;] De nada adiantar\u00e1 acumular riquezas e conquistar a tranquilidade da aposentadoria se, l\u00e1 na frente, a \u00fanica coisa a que voc\u00ea ter\u00e1 acostumado seu corpo e sua mente a sentir falta for o trabalho.\u201d<br \/>\nGustavo Cerbasi \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cSe Freud j\u00e1 dizia que pessoas adultas s\u00e3o uma raridade, hoje ficaria chocado com o fato de que infantilidade se tornou um direito de todo cidad\u00e3o. A maior desgra\u00e7a da democracia, dizia Nelson Rodrigues, \u00e9 que ela traz \u00e0 tona a for\u00e7a num\u00e9rica dos idiotas, que s\u00e3o a maioria da humanidade.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cNa Espanha, o desemprego entre pessoas de 16 a 24 anos se aproxima dos 50%. Essa taxa \u00e9 de 48% na Gr\u00e9cia, e de 30% em Portugal e na It\u00e1lia. Aqui no Reino Unido, ela fica em 23,3%. A falta de oportunidades est\u00e1 alimentando uma crescente sensa\u00e7\u00e3o de aliena\u00e7\u00e3o e raiva entre os jovens de toda a Europa -um estado de \u00e2nimo que amea\u00e7a envenenar as aspira\u00e7\u00f5es de uma gera\u00e7\u00e3o, e que j\u00e1 alimentou v\u00e1rios protestos violentos de Londres a Atenas.\u201d<br \/>\nLandon Thomas Jr. \u2013 The New York Times\/Folha de S.Paulo, 27\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cA produtividade das empresas aumentaria se o trabalho em casa fosse permitido, pois evitaria estresse e perda de tempo no tr\u00e2nsito, segundo 51% das 1.200 pessoas abordadas pela companhia de recrutamento Monster. Para 44%, o ideal \u00e9 trabalhar em casa e ir ocasionalmente \u00e0 empresa. Cerca de 6% responderam que essa modalidade n\u00e3o funcionaria, pois se sentiriam dispersos.\u201d<br \/>\nMaria Cristina Frias \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas n\u00e3o acreditam mais no \u2018felizes para sempre\u2019. Ent\u00e3o, trocam o eterno pelo intenso, querem algo que as deixe muito loucas, como uma droga, ou as leve a estados profundos de desespero. Isso traz outra dificuldade, que \u00e9 o ideal do amor extraordin\u00e1rio, fora do comum. N\u00e3o temos, ou n\u00e3o usamos, refer\u00eancias do amor ordin\u00e1rio, que \u00e9 o amor que temos na vida real, com alguns altos e baixos, mas, na maioria das vezes, com seus plat\u00f4s.\u201d<br \/>\nLisa Appignanesi \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cSeja aut\u00eantico. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel contar uma hist\u00f3ria que n\u00e3o seja a sua. \u00c9 poss\u00edvel enfatizar uma ou outra caracter\u00edstica da sua hist\u00f3ria, mas n\u00e3o faz sentido contar hist\u00f3rias de pessoas, de projetos e de empresas perfeitas ou inventadas. As hist\u00f3rias aut\u00eanticas e imperfeitas viram excepcionais ao serem contadas exatamente como s\u00e3o. No conjunto dos fatos, ou mesmo com o tempo, as pessoas facilmente percebem hist\u00f3rias que n\u00e3o s\u00e3o aut\u00eanticas e isso mina a base de toda comunica\u00e7\u00e3o eficaz: a confian\u00e7a. Um dos melhores comunicadores dos nossos tempos, o ex-presidente Lula, talvez seja o melhor exemplo disso. Ao se comunicar, \u00e9 emotivo, por vezes impulsivo e muito simples e direto. N\u00e3o construiu um estilo pseudorrebuscado e frio, conta sempre hist\u00f3rias diretas e simples, condizentes com sua personalidade e sua hist\u00f3ria de vida.\u201d<br \/>\nJulio Vasconcellos \u2013 Folha de S.Paulo, 01\/03\/2012<\/p>\n<p>\u201cQuase 60% das mulheres est\u00e3o insatisfeitas com o trabalho, segundo pesquisa da empresa de consultoria de gest\u00e3o e servi\u00e7os de tecnologia Accenture com mais de mil executivas em 31 pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho, que ouviu no total 3.900 executivos, incluindo homens, conclui que mais de 40% dos entrevistados avaliam a falta de oportunidade e de um plano de carreira como obst\u00e1culo. Apenas 20% citam as barreiras familiares. Apesar do descontentamento com o trabalho, mais de dois ter\u00e7os disseram que n\u00e3o pretendem deixar os empregos atuais.\u201d<br \/>\nMaria Cristina Frias \u2013 Folha de S.Paulo, 02\/03\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO capital financeiro \u00e9 hoje importante como nunca foi. 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