{"id":572,"date":"2012-02-20T08:18:44","date_gmt":"2012-02-20T08:18:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=572"},"modified":"2012-02-20T12:22:17","modified_gmt":"2012-02-20T12:22:17","slug":"07a-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/02\/20\/07a-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"07\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA guerra tradicional \u00e9 um jogo masculino: as mulheres tribais nunca se reuniram em bandos para atacar tribos vizinhas. Como m\u00e3es, elas t\u00eam incentivos para manter condi\u00e7\u00f5es pac\u00edficas para nutrir sua prole e garantir que seus genes sobrevivam na gera\u00e7\u00e3o seguinte. Os incr\u00e9dulos imediatamente responder\u00e3o que as mulheres n\u00e3o travaram uma guerra simplesmente porque raramente tiveram posi\u00e7\u00f5es de poder. Se tivessem assumido cargos de lideran\u00e7a, as condi\u00e7\u00f5es existentes num mundo an\u00e1rquico as obrigariam a adotar as mesmas decis\u00f5es belicosas que os homens. Margaret Thatcher, Golda Meir e Indira Gandhi foram mulheres poderosas e todas levaram seus pa\u00edses \u00e0 guerra. Mas \u00e9 verdade tamb\u00e9m que essas mulheres chegaram \u00e0 lideran\u00e7a agindo conforme as regras pol\u00edticas do \u2018mundo dos homens\u2019. Elas conseguiram se adequar aos valores masculinos, o que permitiu sua ascens\u00e3o \u00e0 lideran\u00e7a. Num mundo em que as mulheres assumiram a metade das posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a, elas devem se comportar de modo diferente no poder. E ent\u00e3o, surge uma quest\u00e3o mais ampla: g\u00eanero \u00e9 realmente importante na lideran\u00e7a? Em termos de estere\u00f3tipos, v\u00e1rios estudos psicol\u00f3gicos mostram que os homens tendem a preferir o poder duro do comando, ao passo que as mulheres s\u00e3o mais colaboradoras e intuitivamente compreendem o poder brando da atra\u00e7\u00e3o e da persuas\u00e3o. [&#8230;] Os caminhos exigidos para uma ascens\u00e3o profissional e as normas culturais que os criaram e refor\u00e7aram n\u00e3o permitiram \u00e0s mulheres adquirir os talentos exigidos para posi\u00e7\u00f5es de alto escal\u00e3o em muitas organiza\u00e7\u00f5es. Pesquisas mostram que mesmo nas sociedades democr\u00e1ticas as mulheres enfrentam um risco social maior do que os homens quando tentam negociar, por exemplo, um aumento na sua remunera\u00e7\u00e3o. As mulheres em geral n\u00e3o est\u00e3o bem integradas nas redes masculinas que dominam as organiza\u00e7\u00f5es, e os estere\u00f3tipos de g\u00eanero ainda prejudicam aquelas que tentam vencer as barreiras. Essa tend\u00eancia come\u00e7a a desaparecer nas sociedades com base em informa\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 um erro identificar o novo tipo de lideran\u00e7a que necessitamos nesta era da informa\u00e7\u00e3o simplesmente como \u2018o mundo da mulher\u2019. Mesmo positivos, os estere\u00f3tipos s\u00e3o p\u00e9ssimos para mulheres, homens e uma lideran\u00e7a eficaz. Os l\u00edderes devem ser vistos menos em termos de comando heroico e mais no sentido de algu\u00e9m que estimula a participa\u00e7\u00e3o dentro de uma organiza\u00e7\u00e3o, grupo, pa\u00eds ou rede. Quest\u00f5es envolvendo o estilo apropriado &#8211; ou seja, quando adotar maneiras mais duras ou mais brandas &#8211; tamb\u00e9m s\u00e3o importantes para os homens e para as mulheres, e isso n\u00e3o deve ser ofuscado pelos tradicionais estere\u00f3tipos de g\u00eanero. Em algumas circunst\u00e2ncias, os homens ter\u00e3o de agir mais \u2018como mulheres\u2019, em outros as mulheres necessitar\u00e3o ser mais \u2018como homens\u2019. Decis\u00f5es cruciais sobre guerra e paz no nosso futuro depender\u00e3o n\u00e3o do g\u00eanero, mas de como os l\u00edderes combinar\u00e3o os poderes duro e brando para criar estrat\u00e9gias inteligentes.\u201d<br \/>\nJoseph S. Nye &#8211; O Estado de S. Paulo, 12\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cMesmo sem ser uma quest\u00e3o assim t\u00e3o nova, o debate sobre a inexist\u00eancia de Deus reaparece hoje em 22 Estados do Pa\u00eds, provocando a costumeira pol\u00eamica. Com debates, palestras, bate-papos e at\u00e9 shows de humor, o 1.\u00ba Encontro Nacional de Ateus ocorre ap\u00f3s ter levantado na internet uma oposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 improv\u00e1vel: a cr\u00edtica mais ferrenha e numerosa veio de ateus descontentes com a ideia de que um encontro se confunde com a cria\u00e7\u00e3o de uma religi\u00e3o&#8230; de ateus. \u2018Queremos o fim do preconceito contra n\u00f3s, que n\u00e3o acreditamos em religi\u00f5es, e fazer com que os ateus percebam que n\u00e3o est\u00e3o sozinhos\u2019, diz. St\u00edphanie afirma que o preconceito existe e \u00e9 forte. \u2018Quando estava na 8.\u00aa s\u00e9rie, estudava em uma escola cat\u00f3lica e questionaram o que Deus significa para n\u00f3s. Respondi que era desnecess\u00e1rio e acharam um absurdo, fui mandada para a psic\u00f3loga e tudo mais\u2019.\u201d<br \/>\nPaulo Salda\u00f1a &#8211; O Estado de S. Paulo, 12\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cTom Rath e Jim Harter, especialistas em lideran\u00e7a e ambiente de trabalho do Instituto de Pesquisas Gallup, estavam terminando de tabular os resultados de uma pesquisa sobre bem-estar, realizada em 150 pa\u00edses, quando um dado ins\u00f3lito chamou sua aten\u00e7\u00e3o: em m\u00e9dia, os entrevistados, n\u00e3o importa qual sua cultura ou nacionalidade, relatavam que o dia gratificante inclu\u00eda seis horas de conviv\u00eancia com outras pessoas. Intrigados, eles fizeram novos testes, que confirmaram a hip\u00f3tese. \u2018As pessoas precisam de seis horas por dia de intera\u00e7\u00e3o social para se sentirem revigorados. Sim, seis horas!\u2019, escreveu o duo no Gallup Management Journal. Preocupados, clientes do Gallup questionaram Rath e Harter sobre a descoberta. Tempo gasto em redes sociais conta? O contato tem de ser face a face? S\u00e3o necess\u00e1rias mesmo seis horas? Nenhuma dessas inquieta\u00e7\u00f5es tem uma resposta exata. Para a gera\u00e7\u00e3o mais jovem, o contato virtual parece ser satisfat\u00f3rio. Os mais maduros, de 30 a 46 anos, necessitam pelo menos de uma conversa ao celular. Para as de gera\u00e7\u00f5es anteriores, nada substitui o face a face, diz a dupla.\u201d<br \/>\n\u00c9poca Neg\u00f3cios \u2013 fevereiro de 2012<\/p>\n<p>\u201cO papel do novo l\u00edder ser\u00e1 criar ambientes em que as compet\u00eancias m\u00faltiplas possam florescer.\u201d<br \/>\nAnderson Sant\u2019Anna, Revista Voc\u00ea S\/A \u2013 fevereiro de 2012<\/p>\n<p>\u201cNo topo cabe pouca gente; falta verdade e sobram tristeza, d\u00favida e solid\u00e3o. Uma parte de Whitney Houston era super-humana, captando e moldando o inconsciente coletivo, devolvendo-o sob a forma de uma obra art\u00edstica reconhecida por centenas de milh\u00f5es de pessoas. Outra parte \u00e9 humana, com anseios, desejos e inseguran\u00e7as. A tens\u00e3o gerada entre os dois polos \u00e9 destruidora. Com tanta beleza e talento, s\u00f3 uma coisa poderia arruin\u00e1-la: ela mesma.\u201d<br \/>\nJo\u00e3o Marcello B\u00f4scoli &#8211; O Estado de S. Paulo, 13\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cTudo na minha vida veio no momento certo. Incluindo a minha filha, que eu tive com 39 anos. Muita gente perguntava se eu n\u00e3o queria ter tido filhos antes. Olha\u2026 a minha hist\u00f3ria est\u00e1 sendo contada desse jeito. Olhando pra tr\u00e1s, acho que n\u00e3o mudaria nada. Quer dizer, colocaria mais umas coisinhas, n\u00e9? (risos) Mas eu respeito muito a minha trajet\u00f3ria. Tudo que vivenciei foi positivo no sentido de que nunca dei passo para tr\u00e1s. Se me coube agora ser protagonista, foi maravilhoso. Mas tamb\u00e9m sei que fui abrindo esse caminho \u2013 devagar e sempre. Acho que todo mundo precisa entender o ritmo em que as coisas acontecem. Sen\u00e3o a gente fica infeliz.\u201d<br \/>\nLilia Cabral, 54, atriz &#8211; O Estado de S. Paulo, 13\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cQual o professor que n\u00e3o cumpre sua miss\u00e3o de educar mostrando qual seria a boa trilha a seguir pela vida? Educar \u00e9 influenciar, n\u00e3o tem jeito. Mas educar \u00e9, ou deveria ser, acima de tudo, ensinar a pensar, e o pensamento com qualidade conduz, ou deveria conduzir, a duas li\u00e7\u00f5es que s\u00e3o as mais belas que um jovem pode aprender: a autonomia e o significado. Ser aut\u00f4nomo significa fazer suas pr\u00f3prias escolhas e assumir responsabilidades pro elas. N\u00e3o quer dizer, cuidado, que se possa fazer o que se quer, atender a seus desejos desconsiderando totalmente as expectativas dos outros, do mundo. Autonomia \u00e9 raz\u00e3o l\u00facida, equil\u00edbrio, e pressup\u00f5e responsabilidade, maturidade, disposi\u00e7\u00e3o para assumir seu destino. E ter significado quer dizer estar conectado com uma atividade que fa\u00e7a sentido, que nos d\u00ea a certeza de que estamos no caminho certo, fazendo o que gostamos e que aquilo que fazemos torna o mundo melhor.\u201d<br \/>\nEugenio Mussak, Vida Simples \u2013 fevereiro\/2012<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o acho que deva ser uma obriga\u00e7\u00e3o moral dos ricos dar de volta seu dinheiro. Mas, afinal de contas, que escolha eles t\u00eam? N\u00e3o podem gastar tudo consigo mesmos e n\u00e3o \u00e9 bom para seus filhos come\u00e7ar a vida super-ricos. [&#8230;] Eu acredito que o altru\u00edsmo \u00e9 a chave porque, para fazer a diferen\u00e7a, \u00e9 preciso colocar toda sua energia e motiva\u00e7\u00e3o nesse trabalho. [&#8230;] Eu acredito em um sistema misto que n\u00e3o iguala a todos, mas em que os governos e os ricos dedicam especial aten\u00e7\u00e3o aos desassistidos. [&#8230;] Desde 2000, quando come\u00e7amos, mais de 1 milh\u00e3o de crian\u00e7as foram salvas da mal\u00e1ria e o \u00edndice de mortes caiu em 20%. Em tr\u00eas ou quatro anos, erradicamos a poliomielite na \u00cdndia. \u00c9 gratificante entregar a um agricultor uma semente que n\u00e3o ir\u00e1 morrer com a seca ou as enchentes que vir\u00e3o. Inova\u00e7\u00e3o, para mim, tem o poder de mudar o mundo. [&#8230;] Eu viajo o mundo para dividir o que tenho aprendido e encorajar os outros a pensar grande quando quiserem doar.\u201d<br \/>\nBill Gates, Revista Alfa \u2013 fevereiro de 2012<\/p>\n<p>\u201cEntre negros e hisp\u00e2nicos h\u00e1 o dobro de homens e mulheres dispostos a se arriscar para salvar os outros, possivelmente porque, em geral, s\u00e3o mais expostos a injusti\u00e7as.\u201d<br \/>\nGiovannni Sabato, Mente C\u00e9rebro \u2013 fevereiro de 2012<\/p>\n<p>\u201cQuando algu\u00e9m trabalha, dedica tempo para obter recursos monet\u00e1rios, mas deixa de dedicar tempo para sua fam\u00edlia, para cuidar de sua sa\u00fade, para suas rela\u00e7\u00f5es pessoais e para outros projetos pessoais. Muitas pessoas sentem dificuldade em melhorar seus conhecimentos porque dedicam tanto tempo ao trabalho que n\u00e3o sobra tempo para estudos. Trabalhar, portanto, rouba tempo que o trabalhador poderia dedicar a seus investimentos pessoais, consequentemente prejudicando o aumento de sua riqueza. \u00c9 por essa interpreta\u00e7\u00e3o que eu defino sal\u00e1rio n\u00e3o como renda, mas sim como indeniza\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nGustavo Cerbasi \u2013 Folha de S.Paulo, 13\/02\/2012<\/p>\n<p>\u201cNesta \u00e9poca de exibicionismo ululante&#8230; hoje, milh\u00f5es de pessoas se exp\u00f5em de todo jeito nas \u2018redes sociais\u2019 (sei de gente que j\u00e1 se \u2018postou\u2019 dando \u00e0 luz ou fazendo xixi), frequentam lugares \u2018para ver e ser vistos\u2019. Como conciliar o justo cuidado com a privacidade e a obsess\u00e3o dos 15 minutos de fama a que tantos se julgam com direito?\u201d<br \/>\nRuy Castro \u2013 Folha de S.Paulo, 13\/02\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA guerra tradicional \u00e9 um jogo masculino: as mulheres tribais nunca se reuniram em bandos para atacar tribos vizinhas. Como m\u00e3es, elas t\u00eam incentivos para manter condi\u00e7\u00f5es pac\u00edficas para nutrir sua prole e garantir que seus genes sobrevivam na gera\u00e7\u00e3o seguinte. 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