{"id":558,"date":"2012-01-21T11:08:36","date_gmt":"2012-01-21T11:08:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=558"},"modified":"2012-01-21T14:11:54","modified_gmt":"2012-01-21T14:11:54","slug":"03%c2%aa-semana-de-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2012\/01\/21\/03%c2%aa-semana-de-2012\/","title":{"rendered":"03\u00aa semana de 2012"},"content":{"rendered":"<p>\u201cOutro problema \u00e9 que umas das maiores contradi\u00e7\u00f5es da vida \u00e9 que o cotidiano das rela\u00e7\u00f5es quase sempre inviabiliza afetos espont\u00e2neos e nos arremessa a conviv\u00eancia estrat\u00e9gica que apenas \u2018lida\u2019 com problemas.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 \u2013 Folha de S.Paulo, 17\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cHomens e mulheres est\u00e3o extremamente infelizes em suas rela\u00e7\u00f5es amorosas. Mas n\u00e3o querem ficar sozinhos. S\u00e3o reincidentes: casam, separam, casam de novo, separam de novo&#8230; A falta de compreens\u00e3o e de escuta parece explicar grande parte das insatisfa\u00e7\u00f5es masculinas e femininas. Parece t\u00e3o simples, mas que tal perguntar para o outro o que ele realmente quer? E ouvir com aten\u00e7\u00e3o e carinho a resposta, sem julgar, rotular e condenar?\u201d<br \/>\nMirian Goldenberg \u2013 Folha de S.Paulo, 17\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cAquele que \u00e9 v\u00edtima de sofrimento ps\u00edquico (e a drogadi\u00e7\u00e3o \u00e9 um deles) s\u00f3 ser\u00e1 curado quando o terapeuta for capaz de criar uma alian\u00e7a com a dimens\u00e3o da vontade que luta por se conservar como aut\u00f4noma. N\u00e3o ser\u00e1 \u00e0 base de balas e interna\u00e7\u00e3o for\u00e7ada que tal alian\u00e7a se construir\u00e1.\u201d<br \/>\nVladimir Safatle \u2013 Folha de S.Paulo, 17\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cO Facebook ultrapassou o Orkut como a rede social com maior audi\u00eancia em n\u00famero de visitantes na internet brasileira em dezembro, segundo dados da consultoria norte-americana comScore. A rede social de Mark Zuckerberg teve 36,1 milh\u00f5es de visitantes no fim do ano passado, enquanto o concorrente Orkut, do Google, registrou 34,4 milh\u00f5es de visitantes.\u201d<br \/>\nPaula Leite \u2013 Folha de S.Paulo, 18\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o corpo que permite a peregrina\u00e7\u00e3o da alma. A alma \u00e9 dif\u00edcil de encontrar. Quantas pessoas sem alma voc\u00ea j\u00e1 encontrou na sua vida? O Diabo leva as almas. Antigamente ele as comprava caro, com moedas de ouro; hoje elas est\u00e3o se oferecendo num vasto mercado e valem menos do que um pol\u00edtico blindado.  Deus, por outro lado, quer o corpo que, conforme diz a nossa esperan\u00e7a, voltar\u00e1 a viver para sempre no dia da ressurrei\u00e7\u00e3o. Eis uma imagem amada por um menino canhoto. No dia em que os mortos acordarem do seu longo sono haver\u00e1 a reconcilia\u00e7\u00e3o de todos os dualismos. A vida vai englobar a morte. Nesse dia glorioso todos vamos nos ver de novo e nos abra\u00e7ar enternecidos. Seremos ent\u00e3o jovens, fortes, bonitos, puros, alegres, e sem conflitos, debaixo daquela luz gloriosa que vir\u00e1 de um c\u00e9u que n\u00e3o conhecemos. Esse \u00e9 o dia do encontro com todos os nossos mortos queridos. A experi\u00eancia do corpo e com o corpo nos leva para essa imagem m\u00e1gica e redentora de todas as nossas d\u00favidas e sofrimento. Am\u00e9m.\u201d<br \/>\nRoberto DaMatta &#8211; O Estado de S. Paulo, 18\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cO respeito ao direito do outro de acreditar no que bem entender n\u00e3o exclui um exame secular da sua cren\u00e7a, ou do que ele precisa aceitar para aceit\u00e1-la. N\u00e3o \u00e9 julgamento, \u00e9 curiosidade intelectual. Todas as religi\u00f5es t\u00eam origens sobrenaturais e exigem de seus fi\u00e9is diferentes graus de suspens\u00e3o de descren\u00e7a, em alguns casos espantosos, e por isso mesmo fascinantes. Ou assustadores, quando levam ao fanatismo e \u00e0 intoler\u00e2ncia.\u201d<br \/>\nLuis Fernando Verissimo- O Estado de S. Paulo, 19\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cAtr\u00e1s da face indulgente do poder que se inspira no modelo da peste (o infrator estava doente, n\u00e3o fez por querer, est\u00e1 &#8220;desculpado&#8221;), esconde-se uma face especialmente tir\u00e2nica: qualquer ato dissonante \u00e9 reconhecido n\u00e3o como fruto de rebeldia ou originalidade, mas como efeito de uma patologia. Voc\u00ea \u00e9 contra? Voc\u00ea \u00e9 diferente? Pois bem, voc\u00ea est\u00e1 doente. N\u00e3o h\u00e1 mais dissenso -s\u00f3 enfermos e loucos.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris \u2013 Folha de S.Paulo, 19\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cComo queremos criar nossos filhos? Que contribui\u00e7\u00e3o queremos dar a eles? Quais princ\u00edpios \u00e9ticos desejamos que eles vivam e replicam em seus relacionamentos? Em que medida queremos a interfer\u00eancia do Estado em nossas fam\u00edlias? Como expressamos nosso amor aos nosso filhos? Enfrentando tais questionamentos vamos poder decidir como queremos cuidar do futuro do Brasil.\u201d<br \/>\nMarina Silva \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cNem toda ci\u00eancia, filosofia e poesia do mundo nos fazem deixar de lamentar o passado e temer o futuro. Quem traduziu bem esse sentimento foi Virg\u00edlio: \u2018Sed fugit interea, fugit irreparabile tempus\u2019 (mas ele foge: foge irreparavelmente o tempo).\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, modernos, passamos a prezar singularmente nossa sobreviv\u00eancia. Mesmo quando acreditamos no al\u00e9m, achamos que o t\u00e9rmino de nossa vida terrena \u00e9 o fim de tudo o que importa.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cPassei o Ano-Novo em Salvador. Na despedida, assisti \u00e0 extraordin\u00e1ria missa da irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Pretos. [&#8230;] \u2018Eu sou ateu, posso sair?\u2019 Perguntou entediado meu filho de 12 anos. Eu o deixei ir. Jamais induzi minhas crias a essa ou aquela religi\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o cultivei o ate\u00edsmo. Caetano riu da certeza categ\u00f3rica em t\u00e3o tenra idade. Confessou que tamb\u00e9m n\u00e3o acreditava em Deus na adolesc\u00eancia. [&#8230;] \u00c9 mesmo imposs\u00edvel negar a f\u00e9 na Bahia. Ela n\u00e3o \u00e9 imposta, \u00e9 um h\u00e1bito concreto, festivo, que domina o calend\u00e1rio anual. Cada igreja tem o seu dia; cada terreiro, uma agenda; cada imagem, uma adora\u00e7\u00e3o. E, mesmo no Carnaval, o mais pag\u00e3o dos blocos s\u00f3 p\u00f5e o p\u00e9 na folia depois de ungido.\u201d<br \/>\nFernanda Torres \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cEstamos a caminho de ser um destino mais relevante para imigrantes. No entanto, nos faltam par\u00e2metros e controles. Que tipo de imigrantes queremos no Brasil? Que tipo de trabalhadores e de empreendedores desejamos importar? Existem necessidades regionais particulares que desejamos suprir? Ou simplesmente vamos deixar os imigrantes rumarem para S\u00e3o Paulo atr\u00e1s de empregos? Pois bem, o governo e a sociedade devem olhar para a quest\u00e3o a partir de alguns princ\u00edpios. O primeiro deles \u00e9 que o Brasil jamais deve deixar de ser uma op\u00e7\u00e3o para estrangeiros que venham para c\u00e1 por raz\u00f5es humanit\u00e1rias.\u201d<br \/>\nMurillo de Arag\u00e3o \u2013 Folha de S.Paulo, 21\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cSe quisermos apoiar a reconstru\u00e7\u00e3o do Haiti, a \u00faltima coisa a fazer \u00e9 estabelecer barreiras arbitr\u00e1rias \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de trabalhadores do pa\u00eds.Logo ap\u00f3s o terremoto, uma onda de genu\u00edna solidariedade mobilizou a popula\u00e7\u00e3o brasileira em prol dos haitianos. Mas as estruturas governamentais e diplom\u00e1ticas demonstraram n\u00e3o ter preparo e capacidade para lidar com as ofertas de c\u00e1 ou com as demandas de l\u00e1. Agora, a forma como o governo e seus agentes encaminham o debate revela novamente o div\u00f3rcio com a sensibilidade da opini\u00e3o p\u00fablica, a recusa ao di\u00e1logo com organiza\u00e7\u00f5es que oferecem apoio aos rec\u00e9m-chegados e o recurso a estere\u00f3tipos e mistifica\u00e7\u00f5es para disfar\u00e7ar a necessidade de amplas reformas nas institui\u00e7\u00f5es voltadas para a absor\u00e7\u00e3o de imigrantes.\u201d<br \/>\nOmar Ribeiro e Sebasti\u00e3o nascimento \u2013 Folha de S.Paulo, 21\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201cA confer\u00eancia Rio+20 ter\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o de medidas em favor do ambiente nos \u00faltimos 20 anos. [&#8230;] O objetivo n\u00e3o \u00e9 ter uma forma mundial de fazer as coisas, \u00e9 inculcar em tudo o desenvolvimento sustent\u00e1vel. Todo tipo de investimento no pa\u00eds deveria ter como paradigma o desenvolvimento sustent\u00e1vel.\u201d<br \/>\nAndr\u00e9 Corr\u00eaa do Lago \u2013 Folha de S.Paulo, 21\/01\/2012<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 imposs\u00edvel colaborar de verdade quando uma pessoa n\u00e3o pode contar com a franqueza da outra. Para a solu\u00e7\u00e3o de problemas, um membro da equipe n\u00e3o pode ter medo de fazer perguntas ou sugerir respostas erradas. [&#8230;] \u00c9 preciso esfor\u00e7o para criar um ambiente de honestidade respaldado por rela\u00e7\u00f5es francas e de respeito \u2013 mas \u00e9 um desafio que todo l\u00edder deve encarar.\u201d<br \/>\nKeith Ferrazzi, Harvard Business Review \u2013 janeiro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOutro problema \u00e9 que umas das maiores contradi\u00e7\u00f5es da vida \u00e9 que o cotidiano das rela\u00e7\u00f5es quase sempre inviabiliza afetos espont\u00e2neos e nos arremessa a conviv\u00eancia estrat\u00e9gica que apenas \u2018lida\u2019 com problemas.\u201d Luiz Felipe Pond\u00e9 \u2013 Folha de S.Paulo, 17\/01\/2012 \u201cHomens e mulheres est\u00e3o extremamente infelizes em suas rela\u00e7\u00f5es amorosas. Mas n\u00e3o querem ficar sozinhos. 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