{"id":546,"date":"2011-12-24T11:56:40","date_gmt":"2011-12-24T11:56:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=546"},"modified":"2011-12-30T22:01:25","modified_gmt":"2011-12-30T22:01:25","slug":"51%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/12\/24\/51%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"51\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cNossa pol\u00edtica para a primeira inf\u00e2ncia continua um pouco desarticulada, apesar de ser setorialmente muito rica. Voc\u00ea tem alguns indicadores de que a gente n\u00e3o est\u00e1 dando a aten\u00e7\u00e3o que a primeira inf\u00e2ncia precisaria. A pobreza em fam\u00edlias que t\u00eam crian\u00e7as pequenas \u00e9 o dobro da m\u00e9dia brasileira.\u201d<br \/>\nRicardo Paes de Barros, Revista \u00c9poca \u2013 19\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cO ano de 2012 promete, no m\u00ednimo, ser agitado. No \u00e2mbito internacional, alista de eventos importantes \u00e9 enorme. O euro passar\u00e1 por seu grande teste, haver\u00e1 elei\u00e7\u00f5es presidenciais completamente indefinidas nos Estados Unidos, a Primavera \u00c1rabe poder\u00e1 ao mesmo tempo se expandir em alguns lugares e retroagir noutros, e mesmo os Brics n\u00e3o podem garantir que ter\u00e3o o crescimento econ\u00f4mico dos \u00faltimos anos. No plano interno, a temperatura ser\u00e1 menor. Os acontecimentos mais marcantes ser\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es municipais, a defini\u00e7\u00e3o do marco regulat\u00f3rio do pr\u00e9-sal e, sobretudo, a forma como o governo Dilma reagir\u00e1 \u00e0s dificuldades econ\u00f4micas e pol\u00edticas externas. Cientistas sociais (incluindo os economistas) e analistas pol\u00edticos em geral n\u00e3o s\u00e3o bons em profecia. O m\u00e1ximo que conseguimos, como certa vez dissera o historiador Fernand Braudel, \u00e9 ser \u2018profetas do passado\u2019. Mas se pode usar o aprendizado adquirido ao longo dos anos para enfrentar melhor o futuro. \u00c9 imposs\u00edvel saber, tim-tim por tim-tim, o que acontecer\u00e1 em 2012, n\u00e3o obstante seja poss\u00edvel reduzir danos e erros, e at\u00e9 mesmo propor algumas trilhas \u2013 n\u00e3o muitas \u2013 mais prop\u00edcias ao sucesso.\u201d<br \/>\nFernando Abrucio, Revista \u00c9poca \u2013 19\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cA hist\u00f3ria dos megatemplos est\u00e1 ligada a um movimento chamado emerging church (igreja emergente), liderado pelo pastor Bill Hybels. Em 1974, ele percebeu a exist\u00eancia de um enorme n\u00famero de pessoas que n\u00e3o frequentavam igrejas porque as achavam \u2018chatas\u2019 e rejeitavam s\u00edmbolos religiosos como Jesus crucificado ou vitrais com cenas b\u00edblicas. Com os dados dessa pesquisa, criou a Igreja Comunit\u00e1ria Willow Creek, uma das tr\u00eas mais populares dos Estados Unidos. Ela re\u00fane no culto principal, em sua sede em South Barrington, Illinois, cerca de 7 mil fi\u00e9is. O templo tem espa\u00e7o para crian\u00e7as e restaurantes. Os megatemplos de hoje, cat\u00f3licos ou evang\u00e9licos, seguem o mesmo padr\u00e3o.\u201d<br \/>\nRevista \u00c9poca \u2013 19\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cUm desejo profundo dos \u2018poderosos da Terra\u2019, sejam eles traficantes, mafiosos, generais, pol\u00edticos ou l\u00edderes religiosos corruptos: o desejo de dar cabo daqueles que investigam seus neg\u00f3cios mal explicados.\u201d<br \/>\nEug\u00eanio Bucci, Revista \u00c9poca \u2013 19\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cO mundo \u00e9 um lugar in\u00f3spito. Todo indiv\u00edduo tem um ou mais pontos fracos e se sujeita diariamente a dezenas de tenta\u00e7\u00f5es que podem atir\u00e1-lo em seu inferno particular.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cSonhos n\u00e3o realizados comparecem na esperan\u00e7osa bandeja dos compromissos futuros: mais tempo para viver a vida, em lugar de ser vivido por ela. Mudar antes de ser mudado. Renunciar mais \u00e0s certezas que ensoberbecem a alma, antes de ser estagnado por elas. O que se fez e o que n\u00e3o se fez, muitas vezes, vira fardo nessa \u00e9poca t\u00e3o intensa. [&#8230;] Na esp\u00e9cie de tsunami emocional que costuma acometer as pessoas nas festas de fim de ano, h\u00e1 algo que, l\u00e1, meio soterrado por preocupa\u00e7\u00f5es e ansiedades e pelo consumismo desenfreado no qual se transformou o Natal, pode dar sentido \u00e0s coisas. [&#8230;] Como diz Hannah Arendt, &#8220;esta f\u00e9 e esta esperan\u00e7a no mundo talvez nunca tenha sido expressa de modo t\u00e3o sucinto e glorioso como nas breves palavras com as quais os Evangelhos anunciam a &#8216;boa-nova&#8217;: &#8216;Nasceu uma crian\u00e7a entre n\u00f3s'&#8221;. \u00c9 a alegria da f\u00e9 em nossa eterna capacidade de come\u00e7ar. Que o espa\u00e7o entre pensar e agir, findar e come\u00e7ar, brincar e trabalhar, e outras coisas que s\u00f3 se realizam entre n\u00f3s e os mundos que nos habitam, possa ser sempre ocupado pela crian\u00e7a que nasce e renasce em cada um de n\u00f3s.\u201d<br \/>\nMarina Silva \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cO Natal \u00e9 uma festa encharcada de emo\u00e7\u00e3o. Das festividades da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental crist\u00e3, \u00e9 a que tem maior apelo afetivo. \u00c9 compreens\u00edvel, pois, ao lado dos significados religiosos, o Natal nos mostra o momento em que uma fam\u00edlia se constitui, o que se d\u00e1 pelo nascimento do filho de um casal. Por essa via, o Natal aponta diretamente para a realidade familiar, que nos \u00e9 muito pr\u00f3xima, fazendo-nos evocar nossas fam\u00edlias &#8211; seja a fam\u00edlia original onde ocup\u00e1vamos o lugar de filho, ou a fam\u00edlia que constitu\u00edmos ocupando o lugar de pai. Da\u00ed o Natal suscitar sentimentos t\u00e3o fortes nas pessoas.<br \/>\nTirando proveito desse derramamento afetivo, o consumo e publicidade se apropriaram do Natal, transformando-o na maior oportunidade de vendas do ano. Embora a maioria se alegre com o simbolismo expl\u00edcito do nascimento de uma crian\u00e7a, com tudo que isso representa de esperan\u00e7a, continuidade e oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 morte (ideias refor\u00e7adas com as festividades do ano-novo, que tamb\u00e9m apontam para a renova\u00e7\u00e3o e o recome\u00e7o), n\u00e3o podemos esquecer que h\u00e1 pessoas que n\u00e3o compartilham deste sentimento. Pelo contr\u00e1rio, sentem-se tristes, ficam deprimidas e lamentam n\u00e3o compartilhar uma alegria que sup\u00f5em ser universal nesta ocasi\u00e3o.<br \/>\nComo o Natal nos remete \u00e0 fam\u00edlia, \u00e9 de se esperar que as experi\u00eancias ali ocorridas sejam singulares, apresentem, portanto, uma grande variedade. Ao contr\u00e1rio da vis\u00e3o apressada que mostra as rela\u00e7\u00f5es familiares como perfeitas e amorosas, a verdade \u00e9 que elas podem ser bastante dif\u00edceis.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 ent\u00e3o surpreendente que enquanto muitos curtam e aproveitem sem maiores conflitos a festa do Natal, alguns a experimentem com uma carga mais complexa de sentimentos. Mais do que nosso conhecimento intelectual, \u00e9 essa mistura de amores e \u00f3dios, fracassos e vit\u00f3rias, carinhos e viol\u00eancias, alegria e tristeza, agress\u00f5es e cuidados para com aqueles que nos s\u00e3o pr\u00f3ximos o que d\u00e1 a nossa verdadeira dimens\u00e3o enquanto seres humanos. Em nossos afetos est\u00e1 armazenado o inestim\u00e1vel fogo da vida.\u201d<br \/>\nS\u00e9rgio Telles, O Estado de S. Paulo, 24\/12\/2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNossa pol\u00edtica para a primeira inf\u00e2ncia continua um pouco desarticulada, apesar de ser setorialmente muito rica. 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