{"id":544,"date":"2011-12-14T21:53:01","date_gmt":"2011-12-14T21:53:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=544"},"modified":"2011-12-30T21:56:11","modified_gmt":"2011-12-30T21:56:11","slug":"50%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/12\/14\/50%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"50\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO ser humano \u00e9 um animal acreditador. Talvez esse seja um bom modo de definir nossa esp\u00e9cie. \u2018Humanos s\u00e3o primatas com autoconsci\u00eancia e a habilidade de acreditar.\u2019 J\u00e1 que &#8221; acreditar&#8221; sempre pede um \u2018em qu\u00ea?\u2019, refiro-me aqui a acreditar em poderes que transcendem a percep\u00e7\u00e3o do real, algo al\u00e9m da dimens\u00e3o da vida ordin\u00e1ria, al\u00e9m do que podemos perceber apenas com nossos sentidos. [&#8230;] Parece que somos incapazes de viver nossas vidas sem acreditar na exist\u00eancia de algo maior do que n\u00f3s, algo al\u00e9m do \u2018meramente\u2019 humano. Bem, nem todos n\u00f3s, mas a maioria. Isso desde muito tempo.\u201d<br \/>\nMarcelo Gleiser \u2013 Folha de S.Paulo, 11\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201c\u2018Ensinar \u00e9 uma experi\u00eancia humana\u2019, disse ao Times Paul Thomas, professor associado de educa\u00e7\u00e3o na Universidade Furman, na Carolina do Sul. \u2018A tecnologia \u00e9 uma distra\u00e7\u00e3o quando precisamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, racioc\u00ednio matem\u00e1tico e pensamento cr\u00edtico\u2019.\u201d<br \/>\nKevin Delaney \u2013 Folha de S.Paulo, 12\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cA melhor forma de manter a dignidade na era do Facebook (se voc\u00ea n\u00e3o resistir a ter um) \u00e9 n\u00e3o contar para ningu\u00e9m que voc\u00ea tem um Facebook. Quase tudo \u00e9 bobagem nas redes sociais porque o ser humano \u00e9 banal e vive uma vida quase sempre mon\u00f3tona e previs\u00edvel. E a monotonia \u00e9 o traje cotidiano do vazio. E a rotina \u00e9 o modo civilizado de enfrentar o caos, outra face do vazio. [&#8230;] Sempre se soube que n\u00e3o basta \u00e0 mulher de Cesar ser honesta, ela tem que parecer honesta, portanto, a imagem de honesta \u00e9 mais importante do que a honestidade em si. Mas aqui, o foco \u00e9 diferente: aqui a quest\u00e3o \u00e9 a hipocrisia como subst\u00e2ncia da moral p\u00fablica. Todo mundo sabe que a mentira \u00e9 a mola essencial do conv\u00edvio civilizado. [&#8230;] Resistir ao desejo talvez seja uma das formas mais discretas de amar a vida.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 \u2013 Folha de S.Paulo, 12\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cSe a ideia, como defendeu o ministro da Sa\u00fade, \u00e9 utilizar o instrumento apenas em situa\u00e7\u00f5es nas quais h\u00e1 risco de vida imediato para o dependente, a figura jur\u00eddica da interna\u00e7\u00e3o involunt\u00e1ria, prevista na lei n\u00b0 10.216\/01, \u00e9 desnecess\u00e1ria. Basta encaminhar o paciente em emerg\u00eancia relacionada a drogas -que, em geral, est\u00e1 inconsciente- para o hospital e, dois ou tr\u00eas dias depois, quando estiver estabilizado e j\u00e1 n\u00e3o houver perigo iminente, oferecer-lhe a oportunidade de tratamento psiqui\u00e1trico. Se ele quiser, submete-se a uma interna\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria e, se n\u00e3o quiser, volta para casa ou para as ruas, como \u00e9 mais comum. \u00c9 claro que essa n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o perfeita, pois uma das caracter\u00edsticas da compuls\u00e3o por drogas \u00e9 n\u00e3o querer afastar-se delas. \u00c9 at\u00e9 veross\u00edmil que exista um grupo de dependentes que, do ponto de vista sanit\u00e1rio, poderia beneficiar-se de tratamento a contragosto. O problema \u00e9 que h\u00e1 mais coisas envolvidas aqui do que a sa\u00fade deste ou daquele paciente. Em termos institucionais, incentivar o uso de interna\u00e7\u00f5es involunt\u00e1rias \u00e9 perigoso. Trata-se, afinal, do equivalente jur\u00eddico de um artefato nuclear, uma ferramenta que permite a um m\u00e9dico qualquer decidir que algu\u00e9m precisa de tratamento e assim priv\u00e1-lo de sua liberdade indefinidamente e sem direito a contradit\u00f3rio. Os controles externos s\u00e3o poucos e fracos e, se o sujeito n\u00e3o tem fam\u00edlia, n\u00e3o haver\u00e1 quem represente seus interesses contra o m\u00e9dico.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman \u2013 Folha de S.Paulo, 13\/12\/2011 <\/p>\n<p>\u201cUm estudo demogr\u00e1fico, elaborado pelo Conselho Federal de Medicina e a regional de S\u00e3o Paulo, acaba de ser publicado e exp\u00f5e a desigualdade na oferta de m\u00e9dicos pelo Pa\u00eds. N\u00e3o existem surpresas, mas h\u00e1 muito para se refletir. O levantamento coordenado pelo pesquisador Mario Scheffer aponta a exist\u00eancia de 371.788 m\u00e9dicos na ativa no Brasil, n\u00famero que quintuplicou nos \u00faltimos 40 anos, enquanto a popula\u00e7\u00e3o brasileira apenas dobrou. A rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico\/habitante dobrou, chegando este ano a 1,95 m\u00e9dico para cada 100 mil habitantes. Nas escolas m\u00e9dicas, as mulheres s\u00e3o maioria. Ainda ssim, por mais 20 anos a profiss\u00e3o continuar\u00e1 sendo exercida por uma maioria de homens, que hoje ocupam 60% do mercado. Os m\u00e9dicos s\u00e3o jovens, em sua maioria, 50% deles t\u00eam menos de 40 anos. A m\u00e9dia de idade \u00e9 de 46 anos. Entre os jovens, predominam as mulheres. A idade m\u00e9dia \u00e9 de 42 anos, e quase 70% delas est\u00e3o na faixa entre 30 e 55 anos. Esses n\u00fameros mostram que o Brasil continua carente de m\u00e9dicos. Al\u00e9m disso, a distribui\u00e7\u00e3o desses m\u00e9dicos provoca diferen\u00e7as alarmantes. Em todo o Pa\u00eds, as capitais det\u00eam a maioria deles. Nos estados mais pobres essa diferen\u00e7a \u00e9 ainda maior. [&#8230;] Os estados do Norte t\u00eam poucos cursos m\u00e9dicos e s\u00e3o os que t\u00eam a maior demanda. O problema l\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 a oferta de postos na \u00e1rea de sa\u00fade, que est\u00e1 entre as piores da federa\u00e7\u00e3o. O governo tem a meta de fazer o Brasil ter a mesma propor\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos que os pa\u00edses europeus e os Estados Unidos, perto de 2,5 m\u00e9dicos por 100 mil habitantes. O Sudeste j\u00e1 possui 2,6; o Norte tem apenas 0,96. Nas cidades do interior, a car\u00eancia \u00e9 ainda maior.\u201d<br \/>\nRog\u00e9rio Tuma, Revista Carta Capital, 14\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cConhe\u00e7o pessoas que souberam lidar bem com as dificuldades naturais de suas exist\u00eancias e conhe\u00e7o outras que se transformaram em v\u00edtimas tristes nas mesmas condi\u00e7\u00f5es. \u00c9 claro que h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de extrema dificuldade, e negar a tristeza que vem junto \u00e9 negar a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o humana. [&#8230;] Encontrei pessoas de bem com a vida nas grandes cidades, trabalhando em imensas corpora\u00e7\u00f5es. Encontrei-as tamb\u00e9m em pequenas vilas do interior ou do litoral. Em lugares pobres e em ligares ricos. Em tempos de tranquilidade e em temos de crise. Ou seja, em todos os lugares. E tamb\u00e9m encontrei pessoas de mal com a vida. Onde? Exatamente nos mesmos lugares. Esse talvez seja um dos grandes mist\u00e9rios da psicologia humana. O que faz a diferen\u00e7a entre esses dois tipos de indiv\u00edduos? Ser\u00e1 sua gen\u00e9tica ou ter\u00e1 sido sua educa\u00e7\u00e3o?\u201d<br \/>\nEugenio Mussak, Revista Vida Simples \u2013 dezembro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO ser humano \u00e9 um animal acreditador. 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