{"id":542,"date":"2011-12-10T19:44:12","date_gmt":"2011-12-10T19:44:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=542"},"modified":"2011-12-23T19:46:24","modified_gmt":"2011-12-23T19:46:24","slug":"49%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/12\/10\/49%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"49\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA literatura brasileira demonstra que 70% da performance escolar \u00e9 determinada pelo &#8220;background&#8221; familiar, pelo tipo de educa\u00e7\u00e3o do pai e especialmente da m\u00e3e, pela renda da fam\u00edlia etc.\u201d<br \/>\nMarcelo Neri \u2013 Folha de S.Paulo, 04\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cCom a globaliza\u00e7\u00e3o, nossos maiores problemas passaram a operar em escala global. A mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o terrorismo, os desequil\u00edbrios comerciais, nada disso afeta apenas um pa\u00eds. O problema \u00e9 que estamos enfrentando a nova realidade com institui\u00e7\u00f5es anacr\u00f4nicas, de 200 anos atr\u00e1s.\u201d<br \/>\nIan Morris, 51, historiador e arque\u00f3logo, Revista Veja \u2013 07\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cO medo da lei \u00e9 insuficiente para que ela seja respeitada. \u00c9 preciso que ela seja acatada por conter no seu bojo o que \u00e9 eticamente adequado como reflexo do querer social.\u201d<br \/>\nAnt\u00f4nio Cl\u00e1udio de Oliveira \u2013 O Estado de S.Paulo, 07\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cOs meninos que cresceram em torno do tr\u00e1fico nas favelas cariocas interpretam pap\u00e9is parecidos. Seja como usu\u00e1rios, \u2018formiguinhas\u2019 (passadores de pequenas quantidades) ou trabalhando na seguran\u00e7a das gangues, s\u00f3 conheceram a realidade da droga. Com a vitoriosa implanta\u00e7\u00e3o das UPPs (Unidades de Pol\u00edcia Pacificadora), seu modo de vida foi subitamente desarticulado. Eles podem ter abandonado o uso ou a venda de drogas, mas \u00e9 importante que as UPPs Sociais, encarregadas de reencaminhar esses jovens, n\u00e3o custem a lhes oferecer oportunidades reais de aprendizado e trabalho -em departamentos que n\u00e3o tenham nada a ver com seu antigo universo. N\u00e3o basta tirar a droga do sistema deles. H\u00e1 que substitu\u00ed-la por algo diferente e melhor.\u201d<br \/>\nRuy Castro \u2013 Folha de S.Paulo, 07\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cA expans\u00e3o do ensino superior no Brasil saltou de 1,945 milh\u00e3o de matr\u00edculas em 1998 para 6.379.299 em 2010. Desse volume de matr\u00edculas, 4.736.001, perto de 75%, pertencem \u00e0s institui\u00e7\u00f5es privadas. A p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o cresceu mais de 150% em menos de dez anos. S\u00e3o 173 mil matr\u00edculas, sendo 144.911 (95%) em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Titula 50 mil mestres e doutores por ano, com um padr\u00e3o de qualidade internacional. Mas se o aumento dos pesquisadores no Brasil \u00e9 comemorado como um bem nacional, o do n\u00famero de graduados nem tanto. [&#8230;] No Brasil, a universalidade do acesso ao ensino superior \u00e9, de fato, um problema. Temos menos de 16% da popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos matriculada em cursos superiores. Perdemos do Paraguai (18%) e da Argentina (48%), passamos longe de Portugal (50%) e n\u00e3o conseguimos divisar a Coreia (78%). [&#8230;] A dimens\u00e3o do sistema de ensino superior brasileiro n\u00e3o pode, na dire\u00e7\u00e3o e na velocidade econ\u00f4mica que o pa\u00eds necessita, representar, apenas, milh\u00f5es de matriculas.\u201d<br \/>\nLuiz Roberto Liza Curi, soci\u00f3logo \u2013 Folha de S.Paulo, 09\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cDogmas v\u00e3o contra tudo o que sabemos sobre o mundo. Virgens n\u00e3o costumam dar \u00e0 luz e pessoas n\u00e3o saem por a\u00ed ressuscitando. Em contextos normais, um homem que veste saias e proclama transformar vinho em sangue seria internado. Quando se trata de religi\u00e3o, por\u00e9m, aceitamos viola\u00e7\u00f5es \u00e0 f\u00edsica e \u00e0 l\u00f3gica. Por qu\u00ea? Ou Deus existe e espera de n\u00f3s atitudes ex\u00f3ticas -e inconsistentes de uma f\u00e9 para outra-, ou o problema est\u00e1 em n\u00f3s, mais especificamente em nossos c\u00e9rebros, que fazem coisas esquisitas no modo religioso. Ateus privilegiam a ci\u00eancia e a l\u00f3gica, ao passo que crentes d\u00e3o mais \u00eanfase a suas intui\u00e7\u00f5es, que est\u00e3o sempre a buscar padr\u00f5es e a criar agentes. Posta nesses termos, f\u00e9 e ceticismo se tornam um am\u00e1lgama de influ\u00eancias gen\u00e9ticas e culturais dif\u00edcil de destrinchar &#8211; e de modificar. Como bom ateu liberal, aplaudo avan\u00e7os no secularismo, j\u00e1 que contrabalan\u00e7am o lado exclusivista das religi\u00f5es, que n\u00e3o raro degenera em viol\u00eancia e obscurantismo. Mas, ao contr\u00e1rio de colegas mais veementes, acho que a religi\u00e3o, a exemplo do que se d\u00e1 com filatelia, literatura e sexo, pode, se bem usada, ser fonte leg\u00edtima de bem-estar e prazer.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman \u2013 Folha de S.Paulo, 10\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cUma posi\u00e7\u00e3o totalmente racionalista \u00e9 irracional. H\u00e1 um lado da experi\u00eancia humana que \u00e9 misterioso. Sou cartesiano com pitada de candombl\u00e9.\u201d<br \/>\nFernando Henrique Cardoso \u2013 Folha de S.Paulo, 10\/12\/2011 <\/p>\n<p>\u201cSua fragmenta\u00e7\u00e3o gera imprevisibilidade. Uma Europa unida \u00e9 um ator \u00fanico com quem \u00e9 f\u00e1cil dialogar, onde radicalismos locais s\u00e3o atenuados pela m\u00e9dia dos demais membros. Fragmentada, s\u00e3o 27 pa\u00edses com agendas em conflito e onde o protecionismo e nacionalismo de um \u00fanico pa\u00eds pode for\u00e7ar os demais a decis\u00f5es extremas.\u201d<br \/>\nGustavo Romano \u2013 Folha de S.Paulo, 10\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cO que voc\u00ea deixa de fazer pode feri-lo. Oportunidades perdidas levam a arrependimento mais tarde. [&#8230;] N\u00e3o fazer nada \u00e9 f\u00e1cil. \u00c9, muitas vezes, um erro invis\u00edvel \u2013 um pecado de omiss\u00e3o. Para agir, \u00e9 preciso coragem. Para inovar, ainda mais coragem. E, hoje, coragem parece um recurso escasso. \u00c0 espera de que est\u00e3o nossos l\u00edderes? Sem a\u00e7\u00e3o ousada e inova\u00e7\u00e3o, de que maneira economias em apuros escapar\u00e3o do decl\u00ednio? A coragem torna a mudan\u00e7a poss\u00edvel. \u00c9 preciso coragem intelectual para questionar velhas verdades e imaginar novas possibilidades. [&#8230;] Fa\u00e7o um apelo para a coragem na lideran\u00e7a: n\u00e3o deixar problema sem solu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deixar oportunidade inexplorada. N\u00e3o deixar ideia definhando.\u201d<br \/>\nRosabeth Moss Kanter, professora de administra\u00e7\u00e3o da Harvard Business School, nos EUA \u2013 Harvard Business Review \u2013 dezembro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA literatura brasileira demonstra que 70% da performance escolar \u00e9 determinada pelo &#8220;background&#8221; familiar, pelo tipo de educa\u00e7\u00e3o do pai e especialmente da m\u00e3e, pela renda da fam\u00edlia etc.\u201d Marcelo Neri \u2013 Folha de S.Paulo, 04\/12\/2011 \u201cCom a globaliza\u00e7\u00e3o, nossos maiores problemas passaram a operar em escala global. 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