{"id":540,"date":"2011-12-03T10:30:56","date_gmt":"2011-12-03T10:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=540"},"modified":"2011-12-16T17:25:08","modified_gmt":"2011-12-16T17:25:08","slug":"48%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/12\/03\/48%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"48\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cDeve-se admitir que a aud\u00e1cia por si s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 valor art\u00edstico. Nada me alegra mais do que me deparar com uma cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica inovadora, mas, para isso, n\u00e3o basta fugir das normas, das solu\u00e7\u00f5es conhecidas e situar-se no polo oposto: \u00e9 imprescind\u00edvel que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a saca\u00e7\u00e3o apenas cerebral ou extravagante. O que todos n\u00f3s queremos \u00e9 a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir. [&#8230;] N\u00e3o \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da arte retratar a realidade, mas reinvent\u00e1-la.\u201d<br \/>\nFerreira Gullar \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o conhe\u00e7o nenhuma palavra mais bonita do que \u2018serendipity\u2019. [&#8230;] Inventada por um ingl\u00eas, em 1754, que se inspirou numa lenda persa, \u2018serendipity\u2019 \u00e9 uma palavra imposs\u00edvel de ser traduzida para outros idiomas num \u00fanico termo. Superficialmente, ela significa o prazer das descobertas ao acaso. Um velho amigo encontrado numa in\u00f3spita cidade estrangeira, os acordes de um violino tocado em um parque numa tarde de outono, uma s\u00fabita paisagem de uma praia que aparece quando caminhamos numa mata fechada. Um encontro amoroso no final da madrugada, quando j\u00e1 est\u00e1vamos conformados de ficar sozinhos ou um prato feito com ingrediente ex\u00f3tico num improv\u00e1vel restaurante de beira de estrada. Mas o significado profundo de \u2018serendipity\u2019 vai al\u00e9m do imprevisto. \u00c9 o encanto da transforma\u00e7\u00e3o dos acasos em aprendizagem. O bacteriologista Alexander Fleming viajou de f\u00e9rias e se esqueceu de guardar os pratos em que fazia experi\u00eancias para curar infec\u00e7\u00f5es. Um fungo caiu do teto em um desses pratos. Descobriu-se o antibi\u00f3tico. Se o tal fungo n\u00e3o tivesse ca\u00eddo na frente de um bacteriologista atento, seria apenas um bolor in\u00fatil. Por tr\u00e1s da palavra, existe a ideia de que o melhor da vida \u00e9 a aventura do aprender pela experi\u00eancia &#8211; o que compensaria os riscos e a dor provocada pelos sucessivos erros. [&#8230;] A\u00ed est\u00e1 a dor e a del\u00edcia do \u2018serendipity\u2019: para viver experi\u00eancias, sempre estamos nos despedindo de alguma coisa de que gostamos.\u201d<br \/>\nGilberto Dimenstein \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cSe prevalecer a ideia de que a mulher \u00e9 um bibel\u00f4 a ser preservado, prevalecer\u00e1 tamb\u00e9m a interpreta\u00e7\u00e3o mais obscurantista do Isl\u00e3, segundo a qual a mulher \u00e9 propriedade do homem, e n\u00e3o ator com vontade pr\u00f3pria.<br \/>\nEssa desgra\u00e7ada cultura impregna ainda o mundo todo, a ponto de exigir um Dia Internacional contra a Viol\u00eancia de G\u00eanero. No mundo \u00e1rabe, essa (in)cultura \u00e9 mais forte, exatamente pelo ran\u00e7o da interpreta\u00e7\u00e3o radical do Cor\u00e3o.\u201d<br \/>\nCl\u00f3vis Rossi \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA crise que afeta a zona do euro n\u00e3o alterar\u00e1 esse rumo pol\u00edtico nem os compromissos assumidos quanto ao financiamento de a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas urgentes em coopera\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses menos desenvolvidos. [&#8230;] \u00c9 essencial que, em 2020, o aumento global de emiss\u00f5es seja contido e que, em 2050, decres\u00e7a em 50% relativamente aos n\u00edveis de 1990. Trata-se de desafio global cuja resposta s\u00f3 pode ser encontrada com a coopera\u00e7\u00e3o de todos.\u201d<br \/>\nAna Paula Zacarias \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cOs homens est\u00e3o comprando itens de luxo exatamente como as mulheres. Est\u00e3o at\u00e9 se apaixonando por sapatos. \u00c9 o que sugere estudo da Bain &#038; Company, que usa a express\u00e3o \u2018feminiliza\u00e7\u00e3o da sociedade\u2019 para descrever o atual padr\u00e3o de consumo. [&#8230;] \u2018Todas as marcas de luxo est\u00e3o agora se concentrando em desenvolver suas linhas masculinas. Os homens t\u00eam se tornado mais e mais &#8216;fashion&#8217; e ido \u00e0s compras assim como as mulheres\u2019, diz a italiana Claudia D&#8217;Arpizio, parceira da consultoria.\u201d<br \/>\nVerena Fornetti \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cAcidentes acontecem e \u00e9 muito mais dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel, preveni-los sem rigorosa fiscaliza\u00e7\u00e3o e com m\u00e9todos de explora\u00e7\u00e3o obsoletos e an\u00e1lises s\u00edsmicas incompetentes. N\u00e3o temos um plano nacional de emerg\u00eancia para vazamentos e s\u00f3 pensamos em discutir a quest\u00e3o dos royalties, \u2018com a excita\u00e7\u00e3o com que algumas fam\u00edlias debatem o testamento de um tio bilion\u00e1rio\u2019, como bem observou Fernando Gabeira.\u201d<br \/>\nS\u00e9rgio Augusto \u2013 O Estado de S.Paulo \u2013 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cQuando houve o surgimento da moda dos blogs, muitos articulistas, principalmente os mais jovens, saudaram a chegada de uma linguagem e tecnologia que iria combater a m\u00eddia \u2018mainstream\u2019, com estilo mais autoral, atitude mais independente, intera\u00e7\u00e3o mais democr\u00e1tica. Rodo por alguns blogs, sobretudo de moda, e vejo exatamente o contr\u00e1rio: escrita prim\u00e1ria, comprometimento publicit\u00e1rio, busca da audi\u00eancia pela audi\u00eancia. J\u00e1 os twitters, j\u00e1 chamados imprecisamente de microblogs, parecem confirmar cada vez mais a impress\u00e3o de Jos\u00e9 Saramago: s\u00e3o grunhidos virtuais. Alguns de m\u00fasica postam um v\u00eddeo e s\u00f3 acrescentam a express\u00e3o \u2018uau\u2019 ou \u2018uhu\u2019 ou \u2018oo\u00f4\u00f4\u00f4oo\u2019. Isso que \u00e9 argumento. Abro ent\u00e3o o Facebook, que pouco mais \u00e9 do que uma caderneta de contatos com \u00e1lbuns de fam\u00edlia e mensagens breves, e volto a pensar no livro de Alain de Botton: a era do exibicionismo veio para ficar, e n\u00e3o h\u00e1 ritual comunit\u00e1rio que possa reverter a tend\u00eancia.\u201d<br \/>\nDaniel Piza \u2013 O Estado de S.Paulo \u2013 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cSe o teatro n\u00e3o for o lugar para discutir os temas da humanidade, da pol\u00edtica, da economia, para pensarmos como vivemos e quem somos, eu n\u00e3o sei para que ele serve. Para que seria? Para a beleza? Existem muitas outras coisas bonitas. A poesia \u00e9 muito mais bonita. O teatro \u00e9 onde as pessoas podem, juntas, se engajar em alguma coisa. [&#8230;] Hoje, falamos ao telefone enquanto estamos em uma reuni\u00e3o. Assistimos \u00e0 televis\u00e3o enquanto estamos na internet. Onde mais voc\u00ea pode fazer unicamente uma coisa? Apenas no teatro. E as pessoas v\u00e3o valorizar isso cada vez mais e mais. [&#8230;] H\u00e1 sempre pol\u00edtica, economia e quest\u00f5es sociais no que escrevo. Porque n\u00e3o fazer isso seria se dedicar a uma arte para privilegiados. As \u00fanicas pessoas que n\u00e3o se preocupam com economia, pol\u00edtica e a sociedade s\u00e3o as que t\u00eam dinheiro suficiente para n\u00e3o ter que pensar nisso.\u201d<br \/>\nMike Barlett, 30, dramaturgo e diretor \u2013 O Estado de S.Paulo \u2013 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA maior parte dos tumores tem mais de um fator de risco, mas, entre todos eles, o mais comum \u00e9 o envelhecimento. Ele faz com que as c\u00e9lulas fiquem ais tempo expostas a fatores que podem transform\u00e1-las em cancerosas. Mas se abrem oportunidades. O c\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a que se forma do dia para a noite. \u00c9 um processo muito longo, de uma a duas d\u00e9cadas, com exce\u00e7\u00e3o dos tumores associados a s\u00edndromes familiares. Ent\u00e3o temos a oportunidade de atuar na juventude, reduzindo os riscos. Voc\u00ea nunca vai conseguir eliminar todo o risco, mas pode reduzi-lo. O jovem sempre pensa que \u00e9 invulner\u00e1vel e tende a ser um pouco mais solto em rela\u00e7\u00e3o a h\u00e1bitos. Mas o que ele faz agora vai cobrar a conta daqui a algumas d\u00e9cadas. Queremos conscientiz\u00e1-lo de que h\u00e1bitos saud\u00e1veis agora podem evitar que ele enfrente esse problema daqui a 20 anos.\u201d<br \/>\nMarcelo Gehm Hoff, 43, m\u00e9dico, diretor do hospital S\u00edrio-Liban\u00eas e do Instituto C\u00e2ncer do Estado de S\u00e3o Paulo (Icesp) \u2013 O Estado de S.Paulo \u2013 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cO consumo sustent\u00e1vel abrange tudo. \u00c9 preciso pensar nisso desde a hora em que se acorda, economizando \u00e1gua, luz, telefone. Comprando menos detergentes e levando a sacola para o supermercado. N\u00e3o comprar o que pode n\u00e3o usar para n\u00e3o ter desperd\u00edcio. Tem que come\u00e7ar em casa e fazer sempre. N\u00e3o se muda da noite para o dia, \u00e9 preciso ir incorporando, ampliando as a\u00e7\u00f5es e dando exemplos para outros grupos, como trabalho, vizinhan\u00e7a.\u201d<br \/>\nLisa Gunn, coordenadora-executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) &#8211; O Globo \u2013 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cMuitas pessoas diriam que \u2018crescer numericamente\u2019 \u00e9 o ideal de todos, posto que sempre podemos COMPRAR mais, ser DONOS de mais coisas! Mas ser\u00e1 este o \u00fanico ideal de vida, de ambi\u00e7\u00e3o e de felicidade para todo mundo, mesmo? Ou \u00e9 parte do pacote de infelicidade eterno do que n\u00e3o somos ou n\u00e3o temos, em compara\u00e7\u00e3o com os ideais de beleza, sucesso e riqueza vendidos nas revistas, na televis\u00e3o, no cinema comercial etc.\u201d<br \/>\nM\u00f4nica Salmaso, cantora, Revista O Globo \u2013 27\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cNo dia em que todo ser humano for dotado de bom-senso, n\u00e3o precisaremos legislar sobre a quantidade de \u00e1lcool tolerada ao volante ou sobre o que \u00e9 razo\u00e1vel na fundamental tarefa de impor limites aos pequenos.\u201d<br \/>\nAnt\u00f4nio G\u00f3is \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cAs escolas, sobretudo as p\u00fablicas, operam sucateadas, sem estrutura condizente, e conduzidas por professores justamente desmotivados, em virtude da tibieza dos seus sal\u00e1rios. No Brasil h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para quase tudo, menos para encontrar uma resposta condigna para essa quest\u00e3o que vem desde meados do s\u00e9culo passado. \u00c9 certo que o perfil do aluno est\u00e1 mudando. [&#8230;] Como pretender alunos cr\u00edticos, reflexivos e investigadores se lhes falta o essencial, que \u00e9 o adequado dom\u00ednio da l\u00edngua portuguesa?\u201d<br \/>\nArnaldo Niskier, 75, doutor em educa\u00e7\u00e3o \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cO medo \u00e9 um sentimento expresso com frequ\u00eancia hoje em dia pelos crist\u00e3os \u00e1rabes, uma triste ladainha para uma comunidade antiga, que durante muito tempo foi uma for\u00e7a pol\u00edtica e cultural no mundo \u00e1rabe. Milh\u00f5es de crist\u00e3os -distribu\u00eddos principalmente por Egito, L\u00edbano, S\u00edria, Jord\u00e2nia, Iraque e territ\u00f3rios palestinos- viraram pouco mais do que meros espectadores de fatos que est\u00e3o remodelando um lugar que essa comunidade ajudou a criar, e \u00e0s vezes s\u00e3o v\u00edtimas da viol\u00eancia desencadeada por tais fatos. Em meio a tantas narrativas que as revoltas \u00e1rabes representam -de dignidade, democracia, direitos e justi\u00e7a social-, muitos crist\u00e3os se limitam a uma vers\u00e3o mais sombria: a de que seu tempo pode estar se esgotando. \u2018N\u00e3o sou um crist\u00e3o fan\u00e1tico\u2019, me disse um amigo. \u2018N\u00e3o vou \u00e0 igreja. Respeito todas as religi\u00f5es. Mas, pelo que vejo agora, em 30 anos n\u00e3o restar\u00e3o mais crist\u00e3os aqui.\u2019 Os temores quanto ao destino dos crist\u00e3os do Oriente M\u00e9dio costumam entrar de forma desconfort\u00e1vel no conflito entre o Ocidente e o mundo isl\u00e2mico. Mas focar nesse conflito e nos fanatismos que o cercam \u00e9 ignorar as nuances daquilo que os crist\u00e3os representam para esta regi\u00e3o, e as li\u00e7\u00f5es que a sua hist\u00f3ria em outras \u00e9pocas de tumulto podem oferecer. \u2018H\u00e1 uma parte do isl\u00e3 em cada \u00e1rabe crist\u00e3o\u2019, me disse certa vez em Beirute o jornalista, diplomata e intelectual Ghassan Tueni. [&#8230;] Os crist\u00e3os, me disse um amigo, foram marginalizados no mundo \u00e1rabe por n\u00e3o terem l\u00edderes capazes de articular uma identidade que fosse al\u00e9m da religi\u00e3o e criasse uma comunidade mais ampla. [&#8230;]As sociedades podem simplesmente ter mudado demais para que se imagine uma reconcilia\u00e7\u00e3o entre f\u00e9 e secularismo. H\u00e1 muito poucas vozes dentro das minorias oferecendo tal vis\u00e3o, e muito poucos l\u00edderes para articul\u00e1-la.<br \/>\nMas, h\u00e1 tantos anos, Al Bustani teve uma ideia que era t\u00e3o simples quanto elegante: cidadania.\u201d<br \/>\nAnthony Shadid \u2013 New York Times\/Folha de S.Paulo, 28\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA palavra \u2018sustent\u00e1vel\u2019 hoje em dia \u00e9 como \u2018\u00e9tica\u2019, \u2018Cabala\u2019, n\u00e3o quer dizer nada. \u00c9 como escrever na porta de uma padaria \u2018sob nova dire\u00e7\u00e3o\u2019 s\u00f3 para atrair clientes. Propaganda provinciana.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 \u2013 Folha de S.Paulo, 28\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cDizem os psicanalistas que, quando pequenos, temos prazer em cada cent\u00edmetro do corpo. Com o passar do tempo, contudo, tamb\u00e9m a pele vai sendo adestrada, e a libido acaba restrita \u00e0s &#8220;red light zones&#8221; de nossas \u00edntimas moradas. Eis a nossa sina, buscar em v\u00e3o o \u00c9den perdido: na mulher amada, nas religi\u00f5es, nas drogas.\u201d<br \/>\nAntonio Prata \u2013 Folha de S.Paulo, 30\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cViver est\u00e1 muito al\u00e9m das mesquinharias da realidade pol\u00edtica, em que se ganha ou se perde, e da realidade individual tamb\u00e9m, em que s\u00f3 se pode ganhar ou perder na vida! Isso importa pouco em rela\u00e7\u00e3o a esse outro mundo que te aguarda, esse outro mundo poss\u00edvel, que est\u00e1 na barriga deste. Vivemos num mundo infame, eu diria. N\u00e3o nos incentiva muito, \u00e9 um mundo malnascido. Mas existe outro mundo na barriga deste, esperando, que \u00e9 mundo diferente e de parto complicado. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil o nascimento, mas com certeza pulsa no mundo que estamos.\u201d<br \/>\nEduardo Galeano, Revista Trip \u2013 novembro de 2011<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 banal que o amor nos leve a querer transformar parceiros e parceiras de forma que eles correspondam a nossas expectativas. O projeto de moldar o outro transforma qualquer conv\u00edvio numa viol\u00eancia.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris \u2013 Folha de S.Paulo, 01\/12\/2011<\/p>\n<p>\u201cO fim da exig\u00eancia, no ano passado, de um prazo m\u00ednimo de separa\u00e7\u00e3o antes da formaliza\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio resultou num aumento recorde de 37% dessa pr\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o a 2009, e numa queda de 32% no n\u00famero de separa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOs casamentos que terminaram em div\u00f3rcio duraram, em m\u00e9dia, 16 anos, sendo que 41% deles n\u00e3o passaram dos dez anos, propor\u00e7\u00e3o que era de 33% em 2000, segundo as Estat\u00edsticas do Registro Civil, divulgadas ontem pelo IBGE. [&#8230;] As \u00fanicas faixas et\u00e1rias em que houve diminui\u00e7\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de casamentos foi entre homens e mulheres com menos de 24 anos, o que indica que brasileiros t\u00eam adiado a formaliza\u00e7\u00e3o do casamento.\u201d<br \/>\nAnt\u00f4nio G\u00f3is \u2013 Folha de S.Paulo, 01\/12\/2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDeve-se admitir que a aud\u00e1cia por si s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 valor art\u00edstico. Nada me alegra mais do que me deparar com uma cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica inovadora, mas, para isso, n\u00e3o basta fugir das normas, das solu\u00e7\u00f5es conhecidas e situar-se no polo oposto: \u00e9 imprescind\u00edvel que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a saca\u00e7\u00e3o apenas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4778],"tags":[33,197,8462,165,5780,7642,8442],"class_list":["post-540","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contando-os-dias","tag-arte","tag-casamento","tag-consumismo","tag-meio-ambiente","tag-mulheres","tag-sociedade","tag-vida-digital","count-0","even alt","author-taismachado","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=540"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/540\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":541,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/540\/revisions\/541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=540"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}