{"id":538,"date":"2011-11-26T16:26:09","date_gmt":"2011-11-26T16:26:09","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=538"},"modified":"2011-12-16T16:30:28","modified_gmt":"2011-12-16T16:30:28","slug":"47%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/11\/26\/47%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"47\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cDados do Censo 2010 divulgados na \u00faltima semana revelam que a fecundidade no Brasil caiu para 1,86 filho por mulher. Chama a aten\u00e7\u00e3o, em primeiro lugar, a grande velocidade com que o \u00edndice despencou. Meio s\u00e9culo atr\u00e1s, em 1960, ele era de 6,2. Isso significa que o Brasil fez em cinco d\u00e9cadas o que a Europa levou mais de cem anos para conseguir. Como reduzir a fertilidade e, por extens\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o constitui um fim em si mesmo, \u00e9 preciso analisar as implica\u00e7\u00f5es do fen\u00f4meno. [&#8230;] Decis\u00f5es antip\u00e1ticas, como alterar (e para pior) o regime da aposentadoria, precisam ser tomadas. No limite, \u00e9 preciso pensar em abrir o pa\u00eds \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, outra medida impopular. Os obst\u00e1culos s\u00e3o tantos que a tend\u00eancia \u00e9 empurrar a encrenca para nossos filhos e netos. \u00c9 pena, pois o atraso torna o problema mais dif\u00edcil de administrar.\u201d<br \/>\n H\u00e9lio Schwartsman \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA ci\u00eancia avan\u00e7a por meio de seus fracassos. Novas ideias s\u00e3o necess\u00e1rias quando as velhas n\u00e3o podem explicar as observa\u00e7\u00f5es. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00f5es finais, apenas explica\u00e7\u00f5es melhores. [&#8230;] \u00c9 dif\u00edcil combinar objetividade e subjetividade. [&#8230;] Talvez devamos ouvir as s\u00e1bias palavras de S\u00f3crates, que h\u00e1 mais de 24 s\u00e9culos j\u00e1 dizia que o essencial \u00e9 conhecer a si mesmo.\u201d<br \/>\nMarcelo Gleiser \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cTer um dom \u00e9 uma coisa preciosa, seja ele escrever, fazer publicidade ou cozinhar.\u201d<br \/>\nDanuza Le\u00e3o \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cTemos de aprender a conviver com a nossa insignific\u00e2ncia, por melhores que nos consideremos.\u201d<br \/>\nGilberto Dimenstein \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cCantor tem que ser bonito porque imagem vende. Se n\u00e3o for, pelo menos tem que estar bem cuidado. Minhas cantoras fazem dieta quando engordam, porque dou ataque. Nunca achei que isso pudesse entrar em choque com minha igreja. Se s\u00e3o filhos de Deus, [artistas] t\u00eam que ser pessoas que mostram que s\u00e3o felizes.\u201d<br \/>\nYvelise de Oliveira, 60, presidente da maior gravadora gospel do pa\u00eds, a MK Music \u2013 Folha de S.Paulo, 20\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cJung dizia que muitas terapias estagnam porque acende-se uma lanterna no escuro mas ilumina-se o lugar errado do bosque. Na educa\u00e7\u00e3o tem sido assim. Coloca-se o facho por sobre a reciclagem do professor, a tecnologia na sala de aula, o aumento de horas na escola ou melhor gest\u00e3o do sistema. Apesar de tudo isto ser obviamente relevante, passa ao largo do cerne. Estamos em transi\u00e7\u00e3o, e tempos ef\u00eameros causam perplexidade institucional. Viemos das caixinhas de curr\u00edculo, disciplinas e mestres exigentes, e estamos rumando para o ensino autopropulsionado, a dilui\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da estrutura escolar, e o fim das barreiras artificiais que m\u00e9todos e cartilhas imp\u00f5em.<br \/>\nRicardo Semler \u2013 Folha de S.Paulo, 21\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA religi\u00e3o vem sendo tratada como uma esp\u00e9cie de bem de consumo individual, de forma que valores essenciais, como o senso de comunidade, de lealdade e de transcend\u00eancia, t\u00eam se perdido.\u201d<br \/>\nRodrigo F. de Sousa, te\u00f3logo \u2013 Revista Claudia \u2013 novembro de 2011<\/p>\n<p>\u201cFranqueza e transpar\u00eancia s\u00e3o fundamentais para as rela\u00e7\u00f5es de amizade. Sem tais caracter\u00edsticas, o relacionamento amoroso que caracteriza a amizade n\u00e3o sobrevive. Ali\u00e1s, nem sequer vive. Outra caracter\u00edstica b\u00e1sica de pessoas que querem ser amigas de outras \u00e9 a maturidade para controlar os pr\u00f3prios impulsos em favor da amizade. Saber renunciar a prazeres imediatos para preservar o amigo \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental. [&#8230;] Devemos nos perguntar se, num mundo que d\u00e1 extremo valor ao individualismo, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de nossos caprichos e ao prazer imediato, h\u00e1 lugar para a amizade. Deve haver. Afinal, s\u00e3o os amigos que d\u00e3o sabor \u00e0 nossa vida, que a iluminam, que fazem com que valha a pena viver, mesmo enfrentando as mazelas inevit\u00e1veis com as quais nos deparamos. Podemos fazer algo para que os mais novos conhe\u00e7am essa alegria?\u201d<br \/>\nRosely Say\u00e3o \u2013 Folha de S.Paulo, 22\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cDesejo n\u00e3o \u00e9 igual a vontade, \u00e9 trama mais complexa. Come\u00e7a com nossos instintos animais e vai se enriquecendo com aquilo que o atrai. A admira\u00e7\u00e3o \u00e9 uma dessas coisas. Mas tudo come\u00e7a com a imita\u00e7\u00e3o. Como no aprendizado da l\u00edngua. Imitamos o portugu\u00eas que ouvimos: sotaque; sofistica\u00e7\u00e3o ou falta dela; riqueza ou pobreza vocabular.\u201d<br \/>\nFrancisco Daudt \u2013 Folha de S.Paulo, 22\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cO Brasil moderno, se quiser governar na Rocinha, dever\u00e1 merecer a autoridade que ele pretende exercer, ou seja, dever\u00e1 fazer o que ele, durante muito tempo, n\u00e3o fez: cuidar de seus sujeitos.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris \u2013 Folha de S.Paulo, 24\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cSendo verdade que passamos a viver de modo mais r\u00e1pido, individualizado e fora de controle, inseridos em redes e estruturas cortadas por riscos e crises permanentes, ent\u00e3o ficou mais dif\u00edcil controlar o que quer que seja. A corrup\u00e7\u00e3o adquiriu \u2018vida pr\u00f3pria\u2019, atingindo \u00e1reas e pessoas antes tidas como inating\u00edveis. Tamb\u00e9m cresceu a percep\u00e7\u00e3o social dela, o que a torna ainda mais intoler\u00e1vel. Isso n\u00e3o significa que sejamos impotentes perante esse problema, que se alimenta de h\u00e1bitos seculares, bebe em muitas fontes e afeta tanto o setor p\u00fablico quanto o privado. N\u00e3o poderemos, por\u00e9m, elimin\u00e1-lo pela raiz se o reduzimos \u00e0 responsabilidade pessoal ou acharmos que a solu\u00e7\u00e3o vir\u00e1 de mera (e dif\u00edcil) mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Avan\u00e7os consistentes depender\u00e3o de m\u00faltiplas a\u00e7\u00f5es combinadas e s\u00f3 al\u00e7ar\u00e3o voo sustent\u00e1vel se estiverem articulados com uma perspectiva reformadora e democr\u00e1tica do Estado e da pol\u00edtica.\u201d<br \/>\nMarco Aur\u00e9lio Nogueira \u2013 O Estado de S.Paulo \u2013 26\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cPosso dizer que o dia mais importante de minha inf\u00e2ncia foi quando descobri que sabia ler. Eu tinha de 4 para 5 anos. Foi como assistir ao pr\u00f3prio parto.\u201d<br \/>\nRuy Castro \u2013 Revista Claudia \u2013 novembro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cDados do Censo 2010 divulgados na \u00faltima semana revelam que a fecundidade no Brasil caiu para 1,86 filho por mulher. Chama a aten\u00e7\u00e3o, em primeiro lugar, a grande velocidade com que o \u00edndice despencou. Meio s\u00e9culo atr\u00e1s, em 1960, ele era de 6,2. Isso significa que o Brasil fez em cinco d\u00e9cadas o que a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4778],"tags":[10586,5357,131,7601,5938,7642],"class_list":["post-538","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contando-os-dias","tag-amizade","tag-ciencia","tag-educacao","tag-humanidade","tag-religiao","tag-sociedade","count-0","even alt","author-taismachado","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=538"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/538\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":539,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/538\/revisions\/539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}