{"id":531,"date":"2011-11-19T19:44:34","date_gmt":"2011-11-19T19:44:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=531"},"modified":"2011-12-06T19:55:42","modified_gmt":"2011-12-06T19:55:42","slug":"46%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/11\/19\/46%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"46\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cArtistas, m\u00fasicos e celebridades: n\u00f3s os amamos, adoramos, somos obcecados por voc\u00eas e os compramos. Mas nossos sentimentos mudaram. Voc\u00eas est\u00e3o distantes demais e queremos sair deste relacionamento. Queremos sentir que fazemos parte de uma coisa mais significativa. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 sua culpa. \u00c9 nossa.\u201d<br \/>\nAnita Patil \u2013 Folha de S.Paulo, 14\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA vida pode ser miser\u00e1vel e pequena. Triste constata\u00e7\u00e3o. Mas miser\u00e1vel pode ser apenas a constata\u00e7\u00e3o de que anatomia \u00e9 destino, como dizia Freud. O corpo, essa massa mortal que perde a forma com o tempo, \u00e9 nosso lar, uma casa em que habitamos e que nos abandona, deixando-nos a heran\u00e7a do p\u00f3.\u201d<br \/>\nLuiz Felipe Pond\u00e9 \u2013 Folha de S.Paulo, 14\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA literatura acad\u00eamica mostra que investir na educa\u00e7\u00e3o infantil pode gerar v\u00e1rios benef\u00edcios. Pesquisas em neuroci\u00eancia mostram que o aprendizado acontece com mais facilidade na primeira inf\u00e2ncia do que em est\u00e1gios posteriores da vida da crian\u00e7a.<br \/>\nAl\u00e9m disso, como a aprendizagem em cada n\u00edvel de ensino depende do conhecimento acumulado em est\u00e1gios anteriores, a aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0 primeira inf\u00e2ncia aumenta a efetividade das escolas. A educa\u00e7\u00e3o dada a crian\u00e7as de 0 a 5 anos tamb\u00e9m pode contribuir para o est\u00edmulo de determinadas caracter\u00edsticas de comportamento e tra\u00e7os de personalidade, como sociabilidade, autoestima, persist\u00eancia e motiva\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios estudos mostram que, al\u00e9m de melhorar o desempenho escolar, essas caracter\u00edsticas comportamentais reduzem a probabilidade, no futuro, de envolvimento dessas crian\u00e7as com drogas e de participa\u00e7\u00e3o em atividades criminosas.\u201d<br \/>\nFernando Veloso \u2013 Folha de S.Paulo, 14\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cO corrupto n\u00e3o se admite como tal. Esperto, age movido pela ambi\u00e7\u00e3o de dinheiro. N\u00e3o \u00e9 propriamente um ladr\u00e3o. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso am\u00e1vel, salamaleques gentis. Anzol sem isca, peixe n\u00e3o belisca. [&#8230;] O corrupto n\u00e3o sorri, agrada; n\u00e3o cumprimenta, estende a m\u00e3o; n\u00e3o elogia, incensa; n\u00e3o possui valores, apenas saldo banc\u00e1rio. De tal modo se corrompe que nem mais percebe que \u00e9 um corrupto. Julga-se um negocista bem-sucedido.<br \/>\nMel\u00edfluo, o corrupto \u00e9 cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais \u00edntegro dos seres humanos. Enquanto os corruptos brasileiros n\u00e3o v\u00e3o para a cadeia, ao menos n\u00f3s, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.\u201d<br \/>\nFrei Betto \u2013 Folha de S.Paulo, 15\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cSofremos com um sentimento de iniquidade, uma vontade de mudan\u00e7a, uma tens\u00e3o do esp\u00edrito cr\u00edtico.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris \u2013 Folha de S.Paulo, 17\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cOs diagn\u00f3sticos da ONU j\u00e1 nos mostram consumindo mais de 30% al\u00e9m da capacidade de reposi\u00e7\u00e3o da biosfera terrestre; se tivermos de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos em 70% nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas para atender \u00e0 popula\u00e7\u00e3o crescente e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da pobreza, agravaremos a situa\u00e7\u00e3o, pois a \u2018pegada ecol\u00f3gica\u2019 (\u00e1rea necess\u00e1ria para atender \u00e0s necessidades de um ser humano) tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 mais de 30% al\u00e9m da disponibilidade \u2013 e seu crescimento significar\u00e1 mais degrada\u00e7\u00e3o do solo, mais desertifica\u00e7\u00e3o, mais crise da \u00e1gua, mais perda da biodiversidade, etc., etc. Sem falar em agravamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Mas como se far\u00e1 se 1,44 bilh\u00e3o de pessoas no mundo ainda n\u00e3o disp\u00f5em de energia el\u00e9trica e em sua maior parte ter\u00e3o de ser abastecidas com mais queima de carv\u00e3o e petr\u00f3leo, principalmente na China e na \u00cdndia, como adverte a Ag\u00eancia Internacional de Energia? E como tirar do \u00e2mbito da fome cr\u00f4nica quase 1 bilh\u00e3o de pessoas? Outros padr\u00f5es de consumo ter\u00e3o de ser observados. Nossos modos de viver ter\u00e3o de ser repensados.\u201d<br \/>\nWashington Novaes \u2013 O Estado de S. Paulo, 18\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA disson\u00e2ncia cognitiva, segundo o qual a mente procura sempre harmonizar suas cogni\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, pensamentos, sensa\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias. Quando elas est\u00e3o em conflito e percebemos isso, diz-se que est\u00e3o em disson\u00e2ncia. E o problema \u00e9 que essas tais disson\u00e2ncias cognitivas s\u00e3o uma verdadeira tortura neuronal. Para evitar a dor da contradi\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro simplesmente trapaceia. A fim de reconciliar as cogni\u00e7\u00f5es, ele se utiliza do que estiver \u00e0 m\u00e3o. Valem truques bobos, como simplesmente fingir que n\u00e3o viu. N\u00e3o \u00e9 um acaso que um dos mais arraigados h\u00e1bitos de pol\u00edticos seja responder s\u00f3 o que lhes interessa, ignorando as perguntas dif\u00edceis. Quando isso n\u00e3o \u00e9 suficiente, linhas de defesa mais complexas s\u00e3o acionadas. Mem\u00f3rias podem ser suprimidas e alteradas. Cogni\u00e7\u00f5es harmonizadoras podem ser criadas. O detalhe \u00e9 que a pessoa quer tanto acreditar na vers\u00e3o que lhe \u00e9 mais favor\u00e1vel que, muitas vezes, n\u00e3o distingue suas pr\u00f3prias fabula\u00e7\u00f5es da mais dura realidade. Perde at\u00e9 mesmo a no\u00e7\u00e3o de qu\u00e3o esfarrapadas parecem suas desculpas a observadores que n\u00e3o est\u00e3o em disson\u00e2ncia.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman \u2013 Folha de S.Paulo, 18\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA liberdade de express\u00e3o incomoda, e sempre houve tentativas de cercear sua atividade. [&#8230;] Todas as vezes em que a sociedade optou pela repress\u00e3o, escreveu p\u00e1ginas tr\u00e1gicas. [&#8230;] A quest\u00e3o da liberdade do humor \u00e9 s\u00e9ria. N\u00e3o se pode levar a s\u00e9rio o que \u00e9 mero humor, produzido num contexto de humor, com a inten\u00e7\u00e3o apenas de fazer rir.\u201d<br \/>\nEduardo Muylaert \u2013 Folha de S.Paulo, 18\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cA dificuldade que temos \u00e9 a mesma de sempre: grupos religiosos que fazem da homofobia sua plataforma eleitoral, pessoas que confundem o combate aos atos de viol\u00eancia contra homossexuais com o apoio \u00e0 uni\u00e3o est\u00e1vel ou ao casamento e senadores nada interessados em se expor por um assunto cada vez mais radicalizado e mal compreendido por uma parte do eleitorado. A consequ\u00eancia desse apequenamento e conservadorismo dos parlamentares tem sido o aumento de crimes homof\u00f3bicos no Brasil e a judicializa\u00e7\u00e3o de uma responsabilidade que \u00e9 do Congresso.\u201d<br \/>\nMarta Suplicy \u2013 Folha de S.Paulo, 19\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cConstruir esse equil\u00edbrio indispens\u00e1vel para o futuro da vida em todos os n\u00edveis \u00e9 a grande tarefa que se apresenta \u00e0 intelig\u00eancia humana. Nossa a\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 o plantio que nossos netos e bisnetos colher\u00e3o. Novas formas de organiza\u00e7\u00e3o social, empresarial e pol\u00edtica precisam ser analisadas e criadas, numa corrida contra o tempo para reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa. O desafio \u00e9 mudar e reconfigurar os modelos de produ\u00e7\u00e3o e consumo.\u201d<br \/>\nRoberto Rodrigues \u2013 Folha de S.Paulo, 19\/11\/2011<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos o dever de impedir o crime continuado que a ind\u00fastria do fumo pratica impunemente contra as crian\u00e7as brasileiras. Fumar n\u00e3o pode ser encarado como um simples h\u00e1bito adquirido na puberdade. H\u00e1bito \u00e9 escovar os dentes antes de dormir ou colocar a carteira no mesmo bolso. O cigarro deve ser tratado como o que de fato \u00e9: um dispositivo para administrar nicotina, a droga que provoca a mais torturante das depend\u00eancias qu\u00edmicas conhecidas pelo homem.\u201d<br \/>\nDrauzio Varella \u2013 Folha de S.Paulo, 19\/11\/2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cArtistas, m\u00fasicos e celebridades: n\u00f3s os amamos, adoramos, somos obcecados por voc\u00eas e os compramos. Mas nossos sentimentos mudaram. 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