{"id":523,"date":"2011-11-04T06:59:39","date_gmt":"2011-11-04T06:59:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=523"},"modified":"2011-11-04T10:03:17","modified_gmt":"2011-11-04T10:03:17","slug":"43%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/11\/04\/43%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"43\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cApenas uma popula\u00e7\u00e3o bem informada ser\u00e1 capaz de tomar as decis\u00f5es para um futuro melhor. Por isso, precisamos de mais ci\u00eancia na m\u00eddia, nas escolas, nas nossas comunidades. Se o Brasil quer estar entre as cinco maiores pot\u00eancias mundiais nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, precisar\u00e1 de uma popula\u00e7\u00e3o educada cientificamente, preparada para competir com pa\u00edses que sabem da import\u00e2ncia da ci\u00eancia para o desenvolvimento.\u201d<br \/>\nMarcelo Gleiser \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cExiste um denominador comum das crises econ\u00f4micas, sociais e ambientais do nosso planeta: o padr\u00e3o de consumo humano. Os estilos de vida da sociedade s\u00e3o um dos fatores que resultam nas chamadas doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis: c\u00e2ncer, doen\u00e7as respirat\u00f3rias, condi\u00e7\u00f5es cardiovasculares, hipertens\u00e3o e diabetes, que matam no mundo cerca de 35 milh\u00f5es de pessoas por ano. Tabagismo, alimentos com alto teor de gordura, sal e a\u00e7\u00facar e o consumo nocivo de bebidas alco\u00f3licas causam mais de dois ter\u00e7os dos novos casos dessas doen\u00e7as. [&#8230;] O homem \u00e9 parte do ambiente em que vive. Os agravos sobre a sa\u00fade do planeta e a sa\u00fade humana t\u00eam causas interligadas. Para resolv\u00ea-los, \u00e9 imperativo que os pa\u00edses adotem uma abordagem sist\u00eamica e integrada.\u201d<br \/>\nLuiz Ant\u00f4nio Santini e T\u00e2nia Cavalcante \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero de amigos no Facebook n\u00e3o mede apenas popularidade. Mede tamb\u00e9m o tamanho de \u00e1reas do c\u00e9rebro associadas a uma rede que compreende mem\u00f3ria, emo\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es sociais. Pessoas com essas \u00e1reas mais expandidas conseguem desenvolver mais relacionamentos? Ou mudaram seu c\u00e9rebro porque usam mais o Facebook, estabelecendo mais relacionamentos? Os cientistas da University College de Londres, respons\u00e1veis pela pesquisa, divulgada na semana passada, n\u00e3o sabem.<br \/>\nO que imaginam saber, gra\u00e7as a uma s\u00e9rie de testes de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, \u00e9 que existe uma rela\u00e7\u00e3o entre o tamanho de certas \u00e1reas do c\u00e9rebro e o n\u00famero de amigos. [&#8230;] Se, por um lado, h\u00e1 d\u00favidas sobre como a tecnologia cria novos circuitos cerebrais, \u00e9 sabido, por outro, que o c\u00e9rebro \u00e9 pl\u00e1stico, molda-se aos est\u00edmulos externos. Isso significa que a intelig\u00eancia pode aumentar ou diminuir.\u201d<br \/>\nGilberto Dimenstein \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cNa L\u00edbia, na S\u00edria, o povo se ergueu contra a falta de liberdade e os privil\u00e9gios de que gozam os donos do poder e clama por democracia. Onde h\u00e1 democracia, como nos pa\u00edses ocidentais, as causas do descontentamento s\u00e3o outras; atrevo-me a dizer que se rebelam contra os excessos do regime capitalista. E aqui me parece estar a novidade. \u00c9 isso a\u00ed: os jovens dos pa\u00edses capitalistas v\u00e3o \u00e0 rua para exigir mudan\u00e7as radicais no capitalismo. A coisa ainda n\u00e3o est\u00e1 expl\u00edcita e da\u00ed a dificuldade de apreend\u00ea-la e defini-la. Mas \u00e9 isso que me parece surgir nas ruas dessas numerosas cidades: uma vis\u00e3o cr\u00edtica do capitalismo que n\u00e3o tem nada a ver com Karl Marx nem com o que se define como esquerda. [&#8230;] N\u00e3o obstante, tendo derrotado o comunismo e se tornado o dono do peda\u00e7o no mundo inteiro, o capitalismo agora \u00e9 questionado por aqueles que nunca leram Marx. Por isso mesmo, n\u00e3o podem os seus defensores alegar que os que est\u00e3o nas ruas exigindo mudan\u00e7as s\u00e3o subversivos a servi\u00e7o de Moscou ou de Pequim, hoje t\u00e3o capitalistas quanto Nova York ou Londres.\u201d<br \/>\nFerreira Gullar \u2013 Folha de S.Paulo, 23\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201c\u00c1gape, \u00e1lbum do padre Marcelo Rossi, j\u00e1 \u00e9 o CD mais vendido do ano, ainda que lan\u00e7ado h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas: 1,4 milh\u00e3o de unidades, um n\u00famero que impressionaria mesmo nos tempos em que ainda existia ind\u00fastria fonogr\u00e1fica.\u201d<br \/>\nRevista Veja \u2013 24\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cViramos s\u00faditos das respostas simpl\u00f3rias. Todos fazem estudos que demonstram que professores melhores e mais tempo em sala de aula d\u00e3o resultado melhor. Como a quest\u00e3o de professores melhores \u00e9 subjetiva, e que leva tempo (uma ou duas d\u00e9cadas) para se consertar, parte-se para o segundo item. Assim, come\u00e7a a grita pela escola integral e por mais tempo na sala de aula. Como se torturar a meninada com mais horas mon\u00f3tonas e mal pensadas fosse resultar em aprendizado duradouro. Que bobagem! Isso n\u00e3o passa de um clich\u00ea, que serve para dar aos pais e aos pol\u00edticos a sensa\u00e7\u00e3o, idealizada, de que algo est\u00e1 sendo feito. O custo \u00e9 alt\u00edssimo, e esse percentual a mais de PIB que iria custear um aumento de jornada deveria ser usado na reforma curricular. [&#8230;] No mundo que est\u00e1 por vir, com curr\u00edculos baseados na web e aboli\u00e7\u00e3o gradual do sistema conteudista, acrescentar horas de aula \u00e9 quase um ato criminoso. Essa dinheirama precisa ser redirecionada a fim de preparar as escolas para a revolu\u00e7\u00e3o digital. Que, ali\u00e1s, permitir\u00e1 aos alunos surfarem quest\u00f5es em casa, em vez de acorrent\u00e1-los \u00e0s carteiras.\u201d<br \/>\nRicardo Semler \u2013 Folha de S.Paulo, 24\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cCom uma infraestrutura subdimensionada, o trabalhador sai de casa mais cedo, volta mais tarde, descansa menos, produz menos, \u00e9 mais ansioso, adoece mais e consome menos. Nossa infraestrutura \u00e9 cara por falta de planejamento, que, por sua vez, decorre de falhas na educa\u00e7\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o ineficiente, al\u00e9m de n\u00e3o conseguir capacitar gestores para um planejamento competente, cria um contingente de profissionais subcapacitados que exercem fun\u00e7\u00f5es que pouco agregam em produtividade e muito pesam no custo. [&#8230;] Educa\u00e7\u00e3o limitada sai caro, prejudica nossa capacidade de planejar e torna o Brasil menos competitivo. Precisamos de menos chefes e mais engenheiros e administradores competentes. Precisamos aprender a planejar, o que nunca soubemos fazer. \u00c0 nossa na\u00e7\u00e3o n\u00e3o falta dinheiro. Falta apenas saber empreg\u00e1-lo melhor.\u201d<br \/>\nGustavo Cerbasi \u2013 Folha de S.Paulo, 24\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cFa\u00e7o o convite para que voc\u00ea repense sua atitude a cada situa\u00e7\u00e3o que envolva dinheiro. N\u00e3o pense simplesmente em economizar. Esque\u00e7a a preocupa\u00e7\u00e3o de poupar intensamente. Procure melhorar suas escolhas e fa\u00e7a com que sejam coerentes, saud\u00e1veis e equilibradas. Se fizer isso, estar\u00e1 dando um grande passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 prosperidade.\u201d<br \/>\nGustavo Cerbasi, Revista \u00c9poca \u2013 24\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cA corrup\u00e7\u00e3o virou a pior forma de barb\u00e1rie de nossa democracia n\u00e3o apenas porque mercadeja com o destino de crian\u00e7as ou porque sacrifica vidas em hospitais imundos e estradas abandonadas, mas principalmente por ter transformado a pol\u00edtica numa ind\u00fastria complexa, cuja finalidade \u00e9 a apropria\u00e7\u00e3o da riqueza de todos para fins privados (e fins partid\u00e1rios s\u00e3o fins privados).\u201d<br \/>\nEug\u00eanio Bucci, jornalista e prof. da ECA-USP, Revista \u00c9poca \u2013 24\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso diagnosticar e atuar sobre aquilo que pode diminuir nosso \u00edmpeto desenvolvimentista. A melhoria da Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 tarefas, a um s\u00f3 tempo, mais urgente e mais de longo prazo que temos de cumprir. Fazer com que as crian\u00e7as se alfabetizem solidamente, que os jovens concluam o ensino m\u00e9dio e que nossos estudantes ampliem nossas capacidades cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas \u00e9 o grande passaporte para o futuro. Para isso, \u00e9 preciso caminhar, mesmo que aos poucos, para o modelo necess\u00e1rio: escola de tempo integral, carreira docente atraente, comprometimento da escola com o aprendizado dos alunos, monitoramento constante dos resultados escolares e incentivo para a ado\u00e7\u00e3o das melhores pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas.\u201d<br \/>\nFernando Abrucio, cientista pol\u00edtico, prof. da FGV\/SP, Revista \u00c9poca \u2013 24\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cDevemos olhar com admira\u00e7\u00e3o o que jovens de todo o mundo fizeram em 2011. Em T\u00fanis, Cairo, Tel Aviv, Santiago, Madri, Roma, Atenas, Londres e, agora, Nova York, eles foram \u00e0s ruas levantar pautas extremamente precisas e conscientes: o esgotamento da democracia parlamentar e a necessidade de criar uma democracia real, a deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e a exig\u00eancia de um Estado com forte poder de luta contra a fratura social, a submiss\u00e3o do sistema financeiro a um profundo controle capaz de nos tirar desse nosso \u2018capitalismo de espolia\u00e7\u00e3o\u2019. [&#8230;] Ao serem questionado sobre o que querem, muito jovens respondem: \u2018Queremos discutir\u2019. Pois trata-se de dizer que, ap\u00f3s d\u00e9cadas da repeti\u00e7\u00e3o compulsiva de esquemas liberais de an\u00e1lise socioecon\u00f4mica, n\u00e3o sabemos mais pensar e usar a radicalidade do pensamento para questionar pressupostos, reconstruir problemas, recolocar hip\u00f3teses na mesa. O que esses jovens entenderam \u00e9: para encontrar uma verdadeira sa\u00edda, devemos primeiro destruir as pseudocertezas que limitam a produtividade do pensamento. Quem n\u00e3o pensa contra si nunca ultrapassar\u00e1 os problemas nos quais se enredou. Isso \u00e9 o que alguns realmente temem: que os jovens aprendam a for\u00e7a da cr\u00edtica.\u201d<br \/>\nVladimir Safatle \u2013 Folha de S.Paulo, 25\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cTempos econ\u00f4micos dif\u00edceis podem aproximar as pessoas. Depende muito da resposta social para a crise econ\u00f4mica, das comunidades aos sindicatos. Se houver determina\u00e7\u00e3o em compartilhar a resposta, a consequ\u00eancia psicol\u00f3gica pode ser at\u00e9 muito boa. Se a resposta for &#8220;cada um por si e o diabo fica com o \u00faltimo&#8221;, mais pessoas ter\u00e3o que lutar.\u201d<br \/>\nRaewyn Connell, soci\u00f3loga australiana \u2013 Folha de S.Paulo, 26\/10\/2011<\/p>\n<p>\u201cHoje, a tecnologia digital facilita o trabalho dos fals\u00e1rios, e, gra\u00e7as \u00e0 internet, um boato se transforma rapidamente numa certeza coletiva.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris \u2013 Folha de S.Paulo, 27\/10\/2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cApenas uma popula\u00e7\u00e3o bem informada ser\u00e1 capaz de tomar as decis\u00f5es para um futuro melhor. Por isso, precisamos de mais ci\u00eancia na m\u00eddia, nas escolas, nas nossas comunidades. Se o Brasil quer estar entre as cinco maiores pot\u00eancias mundiais nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, precisar\u00e1 de uma popula\u00e7\u00e3o educada cientificamente, preparada para competir com pa\u00edses que sabem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[4778],"tags":[10172,5472,131,157,8442],"class_list":["post-523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-contando-os-dias","tag-corrupcao","tag-economia","tag-educacao","tag-juventude","tag-vida-digital","count-0","even alt","author-taismachado","last"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=523"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/523\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":524,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/523\/revisions\/524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}