{"id":515,"date":"2011-10-10T15:33:55","date_gmt":"2011-10-10T15:33:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=515"},"modified":"2011-10-10T19:37:13","modified_gmt":"2011-10-10T19:37:13","slug":"39%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/10\/10\/39%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"39\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSempre se soube que os seres humanos excepcionalmente bonitos gozavam alguns privil\u00e9gios em rela\u00e7\u00e3o aos demais. Agora, o senso comum tornou-se mensur\u00e1vel. Para captar esse fen\u00f4meno, Hakim, professora da London School of Economics, criou o conceito de \u2018capital er\u00f3tico\u2019, que envolve, al\u00e9m da beleza f\u00edsica, virtudes como charme, desenvoltura, eleg\u00eancia e sensualidade. \u00c9 uma adi\u00e7\u00e3o atrevida \u00e0s tr\u00eas formas de capital consagradas pelo soci\u00f3logo franc\u00eas Pierre Bourdieu: o capital econ\u00f4mico (o que temos), o capital humano (o que sabemos) e o capital social (quem conhecemos). Hakim diz que as pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canad\u00e1 demonstram claramente que homens atraentes (quer dizer, com mais capital er\u00f3tico) ganham entre 14% e 27% mais que os homens n\u00e3o atraentes \u2013 considerando que tudo o mais entre eles seja equivalente. Para as mulheres, a diferen\u00e7a varia entre 12% e 20%.\u201d<br \/>\nIvan Martins e Teresa Perosa \u2013 Revista \u00c9poca, 26\/09\/2011<\/p>\n<p>\u201cEnquanto o amor rom\u00e2ntico foi caracterizado por uma ideologia da espontaneidade, ligada, entre outras coisas, \u00e0 atra\u00e7\u00e3o sexual provocada pela presen\u00e7a de dois corpos f\u00edsicos, a internet se baseia numa intera\u00e7\u00e3o textual incorp\u00f3rea, exigindo uma forma racionalizada de escolha do parceiro, distante daquela revela\u00e7\u00e3o inesperada, irrompendo na vida de uma pessoa contra a sua vontade e raz\u00e3o.\u201d<br \/>\nRevista Carta Capital \u2013 28\/09\/2011<\/p>\n<p>\u201cA matriz jur\u00eddica no Brasil visa a garantir que determinadas pessoas em certas posi\u00e7\u00f5es jamais sejam punidas. Para elas sempre h\u00e1 uma brecha legal. [&#8230;] A lei, ao se moldar ao perfil de poder do r\u00e9u, se torna anti\u00e9tica. O estado brasileiro usa as leis para manter os maus costumes. \u00c9 vital inverter essa l\u00f3gica perversa.\u201d<br \/>\nRoberto DaMatta, 75, antrop\u00f3logo \u2013 Revista Veja, 28\/09\/2011<\/p>\n<p>\u201cO v\u00edcio se desenvolve e se torna poderoso nas aguas turvas do desejo de morte, da falta de equipamento para enfrentar a vida, da fuga da realidade para uma solu\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil. [&#8230;] O viciado \u00e9 um n\u00e1ufrago: arrasta consigo s que o amam, e n\u00e3o sabe disso.\u201d<br \/>\nLya Luft\u2013 Revista Veja, 28\/09\/2011<\/p>\n<p>\u201cMinha aspira\u00e7\u00e3o dominante n\u00e3o \u00e9 a de ser feliz: quero viver o que der e vier, com\u00e9dias, tangos e tamb\u00e9m trag\u00e9dias &#8211; quanto mais plenamente poss\u00edvel, sem covardia. Meu ideal de vida \u00e9 a variedade e a intensidade das experi\u00eancias, sejam elas alegres ou penosas.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris &#8211; Folha de S.Paulo, 29\/09\/2011<\/p>\n<p>\u201cUm aspecto particular do neoliberalismo que incomoda muito, do Chile a Israel, \u00e9 a privatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, pois significa um roubo manifesto do patrim\u00f4nio da popula\u00e7\u00e3o. Para os que n\u00e3o possuem nada, deveria existir a escola p\u00fablica, o hospital p\u00fablico, o transporte p\u00fablico, gratuitos ou subvencionados pela coletividade. Quando esses direitos b\u00e1sicos e inalien\u00e1veis s\u00e3o privatizados, n\u00e3o se configura apenas o roubo dos bens da cidadania (pois foram custados com impostos), mas tamb\u00e9m a destitui\u00e7\u00e3o do \u00fanico patrim\u00f4nio das camadas mais pobres. Trata-se de uma dupla injusti\u00e7a.\u201d<br \/>\nIgnacio Ramonet, jornalista e soci\u00f3logo \u2013 Le Monde Diplomatique Brasil, setembro de 2011<\/p>\n<p>\u201cA repeti\u00e7\u00e3o, diz Hegel, desempenha um papel crucial na hist\u00f3ria: quando algo acontece uma vez apenas, pode ser visto como simples acidente, algo que poderia ter sido evitado se a situa\u00e7\u00e3o tivesse sido tratada de outra maneira; mas, quando o mesmo fato se repete, \u00e9 sinal de que um processo hist\u00f3rico mais profundo est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o. [&#8230;] A mesma coisa aplica-se \u00e0 crise financeira cont\u00ednua. Em setembro de 2008, foi descrita como uma anomalia que poderia ser corrigida com uma melhor regulamenta\u00e7\u00e3o etc.; agora, o ac\u00famulo de sinais de um derretimento financeiro repetido deixa claro que estamos diante de um fen\u00f4meno estrutural.\u201d<br \/>\nSlavoj Zizek, fil\u00f3sofo esloveno &#8211; Revista Cult, setembro de 2001<\/p>\n<p>\u201cPais ficam aflit\u00edssimos ao afirmar: \u2018Gosto dos meus filhos igualmente\u2019, por serem imediatamente contestados: \u2018\u00c9 mentira!\u2019, brada o primeiro. \u2018\u00c9 mentira!\u2019, repete o segundo, o terceiro e quantos mais filhos houver. \u2018\u00c9 mentira\u2019, fala tamb\u00e9m a voz da consci\u00eancia na cabe\u00e7a dos pais: eles sabem que \u00e9 mentira, mas como confess\u00e1-la sem imediatamente n\u00e3o se verem taxados pelos filhos, e por si pr\u00f3prios, de injustos, interesseiros, parciais e mais e mais? Por suposto que \u00e9 mentira e qual \u00e9 o grande problema em afirm\u00e1-lo? A quest\u00e3o \u00e9 que se condensam e se confundem, no termo \u2018gostar\u2019, afinidade e amor. O impasse pode ser facilmente resolvido se os pais souberem que o amor pelos filhos \u00e9 igual, mas as afinidades com um ou com outro s\u00e3o obviamente diferentes, variando at\u00e9 mesmo no tempo e na circunst\u00e2ncia.\u201d<br \/>\nJorge Forbes, psicanalista e psiquiatra \u2013 Revista Psique, setembro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSempre se soube que os seres humanos excepcionalmente bonitos gozavam alguns privil\u00e9gios em rela\u00e7\u00e3o aos demais. Agora, o senso comum tornou-se mensur\u00e1vel. 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