{"id":499,"date":"2011-08-13T07:56:44","date_gmt":"2011-08-13T07:56:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=499"},"modified":"2011-08-13T11:00:05","modified_gmt":"2011-08-13T11:00:05","slug":"32%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/08\/13\/32%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"32\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSe quiser medir a taxa de civilidade de uma cidade, veja o tamanho de sua cal\u00e7ada. E, se quiser medir a cidadania de um pa\u00eds, pode usar como indicador o n\u00famero de pedestres mortos.\u201d<br \/>\nGilberto Dimenstein &#8211; Folha de S.Paulo, 07\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cO efeito placebo \u00e9 um dos mais extraordin\u00e1rios aspectos da mente humana e mais mal compreendidos. Ele \u00e9 extraordin\u00e1rio porque mostra que o c\u00e9rebro \u00e9 capaz de produzir rea\u00e7\u00f5es cuja capacidade de cura \u00e9 compar\u00e1vel ao de drogas poderosas.<br \/>\nE \u00e9 mal compreendido porque costuma ser descrito pejorativamente como algo que \u2018est\u00e1 apenas na sua cabe\u00e7a\u2019. A exist\u00eancia do efeito foi demonstrada em diversas condi\u00e7\u00f5es. Um trabalho de 2008 mostrou que 79% dos pacientes submetidos ao placebo responderam bem \u00e0 \u2018terapia\u2019, contra 93% dos que tomaram drogas reais.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman- Folha de S.Paulo, 07\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cConsidere, por exemplo, o livro do f\u00edsico Mikio Kaku \u2018A F\u00edsica do Futuro\u2019, ele entrevistou 300 cientistas para criar uma vis\u00e3o ut\u00f3pica de um mundo definido pela ci\u00eancia. Em 2100, diz, computadores inteligentes trabalhar\u00e3o com humanos, o acesso \u00e0 internet ser\u00e1 por lentes de contato e moveremos objetos com o pensamento; nanorrob\u00f4s destruir\u00e3o c\u00e9lulas de c\u00e2ncer, a propuls\u00e3o a laser redefinir\u00e1 as viagens espaciais e colonizaremos Marte. N\u00e3o haver\u00e1 barreiras comerciais, e a mesma cultura e os mesmos alimentos ser\u00e3o divididos por todos. Essa homogeneiza\u00e7\u00e3o da sociedade acabar\u00e1 com as guerras.<br \/>\nEssas maravilhas tecnol\u00f3gicas s\u00e3o extrapola\u00e7\u00f5es do que j\u00e1 temos. Se algu\u00e9m tivesse previsto que em 2010 ter\u00edamos laptops capazes de baixar remotamente gigabytes de informa\u00e7\u00e3o ningu\u00e9m acreditaria. O dif\u00edcil \u00e9 prever o inesperado.\u201d<br \/>\nMarcelo Gleiser &#8211; Folha de S.Paulo, 07\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201c \u2018Se a adolescente n\u00e3o tem projetos de vida, a gravidez vira o projeto de vida\u2019, resume Marco Aur\u00e9lio Galletta, m\u00e9dico respons\u00e1vel pelo setor de gravidez na adolesc\u00eancia do HC (Hospital das Cl\u00ednicas). [&#8230;] \u2018Gr\u00e1vida ganha status. Na escola, vira a mais experiente. Em casa, se deita no sof\u00e1 e diz ter sede, aparece um copo d\u00b4\u00e1gua. \u00c9 preciso mostrar para as meninas como um filho pode atrapalhar outros sonhos\u2019, diz Galletta.\u201d<br \/>\nRicardo Miotto &#8211; Folha de S.Paulo, 08\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cEm sociedade, os direitos individuais esbarram nos direitos dos outros. Se, por ter bebido, eu posso colocar outras pessoas em risco, eu tenho que abrir m\u00e3o do meu direito de conduzir. Parece \u00f3bvio, mas n\u00e3o \u00e9 assim que acontece!\u201d<br \/>\nJairo Bouer &#8211; Folha de S.Paulo, 08\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cviver em completo estado de degrada\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma escolha consciente. Ningu\u00e9m que esteja gozando minimamente de sua vontade pr\u00f3pria pode considerar como op\u00e7\u00e3o a realidade dessas pessoas que seguem, todos os dias, a \u00fanica alternativa que a droga lhes proporcionou como uma dura senten\u00e7a de morte. Todos sabemos qu\u00e3o forte e destrutivo \u00e9 o v\u00edcio e qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 sair dele. Nos \u00faltimos dias, a interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria tem sido citada como uma possibilidade real de tratamento para quem chegou ao \u00faltimo est\u00e1gio da depend\u00eancia. [&#8230;] Quando um dependente ainda tem a aten\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia, e esta tem condi\u00e7\u00f5es para tanto, a interna\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria \u00e9 um ato de amor. No n\u00edvel mais alto do flagelo causado pela droga, ele j\u00e1 abandonou a fam\u00edlia ou foi abandonado por ela. N\u00e3o pode tamb\u00e9m ser abandonado pelo poder p\u00fablico. A meu ver, isso \u00e9 omiss\u00e3o de socorro.\u201d<br \/>\nAndrea Matarazzo &#8211; Folha de S.Paulo, 09\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cVale a li\u00e7\u00e3o de Maria Antonieta: aqueles que n\u00e3o percebem o fim de um mundo s\u00e3o destru\u00eddos com ele. H\u00e1 momentos na hist\u00f3ria em que tudo parece acontecer de maneira muito acelerada. J\u00e1 temos sinais demais de que nosso presente caminha nessa dire\u00e7\u00e3o. Nada pior do que continuar a agir como se nada de decisivo e novo estivesse acontecendo.\u201d<br \/>\nVladimir Safatle &#8211; Folha de S.Paulo, 09\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero de obesos que se submetem a opera\u00e7\u00f5es para emagrecer subiu de cerca de 35 mil em 2009 para 60 mil em 2010. Desde 2003, o crescimento foi de 270%, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bari\u00e1trica e Metab\u00f3lica. [&#8230;] O pa\u00eds s\u00f3 perde para os Estados Unidos em n\u00famero de cirurgias. Segundo a sociedade, l\u00e1 s\u00e3o feitos 300 mil procedimentos do tipo por ano.\u201d<br \/>\nD\u00e9bora Mismetti &#8211; Folha de S.Paulo, 10\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cPerto do Orkut, o Facebook \u00e9 um aeroporto superlotado, onde avisos in\u00fateis se repetem pelos alto-falantes e onde me sinto invariavelmente perdido. Nem a mais demente produ\u00e7\u00e3o de spams na minha caixa de e-mail equivale \u00e0 atividade que me chega pelo Facebook. Fico at\u00e9 aflito de ver pessoas postando de 15 em 15 minutos, durante toda a extens\u00e3o do dia. A falta de fazer nunca deu tanto trabalho. Pe\u00e7o desculpas aos amigos (tanto os que conhe\u00e7o quanto os que n\u00e3o conhe\u00e7o). Mas estou bloqueando muita gente. [&#8230;] No fim, mesmo os posts mais banais s\u00e3o boas not\u00edcias. As pessoas est\u00e3o bem, est\u00e3o vivas e parecem, numa m\u00e9dia impressionante, bastante felizes. Como tantos outros meios de comunica\u00e7\u00e3o, e o celular \u00e9 o maior exemplo, o Facebook n\u00e3o funciona apenas, nem funciona a maior parte do tempo, para &#8220;comunicar&#8221; algum conte\u00fado. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 dar sinais -sinais de exist\u00eancia. Aquilo que os especialistas chamam de &#8220;fun\u00e7\u00e3o f\u00e1tica&#8221; (&#8220;Voc\u00ea est\u00e1 a\u00ed?&#8221;, &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 me ouvindo?&#8221;, &#8220;Oi! E a\u00ed?&#8221;) preenche muito do que se transmite no Facebook.\u201d<br \/>\nMarcelo Coelho &#8211; Folha de S.Paulo, 10\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m dos conflitos religiosos, pol\u00edticos e territoriais que marcaram a humanidade e as na\u00e7\u00f5es com trag\u00e9dias, a realidade de hoje parece se concentrar em fatos mi\u00fados, universais &#8211; que, em linhas gerais, podem ser resumidos na corrup\u00e7\u00e3o generalizada que atinge a todos os escal\u00f5es da vida p\u00fablica quase de modo silencioso, roendo a estrutura \u00e9tica do Estado e dos indiv\u00edduos. [&#8230;] Um bichinho insignificante [cupim], que mal percebemos no in\u00edcio de seu trabalho destruidor, vai corroendo os alicerces \u00e9ticos da sociedade como um todo. E as constru\u00e7\u00f5es mais s\u00f3lidas se diluem no p\u00f3.\u201d<br \/>\nCarlos Heitor Cony &#8211; Folha de S.Paulo, 11\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cO romance e o teatro podem, talvez mais do que a ci\u00eancia, vasculhar a mente, embarafustar-se pelos seus descaminhos, e voltar de l\u00e1 com as contradi\u00e7\u00f5es e incoer\u00eancias inerentes \u00e0 esp\u00e9cie.\u201d<br \/>\nRuy Castro &#8211; Folha de S.Paulo, 12\/08\/2011<\/p>\n<p>\u201cQuando a maior democracia do mundo quase coloca o pa\u00eds numa situa\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia por disputas pol\u00edticas irracionais, com repercuss\u00f5es graves para o resto mundo&#8230; alguma coisa est\u00e1 fora da ordem. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na economia. Hoje, o mundo parece estar padecendo n\u00e3o do problema da falta de recursos para resolver a crise financeira que usurpa e sabota o futuro das economias. Como algu\u00e9m j\u00e1 disse, nosso maior padecimento \u00e9 o mal do excesso de ambi\u00e7\u00e3o, de consumo, de poder e de press\u00e3o pelo sucesso. [&#8230;] Se algo est\u00e1 realmente fora da ordem, \u00e9 a falta de valores.<br \/>\nA crise na economia \u00e9 apenas uma das consequ\u00eancias.\u201d<br \/>\nMarina Silva &#8211; Folha de S.Paulo, 12\/08\/2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSe quiser medir a taxa de civilidade de uma cidade, veja o tamanho de sua cal\u00e7ada. 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