{"id":485,"date":"2011-07-02T09:38:22","date_gmt":"2011-07-02T09:38:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=485"},"modified":"2011-07-02T13:44:36","modified_gmt":"2011-07-02T13:44:36","slug":"26%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/07\/02\/26%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"26\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cO Brasil vai ser o que as mulheres negras quiserem que ele seja. Nesse momento, as mulheres negras ainda est\u00e3o trabalhando 10 horas por dia, est\u00e3o limpando casa, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es est\u00e3o em cargos de poder. Al\u00e9m de tudo, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds majoritariamente do sexo feminino e de cor preta. Enquanto essa grande maioria do sexo feminino e de cor escura estiver ainda tendo que cuidar 100% do seu dia de filho, de marido, a situa\u00e7\u00e3o vai continuar muito complicada. [&#8230;] A maioria dos negros brasileiros n\u00e3o \u00e9 do candombl\u00e9 nem da umbanda, nem cat\u00f3licos, a maioria dos negros brasileiros \u00e9 evang\u00e9lica.\u201d<br \/>\nJefferson De, cineasta paulista &#8211; Revista Caros Amigos, junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cQuando h\u00e1 \u00e9pocas, como a nossa, durante as quais o n\u00famero de mortes volunt\u00e1rias aumenta, raz\u00f5es culturais est\u00e3o em jogo. Raz\u00f5es estas que apontam para o diagn\u00f3stico que vivemos numa cultura de alguma forma doente.\u201d<br \/>\nYves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da USP &#8211; Revista Psique, junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cA cultura interfere muito em como cada um funciona e as patologias se modificam de acordo com as mudan\u00e7as culturais. Na \u00e9poca de Freud, quando havia muito romantismo e pouco sexo, uma das grandes patologias era a histeria. Depois, mudou para muito sexo e pouco romantismo, e hoje uma das grandes patologias \u00e9 a depress\u00e3o.\u201d<br \/>\nCristina Greco, psic\u00f3loga &#8211; Revista Psique, junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cQuem vai tomar a decis\u00e3o deve perguntar: que alternativas foram consideradas? Em que est\u00e1gio foram descartadas? Houve uma busca consciente de informa\u00e7\u00f5es que refutariam a hip\u00f3tese central ou apenas de evid\u00eancias que confirmavam o que est\u00e1 descrito na recomenda\u00e7\u00e3o final?\u201d<br \/>\nDaniel Kahneman, Dan Lovallo e Olivier Sibony &#8211; Harvard Business Review, junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cBom empreendedor \u00e9 aquele que sabe fracassar, fazendo dessa experi\u00eancia uma motiva\u00e7\u00e3o e um aprendizado.\u201d<br \/>\nGilberto Dimenstein- Folha de S.Paulo, 26\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cApesar da import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de que a economia verde ocupe o centro da inova\u00e7\u00e3o, isso n\u00e3o afasta o desafio de repensar os padr\u00f5es de consumo, os estilos de vida e o pr\u00f3prio lugar do crescimento econ\u00f4mico, como objetivo aut\u00f4nomo, nas sociedades contempor\u00e2neas. Inova\u00e7\u00e3o e limite s\u00e3o as duas palavras-chave da economia verde.\u201d<br \/>\nRicardo Abramovay, prof. titular do Depto. De Economia da FEA e do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da USP &#8211; Folha de S.Paulo, 27\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cCrian\u00e7as de baixa renda s\u00f3 v\u00e3o ter uma performance de alto n\u00edvel se suas necessidades n\u00e3o forem ignoradas. Sozinhas, as escolas n\u00e3o reduzir\u00e3o a pobreza ou produzir\u00e3o igualdade.\u201d<br \/>\nDiane Ravitch, historiadora norte-americana &#8211; Folha de S.Paulo, 27\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 no per\u00edodo de f\u00e9rias que melhor podemos perceber o quanto, no mundo contempor\u00e2neo, os pais se transformaram em tecnocratas na rela\u00e7\u00e3o com os filhos.<br \/>\nEles cumprem religiosamente todas as suas fun\u00e7\u00f5es &#8220;oficiais&#8221;: levam, trazem, cuidam, supervisionam e acompanham os afazeres da crian\u00e7a, principalmente os escolares.<br \/>\nTamb\u00e9m batalham incansavelmente para proporcionar \u00e0 prole do bom e do melhor. Mas, no final das contas, n\u00e3o sabem ao certo de que maneira se relacionar intimamente com os filhos.\u201d<br \/>\nRosely Say\u00e3o, psic\u00f3loga &#8211; Folha de S.Paulo, 28\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cMarcha para Jesus&#8230;o que se viu na manifesta\u00e7\u00e3o foram mais trevas do que luz. Valendo-se do nome e da imagem de Jesus, a caminhada desfilou uma sucess\u00e3o de ataques aos que s\u00e3o considerados os atuais piores \u2018inimigos\u2019 da cristandade, verdadeiros aliados do dem\u00f4nio: os homossexuais, atacados em si, em seus direitos e em suas reivindica\u00e7\u00f5es. Puxada por pastores-pol\u00edticos, a passeata n\u00e3o perdoou algumas institui\u00e7\u00f5es do Pa\u00eds (o STF, antes de tudo) que, por se mostrarem sens\u00edveis a temas tidos como tabus, deveriam ser vistas como auxiliares do processo de entroniza\u00e7\u00e3o de Satan\u00e1s na Terra. O ato foi festivo e familiar na formata\u00e7\u00e3o geral, mas teve um subtexto que lhe deu o tom de marcha f\u00fanebre, uma contramarcha, triste na evolu\u00e7\u00e3o e reacion\u00e1ria no objetivo. Deixou claro que a f\u00e9 muitas vezes caminha abra\u00e7ada com o fanatismo e o fervor obscurantista, ve\u00edculos certos da intoler\u00e2ncia e da discrimina\u00e7\u00e3o. Para piorar, a marcha forneceu palco para campanhas pol\u00edticas expl\u00edcitas, deixando-se arrastar por elas.\u201d<br \/>\nMarco Aur\u00e9lio Nogueira \u2013 professor titular de Teoria Pol\u00edtica da UNESP &#8211; O Estado de S.Paulo, 29\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cO Estado laico \u00e9 instrumento para criar um espa\u00e7o de liberdade e de pluralismo, e n\u00e3o para impor valores considerados \u2018laico\u2019. A laicidade \u00e9 um meio, e n\u00e3o um fim. Essa afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa uma mitiga\u00e7\u00e3o da neutralidade do Estado. \u00c9 a prote\u00e7\u00e3o para que continue sendo laico. Caso contr\u00e1rio, o Estado ainda estaria atuando por vis\u00f5es compreens\u00edveis n\u00e3o generaliz\u00e1veis. O car\u00e1ter laico do Estado n\u00e3o decorre de uma substitui\u00e7\u00e3o de referenciais \u2013 antes, uma vis\u00e3o religiosa; agora, uma vis\u00e3o ateia ou agn\u00f3stica da vida -, mas de uma revis\u00e3o do seu \u00e2mbito e das suas compet\u00eancias. O Estado laico n\u00e3o diz que as religi\u00f5es s\u00e3o falsas, e sim que \u00e9 incompetente para qualquer declara\u00e7\u00e3o nesse \u00e2mbito.\u201d<br \/>\nNicolau da Rocha Cavalcanti \u2013 advogado, presidente do Centro de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria &#8211; O Estado de S.Paulo, 29\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas s\u00f3 conseguem se manter criativas e inovadoras se estiverem felizes e otimistas.\u201d<br \/>\nChip Heath \u2013 prof. da Escola de Neg\u00f3cios da Universidade Stanford, doutor em psicologia \u2013 Revista \u00c9poca, 27 de junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cTudo o que \u00e9 humano \u00e9 em todo lugar reinventado.\u201d<br \/>\nRoberto DaMatta &#8211; O Estado de S.Paulo, 29\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cEco significa casa. Logia, conhecimento. Mas n\u00e3o se trata apenas de conhecer a casa. \u00c9 preciso cuidar da casa. Gosto de ecobionomia, que seria administrar a vida na casa. Mas sei que o termo nunca vai pegar.\u201d<br \/>\nFrei Betto, O Estado de S.Paulo, 29\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cEntretenimento distai, mas n\u00e3o tem compromisso com qualquer outro objetivo que n\u00e3o o de nos distrair do vazio. [&#8230;] A ilus\u00e3o do entretenimento \u00e9 um risco. \u00c9 um al\u00edvio moment\u00e2neo ficarmos correndo atr\u00e1s de coisas que nos distraiam do vazio. Isso nos atola cada vez mais no p\u00e2ntano da banalidade.\u201d<br \/>\nCaco Ciocler, ator &#8211; Folha de S.Paulo, 30\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cAcho que \u00e0s vezes os pol\u00edticos abusam dessa f\u00e9 das pessoas para justificar suas decis\u00f5es. Meu pai era mu\u00e7ulmano, minha m\u00e3e era batista. Eu perten\u00e7o \u00e0 Igreja Metodista, minha mulher \u00e9 presbiteriana. Duas das minhas filhas se casaram com judeus, outras duas se casaram com cat\u00f3licos. Todos convivem muito bem com suas cren\u00e7as.\u201d<br \/>\nFerid Murad, 75, Pr\u00eamio Nobel em 1998 &#8211; Folha de S.Paulo, 01\/07\/2011<\/p>\n<p>\u201cA vida real tem seus c\u00f3digos de conv\u00edvio -nela, para melhor andamento dos trabalhos, somos mais tolerantes e evitamos dizer o que pensamos uns dos outros. Mas a internet est\u00e1 fora desses c\u00f3digos. Nesta, ao sermos convidados a &#8220;interagir&#8221; e a &#8220;postar&#8221; nossos coment\u00e1rios, podemos despejar tudo que pensamos contra ou a favor de quem quer que seja. Quase sempre, contra. Uma sequ\u00eancia de coment\u00e1rios -que, em poucas horas, s\u00e3o milhares- a respeito de qualquer coisa nas p\u00e1ginas on-line \u00e9 uma saraivada de \u00f3dios, despeitos, rancores, recalques e ressentimentos. Pode-se ofender, amea\u00e7ar e agredir sem receio, como numa covarde carta an\u00f4nima coletiva. Alguns dir\u00e3o que isso tem um lado bom -com a internet, acabou a hipocrisia e, agora, as pessoas podem se revelar como realmente s\u00e3o.\u201d<br \/>\nRuy Castro, &#8211; Folha de S.Paulo, 01\/07\/2011<\/p>\n<p>\u201cA humanidade \u00e9 muito ansiosa porque nossa sobreviv\u00eancia, em grande medida, \u00e9 baseada na preocupa\u00e7\u00e3o. Os ancestrais calmos que acaso tivemos morreram muito tempo atr\u00e1s; aqueles que sobreviveram foram os nervosos. Descendendo de pessoas que se preocupavam com a maior parte das coisas. Mas, al\u00e9m do n\u00edvel habitual de ansiedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sobreviv\u00eancia, a sociedade acrescentou um novo tipo, que chamo de ansiedade do status. Trata-se de uma preocupa\u00e7\u00e3o sobre nossa perman\u00eancia no mundo, se estamos por cima ou por baixo, se somos ganhadores ou perdedores. Preocupamo-nos com nosso status por uma raz\u00e3o simples: porque a maior parte das pessoas tende a ser bacana conosco dependendo do n\u00edvel de status de que desfrutamos.\u201d<br \/>\nAlain de Botton, fil\u00f3sofo ingl\u00eas \u2013 Revista Cult, junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cMuita coisa d\u00e1 para mudar. Em vez de reclamar, mudar. O tempo \u00e9 democr\u00e1tico, todo dia tem 24 horas, toda hora tem 60 minutos e todo minuto 60 segundos. O tempo do rei e o do mendigo transcorrem do mesmo jeito. Quando voc\u00ea diz: \u2018N\u00e3o tenho tempo para isso\u2019, voc\u00ea est\u00e1 dizendo: \u2018N\u00e3o dou prioridade para isso dentro do meu tempo\u2019. Outra vez, estamos na liberdade de escolha.\u201d<br \/>\nLidia Aratangy, 70, psic\u00f3loga &#8211; Lola Magazine, junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cEmpreendedores (e executivos) bem-sucedidos pensam em aprendizado do mesmo modo como a maioria das pessoas pensa em fracasso.\u201d<br \/>\nPeter Sims \u2013 escritor e consultor \u2013 Revista \u00c9poca Neg\u00f3cios, junho de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO Brasil vai ser o que as mulheres negras quiserem que ele seja. Nesse momento, as mulheres negras ainda est\u00e3o trabalhando 10 horas por dia, est\u00e3o limpando casa, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es est\u00e3o em cargos de poder. Al\u00e9m de tudo, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds majoritariamente do sexo feminino e de cor preta. 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