{"id":483,"date":"2011-06-25T12:42:28","date_gmt":"2011-06-25T12:42:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=483"},"modified":"2011-06-25T14:46:57","modified_gmt":"2011-06-25T14:46:57","slug":"25%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/06\/25\/25%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"25\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cNunca se pensa no poder do tempo, do quanto ele comanda nossa vida; tamb\u00e9m nunca se pensa no quanto ele \u00e9 precioso, mas um dia voc\u00ea vai lembrar que ele passou e n\u00e3o volta mais. [&#8230;] Para ter uma maturidade com poucos arrependimentos, \u00e9 preciso n\u00e3o perder tempo.\u201d<br \/>\nDanuza Le\u00e3o, Folha de S.Paulo, 19\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cA m\u00fasica tem a miss\u00e3o de salvar o mundo. Estamos experimentando a degrada\u00e7\u00e3o da sensibilidade \u2013 e s\u00f3 a m\u00fasica pode restituir a dignidade \u00e0 beleza. E n\u00e3o exatamente beleza material. Pode parecer romantismo, mas restabelec\u00ea-la \u00e9 uma tarefa real.\u201d<br \/>\nGustavo Dudamel, 30, venezuelano, dirige as orquestras Sim\u00f3n Bol\u00edvar, Sinf\u00f4nica de Gotemburgo, da Su\u00e9cia, e Filarm\u00f4nica de Los Angeles &#8211; Revista \u00c9poca, 20 de junho de 2011<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 burro torturar alunos com decoreba de cl\u00e1ssicos, mas \u00e9 tarefa urgente dos adultos transmitir de forma viva o que aprendemos como \u2018ra\u00e7a humana\u2019.\u201d<br \/>\nRicardo Semler, Folha de S.Paulo, 20\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cNesse mundo em que a vida \u00e9 vivida com velocidade m\u00e1xima e em que o outro quase sempre \u00e9 um estorvo ou uma amea\u00e7a, os adultos est\u00e3o dispostos a brigar por qualquer coisa a todo o momento. [&#8230;] Ter de compartilhar brinquedos, conviver com a diferen\u00e7a e tolerar defeitos n\u00e3o s\u00e3o atos comuns entre as crian\u00e7as. Poucas delas aprendem essas li\u00e7\u00f5es, seja na escola que frequentam seja em casa, com pais e parentes.<br \/>\nO curioso \u00e9 que, ao observarmos a vida dos mais novos, logo percebemos que: eles brigam em demasia; exageram nas rea\u00e7\u00f5es quando se defrontam com situa\u00e7\u00f5es que lhes trazem dificuldades, decep\u00e7\u00f5es ou frustra\u00e7\u00f5es; n\u00e3o sabem administrar tampouco resolver os conflitos que a conviv\u00eancia provoca. Entretanto, n\u00e3o temos a mesma facilidade para constatar que estamos fazendo o mesmo em nossas vidas e que, portanto, os mais novos t\u00eam aprendido conosco a agir como agem. Se conseguirmos retirar a venda de nossos olhos e enxergar tudo o que temos ensinado a eles, talvez fique menos \u00e1rdua a tarefa educativa, em fam\u00edlia ou na escola.\u201d<br \/>\nRosely Say\u00e3o, Folha de S.Paulo, 21\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cO Suas (Sistema \u00danico de Assist\u00eancia Social) acaba de ser aprovado no Senado, novamente na total ignor\u00e2ncia dos brasileiros, que desconhecem os marcos legais de interven\u00e7\u00e3o de que disp\u00f5em para forjar uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria, liberta da mis\u00e9ria. Mobilizar os Centros de Atendimento da Assist\u00eancia Social na busca ativa, ampliar e fortalecer o Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia, operando na inclus\u00e3o, criar oportunidades por meio da descoberta de forma\u00e7\u00f5es. [&#8230;] N\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, toma tempo, energia e n\u00e3o vai custar t\u00e3o barato como se apregoa. Oferecer oportunidades \u00e9 muito mais caro e trabalhoso do que apenas prover um aux\u00edlio monet\u00e1rio que garante consumir um pouco mais do mesmo.\u201d<br \/>\nLena Lavinas, doutora em economia, Folha de S.Paulo, 21\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cCada vez mais me espanto, e cada vez menos acredito. N\u00e3o funciona, comigo, aquela conhecida frase dos mais velhos \u2018 a mim, nada mais me espanta\u2019. Pois a mim tudo ainda me choca, ou intriga, faz rir ou chorar ou me indignar como sempre, pois, vivendo mais, conhe\u00e7o mais as dores humanas, nossa responsabilidade, nossa mis\u00e9ria, nosso dever de solidariedade e trabalho, a necessidade de compet\u00eancia e honradez, de exemplo e seriedade.\u201d<br \/>\nLya Luft, escritora, Revista Veja, 22 de junho de 2011<\/p>\n<p>\u201cEm geral, quem se vicia n\u00e3o \u00e9 tanto quem acha sua vida dolorosa ou injusta, mas quem a acha chata, ou seja, quem n\u00e3o consegue se interessar por sua pr\u00f3pria vida. [&#8230;] Quem se droga porque acha a vida chata tende a trocar a vida pela droga. [&#8230;] Discordo de quem afirma que qualquer uso de maconha seria in\u00f3cuo. Nos adolescentes, por exemplo, um consumo di\u00e1rio e intenso (solit\u00e1rio, j\u00e1 de manh\u00e3) \u00e9 frequentemente o sinal de uma depress\u00e3o que \u00e9 MUITO dif\u00edcil vencer, uma vez que ela se instala.<br \/>\nEntendo que algu\u00e9m, mofando num t\u00e9dio mortal (e inexplicado), chegue \u00e0 conclus\u00e3o de que a vida sem maconha \u00e9 uma droga. Mas, infelizmente, em regra, a droga aprofunda o vazio que ela \u00e9 chamada a compensar ou corrigir. Ou seja, talvez a vida sem maconha seja uma droga, mas a maconha sem vida tamb\u00e9m \u00e9.\u201d<br \/>\nContardo Calligaris, Folha de S.Paulo, 23\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cO fen\u00f4meno das drogas \u00e9 complexo, assim como a solu\u00e7\u00e3o; portanto, as etapas para entender o fen\u00f4meno, atualizar-se sobre suas implica\u00e7\u00f5es e preparar a sociedade para mudar seus pensamentos e comportamentos ainda est\u00e3o muito longe de acontecer.<br \/>\nTodas as drogas psicotr\u00f3picas alteram a capacidade de decidir; assim, os jovens, que j\u00e1 n\u00e3o possuem essa fun\u00e7\u00e3o mental plena, decidir\u00e3o ainda menos preparados.<br \/>\nJ\u00e1 existem drogas l\u00edcitas que favorecem o uso das demais, n\u00e3o \u00e9 preciso disponibilizar nenhuma outra. As complica\u00e7\u00f5es do uso s\u00e3o agudas e cr\u00f4nicas, com interfaces como a viol\u00eancia, a contamina\u00e7\u00e3o por doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e a gravidez indesejada. As doen\u00e7as mentais e de comportamento, as doen\u00e7as cardiovasculares, pulmonares, os c\u00e2nceres, al\u00e9m das malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas, s\u00e3o frequentes.<br \/>\nSem preven\u00e7\u00e3o, sem tratamento adequado e dispon\u00edvel, diante da diversidade cultural do pa\u00eds, a pol\u00edtica deveria ser desenhada para cada droga, para cada regi\u00e3o. [&#8230;] \u00c9 preciso lembrar que a economia das drogas \u00e9 uma das tr\u00eas maiores economias do planeta.\u201d<br \/>\nRonaldo Ramos Laranjeira, psiquiatra; Ana Cecilia Marques, pesquisadora do Inpad\/CNPq) &#8211; Folha de S.Paulo, 23\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cNa missa de s\u00e9timo dia de seu filho, Gabriel, 2, e de outras tr\u00eas v\u00edtimas do acidente de helic\u00f3ptero na sexta, no litoral da Bahia, o vocalista do grupo Biquini Cavad\u00e3o, Bruno Gouveia, emocionado, cantou uma das m\u00fasicas que o menino gostava de ouvir. [&#8230;] No site da banda, Bruno publicou um carta aos f\u00e3s, amigos e parentes, intitulada \u2018O pior dia de minha vida\u2019. Veja os principais trechos: A palavra para o sentimento desde ent\u00e3o \u00e9 DOR. (&#8230;) \u00c9 uma dor que te assalta, te maltrata e te exaspera.<br \/>\n(&#8230;) S\u00f3 dizia: \u2018O que est\u00e1 acontecendo comigo? Dediquei minha vida a alegrar as pessoas, por que motivo agora tiram de mim a maior alegria de minha vida?\u2019.\u201d<br \/>\nFolha de S.Paulo, 25\/06\/2011<\/p>\n<p>\u201cNum artigo impactante, que vira do avesso alguns dos pressupostos da filosofia e da psicologia evolucionista, os pesquisadores franceses Hugo Mercier (Universidade da Pensilv\u00e2nia) e Dan Sperber (Instituto Jean Nicod) sustentam que a raz\u00e3o humana evoluiu, n\u00e3o para aumentar nosso conhecimento, mas para nos fazer triunfar em debates. [&#8230;] Temos dificuldade para processar informa\u00e7\u00f5es que contrariam nossas convic\u00e7\u00f5es. Em suas vers\u00f5es extremas, ele produz pseudoci\u00eancias, f\u00e9 em religi\u00f5es e sistemas pol\u00edticos e tamb\u00e9m teorias da conspira\u00e7\u00e3o. [&#8230;] A raz\u00e3o s\u00f3 funciona bem como fen\u00f4meno social. Se pensarmos sozinhos, vamos muito provavelmente chafurdar cada vez mais fundo em nossas pr\u00f3prias intui\u00e7\u00f5es. Mas, se a utilizarmos no contexto de discuss\u00f5es, aumentam bastante as chances de, como grupo, nos dar bem. Ainda que nem sempre, por vezes as pessoas se deixam convencer por evid\u00eancias. Trabalhos mostram que, quando submetidas a situa\u00e7\u00f5es nas quais \u00e9 preciso chegar a uma resposta correta (testes matem\u00e1ticos ou conceituais), pessoas atuando sozinhas se saem mal, acertando em torno de 10% das respostas (Evans, 1989). Quando t\u00eam de solucionar os mesmos problemas em grupo, o \u00edndice de acerto vai para 80%. \u00c9 o chamado efeito do b\u00f4nus de assembleia.\u201d<br \/>\nH\u00e9lio Schwartsman, Folha de S.Paulo, 25\/06\/2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNunca se pensa no poder do tempo, do quanto ele comanda nossa vida; tamb\u00e9m nunca se pensa no quanto ele \u00e9 precioso, mas um dia voc\u00ea vai lembrar que ele passou e n\u00e3o volta mais. 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