{"id":447,"date":"2011-03-21T15:47:01","date_gmt":"2011-03-21T15:47:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=447"},"modified":"2011-03-21T19:49:40","modified_gmt":"2011-03-21T19:49:40","slug":"11%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/03\/21\/11%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"11\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA diversifica\u00e7\u00e3o de \u2018produtos\u2019 de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 uma consequ\u00eancia esperada do movimento que est\u00e1 transformando a educa\u00e7\u00e3o numa mercadoria mais ou menos como outra qualquer. O problema \u00e9 que essa transforma\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 completa, e nossos c\u00e9rebros ficam divididos entre dois registros por vezes antag\u00f4nicos: o pedag\u00f3gico e o mercadol\u00f3gico. Pelo primeiro, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um valor em si mesma. N\u00f3s estudamos para aprender -e n\u00e3o por raz\u00f5es instrumentais. Aqui, as avalia\u00e7\u00f5es deveriam ser feitas exclusivamente com base nos conhecimentos do examinando. J\u00e1 pelo paradigma mercad\u00edstico, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um meio para obter os melhores cargos e mais renda. [&#8230;] \u00c0s vezes, a divis\u00e3o de nossos c\u00e9rebros em m\u00f3dulos produz paradoxos, como rejeitar coisas em princ\u00edpio equivalentes devido a diferen\u00e7as na forma como s\u00e3o apresentadas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">H\u00e9lio Schwartsman, <em>Folha de S.Paulo<\/em>, 13\/03\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO que sabemos da natureza depende do que podemos medir. Portanto, a busca por teorias unificadas deve ser constantemente revisada \u00e0 medida em que descobrimos mais. Todos os esfor\u00e7os passados falharam porque n\u00e3o podemos prever o que mediremos no futuro. Uma teoria de supercordas do s\u00e9culo 21 pode coletar (unificar) o que sabemos at\u00e9 hoje, mas n\u00e3o pode ser definitiva. Nosso conhecimento do mundo \u00e9 necessariamente incompleto.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Marcelo Gleiser, <em>Folha de S.Paulo<\/em>, 13\/03\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAs cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas v\u00e3o consumindo bilh\u00f5es mundo afora. Compulsoriamente este dinheiro ter\u00e1 que aparecer. Agora, quando fundos s\u00e3o criados para garantir a possibilidade de um outro futuro, bom&#8230; Parece que fica sempre para depois.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ricardo Young, <em>Folha de S.Paulo<\/em>, 14\/03\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cTemos uma enorme e urgente batalha a travar, quase vergonhosa: precisamos alfabetizar 100% de nossas crian\u00e7as at\u00e9 a 2\u00aa s\u00e9rie. Essa precisa ser uma obsess\u00e3o, pois sem essas funda\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas n\u00e3o h\u00e1 como erguer o edif\u00edcio do conhecimento. [&#8230;] Um estudo com alunos de 10 anos de idade que acaba de ser divulgado na Austr\u00e1lia mostra que aqueles que tiveram aleitamento materno por seis ou mais meses apresentavam desempenho acad\u00eamico superior.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Gustavo Ioschpe, <em>Revista Veja<\/em>, 16\/03\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA influ\u00eancia da arte nos neg\u00f3cios \u00e9 maior do que se pode imaginar. Uma pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC) mostra que artes pl\u00e1sticas podem ser uma ferramenta importante para romper modelos mentais e instigar novos pontos de vista. \u2018A arte inova, choca, convida o outro \u00e0 reflex\u00e3o\u2019, afirma a pesquisadora Isa Mara Cardoso, que realizou o estudo com Ricardo Carvalho, professor da FDC. A\u00e7\u00f5es criativas, como desenhar e misturar tintas, tamb\u00e9m colaboram para o desenvolvimento de habilidades executivas, como persist\u00eancia, autocr\u00edtica e observa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Revista \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/em>, mar\u00e7o de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o da ruptura \u00e9 central, queremos romper com a l\u00f3gica do capitalismo. E queremos faz\u00ea-lo de milhares de formas diferentes. Vamos criar espa\u00e7os onde n\u00e3o vamos reproduzir a l\u00f3gica do capital, onde vamos fazer outras coisa, ter outros tipos de rela\u00e7\u00f5es, desenvolver atividades que tenham sentido para n\u00f3s. [&#8230;] Tratar o amor como uma tentativa de criar uma rela\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o se aceita a l\u00f3gica gananciosa e mercantil do capital. A \u00fanica forma de pensar na revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 em termos da cria\u00e7\u00e3o, multiplica\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o dessas fendas, porque elas se movem, s\u00e3o din\u00e2micas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">John Holloway, <em>Revista Caros Amigos<\/em>, mar\u00e7o de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cGostaria de chegar mais cedo nos compromissos, e n\u00e3o em cima da hora. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o fui t\u00e3o pontual como gostaria. Mas agora tenho mais consci\u00eancia das consequ\u00eancias disso. O objetivo final \u00e9 fazer o rel\u00f3gio trabalhar a meu favor: n\u00e3o ser escrava dele, mas saber us\u00e1-lo, sem ansiedades. [&#8230;] Saber trocar de ritmo, ou seja, ser pontual e seguir o rel\u00f3gio quando queremos produtividade, mas tamb\u00e9m saber relaxar quando \u00e9 a hora. Para fazer isso, \u00e9 preciso abrir as engrenagens de nosso rel\u00f3gio interno, descobrir como ele funciona e o que pode ser melhorado. Perguntar: quero realmente, ou preciso, fazer isso? N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil responder, nem mudar. Mas, ao final, \u00e9 uma quest\u00e3o de descobrir: o que \u00e9 realmente importante na minha vida? E ent\u00e3o sermos gentis com n\u00f3s mesmos, nos darmos um presente: o controle do nosso pr\u00f3prio tempo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Jeanne Callegari, <em>Revista Vida Simples<\/em>, mar\u00e7o de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA diversifica\u00e7\u00e3o de \u2018produtos\u2019 de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 uma consequ\u00eancia esperada do movimento que est\u00e1 transformando a educa\u00e7\u00e3o numa mercadoria mais ou menos como outra qualquer. O problema \u00e9 que essa transforma\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 completa, e nossos c\u00e9rebros ficam divididos entre dois registros por vezes antag\u00f4nicos: o pedag\u00f3gico e o mercadol\u00f3gico. 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