{"id":438,"date":"2011-03-01T22:06:08","date_gmt":"2011-03-01T22:06:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=438"},"modified":"2011-03-02T11:35:37","modified_gmt":"2011-03-02T11:35:37","slug":"8%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/03\/01\/8%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"8\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cMuitos jovens est\u00e3o buscando outros rumos, abra\u00e7ando a montanha-russa do empreendedorismo. Um n\u00famero significativo de profissionais experientes persegue a mesma aventura. A motiva\u00e7\u00e3o dos dois grupos \u00e9 diferente: enquanto os mais jovens procuram a vertigem e o sucesso, os mais maduros frequentemente buscam apenas escapar do t\u00e9dio e da frustra\u00e7\u00e3o. Os riscos s\u00e3o consider\u00e1veis: as taxas de fal\u00eancia de novos neg\u00f3cios, pr\u00f3ximas de 50%, atestam a dist\u00e2ncia entre o sonho e o feij\u00e3o. [&#8230;] Em lugar de se tornarem donos de seu tempo, veem-no esvair ainda mais rapidamente do que antes, a tentarem fazer frente a dezenas de tarefas, todas aparentemente urgentes. [&#8230;] O momento os favorece e a vida nas pradarias do empreendedorismo tem seu charme: os horizontes s\u00e3o amplos e muitos caminhos continuam inexplorados. Por\u00e9m, as chances de encontrar estrelas guias s\u00e3o escassas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Thomaz Wood Jr, <em>Carta Capital<\/em> \u2013 23\/02\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNa \u00faltima d\u00e9cada, houve uma gigantesca evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica dentro de uma mesma gera\u00e7\u00e3o. Por isso, torna-se inconceb\u00edvel pensar na a\u00e7\u00e3o formativa de crian\u00e7as e jovens sem envolver as TICs (tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o).<br \/>\nOs educadores, que n\u00e3o experimentaram inicialmente essa viv\u00eancia tecnol\u00f3gica, tamb\u00e9m se deparam com o desafio de entender o seu papel nesse contexto.<br \/>\nComputadores com acesso \u00e0 internet j\u00e1 s\u00e3o realidade em boa parte das escolas. O sistema 1:1 -um computador para cada aluno ou jovem- come\u00e7a a ser implementado, e os obst\u00e1culos de infraestrutura s\u00e3o lentamente superados. No entanto, o que para muitos era um jarg\u00e3o -&#8220;n\u00e3o basta ter acesso, \u00e9 preciso saber o que fazer com a tecnologia&#8221;- hoje \u00e9 a quest\u00e3o mais urgente a ser respondida. A tecnologia permite colocar pessoas em contato com pessoas e todas em contato com a informa\u00e7\u00e3o, em qualquer tempo e de qualquer lugar. Este \u00e9 o grande potencial das TIC&#8217;s na educa\u00e7\u00e3o. No entanto, disponibilizar isso ao aluno, sem relacionar \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem valia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Adriana Martinelli Carvalho, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 21\/02\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cHoje, o carnaval se anuncia como um pren\u00fancio de calamidade p\u00fablica, uma \u2018selva de epil\u00e9ticos\u2019, com massas se esmagando para provar nossa felicidade. A alegria natural do brasileiro foi transformada em produto. [&#8230;] A infelicidade de hoje \u00e9 dissimulada pela alegria obrigat\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Arnaldo Jabor, <em>O Estado de S.Paulo<\/em> \u2013 22\/02\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cHerdeiros de uma sensibilidade rom\u00e2ntica abastardada, acreditamos que a arte deve ser &#8220;aut\u00eantica&#8221;, e que a &#8220;autenticidade&#8221; consiste em abrir as comportas da alma, despejar os nossos &#8220;sentimentos&#8221; e &#8220;emo\u00e7\u00f5es&#8221; na via p\u00fablica e, por via dessa catarse, nos libertarmos das nossas neuroses pessoais. Segundo essa doutrina, a arte n\u00e3o \u00e9 arte, \u00e9 terapia. Um romance n\u00e3o \u00e9 um romance, \u00e9 uma sess\u00e3o de psican\u00e1lise por escrito. E o artista n\u00e3o \u00e9 um artista, \u00e9 como um doente mental que vive no asilo psiqui\u00e1trico e que pinta, ou escreve, por motivos estritamente terap\u00eauticos, antes da medica\u00e7\u00e3o noturna. Visitar grande parte dos nossos museus, dos nossos palcos ou das nossas estantes \u00e9 trope\u00e7ar continuamente nessas alegres pornopopeias. Tragicamente, Aronofsky e companhia ignoram que a arte n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de express\u00e3o ou repress\u00e3o, mas de disciplina e sublima\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Jo\u00e3o Pereira Coutinho, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 21\/02\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que blogs, YouTube, Orkut, Facebook e Twitter passaram a dar a qualquer indiv\u00edduo um grau de exposi\u00e7\u00e3o antes reservado \u00e0s celebridades, as portas e janelas de todos foram abertas para multid\u00f5es de voyeurs declarados. Quem est\u00e1 conectado em casa passou a estar, ao mesmo tempo, na rua. E vice-versa. Onde quer que se esteja, os amigos sempre est\u00e3o por perto. Muitas vezes, perto demais. E nem s\u00e3o t\u00e3o amigos assim.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Luli Radfahrer, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 23\/02\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA m\u00fasica saiu da m\u00e3o dos criadores e passou para a m\u00e3o dos produtores. As grandes gravadoras que ainda existem, n\u00e3o apostam mais em diretores art\u00edsticos. Gostam mesmo \u00e9 dos diretores de marketing. E o pior \u00e9 que isso n\u00e3o acontece apenas no Brasil. \u00c9 um fen\u00f4meno mundial. [&#8230;] O problema \u00e9 que os meios de comunica\u00e7\u00e3o desaprenderam a lidar com a m\u00fasica. [&#8230;] O cara tem em casa meia d\u00fazia de maquininhas eletr\u00f4nicas maravilhosas, e ele mesmo produz seu disco, faz capa e mixa. Uma poss\u00edvel m\u00fasica do futuro, de qualidade, vai ser feita cada vez mais por esfor\u00e7os individuais. Tem de vir de baixo para cima, pois de cima para baixo n\u00e3o vem nada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">J\u00falio Medaglia, 71, maestro, <em>Revista Brasileiros<\/em> \u2013 fevereiro de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cViol\u00eancia, uma anomalia social ou fruto da sociedade? As bases de defini\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia n\u00e3o s\u00e3o \u00fanicas como o senso comum prev\u00ea. Viol\u00eancia \u00e9 um termo dif\u00edcil de ser definido, pois, al\u00e9m de possuir muitas significa\u00e7\u00f5es, \u00e9 um termo subjetivo e que \u00e9 entendido de v\u00e1rias maneiras dependendo do contexto social em que o sujeito vive. [&#8230;] A sociedade est\u00e1 proliferada em todas as camadas da sociedade e nas mais diversas esferas. Crimes hediondos, falta de solidariedade e pervers\u00e3o da cidadania s\u00e3o alguns tipos de viol\u00eancia que acabam mostrando que o homem p\u00f3s-moderno parece menosprezar-se. De maneira geral, s\u00e3o as crian\u00e7as e jovens em pleno processo de forma\u00e7\u00e3o de identidade e absor\u00e7\u00e3o de valores que acabam levando todo esse contexto de viol\u00eancia para si.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Cec\u00edlia Bernardes Francisco e D\u00e9bora Lopes C\u00e9sar, <em>Revista Sociologia<\/em>, fevereiro de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cSou um individualista-ego\u00edsta. M\u00e3o teria coragem de abdicar do meu conforto por um bem comum.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Gilberto Braga, 65, novelista \u2013 <em>Revista Marie Claire<\/em> \u2013 fevereiro de 2011<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201cDepois de agir, examine o que fez e qual foi o resultado. \u00c9 aqui que o aprendizado realmente ocorre. Refletir \u00e9 algo fundamental \u2013 e funciona melhor se for uma pr\u00e1tica regular. Reserve um tempo ao fim de cada dia, por exemplo (talvez no caminho de volta para casa). Que a\u00e7\u00f5es deram certo? O que poderia ser feito de forma diferente? Pense nas conversas que teve.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Linda Hill e Kent Lineback, <em>Harvard Business Review <\/em>\u2013 fevereiro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMuitos jovens est\u00e3o buscando outros rumos, abra\u00e7ando a montanha-russa do empreendedorismo. Um n\u00famero significativo de profissionais experientes persegue a mesma aventura. A motiva\u00e7\u00e3o dos dois grupos \u00e9 diferente: enquanto os mais jovens procuram a vertigem e o sucesso, os mais maduros frequentemente buscam apenas escapar do t\u00e9dio e da frustra\u00e7\u00e3o. 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