{"id":435,"date":"2011-02-21T09:26:45","date_gmt":"2011-02-21T09:26:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=435"},"modified":"2011-02-21T13:30:44","modified_gmt":"2011-02-21T13:30:44","slug":"7%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/02\/21\/7%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"7\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cEm pol\u00edtica, a pior maldi\u00e7\u00e3o \u00e9 querer aprisionar o sucesso. Quem tenta fazer isso se torna prisioneiro dele e n\u00e3o consegue mais fazer as coisas com abertura criativa e esp\u00edrito de novidade. A a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 sempre um processo vivo, \u00fanico. Se tentar aprisionar o sucesso, que j\u00e1 \u00e9 passado, a\u00ed sim, vai viver a maldi\u00e7\u00e3o. [&#8230;] N\u00e3o se alcan\u00e7a converg\u00eancia em tudo, mas \u00e9 poss\u00edvel encontros a partir de princ\u00edpios \u00e9ticos e valores duradouros.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Marina Silva, <em>O Estado de S.Paulo<\/em> \u2013 13\/02\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cUm pa\u00eds que n\u00e3o sabe o que \u00e9 ci\u00eancia est\u00e1 condenado a retornar ao obscurantismo medieval. [&#8230;] A ci\u00eancia cria conhecimento por meio de um processo de tentativa e erro, baseado na verifica\u00e7\u00e3o constante por grupos distintos que realizam experimentos para comprovar ou n\u00e3o as v\u00e1rias hip\u00f3teses propostas. [&#8230;] O problema n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o saber. O problema \u00e9 n\u00e3o querer saber. \u00c9 a\u00ed que ignor\u00e2ncia vira trag\u00e9dia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Marcelo Gleiser, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 13\/02\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 isto que n\u00f3s somos, sem que tenhamos coragem para diz\u00ea-lo: um adeus. \u00c9 por isso que precisamos dos poetas. Pois eles s\u00e3o aqueles que tecem as suas palavras em volta do fr\u00e1gil fio que nos amarra sobre o abismo. Eles sabem que em nossos corpos mora um adeus. De repente, sem nenhum an\u00fancio.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Rubem Alves, <em>Revista Psique, Ci\u00eancia &amp; Vida<\/em> \u2013 fevereiro de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cMetade, ou mais, dos nossos jovens estudantes n\u00e3o consegue extrair informa\u00e7\u00f5es relevantes de textos um pouco menos expl\u00edcitos, muito menos manipul\u00e1-las para fazer compara\u00e7\u00f5es com outros dados ou para outros fins. [&#8230;]<\/p>\n<p>Essa desigualdade educacional atual contribuir\u00e1 para a forma\u00e7\u00e3o de uma popula\u00e7\u00e3o adulta muito desigual no futuro \u2013 assim como a desigualdade educacional passada foi a grande respons\u00e1vel pela atual desigualdade social e econ\u00f4mica. Assim, nosso sistema educacional contribui para fechar um c\u00edrculo vicioso terr\u00edvel: projetar, no futuro, as atuais situa\u00e7\u00f5es de concentra\u00e7\u00e3o de renda e desigualdade social.<\/p>\n<p>\u00c9 essencial, pois, que as crian\u00e7as de classes sociais menos favorecidas sejam especialmente incentivadas, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para uma educa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e republicana e, tamb\u00e9m, para que no futuro tenhamos condi\u00e7\u00f5es objetivas e s\u00f3lidas de combater nossa perversa concentra\u00e7\u00e3o de renda.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Otaviano Helene \u2013 presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da USP; Lighia Horodynski-Matsushigue \u2013 professora aposentada do Instituto de F\u00edsica da USP, <em>Le Monde Diplomatique <\/em>\u2013 fevereiro de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA esfera p\u00fablica tem a responsabilidade de afirmar direitos, de construir cidadania social contra a l\u00f3gica do consumidor e da ascens\u00e3o social pela disputa de todos entre si no plano do mercado. Elevar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, melhorar substancialmente o atendimento da sa\u00fade p\u00fablica, disseminar espa\u00e7os de cultura no plano p\u00fablico \u2013 s\u00e3o formas concretas de construir cidadania, de fortalecer o esp\u00edrito p\u00fablico dos servidores e de construir concretamente alternativas ao neoliberalismo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Emir Sader, <em>Revista Caros Amigos<\/em> \u2013 fevereiro de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO ato de questionar a vida pode trazer sentimentos ingratos e que p\u00f5em na mesa d\u00favidas pertinentes que nos fazem parar e prestar aten\u00e7\u00e3o em por que raz\u00e3o existimos. Penso, logo existo? Que nada! Penso, logo entro em crise. Afinal, quem nunca ficou angustiado com as d\u00favidas e mist\u00e9rios da natureza humana? [&#8230;]<\/p>\n<p>Refletir, procurar o di\u00e1logo e compreender que cada escolha tem o lado positivo pode ser uma forma de relativizar as coisas e enxergar a crise sem as lentes do exagero. [&#8230;]<\/p>\n<p>A todo momento somos bombardeados por informa\u00e7\u00f5es e possibilidades de sucesso sem fim, que nem sempre conseguimos abra\u00e7ar. Em algum momento, \u00e9 natural cair na armadilha de se sentir incapaz. Essa constata\u00e7\u00e3o, na verdade, pode ser muito positiva. Ela leva o sujeito a repensar as coisas, amadurecer e buscar novas alternativas para a felicidade. Mas isso quando ele est\u00e1 disposto a enfrentar as mudan\u00e7as que podem decorrer desses questionamentos, claro. [&#8230;]<\/p>\n<p>Para o psicanalista Cl\u00e1udio Cesar Montoto, s\u00e3o dois pontos importantes para superar uma crise. Um: saber reconhec\u00ea-la. Dois: enfrenta-la. Todo mundo passa por uma ou v\u00e1rias crises durante a exist\u00eancia. E, se n\u00e3o passou, ainda h\u00e1 de passar. Mas a \u00fanica forma de fazer com ela deixe de dominar nossos pensamentos \u00e9 descobrir e compreender o que est\u00e1 por tr\u00e1s dela. \u00c9 preciso reconhecer que nossas escolhas sempre acarretam perdas, d\u00favidas e sen\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Revista Vida Simples<\/em>, fevereiro de 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAdoro garimpar para entender as coisas. Como James Bond tinha \u2018licen\u00e7a para matar\u2019, eu me dei licen\u00e7a para perguntar. E assim a vida nunca fica chata, porque sempre h\u00e1 algo para aprender. Acredito que a curiosidade seja um ativo estrat\u00e9gico poderoso. Se voc\u00ea observa os melhores l\u00edderes que estudamos, eles est\u00e3o sempre cavando, perguntando \u2018por qu\u00ea\u2019. Eles n\u00e3o dizem simplesmente \u2018isso funciona\u2019, mas querem saber por que funciona. Ent\u00e3o, buscam uma compreens\u00e3o mais profunda do mundo. [&#8230;]<\/p>\n<p>Lidere perguntando, n\u00e3o respondendo. Use perguntas para entender, n\u00e3o para manipular. [&#8230;] Essa curiosidade \u00e9 o que ajuda voc\u00ea a enxergar as coisas que deveria realmente temer.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Jim Collins, pesquisador norte-americano, <em>HSM Management<\/em> \u2013 jan\/fev. 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO mais importante que aprendi com Peter Drucker foi que \u00e9 necess\u00e1rio parar para pensar. Um dos problemas do management moderno \u00e9 que tudo \u00e9 feito com pressa, sob press\u00e3o. Bem poucas vezes as pessoas t\u00eam tempo para pensar. O segundo problema \u00e9 a sobrecarga de informa\u00e7\u00e3o. Recebemos centenas de e-mails, incorporamos os dados, mas n\u00e3o pensamos. Drucker me ensinou a dedicar tempo \u00e0 reflex\u00e3o, a me retirar para pensar nas coisas; isso \u00e9 o que me ajuda a n\u00e3o cometer grandes erros.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Hermann Simon, um dos pensadores mais influentes do management, <em>HSM Management<\/em> \u2013 jan\/fev. 2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cPalavras de Federico Garc\u00eda Lorca ao inaugurar a biblioteca de Fuente de Vaqueros (Granada), em setembro de 1931: \u2018Quando algu\u00e9m vai ao teatro, a um concerto ou a uma festa, se lhe agrada, lamenta que as pessoas de quem gosta n\u00e3o estejam ali. \u2018Como minha irm\u00e3, meu pai iriam apreciar\u2019, pensa, e desfruta, tomado por leve melancolia. Esta \u00e9 a melancolia que sinto, n\u00e3o pela minha fam\u00edlia, e sim por todas as criaturas que, por falta de meios e por desgra\u00e7a, n\u00e3o gozam do supremo bem da beleza, que \u00e9 a vida com bondade, serenidade e paix\u00e3o\u2019.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Frei Betto, <em>Revista Caros Amigos<\/em> \u2013 fevereiro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEm pol\u00edtica, a pior maldi\u00e7\u00e3o \u00e9 querer aprisionar o sucesso. Quem tenta fazer isso se torna prisioneiro dele e n\u00e3o consegue mais fazer as coisas com abertura criativa e esp\u00edrito de novidade. A a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 sempre um processo vivo, \u00fanico. 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