{"id":418,"date":"2011-01-18T17:14:35","date_gmt":"2011-01-18T17:14:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=418"},"modified":"2011-01-19T12:19:52","modified_gmt":"2011-01-19T12:19:52","slug":"2%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/01\/18\/2%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"2\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201cVeja o futuro como um quebra-cabe\u00e7a. Conecte, digamos, algo vivido no trabalho com algo lido no jornal. Veja como as pe\u00e7as formam uma nova imagem. O futuro n\u00e3o \u00e9 linear.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Oscar Motomura, <em>Revista \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/em> \u2013 janeiro de 2011<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0<\/p>\n<p>\u201cUma pesquisa do MCT (Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia) sinaliza que apenas 12% dos entrevistados conseguem citar o nome de um cientista brasileiro e s\u00f3 18% sabem mencionar de cabe\u00e7a uma institui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Quem consegue nomear est\u00e1 na parte mais rica da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso mostra que o Brasil ainda \u00e9 uma pa\u00eds extremamente desigual&#8221;, analisa o f\u00edsico Ildeu de Castro Moreira, coordenador do trabalho.<br \/>\nE os cientistas mais citados s\u00e3o Oswaldo Cruz e Carlos Chagas. &#8220;Praticamente ningu\u00e9m menciona cientistas sociais, sendo que o Brasil t\u00eam nomes important\u00edssimos como Paulo Freire e Gilberto Freyre&#8221;, completa. A pesquisa consultou 2.016 brasileiros com objetivo de investigar as atitudes e percep\u00e7\u00f5es dos brasileiros sobre a ci\u00eancia e tecnologia. O trabalho d\u00e1 continuidade a uma investiga\u00e7\u00e3o similar realizada em 2006.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Sabine Righetti, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 10\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEst\u00e1 na hora de as autoridades entenderem que n\u00e3o haver\u00e1 qualidade de vida se saneamento, tratamento de esgotos, gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos e pol\u00edtica habitacional preventiva n\u00e3o estiverem no centro das agendas municipais. A crise ambiental \u00e9 s\u00e9ria, e o n\u00famero de cidades vitimadas \u00e9 crescente. A l\u00f3gica da gest\u00e3o p\u00fablica tem de mudar. \u00c9 na infraestrutura das cidades, nos subterr\u00e2neos das ruas, nas periferias longe dos holofotes, nas v\u00e1rzeas de rios, nas encostas de morros e nos aterros sanit\u00e1rios que reside a nova l\u00f3gica das pol\u00edticas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ricardo Young, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 10\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAfirmam os entendidos que n\u00e3o se pode nem se deve viver sem inimigos. S\u00e3o necess\u00e1rios \u00e0 firmeza de nossas convic\u00e7\u00f5es e efici\u00eancia de nossos atos. Mesmo na metaf\u00edsica h\u00e1 necessidade de contr\u00e1rios: ap\u00f3s a Cria\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3prio Deus descolou um advers\u00e1rio, na pessoa do seu anjo predileto, que era L\u00facifer.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Carlos Heitor Cony, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 11\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEntramos na d\u00e9cada em pleno caos criativo. As m\u00eddias sociais evolu\u00edram e agora s\u00e3o s\u00f3 m\u00eddia. Todos viramos m\u00eddia. Tudo virou m\u00eddia. E m\u00eddia \u00e9 um meio condutor. De conte\u00fado humano. O que \u00e9 fant\u00e1stico. [&#8230;] O Facebook \u00e9 a cara do hoje.<br \/>\nSeu segredo \u00e9 o segredo da revolu\u00e7\u00e3o em curso e que a publicidade conhece desde sempre: comunica\u00e7\u00e3o. Agora evolu\u00edda para conex\u00e3o.\u00a0 O Facebook \u00e9 a cara do hoje porque \u00e9 a nossa cara. Com suas conex\u00f5es, permite-nos fazer algo de que sempre gostamos: mergulhar em vidas alheias. E algo que descobrimos adorar: expor as nossas vidas. Ali\u00e1s, o grau de transpar\u00eancia de algumas pessoas na rede chega a constranger. [&#8230;] O criativo \u00e9 naturalmente destrutivo.\u00a0 A \u00fanica forma de ter esse caos criativo como aliado \u00e9 entrar no fluxo e inovar. A inova\u00e7\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo m\u00e3e e filha da comunica\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea pensa que sabe tudo, est\u00e1 obsoleto. Quem diz que sabe tudo sobre o seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio est\u00e1 morto. \u00c9 preciso inovar. Para fazer mais r\u00e1pido, mais sustent\u00e1vel, mais barato, mais produtivo, melhor.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Nizan Guanaes, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 11\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEsse mundo mec\u00e2nico\/ el\u00e9trico\/eletr\u00f4nico demanda, cada vez mais, m\u00e3o de obra viciada em precis\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o e capricho. [&#8230;] Fazer, rever, corrigir, verificar de novo daqui a pouco, o mundo clama por isso. Na f\u00e1brica, na oficina, nos escrit\u00f3rios de projeto, entre oper\u00e1rios e doutores.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Anna Veronica Mautner, psicanalista, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 11\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEscrever n\u00e3o d\u00e1 quando a necessidade \u00e9 sustento, mas faz toda a diferen\u00e7a na vida. [&#8230;] N\u00e3o h\u00e1 quem nos impe\u00e7a de desenvolver nossas possibilidades. Se elas existem, \u00e9 quase natural que desabrochem, se n\u00e3o existem, podadas por qualquer coisa que seja, vamos desenvolv\u00ea-las alegremente, com humor, s\u00f3 atentas para n\u00e3o cairmos na mesma cela com outra decora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Nina Horta, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 13\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cOs nativos digitais, aqueles que nasceram a partir dos anos 1990 e n\u00e3o concebem o mundo sem celular nem internet, s\u00e3o estimados em 1,6 bilh\u00e3o de pessoas, n\u00famero que cresce a cada dia. Numa pesquisa mostrada por Katherine Savitt durante o \u00faltimo Web 2.0 Summit, em San Francisco, Calif\u00f3rnia, em novembro, 71% das pessoas dessa faixa et\u00e1ria reportaram uso simult\u00e2neo de celular com internet e\/ou televis\u00e3o. E 69% disseram manter tr\u00eas ou mais janelas ativas do navegador durante uma sess\u00e3o de internet. Por conta das tarefas m\u00faltiplas, os jovens e ultrajovens s\u00e3o \u00e0s vezes tachados de DDA, ou seja, portadores de Dist\u00farbio de Deficit de Aten\u00e7\u00e3o. Mas ser\u00e1 que trocar mensagens tipo SMS enquanto assistem a programas na TV n\u00e3o \u00e9 algo como conversar no sof\u00e1? Desde os anos 60 sabe-se que o sistema nervoso se modifica quando o organismo \u00e9 exposto a muitos est\u00edmulos. Neuroplasticidade \u00e9 o nome que se d\u00e1 \u00e0 capacidade que os neur\u00f4nios t\u00eam de formar novas conex\u00f5es a cada momento. Ser\u00e1 que o c\u00e9rebro da Gera\u00e7\u00e3o Z n\u00e3o evolui de maneira diferente da dos mais velhos? Ser\u00e1 que essa gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem uma capacidade sem precedentes de coletar e processar informa\u00e7\u00f5es? [&#8230;] Essa gera\u00e7\u00e3o parece muito mais afeita a criar e compartilhar seus textos, fotos e v\u00eddeos na internet do que todas as gera\u00e7\u00f5es precedentes. 93% dos jovens internautas fazem isso, diz a pesquisa. Al\u00e9m de criar e publicar, h\u00e1 o esp\u00edrito curador. O h\u00e1bito de sair navegando e selecionar o que se v\u00ea, l\u00ea ou ouve. Validam o que gostam comentando ou compartilhando o conte\u00fado de terceiros, profissionais ou amadores. Essa \u00e9 a forma normal de express\u00e3o nas redes sociais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">M\u00e1rion Strecker, 50, jornalista, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 13\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNavegar \u00e9 preciso, mas nem sempre se chega ao porto desejado. Os mares deste mundo est\u00e3o cheios de n\u00e1ufragos do outro mundo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Carlos Heitor Cony, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 13\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas devem ser, acima de tudo, curiosas. \u00c9 a curiosidade que a faz imaginativa, e a\u00ed a criatividade emerge. [&#8230;] O bem-estar \u00e9 um dos mais poderosos fermentos para a criatividade e a inova\u00e7\u00e3o. [&#8230;] A mesmice cria t\u00e9dio. E o t\u00e9dio gera insatisfa\u00e7\u00e3o. [&#8230;] \u00c9 um desafio e uma oportunidade [a conviv\u00eancia]. As cidades europeias re\u00fanem pessoas com origens \u00e9tnicas e culturais diversas. Na Am\u00e9rica Latina, as diferen\u00e7as s\u00e3o sociais. Vejo nessa heterogeneidade um poderoso fermento para a inova\u00e7\u00e3o e a criatividade. Acho que a inova\u00e7\u00e3o poderosa, num pa\u00eds como o Brasil, vai nascer do conv\u00edvio e da troca de ideias de pessoas com backgrounds diferentes, da classe A com as classes C, D ou E. S\u00f3 assim surgem ideias e insights.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Charles Landry, 62, brit\u00e2nico, especialista internacional em cidades criativas, <em>Revista \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/em> \u2013 janeiro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVeja o futuro como um quebra-cabe\u00e7a. Conecte, digamos, algo vivido no trabalho com algo lido no jornal. Veja como as pe\u00e7as formam uma nova imagem. 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