{"id":416,"date":"2011-01-15T14:02:21","date_gmt":"2011-01-15T14:02:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=416"},"modified":"2011-01-17T14:09:36","modified_gmt":"2011-01-17T14:09:36","slug":"1%c2%aa-semana-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/01\/15\/1%c2%aa-semana-de-2011\/","title":{"rendered":"1\u00aa semana de 2011"},"content":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil imaginar um mestre que possa exercer sua compet\u00eancia pedag\u00f3gica sem autoridade para corrigir erros. Comportamento tem que ser corrigido, assim como caligrafia, apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos e conte\u00fados. Numa \u00e9poca como a nossa, em que ter uma falta ou falha apontada \u00e9 visto como humilha\u00e7\u00e3o, e a repeti\u00e7\u00e3o e a imita\u00e7\u00e3o s\u00e3o um mart\u00edrio, como ensinar e como aprender? [&#8230;] A imposi\u00e7\u00e3o de tarefas n\u00e3o criativas, n\u00e3o inventivas, \u00e9 tediosa e deveria poder ser evitada. Assim n\u00e3o se ensina e nem se aprende. Tentativa e erro, repeti\u00e7\u00e3o, verifica\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o s\u00e3o o caminho para a assimila\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara que eu me aproprie de um novo saber, \u00e9 preciso verificar se o conte\u00fado (dois e dois s\u00e3o quatro) \u00e9 correto. [&#8230;] Professor com medo do aluno, como qualquer ser humano, vai evitar esse desconforto. Vai observar pouco, vai verificar o estritamente necess\u00e1rio, vai fugir do eventual confronto. [&#8230;] Onde domina o medo do erro, onde se evita a falha em vez de corrigi-la, onde se evita o confronto, se aprende pouco.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Anna Veronica Mautner, psicanalista, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 04\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cJusto agora, quando depois de s\u00e9culos de opress\u00e3o, a mulher passou a ter voz pr\u00f3pria, acontece um fato imprevisto, desagrad\u00e1vel e aparentemente inexplic\u00e1vel: a amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do &#8220;homo interessantis&#8221;. Pelo menos \u00e9 o que se escuta por a\u00ed. [&#8230;] Antes do movimento feminista, essa era a posi\u00e7\u00e3o da mulher: um acess\u00f3rio mais ou menos indispens\u00e1vel. O homem se valorizava infantilizando a mulher e depois lamentava n\u00e3o ter uma companheira. Para conversas divertidas e interessantes, frequentava ambientes masculinos. [&#8230;] Ao colaborar para a extin\u00e7\u00e3o do &#8220;homo interessantis&#8221;, a mulher se v\u00ea obrigada a contar com a companhia feminina. Para ciment\u00e1-la, \u00e9 preciso diminuir o homem. O ciclo se perpetua.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Marion Minerbo, psicanalista, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 04\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cExistem duas maneiras de abordar o risco. H\u00e1 o modo anal\u00edtico, que opera com c\u00e1lculo probabil\u00edstico e l\u00f3gica formal. \u00c9 um sistema abstrato e lento, que exige reflex\u00e3o antes de traduzir-se em a\u00e7\u00f5es. Muitas vezes, simplesmente n\u00e3o processamos suas recomenda\u00e7\u00f5es. [&#8230;]O outro modo \u00e9 o experiencial. Moldado por milh\u00f5es de anos de sele\u00e7\u00e3o natural, \u00e9 intuitivo, baseia-se em emo\u00e7\u00f5es e \u00e9 r\u00e1pido. N\u00e3o temos de pensar antes de fugir de um le\u00e3o. O desafio \u00e9 encontrar meios de ensinar o c\u00e9rebro a interpretar de forma visceral informa\u00e7\u00f5es sobre o perigo de construir em \u00e1reas inadequadas ou ignorar leis de tr\u00e2nsito.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">H\u00e9lio Schwartsman, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 05\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNo fim de semana do Ano-Novo, os mais de 500 milh\u00f5es de usu\u00e1rios do Facebook postaram um total de 750 milh\u00f5es de fotos na rede social, n\u00famero recorde, segundo divulgou ontem o blog TechCrunch. Em julho, a rede social afirmou que 100 milh\u00f5es de fotos eram postadas por dia. O blog destaca, por\u00e9m, que atualmente a m\u00e9dia j\u00e1 deve ser maior por conta do crescimento no n\u00famero de usu\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 05\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA gente sempre acha que a mudan\u00e7a vir\u00e1 de grandes resolu\u00e7\u00f5es: parar de fumar, pedir demiss\u00e3o, declarar-se \u00e0 Regininha do RH. \u00c0s vezes, contudo, s\u00e3o as pequenas atitudes que alteram definitivamente a rota de nossas vidas. \u00c0s vezes, s\u00e3o as pequenas escolhas que mais dilaceram o cora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Antonio Prata, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 05\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA f\u00e9 n\u00e3o muda muito minha maneira de escrever. Eu s\u00f3 evito palavras de baixo cal\u00e3o, por exemplo. Fora isso, a religi\u00e3o interfere um pouco nos temas que abordo em meus livros. Eu me recuso a escrever sobre adult\u00e9rio. Toda hist\u00f3ria de amor precisa de um conflito, e os escritores adoram o adult\u00e9rio porque \u00e9 o mais f\u00e1cil deles. Duas pessoas se amam, mas n\u00e3o podem ficar juntas porque&#8230; uma delas \u00e9 casada. Quase todos os romances rom\u00e2nticos e filmes de Hollywood se enquadram a\u00ed. Tenho de procurar outros conflitos. Pode-se dizer que minha f\u00e9 me obriga a ser um escritor melhor e mais original.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Nicholas Sparks, 44, escritor americano, <em>Revista \u00c9poca<\/em>, 03\/01\/2011<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEm um mundo que substituiu a ideologia pela economia, n\u00e3o importa quanto dinheiro voc\u00ea tem no bolso, manda aquele que pode e deseja gastar, seja no credi\u00e1rio mi\u00fado ou nas grandes tacadas dos cart\u00f5es platinum. O resto \u00e9 sil\u00eancio. [&#8230;]<\/p>\n<p>Eu estive na posse de Darcy Ribeiro no Senado no fim da d\u00e9cada de oitenta. Darcy fez um discurso bel\u00edssimo sobre a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o e declarou que todo aquele que \u00e9 capaz de ler, no Brasil, \u00e9 respons\u00e1vel pelo analfabetismo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fernanda Torres, atriz, <em>Folha de S.Paulo<\/em> \u2013 08\/01\/2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil imaginar um mestre que possa exercer sua compet\u00eancia pedag\u00f3gica sem autoridade para corrigir erros. Comportamento tem que ser corrigido, assim como caligrafia, apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos e conte\u00fados. 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