{"id":413,"date":"2011-01-11T08:30:20","date_gmt":"2011-01-11T08:30:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=413"},"modified":"2011-01-11T11:31:54","modified_gmt":"2011-01-11T11:31:54","slug":"2011-o-que-escolho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2011\/01\/11\/2011-o-que-escolho\/","title":{"rendered":"2011: O QUE ESCOLHO?"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA vida \u00e9 assim: esquenta e esfria, aperta e da\u00ed afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente \u00e9 coragem\u201d. Dilma Rousseff fez essa cita\u00e7\u00e3o de nosso extraordin\u00e1rio escritor Guimar\u00e3es Rosa, no discurso no Congresso, quando da sua posse, logo no dia primeiro. A vida, de fato, tem seus movimentos pr\u00f3prios e a quest\u00e3o \u00e9 qual nossa postura e decis\u00f5es diante de cada um deles.<\/p>\n<p>Em meus caminhos e escolhas qual o meu ponto de partida, minha refer\u00eancia, saio da onde? Das minhas certezas imut\u00e1veis ou de quem j\u00e1 viveu o suficiente para compreender que desconfiar de si mesmo \u00e9 bom e necess\u00e1rio? Das fraquezas assumidas ou da ilus\u00e3o da for\u00e7a pr\u00f3pria e do pensamento positivo? De coura\u00e7as e m\u00e1scaras que disfar\u00e7am bem ou de quem se mostra, se deixa conhecer para valer?<\/p>\n<p>Nesse in\u00edcio de ano onde tanto se projeta, certas considera\u00e7\u00f5es podem ser bem-vindas. Atentar para a din\u00e2mica de minhas escolhas pode ser importante. Desejo terminar esse ano maior ou menor do que come\u00e7o? Dietas \u00e0 parte penso na alma que cresce e amadurece pelas descobertas que traz consci\u00eancia sens\u00edvel, cuidado maior e aten\u00e7\u00e3o terna. Menos obsess\u00f5es, mas, mais aberturas. Ampliando conceitos, abandonando preconceitos, desapegando de coisas sup\u00e9rfluas e desfrutando de sabores ignorados at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Viver tamb\u00e9m \u00e9 relacionar-se. E relacionar-se \u00e9 uma possibilidade de me conhecer mais e melhor. Ent\u00e3o, o que escolherei? Ampliar e aprofundar relacionamentos, ou, encolhimento da minha pr\u00f3pria alma? Quando nos fechamos, impedimos a chegada de outros, optamos pela superficialidade, e assim podemos viver empobrecidos, desperdi\u00e7ando boas oportunidades.<\/p>\n<p>Claro que h\u00e1 tempo para o recolhimento, a necessidade da solitude, mas me parece que o medo tem predominado nas rela\u00e7\u00f5es, as dist\u00e2ncias s\u00e3o preferidas, e vivemos escondidos em nossas muralhas particulares.<\/p>\n<p>O que se tem para perder? Se proteger tanto do qu\u00ea? Por que tanta resist\u00eancia em se entregar? Preservo o qu\u00ea exatamente? Nosso medo de perder o que nem sabemos explicar ao certo \u00e9 perigoso. Quanto mais nos limitamos nas rela\u00e7\u00f5es, h\u00e1 grande possibilidade de menor sermos.<\/p>\n<p>Tem gente fechada por medo da dor de amar. Outros reclusos nutrem o medo de que se conhecidos ser\u00e3o rejeitados. Outros desistem antes de tentarem por pura pregui\u00e7a. E assim vamos nos acomodando, concluindo que poucas rela\u00e7\u00f5es \u00e9 mais f\u00e1cil de \u201ccontrolar\u201d.<\/p>\n<p>A honestidade est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o, inclusive nas rela\u00e7\u00f5es. A farsa pode convencer, mas agarrar-se a uma ilus\u00e3o \u00e9 sempre uma vida menor. Enquanto que descobrir as pr\u00f3prias fraquezas e partilh\u00e1-las pode ser mais dif\u00edcil, mas certamente ser\u00e1 mais corajoso, verdadeiro e digno.<\/p>\n<p>Uma mentalidade estreita, que vai se estreitando quanto mais medo cultivo, quanto menos amor conhe\u00e7o. Um amor que aprendo quando me arrisco em relacionamentos de amizade, onde exercito a musculatura afetiva, abro novos espa\u00e7os em mim, permito que outro seja um outro que me ensina novas maneiras de ver e entender a realidade. O que vou escolher?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA vida \u00e9 assim: esquenta e esfria, aperta e da\u00ed afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente \u00e9 coragem\u201d. Dilma Rousseff fez essa cita\u00e7\u00e3o de nosso extraordin\u00e1rio escritor Guimar\u00e3es Rosa, no discurso no Congresso, quando da sua posse, logo no dia primeiro. 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