{"id":402,"date":"2010-12-30T07:24:35","date_gmt":"2010-12-30T07:24:35","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/?p=402"},"modified":"2010-12-30T14:02:20","modified_gmt":"2010-12-30T14:02:20","slug":"30-de-dezembro-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/taismachado\/2010\/12\/30\/30-de-dezembro-de-2010\/","title":{"rendered":"30 de dezembro de 2010"},"content":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o sei se h\u00e1 um jeito feminino de governar, se h\u00e1 uma maneira feminina de, por exemplo, resolver conflitos. Temo at\u00e9 o contr\u00e1rio. Como se estereotipou a mulher como fr\u00e1gil, e como fragilidade n\u00e3o combina, em tese, com ser chefe (de governo ou qualquer outra chefia), exige-se das mulheres-governantes que sejam \u2018machas\u2019. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a mais famosa mulher-governante, Margaret Thatcher, acabou rotulada como \u2018dama de ferro\u2019. Tampouco Angela Merkel, a outra mulher chefe de governo de pa\u00eds relevante, faz algo muito diferente do que fizeram os homens que a antecederam. Tomara que Dilma o fa\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Cl\u00f3vis Rossi, <em>Folha<\/em> <em>de S.Paulo<\/em> \u2013 29\/12\/2010<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cUma pessoa indignada n\u00e3o \u00e9 necessariamente raivosa. Indignar-se com a justi\u00e7a \u00e9 estar alerta. [&#8230;] Felizes s\u00e3o os homens e as mulheres que n\u00e3o aceitam passivamente os malfeitos dos governos e dos indiv\u00edduos. A indiferen\u00e7a nos faz menos humanos. A resigna\u00e7\u00e3o pode nos tornar c\u00famplices. [&#8230;] Indigne-se, mas n\u00e3o seja chato. Contribua para a mudan\u00e7a. Melhor ser um indignado otimista que um resignado deprimido.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ruth Aquino, <em>Revista \u00c9poca<\/em>, 27\/12\/2010<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA filosofia que morreu foi a arte de interpelar o mundo, a come\u00e7ar por si mesmo, elaborando narrativas cr\u00edticas da vida. Uma cren\u00e7a das \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es \u00e9 a do presente, cont\u00ednuo: passado e futuro, experi\u00eancia e projeto, fundamento e destino, n\u00e3o servem para nada. [&#8230;] O mundo da cultura se tornou pior porque a filosofia morreu \u2013 filosofia, repito, no sentido de questionamento sistem\u00e1tico do mundo e do eu. Pensemos na medicina. Seus diagn\u00f3sticos e terapias s\u00e3o, hoje, infinitamente melhores \u2013 mas cada vez menos m\u00e9dicos se perguntam sobre a medicina. \u00c9 como se x + y n\u00e3o passasse de um jogo para distrair e agu\u00e7ar o racioc\u00ednio. Ou a literatura para distrair dos problemas da vida.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Joel Rufino dos Santos, historiador e escritor, <em>Revista \u00c9poca<\/em>, 27\/12\/2010<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cPara recuperarmos este s\u00e9culo de atraso educacional, \u00e9 preciso aumentar a velocidade das conquistas que obtivemos na \u00faltima d\u00e9cada. Nosso futuro promissor depende de materializarmos essas inten\u00e7\u00f5es com coragem para quebrar paradigmas, com humildade para fazermos arranjos pol\u00edticos em torno do aprendizado, com aud\u00e1cia para sonharmos alto e com pragmatismo para n\u00e3o perdermos mais tempo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ilona Becskeh\u00e1zy, diretora-executiva da Funda\u00e7\u00e3o Lemann, <em>Revista \u00c9poca<\/em>, 27\/12\/2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o sei se h\u00e1 um jeito feminino de governar, se h\u00e1 uma maneira feminina de, por exemplo, resolver conflitos. 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