{"id":6781,"date":"2018-01-29T11:43:01","date_gmt":"2018-01-29T14:43:01","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=6781"},"modified":"2018-01-29T11:43:01","modified_gmt":"2018-01-29T14:43:01","slug":"empoderamento-feminino-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2018\/01\/empoderamento-feminino-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Empoderamento feminino no nordeste"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6782\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6782\" class=\"wp-image-6782 size-full\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2018\/01\/P10_29_01_18_empoderamento-mulheres-nordeste.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2018\/01\/P10_29_01_18_empoderamento-mulheres-nordeste.jpg 360w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2018\/01\/P10_29_01_18_empoderamento-mulheres-nordeste-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><p id=\"caption-attachment-6782\" class=\"wp-caption-text\">A Diaconia ajudou as mulheres a formar empresas comunit\u00e1rias, como padarias. (Foto: Diaconia)<\/p><\/div>\n<p>A vida pode ser dura na regi\u00e3o semi\u00e1rida do Brasil, especialmente para as mulheres. A falta de acesso \u00e0 \u00e1gua e \u00e0 terra faz com que a agricultura seja muitas vezes uma luta. Muitos homens e jovens migram para cidades \u00e0 procura de trabalho. A cultura \u00e9 dominada pelos homens, e as mulheres normalmente t\u00eam poucas oportunidades para ter uma renda ou voz.<\/p>\n<p>A parceira da Tearfund, <a href=\"http:\/\/bemvindo.diaconia.org.br\/\">Diaconia<\/a>, criou um projeto de tr\u00eas anos para ajudar as mulheres desta regi\u00e3o a ter sucesso econ\u00f4mico e tornarem-se mais empoderadas social e politicamente.<\/p>\n<p><strong>Uni\u00e3o e empoderamento das mulheres<\/strong><\/p>\n<p>A Diaconia mobilizou as mulheres para se juntarem em grupos femininos comunit\u00e1rios. Os funcion\u00e1rios do projeto treinaram as mulheres em novas t\u00e9cnicas agroecol\u00f3gicas (formas sustent\u00e1veis e ecol\u00f3gicas de agricultura). Eles tamb\u00e9m as ensinaram como agregar valor aos seus produtos, fazendo polpas de frutas, doces, bolos e p\u00e3es. Eles ajudaram as mulheres a iniciarem juntas neg\u00f3cios comunit\u00e1rios, como padarias, e tamb\u00e9m organizaram visitas de interc\u00e2mbio entre diferentes comunidades para que as mulheres pudessem aprender com os sucessos e fracassos umas das outras.<\/p>\n<p>Os funcion\u00e1rios da Diaconia ofereceram um treinamento completo em gest\u00e3o empresarial, produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres e ajudaram-nas a acessar os mercados em que poderiam vender seus produtos de forma mais rent\u00e1vel, inclusive feiras agroecol\u00f3gicas. Eles tamb\u00e9m ajudaram a lig\u00e1-las a duas pol\u00edticas governamentais: o Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos e o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar. Atrav\u00e9s desses programas, o governo compra alimentos de pequenos agricultores para hospitais, casas de idosos e escolas p\u00fablicas.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do treinamento, a Diaconia ajudou as mulheres a aprender mais sobre seus direitos e encorajou-as a se envolverem na tomada de decis\u00f5es p\u00fablica. As mulheres come\u00e7aram a participar de associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias locais e sindicatos de trabalhadores, muitas vezes, assumindo cargos de lideran\u00e7a. Em muitos casos, isso melhorou o desempenho das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4><strong>Relacionamentos transformados<\/strong><\/h4>\n<p>O projeto viu uma melhoria not\u00e1vel no empoderamento das mulheres. Sua renda aumentou significativamente, e algumas fam\u00edlias conseguiram comprar artigos como refrigeradores e motos. Algumas conseguiram pagar o ensino superior para os filhos.<\/p>\n<p>O fato de as mulheres agora estarem contribuindo para a renda familiar mudou os relacionamentos dentro das fam\u00edlias. Ao verem os benef\u00edcios para sua fam\u00edlia, os homens come\u00e7aram a apoiar as esposas em seus novos empreendimentos. Enquanto as mulheres faziam visitas de interc\u00e2mbio para aprender em outras comunidades, os maridos assumiram suas tarefas di\u00e1rias em casa \u2013 apesar da relut\u00e2ncia no in\u00edcio.<\/p>\n<p>Tudo isso n\u00e3o aconteceu sem dificuldades. \u201cNo in\u00edcio, foi muito dif\u00edcil, porque existia muito machismo\u201d, diz Maria Dilv\u00e2nia Fernandes. \u201cOs maridos n\u00e3o queriam que as mulheres participassem das reuni\u00f5es de grupos de mulheres nem das capacita\u00e7\u00f5es. Mas n\u00f3s n\u00e3o desistimos: as que podiam sair e participar dos encontros, reivindicavam liberdade e igualdade para as demais.\u201d<\/p>\n<h6><strong>Nota<\/strong>: Conte\u00fado extra\u00eddo da revista Passo a Passo, <a href=\"https:\/\/learn.tearfund.org\/pt-PT\/resources\/publications\/footsteps\/footsteps_101-110\/footsteps_103\/\">edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 103<\/a>, publicada pela <a href=\"http:\/\/tearfundbrasil.org\/\">Tearfund<\/a>.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida pode ser dura na regi\u00e3o semi\u00e1rida do Brasil, especialmente para as mulheres. A falta de acesso \u00e0 \u00e1gua e \u00e0 terra faz com que a agricultura seja muitas vezes uma luta. Muitos homens e jovens migram para cidades \u00e0 procura de trabalho. 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