{"id":6297,"date":"2017-08-09T01:30:55","date_gmt":"2017-08-09T04:30:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=6297"},"modified":"2017-08-09T08:53:46","modified_gmt":"2017-08-09T11:53:46","slug":"mulheres-indigenas-e-a-luta-pelo-protagonismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2017\/08\/mulheres-indigenas-e-a-luta-pelo-protagonismo\/","title":{"rendered":"Mulheres ind\u00edgenas e a luta pelo protagonismo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6298\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/08\/mulher-ind\u00edgena.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6298\" class=\"size-full wp-image-6298\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/08\/mulher-ind\u00edgena.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/08\/mulher-ind\u00edgena.jpg 400w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/08\/mulher-ind\u00edgena-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-6298\" class=\"wp-caption-text\">Rute Poquiviqui, vice-secret\u00e1ria da Miss\u00e3o Ind\u00edgena Uniedas<\/p><\/div>\n<p>A miss\u00e3o Ind\u00edgena Uniedas e o Centro de Treinamento Cana\u00e3 promovem o I Encontro Evang\u00e9lico de Mulheres Ind\u00edgenas da Regi\u00e3o Norte. Com o tema \u201cRestaurando a Vis\u00e3o da Mulher Crist\u00e3\u201d, o evento acontece entre os dias 11 e 13 de agosto, com o apoio da Miss\u00e3o Emanuel do Brasil.<\/p>\n<p>Reproduzimos a seguir alguns trechos da <a href=\"http:\/\/tearfundbrasil.org\/mulheres-indigenas-luta-pelo-direito-de-protagonizar-propria-historia\/\">entrevista<\/a> que a vice-secret\u00e1ria da Uniedas, Rute Poquiviqui, concedeu \u00e0 <a href=\"http:\/\/tearfundbrasil.org\/\">Tearfund<\/a>. Al\u00e9m de falar das principais lutas das mulheres ind\u00edgenas para terem seu minist\u00e9rio e lideran\u00e7a reconhecidos, ela tamb\u00e9m compartilhou conquistas vivenciadas nos \u00faltimos anos. Vale a pena conferir!<\/p>\n<h4><strong>Sobre mulheres crist\u00e3s ind\u00edgenas como referenciais<\/strong><\/h4>\n<blockquote><p>\u201cA minha inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 come\u00e7ou em casa, pelo esfor\u00e7o da minha m\u00e3e em conduzir seus sete filhos no Caminho. Ela sempre nos falou dos ensinamentos b\u00edblicos e o quanto devemos amar a Deus, sendo ent\u00e3o o primeiro exemplo na minha vida de mulher crist\u00e3. Quando vamos crescendo, nosso mundo tamb\u00e9m vai ampliando e conhecendo outras pessoas e nesse caminhar elas v\u00e3o acrescentando suas experi\u00eancias \u00e0 nossa vida. Outra que posso falar \u00e9 a mission\u00e1ria Queila Fran\u00e7a, da Uniedas. Ela foi para o campo e est\u00e1 h\u00e1 mais de 20 anos entre os \u00edndios da etnia Aikan\u00e3 (RO). Ela desbravou a mata para levar o Evangelho. A cada relato seu, das in\u00fameras dificuldades que enfrenta por l\u00e1, permanece fiel ao prop\u00f3sito de estar ao dispor do Senhor. Louvo a Deus pela vida dela e das outras mission\u00e1rias que est\u00e3o no campo. Poderia relatar outra mulher crist\u00e3 n\u00e3o ind\u00edgena? Sim, por\u00e9m, voltaria ao in\u00edcio da conversa, onde n\u00e3o h\u00e1 relatos sobre a atua\u00e7\u00e3o da mulher crist\u00e3 ind\u00edgena, pelo fato de n\u00f3s n\u00e3o falarmos de n\u00f3s e sim dos outros. Mas quero aqui contemplar em lembran\u00e7a uma mulher ind\u00edgena, Enir Bezerra da Silva (in memoriam) que foi l\u00edder e desbravou a mata de pedra para ajudar os parentes ind\u00edgenas a conseguirem uma moradia digna quando vieram para a cidade em busca de oportunidades. Ela fundou a primeira aldeia em contexto urbano do Brasil.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><strong>Os desafios das mulheres ind\u00edgenas no Brasil <\/strong><\/h4>\n<blockquote><p>\u201cOs maiores desafios da mulher ind\u00edgena n\u00e3o est\u00e3o longe dos das n\u00e3o ind\u00edgenas, por\u00e9m, naquela especificidade, pode-se dizer que a quest\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o e igualdade de direitos, creio que s\u00e3o os que mais pesam. A discrimina\u00e7\u00e3o de uma forma geral, os ind\u00edgenas j\u00e1 sofrem muito. E sendo mulher, isso fica mais evidente. Penso que a discrimina\u00e7\u00e3o e a quest\u00e3o da busca pela igualdade andam lado a lado. Recentemente, houve uma conquista pelo movimento ind\u00edgena em colocar duas mulheres ind\u00edgenas para atuarem na Casa da Mulher Brasileira, a primeira a ser inaugurada no Brasil pelo Governo anterior. Essas duas, uma falante do idioma Terena e a outra do idioma Guarani, n\u00e3o ficaram muito tempo, sob a alega\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o havia demanda, ou seja, colocaram outras no lugar dessas e se chegasse alguma ind\u00edgena necessitando de atendimento teria que passar novamente por outro constrangimento (casos de viol\u00eancia contra a mulher). Diziam que as mulheres ind\u00edgenas n\u00e3o sofrem agress\u00f5es, absurdo! A busca pela igualdade de luta pelos seus direitos, assim como os homens, tamb\u00e9m \u00e9 uma batalha. Como a ex-cacique Enir Bezerra (in memoriam) enfrentou quando da sua elei\u00e7\u00e3o. Diziam que n\u00e3o poderia ser cacique porque na cultura ind\u00edgena n\u00e3o existe cacique mulher. Ela batalhou pela efetiva\u00e7\u00e3o, pois foi eleita pela comunidade que fundou e conquistou seu espa\u00e7o. Como cacique enfrentou muitos desafios para trazer melhorias para a comunidade, pois os \u201chomens p\u00fablicos\u201d s\u00f3 reconheciam cacique homem. <strong>A mulher ind\u00edgena \u00e9 t\u00e3o capaz, eficiente e articuladora quanto o homem, seja ind\u00edgena ou n\u00e3o<\/strong>. A falta de dar a elas voz, faz com que ainda permane\u00e7am na invisibilidade, infelizmente.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>A transforma\u00e7\u00e3o de vida da mulher ind\u00edgena que se converte a Cristo<\/strong><\/h4>\n<blockquote><p>\u201cJ\u00e1 ouvi relatos de mulheres de certa comunidade que, antes da convers\u00e3o, n\u00e3o tinham vida, pois s\u00f3 viviam para beber chicha (bebida fermentada feita pelos \u00edndios). E que depois que entregaram sua vida a Jesus, passaram a viver. Tem um relato de uma mulher crist\u00e3 ind\u00edgena que agora cuida da casa, vai para a ro\u00e7a, participa nas atividades da igreja e mais ainda, se sente livre do v\u00edcio que n\u00e3o a deixava ter vida. A salva\u00e7\u00e3o em Jesus anunciada aos povos \u00e9 supra cultural, mas aquilo que est\u00e1 como cultura que tira a vida abundante prometida por Jesus, ter\u00e1 a liberta\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, s\u00e3o v\u00e1rios contextos ind\u00edgenas, cada um tem sua especificidade, mas no geral, \u00e9 Cristo que d\u00e1 a vida abundante.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>A gesta\u00e7\u00e3o do I Encontro Evang\u00e9lico de Mulheres Ind\u00edgenas<\/strong><\/h4>\n<blockquote><p>\u201cO I Encontro Evang\u00e9lico de Mulheres Crist\u00e3s Ind\u00edgenas come\u00e7ou a ser articulado na igreja Uniedas da aldeia S\u00e3o Luiz \u2013 Reserva Rio Branco\/RO, em julho de 2016. Enquanto conversava com algumas mulheres l\u00e1, perguntando se j\u00e1 haviam feito algum evento parecido, de reunirem mulheres para estudar a B\u00edblia juntas, orarem, louvarem a Deus, etc, elas relataram que n\u00e3o tinham participado de nada assim e que se pudesse fazer um encontro l\u00e1, elas ficariam muito felizes. Conversamos muito naquela tarde e ap\u00f3s algumas diretrizes, oramos, pois as dificuldades eram muitas, entre elas a quest\u00e3o da dist\u00e2ncia, parte financeira e dificuldade das irm\u00e3s disporem de tempo longe da fam\u00edlia e seus afazeres. Mas de l\u00e1 para c\u00e1, colocamos diante de Deus e pela gra\u00e7a dEle iremos realizar esse encontro nos dias 11, 12 e 13 de agosto de 2017. Diante disso, nasceu tamb\u00e9m o REMIN-Rede de Mulheres Evang\u00e9licas Ind\u00edgenas, apresentado por ocasi\u00e3o da Confer\u00eancia Anual das igrejas da Miss\u00e3o ind\u00edgena Uniedas, em abril deste ano, na igreja local da aldeia Moreira, MS. O lan\u00e7amento oficial est\u00e1 previsto para o dia 07 de outubro de 2017.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>A mulher ind\u00edgena do futuro<\/strong><\/h4>\n<blockquote><p>\u201cCreio que \u00e9 de muitas conquistas. Especificamente das Terenas, com quem convivo mais, vejo que muitas trabalham, a maioria na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Elas participam de semin\u00e1rios e congressos sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0s mulheres ind\u00edgenas, est\u00e3o mais habilitadas e ainda s\u00e3o bem atuantes nas igrejas locais. Continuam e d\u00e3o continuidade \u00e0 cultura e aos trabalhos artesanais ind\u00edgenas. Mulheres ind\u00edgenas de diferentes etnias tamb\u00e9m t\u00eam vivido suas conquistas. <strong>A mulher crist\u00e3 ind\u00edgena tem crescido muito e est\u00e1 saindo da invisibilidade, ela conta a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria<\/strong>.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Nota:<\/strong> Para ler a entrevista na \u00edntegra, <a href=\"http:\/\/tearfundbrasil.org\/mulheres-indigenas-luta-pelo-direito-de-protagonizar-propria-historia\/\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A miss\u00e3o Ind\u00edgena Uniedas e o Centro de Treinamento Cana\u00e3 promovem o I Encontro Evang\u00e9lico de Mulheres Ind\u00edgenas da Regi\u00e3o Norte. Com o tema \u201cRestaurando a Vis\u00e3o da Mulher Crist\u00e3\u201d, o evento acontece entre os dias 11 e 13 de agosto, com o apoio da Miss\u00e3o Emanuel do Brasil. 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