{"id":5995,"date":"2017-04-17T07:00:15","date_gmt":"2017-04-17T10:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=5995"},"modified":"2017-04-17T11:14:39","modified_gmt":"2017-04-17T14:14:39","slug":"povos-indigenas-no-brasil-uma-tarefa-inacabada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2017\/04\/povos-indigenas-no-brasil-uma-tarefa-inacabada\/","title":{"rendered":"Povos ind\u00edgenas no Brasil: uma tarefa inacabada"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #808000;\"><strong>Por&nbsp;Valdir Soares da Silva<\/strong><\/span><\/h4>\n<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/04\/P10_17_04_16_indigenas-tarefa-inacabada.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-5995\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5996 alignright\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/04\/P10_17_04_16_indigenas-tarefa-inacabada.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/04\/P10_17_04_16_indigenas-tarefa-inacabada.jpg 400w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2017\/04\/P10_17_04_16_indigenas-tarefa-inacabada-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a>A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no Brasil tem crescido e alcan\u00e7ou um milh\u00e3o de habitantes, distribu\u00eddos com os seguintes percentuais: 37% na Regi\u00e3o Norte; 26% no Nordeste; 16% no Centro-Oeste; 12% no Sudeste e 9% no Sul. S\u00e3o mais de 300 povos, falando mais de 180 l\u00ednguas diferentes. Um contexto transcultural muito vasto que temos dentro das nossas fronteiras.<\/p>\n<p>Cinquenta por cento da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena encontra-se nos grandes centros, resultando em um grande impacto social, tanto para a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena quanto para a n\u00e3o ind\u00edgena. Como inseri-los nas escolas, universidades e no mercado de trabalho n\u00e3o ind\u00edgena? E como podemos, de alguma forma, ser instrumento para auxiliar estes nossos queridos ind\u00edgenas? Faz-se necess\u00e1rio informar, capacitar e orientar os crist\u00e3os a serem um instrumento aben\u00e7oador a este povo que sonha ter os mesmos direitos e deveres como brasileiros que s\u00e3o.<\/p>\n<p>A Juventude ind\u00edgena tem buscado ocupar seu espa\u00e7o no cen\u00e1rio nacional, como professores nas escolas ind\u00edgenas, ingressando nas universidades com determina\u00e7\u00e3o e concluindo seus cursos, mesmo tendo que lidar com os diversos conte\u00fados program\u00e1ticos oferecidos nas Universidades mais direcionados aos n\u00e3o ind\u00edgenas.<!--more--><\/p>\n<p>O l\u00edder Eli Ticuna est\u00e1 concluindo o seu curso em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas, no munic\u00edpio de Benjamin Constant e j\u00e1 planeja seu futuro no mestrado em Sociedade e Culturas Amaz\u00f4nicas. A sua esposa Anita Ticuna concluiu o Mestrado em Lingu\u00edstica na UNBD e atua como professora na rede de ensino com o seu povo Ticuna. Ambos trabalham em Miss\u00f5es Nacionais e tem contribu\u00eddo para o avan\u00e7o dos projetos na regi\u00e3o do Alto Solim\u00f5es, AM. Este fato, \u00e9 um crescimento educacional e social expressivo para l\u00edderes ind\u00edgenas jovens, dentro da sua comunidade, que almejam ser instrumentos para orientar e capacitar o seu povo a enfrentar as diversas realidades sociais, educacionais e financeiras do mundo atual.<\/p>\n<p>A pedido de l\u00edderes ind\u00edgenas do Alto Solim\u00f5es, temos realizado o trabalho de alfabetiza\u00e7\u00e3o e refor\u00e7o escolar a adolescentes e jovens, sempre de acordo com as normas das Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o Municipal e Estadual, sendo capacitados e autorizados a ministrarem aulas nas aldeias. Essa abertura tem sido fundamental no preparo desses futuros l\u00edderes ind\u00edgenas. Ainda no campo da educa\u00e7\u00e3o, o \u2018Dicion\u00e1rio Xerente-Portugu\u00eas\u2019 est\u00e1 passando por uma revis\u00e3o. Ele tem sido utilizado h\u00e1 d\u00e9cadas nas Escolas Ind\u00edgenas Xerente, no Tocantins e reconhecido pela Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o &nbsp;como grande contribui\u00e7\u00e3o educacional ao povo ind\u00edgena Xerente. Al\u00e9m do Novo Testamento j\u00e1 traduzido na l\u00edngua Xerente e publicado no ano de 2006 pelo casal Guenther Carlos Krieger e Wanda Krieger, ap\u00f3s 30 anos de muito estudo e viv\u00eancia entre o povo, continuamos trabalhando no desenvolvimento do Antigo Testamento. A gera\u00e7\u00e3o que acompanhou esse processo j\u00e1 tem se beneficiado dessa riqueza e, por certo, muitas outras tamb\u00e9m ser\u00e3o atendidas com a literatura sagrada na pr\u00f3pria l\u00edngua do povo. Este patrim\u00f4nio entregue ao povo Xerente tem orientado as fam\u00edlias na preserva\u00e7\u00e3o educacional, cultural e social. A alegria dos l\u00edderes ind\u00edgenas que est\u00e3o liderando esse trabalho de tradu\u00e7\u00e3o tem sido marcante e &nbsp;motivadora para todos os envolvidos.&nbsp;<\/p>\n<p>Miss\u00f5es Nacionais tem desenvolvido diversas publica\u00e7\u00f5es em l\u00ednguas ind\u00edgenas, como \u00e9 o caso do povo Yanomami, Guajajara e Nyengatu. Elas t\u00eam sido elaboradas na pr\u00f3pria l\u00edngua, atendendo a pedidos de l\u00edderes ind\u00edgenas para orientar suas comunidades no campo da educa\u00e7\u00e3o e cultura, para atender uma nova gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o utiliza habitualmente a comunica\u00e7\u00e3o oral, preservando sempre o contexto cultural de cada povo.<\/p>\n<p>H\u00e1 grandes necessidades de jovens tradutores para materiais did\u00e1ticos, como cartilhas educacionais, artes e livros b\u00edblicos para as etnias que ainda n\u00e3o t\u00eam estes recursos em sua pr\u00f3pria l\u00edngua. Queremos sempre fortalecer a l\u00edngua materna e a cultura do povo ind\u00edgena em nosso Brasil.<\/p>\n<p>A m\u00fasica entre os povos ind\u00edgenas tem sido uma forma de comunicar a sua arte e cultura de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. O canto \u00e9 uma marca que caracteriza a maioria dos povos ind\u00edgenas do Brasil. Os Xerente, no Tocantins, t\u00eam formado grupos musicais com o objetivo de visitar as aldeias, inclusive de outros povos, com a vis\u00e3o de realizarem celebra\u00e7\u00f5es e compartilharem dos avan\u00e7os que est\u00e3o alcan\u00e7ando nas \u00faltimas d\u00e9cadas nas \u00e1reas sociais e do pr\u00f3prio fortalecimento da cultura. Miss\u00f5es Nacionais tem orgulho de ser participante dessa obra. Esta a\u00e7\u00e3o musical e cultural tem produzido um impacto salutar motivando a etnia a expressar a sua riqueza musical. Recentemente, um quarteto jovem Xerente lan\u00e7ou um CD com m\u00fasicas na sua pr\u00f3pria l\u00edngua, que ajuda significantemente na preserva\u00e7\u00e3o da l\u00edngua e cultura do povo. Para que isto acontecesse um l\u00edder n\u00e3o ind\u00edgena investiu neles musicalmente, culturalmente e linguisticamente.<\/p>\n<p>O artesanato ind\u00edgena \u00e9 outro fator muito importante para os povos ind\u00edgenas brasileiros. A venda desses artefatos gera renda para muitas fam\u00edlias e contribui tamb\u00e9m para a afirma\u00e7\u00e3o cultural de cada povo. Desde 2015, Miss\u00f5es Nacionais tem realizado pesquisas sobre as diferentes manifesta\u00e7\u00f5es culturais de alguns povos, para que possamos auxili\u00e1-los no desenvolvimento de trabalhos autossustent\u00e1veis, que proporcionem seguran\u00e7a para os artes\u00e3os ind\u00edgenas e garanta a continuidade dessas manifesta\u00e7\u00f5es t\u00e3o valiosas, como \u00e9 o caso do capim dourado para o povo Xerente, o Tururi (fibra da casca da \u00e1rvore) para o povo Ticuna e outras fibras naturais utilizadas no norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os desafios s\u00e3o imensos dentro da realidade ind\u00edgena em nosso Brasil. H\u00e1 necessidade de nos unirmos em prol das realidades ind\u00edgenas. Juntos podemos realizar grandes coisas na orienta\u00e7\u00e3o e depend\u00eancia do nosso Deus!<\/p>\n<p>Nota: Artigo <a href=\"http:\/\/www.missoesnacionais.com.br\/single-post\/2016\/10\/14\/Artigo---Povos-Ind%C3%ADgenas-no-Brasil-Uma-Tarefa-Inacabada\">publicado<\/a> originalmente na Revista \u201cA P\u00e1tria para Cristo\u201d, edi\u00e7\u00e3o 273.<\/p>\n<p><strong>Valdir Soares da Silva <\/strong>\u00e9 coordenador Nacional de Projetos Ind\u00edgenas no Brasil, da Junta de Miss\u00f5es Nacionais da Conven\u00e7\u00e3o Batista Brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Valdir Soares da Silva A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no Brasil tem crescido e alcan\u00e7ou um milh\u00e3o de habitantes, distribu\u00eddos com os seguintes percentuais: 37% na Regi\u00e3o Norte; 26% no Nordeste; 16% no Centro-Oeste; 12% no Sudeste e 9% no Sul. S\u00e3o mais de 300 povos, falando mais de 180 l\u00ednguas diferentes. 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