{"id":5438,"date":"2016-08-17T12:06:51","date_gmt":"2016-08-17T15:06:51","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=5438"},"modified":"2016-08-17T12:06:51","modified_gmt":"2016-08-17T15:06:51","slug":"desafios-para-e-evangelizacao-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2016\/08\/desafios-para-e-evangelizacao-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Desafios para e evangeliza\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-5439\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_povos-minoritarios-300x225.jpg\" alt=\"P10_17_08_16_povos-minoritarios\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_povos-minoritarios-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_povos-minoritarios-150x113.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_povos-minoritarios.jpg 475w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>No per\u00edodo de 15 a 18 de junho de 2015 aconteceu a Consulta Nacional Povos Minorit\u00e1rios do Brasil. O encontro que reuniu l\u00edderes de diversas ag\u00eancias mission\u00e1rias de v\u00e1rias partes do pa\u00eds tinha como objetivo refletir sobre a realidade da evangeliza\u00e7\u00e3o e propor a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o alcance dos povos minorit\u00e1rios do Brasil.<\/p>\n<p>A Consulta concentrou-se em cinco segmentos socioculturais menos evangelizados no Brasil, seu contexto e desafio. S\u00e3o eles: Ind\u00edgenas, Quilombolas, Ciganos, Sertanejos e Ribeirinhos. Ronaldo Lid\u00f3rio apresentou o panorama geral dos segmentos menos evangelizados, destacando a necessidade de maior pesquisa para dimensionar o desafio e direcionar os esfor\u00e7os mission\u00e1rios.<\/p>\n<p>A respeito do segmento Ribeirinho, o relat\u00f3rio elaborado na Consulta diz que um grupo constitu\u00eddo por 35 mil comunidades na Amaz\u00f4nia, do qual se estima que 10 mil comunidades ainda n\u00e3o foram alcan\u00e7adas pelo Evangelho. Vinte e seis milh\u00f5es de pessoas habitam a Amaz\u00f4nia Legal sendo que cerca de 1 milh\u00e3o tem pouco ou nenhum contato com o Evangelho. H\u00e1 mais de 40 iniciativas evangelizadoras na Amaz\u00f4nia Legal e a maioria das comunidades tradicionais num raio de 100 Km das principais cidades j\u00e1 foram alcan\u00e7adas.<\/p>\n<p><strong>Necessidades de desafios<\/strong><\/p>\n<p>Dentre as necessidades apontadas no relat\u00f3rio para o avan\u00e7o do evangelho entre os ribeirinhos est\u00e3o a conscientiza\u00e7\u00e3o da igreja brasileira, mission\u00e1rios bem treinados, com capacidade de leitura cultural adequada, forma\u00e7\u00e3o de l\u00edderes locais e material pedag\u00f3gico adequado.<\/p>\n<p>Um grande desafio continua sendo o isolamento hist\u00f3rico e geogr\u00e1fico de milhares de fam\u00edlias e comunidades, o que exige uma log\u00edstica complexa para o acesso. O relat\u00f3rio citou ainda outros desafios para a evangeliza\u00e7\u00e3o: pecados culturais arraigados \u2013 promiscuidade; inicia\u00e7\u00e3o sexual precoce; abuso sexual familiar; conformismo da comunidade; conviv\u00eancia pac\u00edfica de lideran\u00e7as evang\u00e9licas com pecados da cultura local; preju\u00edzos resultantes de m\u00e1s experi\u00eancias evang\u00e9licas anteriores e a sustentabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>O que fazer e o que evitar<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio orienta que os interessados em se envolver com a evangeliza\u00e7\u00e3o entre os ribeirinhos devem evitar atitudes como de \u201cturistas\u201d; ter cuidado ao firmar alian\u00e7as com l\u00edderes nativos antes de conhec\u00ea-los profundamente; n\u00e3o aparentar atitude de superioridade; e fugir do assistencialismo.<\/p>\n<p>Dentre os itens citados como melhores pr\u00e1ticas, est\u00e3o: oferecer preparo para nativos plantadores de igrejas, em localidades mais pr\u00f3ximas de seu ambiente; recrutamento considerando chamado e car\u00e1ter; preparo mission\u00e1rio espec\u00edfico voltado para a realidade ribeirinha; estudo antropol\u00f3gico e hist\u00f3rico da comunidade; recrutamento de professores e agentes de sa\u00fade na sede do munic\u00edpio para as vilas n\u00e3o alcan\u00e7adas; ado\u00e7\u00e3o de postura de respeito \u00e0 lideran\u00e7a no processo de evangeliza\u00e7\u00e3o da comunidade; equipes de curto prazo bem preparadas, com alvos definidos e acompanhadas por lideran\u00e7a da igreja.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5440\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_ribeirinhos_amazonia_PEQ-300x224.jpg\" alt=\"P10_17_08_16_ribeirinhos_amazonia_PEQ\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_ribeirinhos_amazonia_PEQ-300x224.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_ribeirinhos_amazonia_PEQ-150x112.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/08\/P10_17_08_16_ribeirinhos_amazonia_PEQ.jpg 353w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Para falar mais sobre os desafios da evangeliza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, o <strong>Paralelo10<\/strong> entrevistou tr\u00eas pastores que atuam na regi\u00e3o. <!--more-->Confira na entrevista abaixo:<\/p>\n<p><strong>Paralelo 10 \u2013 Qual a maior barreira para a evangeliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o que vive na Amaz\u00f4nia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Moacy<\/strong> \u2013 Existem in\u00fameras barreiras que posso citar (custo de locomo\u00e7\u00e3o alt\u00edssimo, comunidades hostis ao evangelho por conta da depend\u00eancia financeira e da posse da terra pela igreja romana, dif\u00edcil acesso em muitas comunidades por conta da seca dos rios, dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o com comunidades ind\u00edgenas), por\u00e9m, cito a falta de obreiros que topem enfrentar a realidade amazonense, principalmente a ribeirinha, a maior barreira para a evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Gilson<\/strong> \u2013 Diria que seriam a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e as cren\u00e7as religiosas. No nosso campo de atua\u00e7\u00e3o, entre ind\u00edgenas, al\u00e9m da localiza\u00e7\u00e3o a l\u00edngua materna de cada povo tamb\u00e9m \u00e9 um grande desafio.<\/p>\n<p><strong>William<\/strong> \u2013 Acredito que existem duas barreiras significativas para a evangeliza\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia. A primeira \u00e9 a falta de uma instru\u00e7\u00e3o e treinamento dos l\u00edderes das igrejas ribeirinhas j\u00e1 estabelecidas para a obra mission\u00e1ria. A segunda \u00e9 a dificuldade de transporte para os locais mais carentes de a\u00e7\u00e3o missionaria, tanto naval quanto a\u00e9reo. Nenhuma dessas op\u00e7\u00f5es \u00e9 barata.<\/p>\n<p><strong>P10 \u2013 Quais aspectos da geografia da regi\u00e3o amaz\u00f4nica dificultam e quais favorecem o trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Moacy<\/strong> \u2013 Calor beirando ao insuport\u00e1vel na maior parte do ano; secas que encarecem e, muitas vezes, impossibilita o acesso a comunidades; caminhos de estrada de barro em p\u00e9ssimas qualidades para locomo\u00e7\u00e3o. Normalmente as cheias favorecem o trabalho mission\u00e1rio, quando se trata de terra seca (\u00e1reas que n\u00e3o alagam), por\u00e9m, quando as comunidades est\u00e3o situadas em \u00e1reas de v\u00e1rzea o trabalho fica prejudicado pelo \u00eaxodo sazonal dos moradores.<\/p>\n<p><strong>Gilson<\/strong> \u2013 Seja por \u00e1gua ou terra, sempre ser\u00e1 um trabalho desafiador. Mesmo que sejam estradas, muitos grupos est\u00e3o h\u00e1 muitos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia das cidades. Como s\u00e3o regi\u00f5es long\u00ednquas, quem vem trabalhar aqui tem que planejar ficar mais tempo com o povo a ser alcan\u00e7ado. H\u00e1 muitos recursos naturais: rios, animais, peixes, aves, insetos, plantas, frutas, etc, os quais podem ajudar no sustento di\u00e1rio do obreiro.<\/p>\n<p><strong>William<\/strong> \u2013 Ironicamente, um aspecto da geografia que favorece o trabalho da evangeliza\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia \u00e9 o fato de que, atrav\u00e9s de embarca\u00e7\u00f4es e aeronaves, existe como chegar praticamente em qualquer lugar na Janela Amaz\u00f4nica. Praticamente todo povo da Amaz\u00f4nia vive na beira dos rios da Amaz\u00f4nia, mas com uma boa instru\u00e7\u00e3o e treinamento de l\u00edderes das igrejas ribeirinhas\/ind\u00edgenas, \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar os que n\u00e3o moram nessas margens.<\/p>\n<p><strong>P10 \u2013 Como usar o potencial dos recursos humanos e naturais da regi\u00e3o para plantar igrejas autossustent\u00e1veis?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Moacy<\/strong> \u2013 Cada regi\u00e3o do Brasil tem suas peculiaridades, os obreiros locais se comunicam, exemplificam, entrosam-se, com muita facilidade, pois n\u00e3o h\u00e1 a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o. Por j\u00e1 estarem acostumados com a forma de viver das comunidades n\u00e3o enfrentam o choque cultural. Outra coisa que precisa ser entendido \u00e9 que a Amaz\u00f4nia \u00e9 riqu\u00edssima em recursos naturais e se faz necess\u00e1rio adaptar a transmiss\u00e3o das Boas Novas de Cristo para poder aproveitar estes recursos. Um Evangelho importado dificulta o processo de discipulado por n\u00e3o haver condi\u00e7\u00f5es de multiplicar uma forma que n\u00e3o se tem os recursos dos quais foi aprendido.<\/p>\n<p><strong>Gilson<\/strong> \u2013 Temos v\u00e1rias iniciativas. Entre elas est\u00e3o o treinamento b\u00edblico de nativos na pr\u00f3pria l\u00edngua materna e a produ\u00e7\u00e3o de materiais na l\u00edngua materna com a ajuda do pr\u00f3prio povo. Construir igrejas usando os recursos naturais existentes na regi\u00e3o e participar de eventos culturais nas aldeias tamb\u00e9m s\u00e3o formas de valorizar o potencial da comunidade e se aproximar do povo.<\/p>\n<p><strong>William<\/strong> \u2013 A forma mais vi\u00e1vel para a planta\u00e7\u00e3o de igrejas na Amaz\u00f4nia \u00e9 treinando lideres locais para dirigir e pastorear essas igrejas. O ribeirinho j\u00e1 est\u00e1 acostumado a viver da terra pescando, ca\u00e7ando e plantando. N\u00e3o precisa de uma renda ou contribui\u00e7\u00e3o mensal. Se plantarmos &#8220;igreja ind\u00edgenas&#8221;, ou seja, igrejas que refletem a cultura em que ela \u00e9 plantada, vamos estar usando ao m\u00e1ximo os recursos naturais e humanos de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>P10 \u2013 De que maneiras as igrejas do Sul e Sudeste poderiam contribuir com a igreja nortista para a evangeliza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Moacy<\/strong> \u2013 Acredito que a primeira e mais importante \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o, muitas vezes as for\u00e7as parecem sumir e acreditamos que as ora\u00e7\u00f5es s\u00e3o a energia que nos realimenta. Apoiar obreiros locais ajudaria bastante o trabalho, muitos de nossos obreiros se desdobram para poder manter seu lar e tocar o trabalho mission\u00e1rio. Pe\u00e7o a Deus para levantar igrejas que abracem pelo menos um obreiro aut\u00f3ctone, isto faria uma imensa diferen\u00e7a na vida de v\u00e1rias comunidades.<\/p>\n<p><strong>Gilson<\/strong> \u2013 Parcerias com profissionais volunt\u00e1rios nas \u00e1reas de sa\u00fade, constru\u00e7\u00e3o civil, educa\u00e7\u00e3o e agronomia. Outra forma seria na ado\u00e7\u00e3o de sustento parcial de obreiros aut\u00f3ctones.<\/p>\n<p><strong>William<\/strong> \u2013 Elas podem subsidiar viagens mission\u00e1rias para diminuir os custos. Contribuir para o sustento de pastores itinerantes, que dedicam suas vidas para o apoio e instru\u00e7\u00e3o das igrejas ribeirinhas e ind\u00edgenas. Contribuir para associa\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias s\u00e9rias, que tem uma infraestrutura consider\u00e1vel para manter. Enviar equipes para o desenvolvimento de projetos evangel\u00edsticos, m\u00e9dico e social na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>P10 \u2013 Quais s\u00e3o as principais caracter\u00edsticas que uma pessoa que se sente chamada para evangelizar na Amaz\u00f4nia deve apresentar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Moacy<\/strong> \u2013 Amar a Deus, amar as pessoas e disposi\u00e7\u00e3o para renunciar em prol do reino.<\/p>\n<p><strong>Gilson<\/strong> \u2013 Convic\u00e7\u00e3o do chamado. F\u00e1cil adapta\u00e7\u00e3o. Abertura ao aprendizado. Ter forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica, missiol\u00f3gica e lingu\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>William<\/strong> \u2013 Precisa ser um(a) aprendiz, conhecer como o povo vive, seu dialeto, sua cultura; n\u00e3o podemos chegar \u00e0 um local pensando que sabemos de tudo. N\u00e3o pode ser uma pessoa de julgamento; sempre observando e reconhecendo as diferen\u00e7as culturais, sem julg\u00e1-las como erradas ou tentar conformar a sociedade \u00e0 forma que \u00e9 na sua terra de origem. Uma pessoa criativa, que procura meios de como ser usado por Deus, como suprir necessidades. Precisa ser uma pessoa que est\u00e1 crescendo espiritualmente humildade \u00e9 chave nisso. Reconhecer que ainda n\u00e3o conhecemos tudo e que dependemos de Deus para nos guiar. Uma pessoa compromissada, que est\u00e1 disposta a sacrificar o conforto de seu lar, entendendo que isso tudo faz parte de algo muito maior que n\u00f3s. Uma pessoa flex\u00edvel, que espera mudan\u00e7as nos planos e busque honrar somente a Deus em todas as coisas. Uma pessoa que v\u00ea al\u00e9m de suas prefer\u00eancias e preocupa\u00e7\u00f5es pessoais, que ame pessoas \u2013 algu\u00e9m disse uma vez, \u201co contr\u00e1rio de amor n\u00e3o \u00e9 \u00f3dio, \u00e9 indiferen\u00e7a\u201d. Algu\u00e9m que compartilhe sua vida com os outros, fa\u00e7a amigos, lembre nomes, lembre de hist\u00f3rias. Enfim, uma pessoa que saiba amar.<\/p>\n<p><strong>P10 \u2013 O que os mission\u00e1rios e crist\u00e3os do Sudeste que v\u00e3o para a Amaz\u00f4nia aprendem sobre a f\u00e9 e evangeliza\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Moacy<\/strong> \u2013 Sobre f\u00e9, acredito que a depend\u00eancia em Deus \u00e9 multiplicada nesta regi\u00e3o. Muitos enfrentam rios, chuva, sol e fome por horas para poder chegar a uma comunidade na qual esteja atuando. Em rela\u00e7\u00e3o a evangeliza\u00e7\u00e3o, acho que o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o da necessidade de uma evangeliza\u00e7\u00e3o integral, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel visitar um ribeirinho e n\u00e3o se sentir sensibilizado em querer lhe apoiar a crescer em todos os aspectos de sua vida.<\/p>\n<p><strong>Gilson<\/strong> \u2013 Aprendem que mesmo dentro do seu forte contexto religioso, social e cultural, as pessoas aqui t\u00eam uma f\u00e9 vibrante e vis\u00edvel ante as dificuldades da vida di\u00e1ria. S\u00e3o receptivas, hospitaleiras e gostam de dividir o que possuem. Se um nortista oferecer algo, n\u00e3o pergunte quanto custa, receba e depois de algum tempo, presenteio-o tamb\u00e9m. Quanto \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o, melhor m\u00e9todo \u00e9 a amizade.<\/p>\n<p><strong>William<\/strong> \u2013 Se voc\u00ea permitir Deus falar com voc\u00ea, Ele vai te mostrar exatamente o que Ele quer de voc\u00ea. Voc\u00ea vai saber sua miss\u00e3o aqui na terra.<\/p>\n<p><strong>\u2022 Moacy Paulino da Silva<\/strong>, pastor na Primeira Igreja Batista de Parintins, coordenador Centro de Treinamento de L\u00edderes Prof\u00aa Eglantina Lessa (CTL). Atua no baixo Amazonas nos munic\u00edpios de Parintins, Nhamund\u00e1, Barreirinha, e comunidades ribeirinhas e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><strong>\u2022 Gilson Ricardo da Silva<\/strong>, secret\u00e1rio executivo da Miss\u00e3o Evang\u00e9lica aos \u00cdndios do Brasil (MEIB). Atua nos estados do Par\u00e1 e Maranh\u00e3o h\u00e1 mais de 40 anos, entre as etnias Kayap\u00f3, Xikrin, Temb\u00e9 e Anamb\u00e9 (Par\u00e1). Guajajara e Kanela (Maranh\u00e3o) e agora com os Kayap\u00f3 do norte do Mato Grosso.<\/p>\n<p><strong>\u2022 William Boyd Walker Junior<\/strong>, diretor executivo da Miss\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.amorbrazil.org\/\">AMOR<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o crist\u00e3, sem fins lucrativos, envolvida com projetos de evangeliza\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Foto: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/130796800@N02\/16421576805\/\">Amina Tagemouati \/ Fickr<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No per\u00edodo de 15 a 18 de junho de 2015 aconteceu a Consulta Nacional Povos Minorit\u00e1rios do Brasil. O encontro que reuniu l\u00edderes de diversas ag\u00eancias mission\u00e1rias de v\u00e1rias partes do pa\u00eds tinha como objetivo refletir sobre a realidade da evangeliza\u00e7\u00e3o e propor a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o alcance dos povos minorit\u00e1rios do Brasil. 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