{"id":5210,"date":"2016-05-18T10:20:24","date_gmt":"2016-05-18T13:20:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=5210"},"modified":"2016-05-18T10:20:24","modified_gmt":"2016-05-18T13:20:24","slug":"paralelo10-leva-revista-ultimato-a-quatorze-estados-do-norte-e-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2016\/05\/paralelo10-leva-revista-ultimato-a-quatorze-estados-do-norte-e-nordeste\/","title":{"rendered":"Paralelo10 leva revista Ultimato a quatorze estados do Norte e Nordeste"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/05\/Capa-ultimato-360.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-5210\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5211\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/05\/Capa-ultimato-360.jpg\" alt=\"Capa-ultimato-360\" width=\"266\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/05\/Capa-ultimato-360.jpg 266w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/05\/Capa-ultimato-360-227x300.jpg 227w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/05\/Capa-ultimato-360-114x150.jpg 114w\" sizes=\"auto, (max-width: 266px) 100vw, 266px\" \/><\/a>No in\u00edcio deste m\u00eas, nosso setor de expedi\u00e7\u00e3o enviou mais de 300 exemplares da edi\u00e7\u00e3o atual da revista <strong>Ultimato<\/strong> para representantes do <strong>Paralelo10<\/strong>. S\u00e3o colaboradores espalhados em quase todos os dezesseis estados do Norte e Nordeste, com exce\u00e7\u00e3o apenas de dois: Tocantins e Acre, onde ainda n\u00e3o temos nenhum representante do projeto.<\/p>\n<p>Os representantes receberam em casa a edi\u00e7\u00e3o 360, que tem como mat\u00e9ria de capa \u201cAs muitas espiritualidades em S\u00e3o Thom\u00e9 das Letras e a gra\u00e7a de Deus\u201d. O t\u00edtulo e a reportagem (p\u00e1g. 21-34) foram inspirados pela visita do redator (o Mineiro com Cara de Matuto) a S\u00e3o Thom\u00e9 das Letras, MG, considerada uma das cidades mais esot\u00e9ricas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre os artigos dos articulistas e das diversas se\u00e7\u00f5es de <strong>Ultimato<\/strong>, esta edi\u00e7\u00e3o traz o texto \u201cCantando sem medo para o Deus verdadeiro\u201d, de H\u00e9ber Negr\u00e3o. Ele \u00e9 paraense, mestre em etnomusicologia e atua como mission\u00e1rio entre o povo Temb\u00e9. Sua reflex\u00e3o conta a experi\u00eancia de compor can\u00e7\u00f5es com ritmo, melodia e fraseado caracter\u00edsticos da musicalidade do povo ind\u00edgena Ka\u2019a, que vive \u00e0 margem de um rio no Par\u00e1.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff9900;\"><strong>Disponibilizamos a seguir o texto na \u00edntegra. Confira:<\/strong><\/span><!--more--><\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><strong>Cantando sem medo para o Deus verdadeiro<\/strong><\/p>\n<p>O povo Ka\u2019a vive \u00e0 margem de um rio no Par\u00e1 e tem contato recente com a sociedade n\u00e3o ind\u00edgena. Os mission\u00e1rios que me convidaram para fazer uma pesquisa de etnomusicologia naquele lugar trabalham entre eles h\u00e1 mais de trinta anos.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento da igreja, viu-se a necessidade de uma liturgia adequada \u00e0 cultura do povo. Eles queriam que a igreja come\u00e7asse a cantar m\u00fasicas para louvar ao Senhor em seu pr\u00f3prio sistema musical.<\/p>\n<p>As m\u00fasicas do povo Ka\u2019a s\u00e3o executadas apenas durante as festas e est\u00e3o relacionadas aos animais predadores da floresta que s\u00e3o as almas de pessoas que morreram.<\/p>\n<p>Junto com John &#8212; mission\u00e1rio etnomusic\u00f3logo &#8212; tivemos o desafio de compor can\u00e7\u00f5es que soassem como as m\u00fasicas dos Ka\u2019a, mas sem gerar associa\u00e7\u00e3o com as can\u00e7\u00f5es das festas. Dessa forma, n\u00f3s gravamos algumas de suas can\u00e7\u00f5es tradicionais e analisamos a sua composi\u00e7\u00e3o: ritmo, melodia, fraseado, intervalos recorrentes.<\/p>\n<p>Nossa estrat\u00e9gia foi usar as letras de can\u00e7\u00f5es ocidentais j\u00e1 traduzidas para o dialeto local e substituir a melodia original por uma melodia que fosse adequada ao pr\u00f3prio estilo musical daquele povo. E deu muito certo.<\/p>\n<p>Quando alguns do povo Ka\u2019a ouviram a nova can\u00e7\u00e3o, eles sorriam dizendo: \u201cmuito bom, muito bom\u201d. Apesar de reconhecerem a letra com outra melodia, eles disseram: \u201c<em>\u00e9 assim mesmo, isso parece com a nossa m\u00fasica<\/em>\u201d<em>. <\/em><\/p>\n<p>Uma ind\u00edgena estava com o filho muito doente e uma mission\u00e1ria orava com ela pelo restabelecimento da crian\u00e7a. Algu\u00e9m havia dito para a m\u00e3e levar seu filho ao paj\u00e9, ao que ela respondeu: \u201c<em>N\u00e3o. S\u00f3 existe um \u00fanico Deus verdadeiro<\/em>\u201d. Aproveitamos esse fato para criar uma can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as sempre cantavam as m\u00fasicas tradicionais bem baixinho demonstrando medo das almas predadoras. No entanto, quando elas cantavam as novas m\u00fasicas da igreja, faziam-no com todo vigor e bem alto.<\/p>\n<p>Percebemos ent\u00e3o que as novas can\u00e7\u00f5es n\u00e3o estavam mais associadas \u00e0s almas predadoras e ainda assim soavam como Ka\u2019a. Agora, eles podem cantar sem medo, para o \u00fanico Deus verdadeiro.<\/p>\n<p><strong>Leia Mais<\/strong><br \/>\n<a href=\"goo.gl\/NXEtaF\">De noite est\u00e1 comigo a sua can\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, nosso setor de expedi\u00e7\u00e3o enviou mais de 300 exemplares da edi\u00e7\u00e3o atual da revista Ultimato para representantes do Paralelo10. S\u00e3o colaboradores espalhados em quase todos os dezesseis estados do Norte e Nordeste, com exce\u00e7\u00e3o apenas de dois: Tocantins e Acre, onde ainda n\u00e3o temos nenhum representante do projeto. 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