{"id":5082,"date":"2016-03-14T08:42:49","date_gmt":"2016-03-14T11:42:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=5082"},"modified":"2019-07-30T11:39:16","modified_gmt":"2019-07-30T14:39:16","slug":"como-acontece-o-trafico-de-mulheres-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2016\/03\/como-acontece-o-trafico-de-mulheres-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Como acontece o tr\u00e1fico de mulheres na Amaz\u00f4nia?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5083\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/03\/trafico_humano-imagens_evangelicas_-_flickr-cc.jpg\" alt=\"trafico_humano-imagens_evangelicas_-_flickr-cc\" width=\"358\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/03\/trafico_humano-imagens_evangelicas_-_flickr-cc.jpg 358w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/03\/trafico_humano-imagens_evangelicas_-_flickr-cc-300x225.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/03\/trafico_humano-imagens_evangelicas_-_flickr-cc-150x113.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/>Uma <a href=\"http:\/\/radios.ebc.com.br\/amazonia-brasileira\/edicao\/2016-03\/como-acontece-o-trafico-de-mulheres-na-amazonia\">mat\u00e9ria<\/a> publicada no site da R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia mostra como acontece o tr\u00e1fico de mulheres na Amaz\u00f4nia e apresenta o crescente n\u00famero de den\u00fancias de tr\u00e1fico de pessoas. A mat\u00e9ria \u00e9 do programa Amaz\u00f4nia Brasileira.<\/p>\n<p>Segundo dados da Secretaria de Estado de Justi\u00e7a e Direitos Humanos do Amazonas (Sejus), houve um crescimento de 106,2%, no n\u00famero de den\u00fancias de tr\u00e1fico de pessoas, no Amazonas, entre os anos de 2011 e 2013, e as mulheres representaram 66,6% das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O programa entrevistou a professora de Antropologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Iraildes Caldas, doutora em Ci\u00eancias Sociais e Antropologia. Ela \u00e9 uma das escritoras da obra \u201cTr\u00e1fico de Mulheres na Amaz\u00f4nia\u201d.<\/p>\n<p>Ela esclarece que as mulheres amaz\u00f4nicas s\u00e3o tidas, no imagin\u00e1rio europeu e no imagin\u00e1rio brasileiro, como uma mulher ex\u00f3tica, bela e lasciva. A escritora explica que foi constru\u00edda, historicamente, uma imagem depreciativa dessa mulher.<!--more--><\/p>\n<p>Iraildes Caldas acredita que \u00e9 o exotismo em rela\u00e7\u00e3o as mulheres que est\u00e1 no imagin\u00e1rio das pessoas, que introduzem as mulheres amaz\u00f4nidas no tr\u00e1fico de mulheres: \u201cs\u00e3o mo\u00e7as que s\u00e3o pobres, algumas ind\u00edgenas, outras de classe m\u00e9dia, que est\u00e3o fazendo universidade, ent\u00e3o a quest\u00e3o do tr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de pobreza, \u00e9 uma quest\u00e3o do patriarcado mundial. No nosso caso, a quest\u00e3o ind\u00edgena e \u00e9tnica vem se posicionar dentro desse patriarcado. Aqui, n\u00f3s temos uma ideia de que do s\u00e9culo XVIII para c\u00e1, se construiu uma imagem da \u00edndia que se oferece&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o que se aloja com esta, contada por Iraildes Caldas, \u00e9 que, a partir do s\u00e9culo IX, come\u00e7aram a acontecer doa\u00e7\u00f5es de mo\u00e7as, para as fam\u00edlias abastadas de Manaus: \u201cfam\u00edlias iam para o interior, at\u00e9 a \u00e1rea ribeirinha, conversavam com a fam\u00edlia da mo\u00e7a, se tornavam padrinhos e madrinhas ao fazerem a passagem pela fogueira, um costume da regi\u00e3o, e levavam as mo\u00e7as para a cidade, com o prop\u00f3sito de que ela teria uma vida melhor na cidade grande. Na verdade, essa mo\u00e7a seria explorada, tanto do ponto de vista servil quanto do ponto de vista sexual\u201d, diz.<\/p>\n<p>A professora explica que na Amaz\u00f4nia, essa ideia \u00e9tnica, da \u00edndia lasciva, faz com que a sociedade, enxergue o tr\u00e1fico como uma coisa natural.<\/p>\n<p>De acordo com Iraildes Caldas, existe uma rede sofisticada de tr\u00e1fico humano, com pessoas importantes. &#8220;Aqui n\u00f3s conseguimos denunciar e fazer com que a Justi\u00e7a levasse a pris\u00e3o um prefeito que fazia abuso sexual de meninas, conforme a idade&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>&#8220;Descobrimos vertentes, em tr\u00eas cidades, que promovem, abertamente, dentro de barcos, orgias sexuais com meninas. As pessoas que est\u00e3o nela s\u00e3o pessoas que vem de fora, havendo uma prolifera\u00e7\u00e3o desse tipo de neg\u00f3cio e de uma forma f\u00e1cil\u201d, conta.<\/p>\n<p>Iraildes Caldas enfatiza que o tr\u00e1fico de mulheres \u201c\u00e9 uma quest\u00e3o que ningu\u00e9m quer se comprometer\u201d e, inclusive, envolve risco f\u00edsico para quem deseja pesquisar e investigar o assunto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/radios.ebc.com.br\/amazonia-brasileira\/edicao\/2016-03\/como-acontece-o-trafico-de-mulheres-na-amazonia\">Clique aqui<\/a> para acessar a mat\u00e9ria completa no site da R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia e ouvir a entrevista com a professora Iraildes Caldas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma mat\u00e9ria publicada no site da R\u00e1dio Nacional da Amaz\u00f4nia mostra como acontece o tr\u00e1fico de mulheres na Amaz\u00f4nia e apresenta o crescente n\u00famero de den\u00fancias de tr\u00e1fico de pessoas. 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