{"id":5033,"date":"2016-02-19T08:24:47","date_gmt":"2016-02-19T11:24:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=5033"},"modified":"2016-02-22T16:40:07","modified_gmt":"2016-02-22T19:40:07","slug":"servir-a-deus-e-ao-ser-humano-a-acao-social-dos-puritanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2016\/02\/servir-a-deus-e-ao-ser-humano-a-acao-social-dos-puritanos\/","title":{"rendered":"Servir a Deus e ao ser humano: a a\u00e7\u00e3o social dos Puritanos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_5035\" style=\"width: 365px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5035\" class=\"wp-image-5035 size-full\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/02\/P10_19_02_16_Puritanos_BLOG.jpg\" alt=\"\" width=\"355\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/02\/P10_19_02_16_Puritanos_BLOG.jpg 355w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/02\/P10_19_02_16_Puritanos_BLOG-300x226.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2016\/02\/P10_19_02_16_Puritanos_BLOG-150x113.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><p id=\"caption-attachment-5035\" class=\"wp-caption-text\">The First Thanksgiviving at Plymouth (1925), de Jennie Augusta Brownscombe. Presente de Wallace and Wilhelmina Holladay (National Museum of Women in the Arts).<\/p><\/div>\n<p><em>Por H\u00e9ber Negr\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Os puritanos fizeram parte da Reforma Protestante na Inglaterra no s\u00e9culo XVI. Influenciados pelos ensinamentos de Lutero e Calvino, procuraram libertar a Inglaterra \u2013 e posteriormente a Nova Inglaterra \u2013 das pr\u00e1ticas eclesi\u00e1sticas err\u00f4neas impostas pela igreja romana que ainda permeavam a rec\u00e9m-formada Igreja Anglicana.<\/p>\n<p>A vis\u00e3o que temos dos puritanos \u00e9 que eles eram mal humorados, avessos \u00e0 recrea\u00e7\u00e3o, cheios de censura e intolerantes. H. L. Mencken chegou a dizer que \u201cO puritanismo \u00e9 o temor persistente de que algu\u00e9m, em algum lugar, possa ser feliz\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Entretanto esses irm\u00e3os eram fervorosos espiritualmente, acad\u00eamicos prof\u00edcuos, trabalhadores esfor\u00e7ados, amante das artes e membros influentes em sua sociedade. Augustus Nicodemos nos ajuda a ter uma compreens\u00e3o sobre eles:<\/p>\n<p>\u201cDevemos imaginar estes puritanos como o extremo oposto daqueles que se dizem puritanos hoje. Imaginemo-los jovens, intensamente fortes, intelectuais, progressistas, muito atuais. (&#8230;) Puritanos&#8230; ca\u00e7avam, praticavam esportes, usavam roupas coloridas, faziam amor com suas esposas, tudo isto para a gl\u00f3ria de Deus, o qual os colocou em posi\u00e7\u00e3o de liberdade\u201d.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>Uma vez que o objetivo deste texto \u00e9 mostrar os princ\u00edpios do envolvimento social dos puritanos, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel entrar em detalhes sobre sua teologia, vida cotidiana e pr\u00e1ticas eclesi\u00e1sticas. Caso voc\u00ea queira conhecer mais sobre eles, indico, dentre as obras consultadas para este artigo, o livro \u201cSantos no Mundo\u201d, de Leland Ryken. O autor aborda com esmero quest\u00f5es relacionadas ao casamento, fam\u00edlia, trabalho, eclesiologia e teologia desses crist\u00e3os, reservando inclusive um cap\u00edtulo para mostrar de maneira muito transparente onde eles trope\u00e7aram por causa do seu excesso de zelo.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Vida crist\u00e3 integral<br \/>\n<\/strong>A fim de entendermos a vis\u00e3o puritana a respeito da a\u00e7\u00e3o social \u00e9 importante que levemos em considera\u00e7\u00e3o a compreens\u00e3o que eles tinham sobre a vida crist\u00e3, o ser humano e o relacionamento deste com a sociedade.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, devemos saber que os puritanos n\u00e3o faziam uma distin\u00e7\u00e3o entre sagrado e secular. Eles viviam um estilo de vida hol\u00edstico, se esfor\u00e7ando para que o menor dos seus trabalhos fosse para a gl\u00f3ria de Deus. \u201cPara os puritanos, toda a vida era a vida de Deus. Seu objetivo era integrar seu trabalho di\u00e1rio com sua devo\u00e7\u00e3o religiosa a Deus.\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para esse pensamento fundamenta-se no entendimento de que o Criador \u00e9 Senhor sobre cada \u00e1rea da vida. Portanto, eles \u201caplicavam o seu entendimento a respeito da mente de Deus a cada aspecto da vida, considerando a igreja, a fam\u00edlia, o Estado, as artes e as ci\u00eancias, o mundo do com\u00e9rcio e da ind\u00fastria, como sendo t\u00e3o importantes quanto \u00e0s devo\u00e7\u00f5es individuais do crente e tamb\u00e9m como v\u00e1rias esferas nas quais Deus deve ser servido e honrado.\u201d <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Em meio a uma sociedade onde prevalecia a cosmovis\u00e3o cat\u00f3lica romana que valorizava o nobre servi\u00e7o do clero em detrimento do humilde servi\u00e7o dos leigos, William Perkins orientou seus fi\u00e9is mostrando-lhes que \u201ca a\u00e7\u00e3o de um pastor guardando as ovelhas&#8230; \u00e9 um trabalho t\u00e3o bom diante de Deus como a a\u00e7\u00e3o de um juiz ao sentenciar, ou de um magistrado ao regulamentar , ou de um ministro ao pregar.\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/p>\n<p>No in\u00edcio de seu livro \u201cEntre os Gigantes de Deus\u201d J. I. Packer nos apresenta uma s\u00e9rie de li\u00e7\u00f5es que podemos aprender com os puritanos. A primeira delas \u00e9 justamente a integra\u00e7\u00e3o de suas vidas di\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cViam a vida como um todo, integravam a contempla\u00e7\u00e3o com a a\u00e7\u00e3o, culto com trabalho, labor com descanso, amor a Deus com amor ao pr\u00f3ximo e a si mesmo, a identidade pessoal com a social, e um amplo espectro de responsabilidades relacionadas umas com as outras, de forma totalmente consciente e pensada\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p><strong>O homem e a sociedade<br \/>\n<\/strong>Os puritanos tinham um conceito tr\u00edplice acerca do homem: perfeito, como criado por Deus; pecaminoso em decorr\u00eancia do pecado original; e capaz de reden\u00e7\u00e3o e glorifica\u00e7\u00e3o uma vez alcan\u00e7ada pela gra\u00e7a de Deus.<\/p>\n<p>Packer afirma que a \u201caprecia\u00e7\u00e3o [dos puritanos] pela dignidade humana como criatura feita para ser amiga de Deus era intensa, e tamb\u00e9m o era seu senso da beleza e nobreza da santidade humana.\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> Lendo esse testemunho, lembro-me imediatamente da se\u00e7\u00e3o 5 do Pacto de Lausanne: \u201cporque a humanidade foi feita \u00e0 imagem de Deus, toda pessoa, sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, religi\u00e3o, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intr\u00ednseca em raz\u00e3o da qual deve ser respeitada e servida, e n\u00e3o explorada\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>A compreens\u00e3o puritana neste ponto \u00e9 de que o homem foi feito por Deus como um ser social e, portanto, deve viver em sua sociedade. \u00c9 prov\u00e1vel que essa informa\u00e7\u00e3o confronte o senso comum onde o puritanismo \u00e9 visto como uma forma de monasticismo protestante, que se afasta do mundo para viver em santidade junto com outros crist\u00e3os. Por\u00e9m o pregador Samuel Willard elogiou um comerciante de sua congrega\u00e7\u00e3o quando disse que ele era um santo na terra que vivia em meio a ocasi\u00f5es extremas e urgentes do seu neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Para eles havia uma din\u00e2mica coerente da vida em sociedade que deveria ser ben\u00e9fica para ambos os lados. O homem trabalha para o bem da sociedade para que esta lhe retribua sendo um ambiente agrad\u00e1vel para viver. O puritano Cotton Mather disse que \u201cDeus fez o homem uma criatura de sociedade. Esperamos benef\u00edcios da sociedade humana. Isto equivale a que a sociedade humana deveria receber benef\u00edcios de n\u00f3s.\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>Era comum o ensinamento de que o crist\u00e3o deveria buscar o bem-estar de sua comunidade. Frases como esta de John Cotton se repetem na pena de v\u00e1rios autores puritanos: \u201cdevemos visar n\u00e3o s\u00f3 ao nosso pr\u00f3prio bem, mas ao bem-estar p\u00fablico.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p>O grande diferencial \u00e9 que os puritanos enxergavam a sociedade ideal n\u00e3o como um estado laico, mas como um agrupamento de pessoas que deveria se render aos p\u00e9s do Salvador, vivendo de modo digno dele, para agrad\u00e1-lo. J. I. Packer disse que os puritanos foram muito influenciados pelo interesse secular de John Knox, que clamava em suas ora\u00e7\u00f5es \u201cd\u00e1-me a Esc\u00f3cia, ou ent\u00e3o morrerei\u201d.<\/p>\n<p>\u201c[John Knox] via a b\u00ean\u00e7\u00e3o da reforma nacional como algo que envolvia a chamada de Deus para conformarem-se \u00e0 piedade coletiva, para que todos a vissem (&#8230;). Os Puritanos, como um grupo, compartilhavam [esse interesse] da santifica\u00e7\u00e3o social com a qual sonhavam \u2014 ainda que, entre os nobres, cl\u00e9rigos, educadores, advogados, pol\u00edticos, tecel\u00f5es, negociantes e outros, sem esquecermos das mulheres, que faziam parte do Puritanismo, alvos espec\u00edficos e \u00eanfases sobre quest\u00f5es eclesi\u00e1sticas e comunit\u00e1rias variassem de pessoa para pessoa.\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><\/p>\n<p><strong>A a\u00e7\u00e3o social<br \/>\n<\/strong>Levando em considera\u00e7\u00e3o a cosmovis\u00e3o puritana de que n\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre uma vida religiosa e uma vida secular, onde Deus \u00e9 o Senhor de tudo; de que o ser humano foi feito para viver em sociedade, beneficiando-a e sendo beneficiado por ela; e de que, apesar de ca\u00eddo, o homem tem dignidade por ter sido feito \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, n\u00e3o fica dif\u00edcil imaginarmos como era a assist\u00eancia social que esses irm\u00e3os davam fora de suas par\u00f3quias.<\/p>\n<p>Os puritanos sempre tiveram um grande envolvimento na pol\u00edtica de seus pa\u00edses. Na Inglaterra os puritanos influenciaram fortemente o governo por quase duas d\u00e9cadas na metade do s\u00e9culo XVI. Nos Estados Unidos (principalmente nas col\u00f4nias de Massachusetts e Connecticut onde se instalaram) eles tiveram papel de destaque na elabora\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas governamentais.<\/p>\n<p>Eles estavam longe de ser um povo obscuro e bitolado. De fato, uma caracter\u00edstica que marcou este movimento foi o seu alto grau de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Somente seis anos ap\u00f3s sua chegada \u00e0 Baia de Massachusetts, eles fundaram a faculdade de Harvard (que depois se tornou universidade), sendo mantida inicialmente \u00e0 custa dos fazendeiros puritanos.<\/p>\n<p>Fundar escolas passou a ser uma distin\u00e7\u00e3o deste grupo de irm\u00e3os. Em certa ocasi\u00e3o John Eliot fez a seguinte ora\u00e7\u00e3o: \u201cSenhor, [rogamos] por escolas em todos os lugares entre n\u00f3s&#8230; Oh, que nossas escolas possam florescer. Que cada membro desta assembleia possa ir para casa e consiga uma boa escola para ser encorajado na cidade onde mora\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. O investimento que os puritanos deram para a educa\u00e7\u00e3o do povo at\u00e9 hoje \u00e9 reconhecida por pedagogos como J. W. Ashley Smith que disse que foi na \u00e9poca do governo puritano na Inglaterra que os estudos universit\u00e1rios alcan\u00e7aram o \u00e1pice.<\/p>\n<p>Engana-se quem acredita que os puritanos era um grupo exclusivista que s\u00f3 cuidava dos seus. Richard Baxter ensinou que os santos devem ter l\u00e1grimas para derramar at\u00e9 pelos seus inimigos. Um dos alvos de maiores cuidados desses irm\u00e3os eram os mais pobres da cidade. Em um panfleto distribu\u00eddo por eles, l\u00ea-se: \u201cum dos principais objetivos de todas as nossas a\u00e7\u00f5es sociais, empregos pol\u00edticos e empreendimentos tang\u00edveis em nossos chamados particulares, deve ser o de cuidado dos pobres.\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> Os pr\u00f3prios pregadores puritanos, muitas vezes com pouqu\u00edssimas condi\u00e7\u00f5es financeiras recebiam em suas mesas \u201cmendigos e gentes pobres\u201d.<\/p>\n<p>Os puritanos tamb\u00e9m lutavam contra a injusti\u00e7a social que era t\u00e3o frequente naquela \u00e9poca. Eles usavam o pr\u00f3prio p\u00falpito para denunciar os pre\u00e7os exagerados que eram cobrados pelos g\u00eaneros aliment\u00edcios mais essenciais. Do p\u00falpito, Increase Mather dirigiu-se \u00e0 sua congrega\u00e7\u00e3o: \u201co homem pobre chega a voc\u00eas necessitando determinada mercadoria, e voc\u00eas o far\u00e3o pagar o que lhes satisfaz, pondo o pre\u00e7o que lhes agrade no que ele precisa&#8230; sem o menor respeito pelo justo valor da mercadoria.\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Por entenderem que o homem deve trabalhar para o benef\u00edcio da cidade onde vive, e por ela ser beneficiado, era natural que eles lutassem contra todo o tipo de opress\u00e3o que esta impunha sobre os mais carentes. Por terem uma vis\u00e3o hol\u00edstica da vida, ao assistir o pobre em suas necessidades b\u00e1sicas, os puritanos estavam prestando um culto (servi\u00e7o) ao pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio os puritanos foram ensinados a olhar para o pr\u00f3ximo com amor. William Tyndale \u2013 considerado o primeiro puritano \u2013 disse que o termo \u201cpr\u00f3ximo\u201d \u00e9 uma palavra de amor e que o crist\u00e3o sempre deve estar pronto para auxiliar quem se encontra em necessidade. Richard Sibbes disse que \u201cquando estamos em Cristo, vivemos para os outros e n\u00e3o para n\u00f3s mesmos\u201d.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> Uma vis\u00e3o consistente considerando que eles tinham grande aprecia\u00e7\u00e3o pela dignidade humana.<\/p>\n<p>Para eles, o Novo Nascimento vinha acompanhado de uma profunda preocupa\u00e7\u00e3o social e os atos de bondade eram uma forma de gratid\u00e3o, n\u00e3o de m\u00e9rito. A ess\u00eancia do cristianismo era expressar o amor a Deus para com o seu pr\u00f3ximo. O famoso pastor puritano Richard Baxter escreveu: \u201ca verdadeira \u00e9tica crist\u00e3 \u00e9 o amor a Deus e ao homem, incitado pelo Esp\u00edrito de Cristo, pela f\u00e9; e exercido nas obras de piedade, justi\u00e7a, caridade e temperan\u00e7a\u201d.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p>\n<p>Um pensamento que resume bem a A\u00e7\u00e3o Social dos Puritanos \u00e9 expresso por William Perkins: \u201cA verdadeira finalidade de nossas vidas \u00e9 prestar servi\u00e7o a Deus no servi\u00e7o aos homens e nos afazeres de nossos chamados.\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p>Que possamos aprender com estes bons exemplos do passado. Podemos servir a Deus no servi\u00e7o ao nosso pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/HeberNegrao\"><strong>\u2022 H\u00e9ber Negr\u00e3o <\/strong><\/a>\u00e9 paraense, tem 33 anos, mestre em Etnomusicologia e casado com Sophia. Ambos s\u00e3o mission\u00e1rios da\u00a0<a href=\"http:\/\/meib.com.br\/\">Miss\u00e3o Evang\u00e9lica aos \u00cdndios do Brasil (MEIB)<\/a>e da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.missaoalem.org.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Lingu\u00edstica Evang\u00e9lica Mission\u00e1ria (ALEM)<\/a>. Residem em Paragominas (PA) e trabalham com o povo Temb\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m<br \/>\n<\/strong><a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/artigos\/288\/memoria-historica-parte-i\" target=\"_blank\">Mem\u00f3ria hist\u00f3rica <\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/artigos\/253\/as-origens-do-evangelicalismo\" target=\"_blank\">As origens do evangelicalismo <\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/loja\/produtos\/a-caminhada-crista-na-historia\" target=\"_blank\">A caminhada crist\u00e3 na hist\u00f3ria <\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Os Puritanos, sua origem e sua hist\u00f3ria, Alderi Souza de Matos. http:\/\/www.mackenzie.br\/7058.html<br \/>\n<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Quando a cultura vira evangelho &#8211; http:\/\/ow.ly\/YtysN<br \/>\n<a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Santos no Mundo, Leland Ryken. p.63<br \/>\n<a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Entre os Gigantes de Deus, J. I. Packer. p. 26<br \/>\n<a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ryken, p.62<br \/>\n<a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Packer. p.20<br \/>\n<a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Ibid, p.22<br \/>\n<a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> O Pacto de Lausanne &#8211; http:\/\/ow.ly\/Ytyn6<br \/>\n<a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Ryken, p. 72<br \/>\n<a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ibid, p. 72<br \/>\n<a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Packer, p.358<br \/>\n<a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Rycken, p.264<br \/>\n<a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Ibid, p.295<br \/>\n<a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Ibid, p.297<br \/>\n<a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Ibid, p.292<br \/>\n<a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> Ibid, p. 299<br \/>\n<a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> Ibid, p.71<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por H\u00e9ber Negr\u00e3o Os puritanos fizeram parte da Reforma Protestante na Inglaterra no s\u00e9culo XVI. 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