{"id":3857,"date":"2014-07-11T00:13:07","date_gmt":"2014-07-11T03:13:07","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=3857"},"modified":"2014-07-07T08:27:26","modified_gmt":"2014-07-07T11:27:26","slug":"arte-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2014\/07\/arte-indigena\/","title":{"rendered":"Arte ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_09_07_14_Arte_indigena.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-3857\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3858\" alt=\"P10_09_07_14_Arte_indigena\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_09_07_14_Arte_indigena.jpg\" width=\"448\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_09_07_14_Arte_indigena.jpg 448w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_09_07_14_Arte_indigena-300x182.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_09_07_14_Arte_indigena-150x91.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><em>Por Leonizia J. O\u2019oro<\/em><\/p>\n<p>O que antes era apenas um ornamento e parte do dia a dia da cultura de muitos povos ind\u00edgenas, hoje serve como fonte de renda e pode ser encontrado e comprado em muitas lojas de artesanato ou sendo vendido pelos pr\u00f3prios ind\u00edgenas, e, em alguns casos, at\u00e9 exportado para fora do pa\u00eds. Mas como aconteceu essa expans\u00e3o na comercializa\u00e7\u00e3o de artesanato ind\u00edgena?<\/p>\n<p>Sabe-se pela hist\u00f3ria que muitos povos ind\u00edgenas usavam ornamentos como penas coloridas, cocares, colares, chocalhos, pinturas e outros apenas em festas ou rituais espec\u00edficos. No dia a dia, eles produziam para o seu pr\u00f3prio uso panelas e potes de barros, cuias, colheres, flechas. Tudo era feito com mat\u00e9ria-prima encontrada na natureza que os rodeava, contendo detalhes que representavam um povo espec\u00edfico. Ouvia-se dos antigos que para certo povo foi dado o dom de fazer cestos e potes, para outro, o dom de fazer atur\u00e1, mas para n\u00f3s, o dom de liderar e trocar com eles. Esse \u00e9 apenas um pequeno exemplo de que nem todos os povos ind\u00edgenas produzem naturalmente certos artesanatos.<\/p>\n<p>Antes mesmo do contato com os \u201cbrancos\u201d, a economia entre os povos ind\u00edgenas j\u00e1 era presente. Naquela \u00e9poca, era comum a economia da troca: quem produzia potes, cestos, tipitis, peneiras etc., trocava-os por carnes de ca\u00e7a, frutas ou mesmo por outros artesanatos. O contato com o homem branco trouxe tamb\u00e9m o contato com o dinheiro. Percebendo que havia interesse nos artesanatos produzidos por eles, os ind\u00edgenas passaram a especializar-se em produzir artesanato em grande escala, gerando, assim, uma fonte de renda. A partir desse momento, os artesanatos ind\u00edgenas come\u00e7aram a sofrer uma altera\u00e7\u00e3o, agora n\u00e3o sendo mais produzidos apenas para ornamentar rituais espec\u00edficos, mas tamb\u00e9m para o sustento da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Convivendo com ind\u00edgenas da regi\u00e3o Centro-Oeste do Brasil, percebo que h\u00e1 muitos homens que produzem arte em madeira, e que este tipo de arte \u00e9 uma forma de o homem participar na renda da fam\u00edlia. H\u00e1\u00a0uma fam\u00edlia aqui onde moro que paga os estudos com a venda dos seus artesanatos, muito procurados na regi\u00e3o por apresentar tra\u00e7os e pinturas ex\u00f3ticas t\u00edpicas do seu povo.<\/p>\n<p>Em alguns casos, esses artesanatos foram adaptados e aperfei\u00e7oados para atender o gosto do cliente. Por isso, o que antes era feito apenas com mat\u00e9ria-prima proveniente da natureza, agora recebe alguns retoques \u201cartificiais\u201d, como mi\u00e7angas, linhas, fechos para brincos e pulseiras. E tudo isso para que sua arte se ajuste ao mercado consumidor e continue sendo um meio de renda.<\/p>\n<p>A inevit\u00e1vel conviv\u00eancia do \u00edndio com o mundo n\u00e3o ind\u00edgena o fez adequar muitas coisas para a sua subsist\u00eancia, sendo umas delas a sua arte.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><b>\u2022 Leonizia J. O\u2019oro<\/b>, ind\u00edgena da etnia tukano, mission\u00e1ria e coordenadora do curso TIB &#8212;\u00a0Tradutores Ind\u00edgenas da B\u00edblia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Nota: a<\/b>rtigo publicado na se\u00e7\u00e3o Arte e Cultura, da <a href=\"http:\/\/www.ultimato.com.br\/revista\/348\" target=\"_blank\">revista <strong>Ultimato<\/strong> 348<\/a> (maio-junho\/2014).<\/p>\n<p>Foto:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Leonizia J. 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