{"id":3817,"date":"2014-06-23T10:52:56","date_gmt":"2014-06-23T13:52:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/?p=3817"},"modified":"2014-06-23T10:56:06","modified_gmt":"2014-06-23T13:56:06","slug":"dedicacao-integral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/2014\/06\/dedicacao-integral\/","title":{"rendered":"Dedica\u00e7\u00e3o integral"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3818\" style=\"width: 573px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Barco.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-3817\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3818\" class=\" wp-image-3818 \" alt=\"P10_23_06_14_Barco\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Barco.jpg\" width=\"563\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Barco.jpg 563w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Barco-300x176.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Barco-150x88.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3818\" class=\"wp-caption-text\">Barco Hospital Mission\u00e1rio da Igreja Metodista atendeu mais de oito mil ribeirinhos e ind\u00edgenas em 2013<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: 13px;\">O Barco Hospital \u00e9 um minist\u00e9rio da Igreja Metodista na Regi\u00e3o Mission\u00e1ria do Amazonas. Centenas de ribeirinhos e ind\u00edgenas j\u00e1 foram atendidos pelo projeto. Desde 2010, quem organiza as viagens \u00e9 o pastor Luis Augusto Cardias. Todos os anos ele recebe volunt\u00e1rios\/as de v\u00e1rias partes do Brasil e do mundo para levar sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e desenvolvimento comunit\u00e1rio a quem tem pouco ou nenhum acesso. Nesta entrevista ao jornal metodista \u201cExpositor Crist\u00e3o\u201d (edi\u00e7\u00e3o mar\u00e7o\/2014), o pastor Luis Augusto conta algumas experi\u00eancias marcantes e faz um apelo aos metodistas brasileiros. Leia e reflita!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como come\u00e7ou seu minist\u00e9rio com os ribeirinhos e ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia?<\/b><\/p>\n<p><b>Pr. Augusto Cardias:<\/b> Tenho 19 anos de trabalho com esses povos. Antes de passar pela faculdade de teologia em Porto Velho\/RO, eu era membro de uma miss\u00e3o americana chamada <i>Teen Missions.<\/i> Ap\u00f3s cinco anos nessa miss\u00e3o, meu desejo de pregar o evengelho aumentou e, ao mesmo tempo, sentia uma necessidade maior de me preparar. Foi quando comecei a cursar teologia. Depois assumi o pastorado na Igreja Metodista em Rond\u00f4nia. Minha primeira igreja foi uma congrega\u00e7\u00e3o metodista em uma \u00e1rea de invas\u00e3o de terra chamada Jardim das Mangueiras. Come\u00e7amos o trabalho com dois adultos e 15 crian\u00e7as. Hoje, nesse local, h\u00e1 uma igreja consolidada e bem din\u00e2mica para a gl\u00f3ria do nosso Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como come\u00e7ou o trabalho com o Barco Hospital Mission\u00e1rio?<\/b><\/p>\n<p>O trabalho come\u00e7ou com um sonho do bispo Adolfo, que sempre desejou alcan\u00e7ar os ribeirinhos e ajudar este povo. Deus ouviu a ora\u00e7\u00e3o do bispo e tocou no cora\u00e7\u00e3o de um empres\u00e1rio que construiu o barco e deixou sob a responsabilidade da organiza\u00e7\u00e3o Vis\u00e3o<i> <\/i>Mundial no ano de 2002. Em seguida uma parceria foi firmada com a Igreja Metodista. Este ano o Barco Hospital completa 14 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Quais s\u00e3o as maiores dificuldades do povo visitado pelo Barco Hospital?<\/b><\/p>\n<p>Nos locais que temos atendido, h\u00e1 muitas crian\u00e7as e adolescentes sem perspectiva. A grande maioria se casa aos 13 anos de idade e logo tem filhos. Vivem com muita dificuldade. Dependem da ca\u00e7a ou pesca e sofrem coma cheia ou coma seca. Algumas comunidades at\u00e9 contam com enfermeiros ou m\u00e9dicos, mas n\u00e3o t\u00eam medicamentos. H\u00e1 escolas, mas n\u00e3o investimentos. S\u00e3o muitos casos de doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis entre os jovens. Em algumas comunidades, o \u00edndice de HIV come\u00e7a a crescer assustadoramente. Isso tudo sem falar no turismo sexual, pedofilia e as drogas que est\u00e3o invadindo as comunidades. Todas essas mazelas chegam por meio das embarca\u00e7\u00f5es que fazem o transporte de turistas e moradores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Certamente o senhor j\u00e1 viveu muitas experi\u00eancias marcantes. Poderia contar uma delas?<\/b><\/p>\n<div id=\"attachment_3820\" style=\"width: 279px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Luis_Algusto_Cardias.jpg\" class=\"lightview\" data-lightview-group=\"group-3817\" data-lightview-options=\"skin: 'dark', controls: 'relative', padding: '10', shadow: { color: '#000000', opacity: 0.08, blur: 3 }\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3820\" class=\" wp-image-3820\" alt=\"P10_23_06_14_Luis_Algusto_Cardias\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Luis_Algusto_Cardias.jpg\" width=\"269\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Luis_Algusto_Cardias.jpg 336w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Luis_Algusto_Cardias-300x236.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/paralelo10\/files\/2014\/06\/P10_23_06_14_Luis_Algusto_Cardias-150x118.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3820\" class=\"wp-caption-text\">Pastor Luis Augusto Cardias<\/p><\/div>\n<p>Sim. Em 2012, fomos procurados pelos \u00edndios da tribo Mura na regi\u00e3o do rio Altazes, distante 20 horas de Manaus. Eles fizeram um pedido, pois estavam abandonados, n\u00e3o tinham igreja, recursos ou ajuda. Eles queriam saber com quem precisavam falar para que o Barco da Igreja Metodista os visitasse. Fizemos um apelo em v\u00e1rias igrejas e apenas uma atendeu nosso chamado. Os custos da viagem passavam de 22 mil reais. Ao chegarmos l\u00e1, fizemos um trabalho maravilhoso de atendimento m\u00e9dico e evangel\u00edstico. Ao todo, 67 ind\u00edgenas aceitaram a Jesus. Mas, a experi\u00eancia mais marcante aconteceu quando est\u00e1vamos em um momento de lazer. Uma das integrantes da equipe saiu para ir ao barco, quando viu uma jovem ind\u00edgena entrando no mato chorando. Incomodada com aquela cena, resolveu seguir a jovem. Ao chegar perto, disse que se precisasse de ajuda ela estava ali para ajudar. Foi ent\u00e3o que a jovem desabafou que estava muito triste e que entrou ali para se matar. Disse tamb\u00e9m que s\u00f3 n\u00e3o se mataria se Deus falasse com ela naquele momento. E Deus falou. Aquela n\u00e3o se suicidou porque naquele momento havia uma pessoa que veio de muito longe no barco da Igreja Metodista para se encontrar com aquela jovem. Em janeiro desse ano, eu estive na tribo dos indos Muras e aquela jovem estava l\u00e1, feliz, casada, com um filho lindo e vivendo em paz. Ela disse: \u201cainda bem que existe esta igreja e este barco porque voc\u00eas s\u00e3o os \u00fanicos que se importam com a gente e n\u00e3o nos abandonam\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como o senhor se sente trabalhando e aben\u00e7oando esses povos?<\/b><\/p>\n<p>\u00c0s vezes me sinto impotente, pois nas \u00faltimas estat\u00edsticas levantadas sobre povos os povos ribeirinhos e ind\u00edgenas, descobrimos que h\u00e1 121 etnias ind\u00edgenas onde o evangelho ou igrejas. Deus tem nos cobrado para avan\u00e7ar e fazer mais. Este ano estamos buscando parcerias para irmos a algumas localidades aonde o Evangelho ainda n\u00e3o chegou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Lembra de alguma experi\u00eancia frustrante no campo?<\/b><\/p>\n<p>Com certeza. S\u00e3o v\u00e1rias. Uma vez na Vila do Pesqueiro, no Lago do Janauaca, regi\u00e3o do rio Manaquiri, havia muita gente para ser atendida. Est\u00e1vamos muito motivados. No per\u00edodo da manh\u00e3 foi tudo muito tranquilo, entretanto, \u00e0 tare, passamos por uma situa\u00e7\u00e3o muito triste. Uma jovem de 26 anos, gr\u00e1vida de nove meses, chegou muito feliz, pois, aguardava a chegada do primeiro filho. Fizemos a ficha de atendimento e a colocamos na lista de prioridade para a ginecologista. Cinco minutos depois que ela entrou na sala de atendimento, fui chamado. A ginecologista me contou que a crian\u00e7a estava morta, dentro da barriga da m\u00e3e. O tempo de nascimento havia passado. Eu tive de dar a not\u00edcia para aquela jovem. O beb\u00ea morreu porque naquela regi\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 m\u00e9dicos. Isso mexeu muito conosco, pois se tiv\u00e9ssemos chegado dois dias antes, poder\u00edamos ter salvado aquela crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o aconteceu no Lago Grande na regi\u00e3o da Vila do Lim\u00e3o, distante 16 horas de Manaus. Est\u00e1vamos atendendo em casas flutuantes. A cheia era muito grande na \u00e9poca. Depois de atendermos o dia todo, uma fam\u00edlia nos procurou para falar sobre um problema do local. Um senhor aposentado estava aliciando crian\u00e7as da vila. Ele dava presentes \u00e0s crian\u00e7as e tamb\u00e9m aos seus pais em troca do sil\u00eancio. Aquela fam\u00edlia perguntou o que a igreja poderia fazer para ajudar a mudar essa situa\u00e7\u00e3o. A equipe que estava comigo ficou muito indignada, mas n\u00e3o houve outra rea\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser esta. Hoje temos um ponto de prega\u00e7\u00e3o perto desse local, mas ainda n\u00e3o conseguimos ser eficientes para resolver o problema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como o senhor avalia o envolvimento dos metodistas brasileiros em a\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias na Amaz\u00f4nia?<\/b><\/p>\n<p>Acredito que a nossa igreja brasileira est\u00e1 olhando com mais carinho e intensidade para a regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Grande parte das equipes de volunt\u00e1rios \u00e9 de brasileiros. At\u00e9 2010, t\u00ednhamos 10 viagens com estrangeiros e 2 com brasileiros por ano. Atualmente, temos 12 com brasileiros e 4 com estrangeiros. Mesmo assim, fa\u00e7o um clamor para todos os membros das nossas igrejas. Venham ter uma experi\u00eancia mission\u00e1ria nas regi\u00f5es ribeirinhas e em Manaus! Todas as pessoas s\u00e3o bem&#8211;vindas: adolescentes, jovens, adultos, estudantes, m\u00e9dicos\/as, dentistas, manicures, cabeleireiros\/as, professores\/as de Escola Dominical, rep\u00f3rteres, fot\u00f3grafos\/as, l\u00edderes de c\u00e9lulas, pastores\/ as, seminaristas, artes\u00e3os\/\u00e3s, aposentados\/as, bispos, intercessores\/as, tesoureiros\/as, todos! H\u00e1 sempre algo que voc\u00ea poder\u00e1 fazer aqui no meio do nosso povo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entrevista publicada original no jornal \u201cExpositor Crist\u00e3o\u201d de mar\u00e7o\/2014. <a href=\"http:\/\/www.metodista.org.br\/content\/interfaces\/cms\/userfiles\/files\/expositor-cristao\/Expositor-Critao-Mar2014.pdf\">Baixe a edi\u00e7\u00e3o em PDF.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Barco Hospital \u00e9 um minist\u00e9rio da Igreja Metodista na Regi\u00e3o Mission\u00e1ria do Amazonas. Centenas de ribeirinhos e ind\u00edgenas j\u00e1 foram atendidos pelo projeto. 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